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este
3º Domingo da Páscoa, a liturgia nos convida a percorrer o caminho de
Emaús. É a jornada da decepção à esperança, do "nós
esperávamos" para o "Ele está vivo".
Os discípulos de Emaús estão de costas para Jerusalém
e de coração pesado. Eles conhecem os fatos da Paixão, mas não compreendem o
sentido. Jesus se aproxima não como um mestre distante, mas como um companheiro
de viagem que pergunta: "O que estais conversando?".
Isso nos ensina que Deus se interessa pelas nossas frustrações e caminha
conosco mesmo quando estamos fugindo ou desanimados.
Jesus não se revela de imediato. Primeiro, Ele explica
as Escrituras. Para que os olhos se abram, o coração precisa arder. A homilia
de Jesus no caminho mostra que a Cruz não foi um erro, mas o cumprimento do
amor. Sem a Palavra, os acontecimentos da vida parecem absurdos; com ela,
tornam-se parte de um plano de salvação.
O ápice se dá na mesa. Ao repetir os gestos da Ceia —
tomar, bendizer, partir e dar —, Jesus se faz reconhecer. Ele desaparece de
diante deles porque agora habita dentro deles e na Eucaristia.
O encontro com o Ressuscitado não é apenas uma ideia, é uma experiência
concreta de comunhão.
Meus irmãos e irmãs, quem encontra o Ressuscitado não
consegue ficar parado. Os discípulos, que antes caminhavam lentos e tristes,
voltam correndo para Jerusalém. A Páscoa nos transforma de "fugitivos"
em "testemunhas". Que hoje, ao reconhecermos o
Senhor na Fração do Pão, possamos também nós retomar o caminho com o coração
ardendo e os pés apressados para anunciar a vida.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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