sábado, 7 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 08/02/2026


“Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo.”

A

 liturgia deste 5º Domingo do Tempo Comum convida à reflexão sobre a missão dos discípulos de Cristo no mundo. Após proclamar as Bem-aventuranças, Jesus dirige-se aos seus seguidores com duas imagens fortes e simbólicas: o sal e a luz. Ambas expressam a vocação cristã de transformar a realidade e testemunhar o amor de Deus em meio à sociedade.

O sal, na cultura bíblica, era símbolo de aliança, purificação e preservação. Ele dá sabor e impede a corrupção dos alimentos. Assim também o cristão é chamado a dar sabor à vida, a conservar o bem e a impedir que o mal se espalhe. Ser “sal da terra” significa viver de modo coerente com o Evangelho, tornando a presença de Cristo perceptível nas atitudes, palavras e escolhas diárias. Quando o sal perde o sabor, torna-se inútil; da mesma forma, a fé sem testemunho perde sua força transformadora.

A segunda imagem, a da luz, remete à missão de iluminar. A luz não existe para si mesma, mas para dissipar as trevas. Jesus é a Luz verdadeira, e os seus discípulos refletem essa luz no mundo. “Brilhe a vossa luz diante dos homens”, diz o Senhor, para que as boas obras revelem a presença de Deus. A fé autêntica não se esconde, mas se manifesta em gestos concretos de justiça, solidariedade e misericórdia.

A primeira leitura, do profeta Isaías (58,7-10), reforça essa dimensão prática da fé: “Reparte o teu pão com o faminto, acolhe em casa os pobres sem abrigo.” A luz que o Evangelho pede não é apenas espiritual, mas também social. A caridade e a justiça são o brilho que torna visível o Reino de Deus. Quando o amor se traduz em ação, a luz de Cristo resplandece no mundo.

Na segunda leitura, São Paulo (1Cor 2,1-5) recorda que o anúncio do Evangelho não depende da sabedoria humana, mas da força do Espírito. O apóstolo se apresenta com humildade, consciente de que a eficácia da missão vem de Deus. Essa atitude ensina que ser sal e luz não é questão de prestígio ou poder, mas de serviço e fidelidade.

A liturgia deste domingo, portanto, é um chamado à coerência e à responsabilidade. O cristão não pode ser indiferente diante das trevas da injustiça, da indiferença e da falta de esperança. Ser luz é iluminar com a presença, com a palavra e com o testemunho. Ser sal é conservar o sabor do Evangelho em meio às dificuldades e desafios do tempo presente.

    Que a Palavra deste domingo inspire a viver uma fé viva, saborosa e luminosa, capaz de transformar o mundo pela força do amor e da esperança em Cristo.

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