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distribuição da Sagrada Comunhão é um dos
momentos mais solenes da Liturgia Católica. Para auxiliar os sacerdotes nessa
missão e garantir que o Corpo de Cristo chegue também àqueles que estão
impossibilitados de comparecer à igreja, a comunidade conta com o auxílio dos Ministros
Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE). Popularmente conhecidos como
Ministros da Eucaristia, esses homens e mulheres exercem um papel vital na
Igreja. Mas você sabe como eles são escolhidos?
Diferente de outras funções pastorais em que o fiel
pode se voluntariar voluntariamente, o ministério da Eucaristia nasce de um
chamado e de uma criteriosa seleção baseada nas normas universais da Igreja,
nas diretrizes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ouvir o Conselho
Pastoral.
UM
CHAMADO QUE NASCE DO ALTAR
A escolha de um ministro não é um título de honra ou
promoção social, mas sim um compromisso de profundo serviço e doação. O
processo começa pela observação atenta do pároco que, muitas vezes em sintonia
com o Conselho Pastoral, identifica na comunidade fiéis que já demonstram um
testemunho de fé maduro e ativo.
Para ser indicado, o candidato precisa preencher
requisitos fundamentais divididos em três pilares principais:
- Vida Sacramental
Regular: É obrigatório ter a
Iniciação Cristã completa (Batismo, Primeira Comunhão e Crisma).
Além disso, o candidato deve ter uma situação matrimonial regularizada
perante as leis da Igreja e ser um católico praticante assíduo às missas e
ao sacramento da Confissão.
- Idoneidade e
Testemunho: O futuro ministro
deve gozar de boa reputação dentro e fora da comunidade. Discrição,
humildade, equilíbrio emocional e um profundo amor e reverência à
Eucaristia são traços indispensáveis para o perfil.
- Idade e
Disponibilidade: Embora a idade
mínima varie entre 18 e 21 anos dependendo de cada Diocese, a
disponibilidade de tempo é um fator prático crucial. O ministro precisa
estar pronto para ir além do presbitério, levando o viático aos enfermos e
idosos em suas residências e hospitais.
PREPARAÇÃO
E ENVIO
Uma vez indicados pelo pároco, os candidatos não
assumem a função imediatamente. Eles são integrados a um curso de formação
teológica, litúrgica e doutrinal, onde aprofundam seus conhecimentos sobre o
mistério eucarístico, as normas da Igreja e o zelo no trato com o Santíssimo
Sacramento.
Somente após a conclusão dos estudos e a aprovação do
Bispo diocesano é realizada a Missa de Investidura. É nesta celebração solene
que eles recebem a bênção e o mandato — que costuma ser temporário, durando
geralmente de 2 a 3 anos, com possibilidade de renovação.
O ministério extraordinário é, antes de tudo, uma extensão do amor de Deus que sai do templo e vai ao encontro dos que mais sofrem. Que toda a comunidade continue rezando por nossos ministros, para que exerçam sua missão com o coração sempre humilde e acolhedor.
























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