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liturgia deste 14º Domingo do Tempo Comum nos
convida a fazer uma pausa na correria da vida para contemplar o coração de
Deus. É uma liturgia que fala de leveza, de humildade e de alívio para as
nossas fadigas.
Na primeira leitura, o profeta Zacarias anuncia a
chegada de um rei. No entanto, ele quebra todas as expectativas humanas de
poder. Não é um rei guerreiro que chega montado em um cavalo de batalha com
exércitos armados. É um rei justo, salvador e manso, montado em um jumentinho.
Esse rei destrói as armas de guerra e anuncia a paz.
Ele nos mostra que a lógica de Deus não é a da força bruta, do orgulho ou da
dominação, mas a lógica da proximidade, do serviço e da simplicidade.
No Evangelho, vemos o próprio Jesus encarnando essa
profecia. Ele eleva os olhos ao Pai e faz uma oração de louvor que deve ecoar
em nossos corações: "Eu te louvo, Pai, porque escondeste estas coisas
aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos".
Quem são esses "sábios e inteligentes"? São
os autossuficientes. Aqueles que acham que já sabem tudo, que fecham o coração
para a novidade de Deus e confiam apenas nas próprias capacidades.
Os "pequeninos", por sua vez, não são os
ignorantes, mas os humildes. São aqueles que reconhecem que precisam de Deus,
os que trazem o coração aberto, livre do orgulho. Deus não cabe em mentes
cheias de si; Ele habita em corações que têm espaço para Ele.
São Paulo, na segunda leitura, nos dá a chave para
viver essa pequenez evangélica. Ele nos lembra que não pertencemos à
"carne" — que aqui significa o egoísmo, o orgulho e as paixões
desordenadas —, mas pertencemos ao Espírito.
Viver segundo o Espírito é permitir que a vida do
próprio Cristo ressuscitado guie as nossas escolhas cotidianas. É deixar morrer
o homem velho orgulhoso para dar lugar ao homem novo, que sabe amar e servir.
Por fim, Jesus faz um dos convites mais bonitos de
todo o Evangelho: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e
fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso".
Todos nós carregamos fardos. O fardo das preocupações,
das doenças, das decepções, da ansiedade e, muitas vezes, o fardo de tentar
parecer perfeitos diante do mundo. Jesus não promete mágica para sumir com os
problemas, mas nos convida a partilhar o peso com Ele.
Ele diz: "Tomai sobre vós o meu jugo e
aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração". O jugo era
aquela peça de madeira usada para unir dois bois para puxar o arado. Quando
Jesus diz "o meu jugo", Ele está dizendo: "Andem ao meu lado. Eu
puxo a parte mais pesada com você". O jugo de Jesus é o amor, e o amor não
pesa; o amor alivia.
Nesta Eucaristia, Jesus renova o convite para
descarregarmos aos pés do altar tudo o que pesa em nossa alma. Que possamos
aprender D’Ele a mansidão e a humildade, para que o nosso cansaço se transforme
em paz e a nossa vida seja um reflexo do Seu amor gratuito.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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