sexta-feira, 6 de setembro de 2013

CORREIO MFC BRASIL Nº 334

   
“Os argumentos bíblicos, teológicos e místicos aduzidos pela hierarquia para fazer a apologia ou para justificar o Celibato sacerdotal obrigatório, como necessidade absoluta para a Igreja, não resistem a uma boa análise teológica, psicológica, antropológica ou sociológica”.

O CELIBATO EXIGIDO
JOÃO TAVARES
ENTREVISTA A EDISON VEIGA DE O ESTADO DE SÃO PAULO

João Tavares, padre casado
Esse apego secular, exasperado e exasperante ao celibato obrigatório no sacerdócio, é muito mais de origem platônica (para Platão o corpo era um mal e a alma era sua prisioneira, doida para se libertar dessa prisão...) e agostiniana do que propriamente cristã (Agostinho era um neoplatônico brilhante de vida devassa na juventude que, convertido e feito bispo de Hipona, se tornou um grande misógino).

A
 hierarquia nunca lidou bem e serenamente com o corpo, a erótica, a sexualidade e a afetividade. A disciplina do celibato simplesmente é assim há séculos e continua a ser assim porque convém à hierarquia que assim seja. Garante muito mais a economia e, sobretudo, o férreo esquema de poder interno na hierarquia. A Igreja romana não está preparada, nem quer começar a se preparar para um clero casado, pois isso iria destruir seu atual esquema de poder, que é constantiniano, mundano, não cristão.

Se ter uma família atrapalharia o ministério sacerdotal? - eu diria que modificaria o modo atual de ser padre.

Primeiro, o padre teria menos tempo para a pastoral. Mas aí eu pergunto: quantos padres, realmente, dão à pastoral, todo o seu tempo? Porque tantos são professores, psicólogos, cantores, etc.? Por que padre passeia tanto, inclusive para o estrangeiro?

Segundo, o padre, provavelmente, seria um homem mais humano, mais natural, mais pé-no-chão, mais misericórdia, mais compaixão, mais partilha da responsabilidade, menos poder centralizado em suas mãos, mais responsabilidade e maturidade na sua sexualidade e afetividade.

E as famílias confiariam mais nele para entregarem seus filhos aos cuidados dele.

Além disso, tendo também de cuidar de sua família, seria bem mais relativista no trato com casais, jovens e crianças. E bem mais entrosado com a realidade da vida concreta, inclusiva a vida afetiva, financeira, do trabalho, etc... E bem mais pé no chão nas suas homilias.

Nesse ponto do sacerdote da ativa casado, do celibato opcional, vale uma comparação, tanto com as Igrejas Ortodoxas como com as Igrejas ditas Protestantes (não aceito a designação "evangélica" como distintiva delas em relação à católica!) que há muito vêm resolvendo bem esses problemas. Temos bons padres casados na Ortodoxa e bons padres e bispos casados nas Protestantes. Mas, naturalmente, com esquemas econômicos e de poder muito mais simples e democrático do que o esquema/estrutura católicos de poder hierárquico fechado e com total exclusão dos leigos.

No ano passado, por exemplo, o setor leigo na Convenção Anglicana na Inglaterra, impediu as mulheres de ascenderem ao Episcopado. Contra a vontade do Arcebispo de Cantuária, chefe da Igreja Anglicana e contra a maioria dos votos dos padres e bispos. Coisa impossível numa Igreja católica com o Poder total na mão do alto Clero. Na mesma Igreja católica, mas de rito oriental, os padres podem casar.

E não consta que sejam piores ou menos eficientes do que os padres obrigatoriamente celibatários da Igreja. Há também um outro fator importante. Se o celibato é um conselho evangélico, um carisma especial dado por Deus, ele é um carisma pessoal. Portanto não pode ser imposto por uma lei eclesiástica que não tem fundamentação sólida nem na Bíblia nem na Teologia.

*Reprodução parcial de entrevista mais extensa de João Tavares, padre casado.

Editorial
AS RUAS FALAM

Multidão cerca o Congresso Nacional
O
s jovens acordaram. A geração mais idosa já estava preocupada pelo silêncio juvenil acomodado há tanto tempo. Agora, tomam conta das ruas, fazem política espontânea razoavelmente organizada, sem lideranças espertas nem iniciativas ou monitoramento de organismos, sindicatos ou partidos políticos.

Manifestam sua indignação contra políticas injustas e a falta de políticas sociais e econômicas necessárias e urgentes. O problema de difícil solução é barrar a infiltração de vândalos, talvez manipulados por grupos excluídos das manifestações, programadas como ruidosas, mas pacíficas. A polícia tem dificuldade de agir por causa da mistura confusa de reivindicações legítimas da parte maior e sadia daquela multidão, com a fúria enlouquecida da destruição de pequenos grupos mascarados, que enfraquece a voz legítima das ruas.

Surgem defensores dos predadores atribuindo-lhes uma ideologia que se expressa no quebra-quebra de bancos e lojas de luxo, como símbolos de uma sociedade capitalista desigual e injusta, mas a tese não é convincente, os rostos cobertos confirmam a intenção do anonimato na destruição pela destruição.

Os feridos nos confrontos e os prejuízos para os bens públicos e privados acabam sendo atribuídos a todos, sem uma possível distinção senão pelas máscaras da covardia. A polícia deve ter recursos e inteligência para separar o joio do trigo, desenvolvendo estratégias adequadas sem a violência contraproducente do cassetete que só piora o quadro.

Por enquanto ainda não se percebe o preparo dos seus agentes para enfrentar esse problema, que chegou para ficar e tentar dominar o movimento. Os jovens que saíram do descanso prolongado e foram para as avenidas do país devem também agir com inteligência e firmeza pacífica contra os que deformam a beleza de seus movimentos aplaudidos pela população. Sigam nas ruas na luta incansável pela justiça.

A POESIA DE RUBEM ALVES
   
Rubem Alves
“Contei meus anos e descobri...
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...”

“Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana... muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...”

“Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.”


Economia
OPINIÕES
UM ASSUNTO QUENTE PARA DEBATER
POR LUÍS ARTUR NOGUEIRA E HUGO CILO

   

Q
uantas características são comuns aos economistas Antonio Delfim Netto, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, mais conhecido como Chico Lopes? Muitas. Além de serem veteranos na mesma profissão, os três já ocuparam cargos importantes na área econômica federal, em épocas distintas.

Nos últimos meses, seus discursos para plateias públicas e privadas têm cada vez mais pontos convergentes quando tratam do atual momento econômico do Brasil. Ao contrário do que boa parte do mercado financeiro prega, esses três economistas não acham que o País esteja a caminho da recessão e da bancarrota. Na verdade, esse trio de cavaleiros contra o apocalipse enxerga o copo meio cheio enquanto outros analistas só o veem meio vazio. O noticiário econômico da semana passada resume bem esse quadro. Contra cada indicador divulgado, havia sempre uma saraivada de críticas. O desemprego caiu de 6,0% em junho para 5,6% em julho. Mas os críticos ressaltaram que o índice era inferior aos 5,4% registrados no ano passado.

Entre vagas abertas e fechadas, a economia formal gerou um saldo positivo de 41,5 mil, em julho. Porém, o mercado reclamou que foi o pior resultado em dez anos. A prévia da inflação oficial de agosto ficou em 0,16%, bem abaixo do 0,39% do mesmo período do ano passado. Os pessimistas, no entanto, argumentaram que o índice de preços mais que dobrou em relação ao 0,07% de julho. Em termos anualizados, a economia estará crescendo perto dos 4%, mas o mau humor de plantão dirá que o terceiro trimestre, que mal passou da sua metade, será muito pior – talvez até recessivo...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

MFC ALAGOAS EMPOSSA EQUIPE 2013/2016

A
 Equipe de Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão de Alagoas, em reunião com a presença dos Coordenadores das Cidades de Maceió, Matriz de Camaragibe e Murici, empossa nesta quinta-feira (05), a partir das 19h30min, os colaboradores da Equipe Estadual para o triênio 2013/2016. A solenidade será no Auditório da Sede do MFC em Maceió, na Rua Araújo Bivar, 580, Pajuçara.

A nova Coordenação Estadual do MFC, que tem como coordenador o casal Gilson e Nana (Grupo Mãos Dadas) e na vice-coordenação o casal Rainey e Anamaria (Grupo Genezaré), foi aclamada para dirigir o MFC ALAGOAS no triênio 2013/2016 na reunião do Conselho Estadual de 16 de março de 2013 e empossada durante o Encontro Nacional do MFC, em julho último, na cidade de Vitória da Conquista – Bahia.

A composição dos auxiliares da ECE-AL para o atual triênio será formada por: Fiel e Claudete (1º Secretário); Guido e Graça (2º Secretário); Artur e Teresa Martha (1º Tesoureiro); João Cassella e Paty (2º Tesoureiro); Jorge e Penha (Comunicação); Gastão e Eluza (Expansão e Nucleação); Ermi e Sandra (Planejamento e Eventos); Pe. Manoel Henrique e Pe. Judá (Assessores Eclesiásticos) e Giuliano e Adriana (Assessoria Especial da Coordenação).]


Para apoiar a atual Equipe de Coordenação Estadual na intermediação, organização das ações e demais atividades do MFC ALAGOAS, terão assentos, na condição de conselheiros, os casais James e Fátima (ex-coordenador estadual); Vamberto e Marly (ex-vice coordenador estadual), bem como, Neto e Rita (ex-coordenador MFC MACEIÓ).

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

VOCAÇÃO – UM “SIM” EM BUSCA DA FELICIDADE.

Ir. Sibelle
“Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi” (Mt 19,11)

Ir. Sibelle
Congregação Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor
Maceió - Alagoas

D
eus nos chama de muitos modos e maneiras, segundo o seu desígnio e a sua vontade. O Batismo é a fonte e o princípio de toda vocação. Pelo batismo nos tornamos em Cristo, participantes do reino eterno, testemunhas da glória que há de vir, e convocados a uma missão. A vocação universal à santidade é para todos os cristãos. “Deus nos chama para a santidade” (1Ts,47).

O ser humano é constantemente interpelado por Deus a encontrar o sentido pleno de sua felicidade. E somente será plenamente feliz, ao descobrir sua verdadeira vocação. Muitos jovens vivem inquietos, em busca de encontrar respostas para seus dilemas. No entanto buscam preencher suas lacunas em coisas transitórias. É na busca de um sentido para suas vidas, que muitas vezes se perdem no caminho, e mesmo cansados de procurar, não encontram aquilo que no âmago de sua alma anseia. Porque, na verdade o que eles desejam é o encontro pessoal com Deus. Como afirma Santo Agostinho: “Meu coração está inquieto enquanto não repousar em Deus”.

Todo chamado implica uma resposta, que é feita na liberdade de espírito, e consequentemente implica um compromisso. Esse momento de decisão não é um salto no desconhecido, mas a ocasião para se tornar livre no cumprimento da Vontade de Deus. Responder a uma vocação é dizer: “Eis-me aqui Senhor” (I Sam 3,16), e assumir as exigências dessa opção. “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (Lc 9,62). É um lançar-se; rumo à meta, que é o próprio Cristo. Faz-se, portanto necessário assumir com radicalidade o seguimento a Jesus Cristo.

Para expressamos nossa resposta ao seu chamado; Deus suscita na Igreja várias formas de seguimento: Seja a vida sacerdotal ou religiosa, o sacramento do matrimônio como uma missão na Igreja e na sociedade, como leigo consagrado ou ainda, assumindo os diferentes ministérios. Como já mencionei todos os batizados são convocados a doar suas vidas no serviço ao Reino de Deus, tornando-se assim “discípulos e missionários” como afirma o documento de Aparecida: “Como discípulos e missionários, somos chamados a intensificar nossa resposta de fé e anunciar que Cristo redimiu todos os pecados e males da humanidade...” (Pag. 73)

Assim, todos os escolhidos por Deus, que colaboram com uma missão na Igreja, procuram no lugar onde estão, dar testemunho de Cristo. A proclamar que Deus nos amou por primeiro, e nos deu seu Filho único para que todos possam encontrar a salvação de suas vidas. E agora me detenho a falar brevemente de uma das vocações que considero atraente, desde os princípios da história do Cristianismo, destacando aqui os padres do deserto: Santo Antão, São Pacômio e tantos outros. Mesmo em nossos dias este modo de vida vem fascinando e atraído muitos jovens, que é a vida religiosa. Dentre as várias formas de viver o seguimento de Jesus, a vida religiosa pela profissão dos conselhos evangélicos: Pobreza, Castidade e Obediência por amor ao reino vêm ser sinal no mundo de que é possível viver os valores cristãos, optando por uma vida simples, despojada, na entrega e no abandono a Deus. “Os conselhos evangélicos afetam a pessoa humana no nível das três dimensões essências de sua existência e de suas relações: o amar, o possuir e o poder [...] os conselhos evangélicos, vividos o mais autenticamente possível, têm uma grande significação para todos os homens, já que cada voto dá uma resposta específica às grandes tentações do nosso tempo. Mediante eles, a Igreja continua mostrando ao mundo os caminhos de sua transformação em Reino de Deus” (Conf. Orientação sobre a formação nos Institutos Religiosos. Pag.18)

Os religiosos procuram na vivência diária configurar-se com Cristo, que se fez pobre, casto e obediente. Como nos diz o Pe. Hervé Soubias em seu livro: Como discernir a vocação. “A vida religiosa não se define primeiro em função da sua utilidade, mas em relação ao símbolo que ela constitui; o testemunho dado do amor todo-poderoso de Deus [...] ela é cumprimento pleno da graça batismal.”

E aqui, vale ressaltar que existem duas maneiras de viver à vida Religiosa Consagrada. Seja num estilo de vida apostólico, que segundo um carisma específico de seus fundadores expressam diferentes serviços ao povo de Deus: cuidado dos enfermos, dos abandonados nas ruas, na educação com a formação integral das pessoas etc. Ou seja num estilo de vida contemplativo, seguindo também a inspiração dada por Deus aos seus fundadores, vivem a dimensão orante da Igreja. Com a sua vida de oração, se voltam totalmente à Contemplação, imitando assim Cristo quando retirava-se para o cimo do monte para orar (Lc 6,1 ). A vida Religiosa Contemplativa é para a Igreja, “uma fonte de glória e de graças celestes”. Como expressa o documento pontifício Vita Consecrata, quando se refere a todos que vivem a vida Contemplativa “Na solidão e no silêncio, mediante a escuta da palavra de Deus, a realização do culto divino, a ascese pessoal, a oração, a mortificação e a comunhão do amor fraterno, orientam toda a sua vida e atividade para a Contemplação de Deus. Oferecem assim à comunidade eclesial um testemunho singular do amor da Igreja pelo seu Senhor, e contribuem com uma misteriosa fecundidade apostólica para o crescimento do povo de Deus.” (Pg 24)


Percorrendo todo esse caminho sobre a vocação, muitas coisas ainda poderiam ser acrescentadas, no entanto nenhum conceito pode explicar o sublime dom de nossa vocação. Tomando assim, o pensamento de nossa fundadora Santa Maria Eufrásia: “A nossa vocação é tão sublime, minhas caras filhas, que só no céu a compreenderemos bastante’’ O “Sim” ao chamado é sem dúvida uma resposta de amor ao sacrifício de Jesus por toda a humanidade. E todo aquele que dá na autenticidade essa resposta pode afirmar: Encontrei o tesouro, encontrei a felicidade. “Porque onde está o tesouro aí está o teu coração” (Mt 6,21). E este tesouro é Cristo Jesus.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MFC ALAGOAS EMPOSSA NOVOS AUXILIARES NA QUINTA-FEIRA (05)

A
 Equipe de Coordenação Estadual do Movimento Familiar Cristão em Alagoas e o Conselho Estadual estarão reunidos na próxima quinta-feira, 5 de setembro, às 19h30min, na Sede do MFC em Maceió, oportunidade que será empossada a equipe que administrará o MFC ALAGOAS no triênio 2013/2016.

A coordenação estadual eleita para o triênio 2013/2016 é formada pelos casais Gilson e Nana (coordenadores) e Rainey e Anamaria (vice-coordenadores) e os membros efetivos do Conselho Estadual, composto pelos coordenadores de Equipes de Coordenação de Cidades de MACEIÓ – Péricles e Ula; MATRIZ DE CAMARAGIBE – Daia; e MURICI – Márcia Calazans.

A composição dos auxiliares da ECE-AL para o atual triênio será formada por: Fiel e Claudete (1º Secretário); Guido e Graça (2º Secretário); Artur e Teresa Martha (1º Tesoureiro); João Cassella e Paty (2º Tesoureiro); Jorge e Penha (Comunicação); Gastão e Eluza (Expansão e Nucleação); Pe. Manoel Henrique e Pe. Judá (Assessores Eclesiásticos).

Além dos cargos de direção e assessorias divulgadas, terá assento na Equipe de Coordenação Estadual, na condição de conselheiros, os casais James e Fátima (ex-coordenador estadual); Vamberto e Marly (ex-vice coordenador estadual), bem como, Neto e Rita (ex-coordenador ECCi-Maceió) que apoiarão a atual Equipe de Coordenação Estadual na intermediação, organização das ações e demais atividades da ECE-AL.

Além da posse da nova composição do MFC ALAGOAS, os coordenadores de Cidades entregarão o relatório de atividades realizadas no último semestre e apresentarão o planejamento para o semestre seguinte. Os relatórios apresentados farão parte da explanação da ECE-AL na primeira reunião da Gestão 2013/2016 do Conselho Diretor Regional Nordeste do Movimento Familiar Cristão, que acontecerá em Vitória da Conquista – Bahia, nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2013.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

MFC MACEIÓ DIVULGA PROGRAMAÇÃO PARA SETEMBRO/2013

A
 Coordenação de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió divulgou o Plano de Ações do MFC MACEIÓ para o mês de Setembro de 2013, aprovado pelo Conselho de Cidade, formado por Coordenadores de Grupos de Base que compõe a atual Gestão.

As atividades começaram com a participação de mefecista nas Missas da Misericórdia no Papódromo e na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran.

Nesta segunda-feira (02), a EQUIPE DE MARTA, que trabalhará na 30ª NUCLEAÇÃO DO MFC MACEIÓ, estará reunida na Sede do MFC, a partir das 19h30min, na coordenação do casal Flávio e Lucila, para definir o planejamento estratégico da Equipe durante o evento.

Nesta terça-feira (03), será a vez da EQUIPE DE VIGÍLIA da 30ª NUCLEAÇÃO se reunir na Sede do MFC, na coordenação do casal Rivoldo e Luciana.

A programação consolidada é a seguinte:

QUEM
QUANDO
O QUÊ
ONDE

EQUIPE CIDADE

11/09 – 19h30min.
18/09 – 19h30min.
25/09 - 19h30min.
27 a 29/09
Reunião
Conselho
Reunião/Missa
Nucleação

Sede do MFC

Sede  Cursilhos

EXPANSÃO: NUCLEAÇÃO E
PÓS-ENCONTRO

02/09 – 19h30min.
03/09 – 19h30min.
10/09 – 19h30min.
21/09– 19h30min.
25/09 – 19h30min.

 27 a 29/09

Reunião Eq. Marta
Reunião Eq. Vigília
Reunião
ENCONTRÃO
Missa de Entrega

Nucleação

Sede do MFC
Sede do MFC
Sede do MFC
Cooperclube
Horário/local
a definir
Sede Cursilho
 
ASSESSORIA
LITURGIA, ESPIRITUALIDADE
E LIGAÇÃO CÚRIA
01/09 – 15 h
Missa da Misericórdia
Papódromo
19/09 – 19h45min
(3ª quinta-feira do mês)
Palestra Motivacional
Sede do MFC
21/09 19 h – sábado
Missa
Igreja do Santuário de Fátima
27 a 29/09
NUCLEAÇÃO


EVENTOS E AÇÕES SOCIAIS


2ª quinzena

Divulgação da nucleação

Rádios, Jornais, Blog, sites, E-mail


ASSESSORIA DE CANTO

11/09
Ensaio
Lar de Péricles/Ula
14/09
Ensaio Geral
Residência de Paulo/Teresa
21/09
Apresentação do Canto
A  definir até 17/09

27 a 29/09

Nucleação

Sede Cursilhos

Todos os domingos, às 17h30min, Missa do MFC no Aldebaran, organizada pela Equipe do MFC, participe e leve sua família!

domingo, 1 de setembro de 2013

HOJE, 204ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


LITURGIA DO 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 01/09/2013

  
 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
    
   

PRIMEIRA LEITURA (Eclo 3,19-21.30-31)

Leitura do Livro do Eclesiástico:
19Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. 20Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela seus mistérios. 21Pois grande é o poder do Senhor, mas ele é glorificado pelos humildes.

30Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele, e ele não compreende.

 31O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios, e com ouvido atento deseja a sabedoria.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 67)

— Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.

— Os justos se alegram na presença do Senhor,/ rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!/ Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome!/ O seu nome é Senhor: exultai diante dele!

— Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor:/ é assim o nosso Deus em sua santa habitação./ É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,/ quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.

— Derramastes lá do alto uma chuva generosa,/ e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes;/ e ali vosso rebanho encontrou sua morada;/ com carinho preparastes essa terra para o pobre.

SEGUNDA LEITURA (Hb 12,18-19.22-24a)

Leitura da Carta aos Hebreus:
Irmãos: 18Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse.

22Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24ade Jesus, mediador da nova aliança.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Lc 14,1.7-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola:

8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar.

10Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”.

12E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLEXÃO
Padre Luiz Carlos de Oliveira
Missionário Redentorista

QUEM SE HUMILHA SERÁ ELEVADO
Jesus tinha uma vida social que lhe possibilitava conhecer as pessoas no seu ambiente. Gostava de usar a imagem do banquete que, se por um lado é um exemplo do Reino de Deus, por outro é um momento no qual se percebe a realidade da pessoa. Toca numa questão na qual ensina a viver em comunidade. Lembra que as atitudes retratam o coração. Podemos falar de etiqueta espiritual que se chama humildade. Esta não é só uma virtude, mas é o próprio ser de Jesus por Sua encarnação. Paulo descreve o que é Sua humildade: “Sendo de condição Divina… assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E achado em figura humana, humilhou-se e foi obediente até à morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou grandemente” (Fl 2,6-9). Jesus não suportava o orgulho porque era totalmente contra Sua natureza humano-divina. Ele tinha a tentação do orgulho, como vemos nas tentações do deserto. Jesus não veio dar espetáculo. Escolhe o caminho do serviço humilde. O orgulho é um atentado: “Não tentarás o Senhor teu Deus” (Mt 4,5-7). O cerne da humildade está na pessoa de Jesus. O orgulho e a vaidade penetraram de tal modo a sociedade que se transformaram no seu cerne. A vaidade ativa o comércio. Vemos os concursos de beleza, as medalhas de ouro, a concorrência social. Basta abrir uma revista, assistir novelas, ou participar de uma festa. Quando se diz que será elevado ensina que a humildade conduz à ressurreição. A ressurreição não é um estágio final da vida humana, mas é o resultado da humildade. Maria proclama: “O Senhor olhou para a humildade de sua serva. Doravante as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-Poderoso fez grandes coisas por mim” (Lc 1,48-49). Para Jesus, humildade é servir.

O ORGULHO NÃO TEM REMÉDIO
Poder, fama e posse são termos que se completam. São um perigo para o homem. Por isso o livro do Eclesiástico dá as receitas de como viver na situação do poder, da fama e da posse com mansidão nos trabalhos. Temos o exemplo de Moisés “que era o homem muito manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm 12,3). “Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade… pois é aos humildes que Deus revela seus mistérios” (Eclo 3,20-21). O autor reconhece que “para o mal do orgulhoso não tem remédio, pois uma planta do pecado está enraizada nele, e ele não compreende” (30). Como no demônio não há verdade, é mentiroso e o pai da mentira (Jo 8,44), assim o mal do pecado do orgulho se enreda em todas as atitudes, mesmo nas espirituais. Certamente que existe a conversão. O orgulho morre só depois da missa de sétimo dia, dizia um santo. A humildade é uma virtude que nos faz agradáveis a todos. É uma virtude ativa, pois procura colocar-se a serviço. Não se trata de encolher-se e dar uma de ingênuo. Humildade é a verdade.

AS VERDADEIRAS RECOMPENSAS
Jesus diz que “quem se eleva será humilhado, quem se humilha será elevado” (Lc 14,11). Esta elevação é a ressurreição dos justos, pois “nos aproximamos da cidade do Deus vivo” (Hb 12,22). A recompensa de ser humilde é viver como pessoa humana em sua integridade e totalidade. A humildade nos põe no banquete vivido na caridade que é prelúdio do banquete definitivo do Reino no qual se degusta o vinho do Reino (Jo 26,29) e se saboreia os manjares do amor que dura (Is 25,6). Os prazeres eternos podem ser antecipados na participação comum da humildade. Na Eucaristia temos o banquete de Cristo. Na humildade realizamos o encontro com Deus. A humildade se concretiza no serviço.

ORAÇÃO
                             
Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes.  Amém!


Editado por JorgeMacielNews