sábado, 27 de abril de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - NANINHO DE NANINHA


MFC VITÓRIA DA CONQUISTA-BA E O PROJETO DE OLHO NO ÓLEO


Com informações do Site do MFC CONQUISTA

A
 quantidade de resíduos que o homem produz é superior a capacidade que a natureza tem de se recompor e de absorver e transformar esse lixo. A humanidade cada vez mais vem se preocupando em desenvolver políticas de redução, transformação e reciclagem para ajudar a natureza nesse processo. As políticas sustentáveis vêm ganhando força, e hoje em dia RECICLAR É PRECISO.

Um dos resíduos que o homem gera e é altamente nocivo à natureza é o óleo de cozinha. Que se descartado de maneira imprópria pode trazer muitos transtornos.

MAIORES TRANSTORNOS CAUSADO PELO DESCARTE INADEQUADO DO ÓLEO DE COZINHA
Um litro de óleo contamina cerca de 1 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo médio que uma pessoa faz da água no período de 14 anos .
Impermeabilização do solo, contribuindo com enchentes
Quando em decomposição o óleo libera o gás metano, também responsável pelo efeito estufa.
Despejando na pia, o óleo causa entupimento na tubulação da sua casa, gerando mau cheiro.
Proliferação de ratos e baratas, além das doenças que acompanham essas pragas.
O óleo jogado pelo ralo chega aos rios e pode causar a morte de seres vivos. Ele cria uma barreira na superfície da água que não deixa a luz do sol entrar e alimentar as plantas, responsáveis por liberar oxigênio na água.

Um erro muito comum é pensar que o óleo pode ser reciclado, na verdade ele não pode ser reciclado, mas sim REUTILIZADO. Podendo se tornar combustível (o biodiesel), sabão, detergente, tinta, glicerina e até ração para animais.

DIFERENÇA ENTRE RECICLAGEM E REUTILIZAÇÃO:
“A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reutilização.

O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beneficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel.”

Pensando em tudo isso e em preservar o nosso amado e maltratado Rio Verruga, o MFC – em uma iniciativa louvável, criou o projeto: “De olho no Óleo”. Que tem como prioridade inicial recolher esse resíduo e armazená-lo. Maisa Neves é assistente social e uma das coordenadoras do projeto, em entrevista ela esclarece melhor como funciona o De olho no óleo:

O QUE É O PROJETO?
É um projeto de cunho socioambiental que tem como objetivo “Promover a mitigação dos impactos negativos gerados pelo lançamento de óleo comestível no meio ambiente contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da comunidade e sensibilizando-a para as questões ambientais locais”.

QUANDO O PROJETO FOI CRIADO?
Foi criado em setembro de 2012 iniciando sua primeira fase em outubro/12

DE QUEM PARTIU A INICIATIVA?
É um projeto desenvolvido pelo MFC – MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO sob orientação técnica da Embasa.

Foi criada uma comissão de acompanhamento do projeto composta representante de todas as áreas do MFC  em Vitória da Conquista – Bahia e representante da Embasa foi formada para melhor definir as ações bem como gerenciá-las, além de oportunizar maior mobilização do MFC tendo em vista que temos representantes de todas as áreas.

QUAL O INTUITO DA CRIAÇÃO PRO PROJETO?
Promover ações ambientais que atendam ao Artigo 3° do Estatuto do MFC: “Promover ações de qualquer natureza em defesa da preservação ambiental”.

O QUE É FEITO COM O ÓLEO COLETADO?
É levado à Indústria de sabão (Sabão Veleiro) para produção de sabão. Sendo 30% do recurso adquirido trocado por material de limpeza e doado a instituições sociais que atuam na cidade, o restante está sendo utilizado para construção do galpão de armazenamento e filtragem do produto na sede do MFC.

ONDE ESSE ÓLEO É ARMAZENADO?
Em Fernando Madeireira provisoriamente, pois será encaminhado para sede após a construção do galpão.

COMO FUNCIONA A COLETA?
Os membros do MFC fazem parceria com empresas (indústria, bar, restaurante, etc.) para que seja coletado o resíduo do óleo de cozinha. As empresas entram em contato com os mesmos ou com a Embasa para que seja feita a coleta, que está sendo armazenada provisoriamente em Fernando Madeireira. Os membros do MFC fazem a filtragem do produto (uma área por vez) e posteriormente é encaminhado para a indústria.

PLANOS FUTUROS PARA A COOPERATIVA:
A comissão de acompanhamento já cogitou esta possibilidade para o futuro, mas no momento a intenção é poder realizar alguma atividade socioeducativa na sede do MFC.

PONTOS DE COLETA EM VITÓRIA DA CONQUISTA-BA
Serralharia D’Oeste (Av. Central 450 – Cidade Serrana)
Everauto Peças (Av. Presidente Dutra, 2563)
Fernando Madeireira (Av. Bartolomeu de Gusmão, 573)
Só Forros (Av. Lauro de Freitas, 289)
Lanchonete Ligadão no Sorvete (Av. Central – Urbis VI)
Copiadora Maia (Av. Vivaldo Mendes, n° 03, loja 01 – Centro)

PARCEIROS DA CAMPANHA
Restaurante Culinária e Magia
Pizzaria e Restaurante Casinha de Nois
Lanchonete Ligadão no Sorvete
O Rei do Beirute
Casa da Esfiha
Churrascaria Paraíso
Churrascaria Picanha na Pedra
Grupo DASS
Fernando Madeireira

O Movimento Familiar Cristão de Vitória da Conquista – Bahia procura novas parcerias para ampliar o projeto na região. Maiores informações é só acessar http://www.mfcconquista.org/wp-content/uploads/2013/04/Slide-Show.pdfe conhecer mais do projeto através do Slide Show preparado pela coordenação do projeto com fotos e dados explicando todo o processo.

ANIVERSARIANTE DO DIA - MARGARET DE ARTUR


sexta-feira, 26 de abril de 2013

MFC ALAGOAS CONTRATA EMPRESA PARA TRANSPORTAR MEMBROS DE AL E SE PARA O ENA

Alagoanos e Sergipanos viajarão para o ENA
em ônibus de Luxo com conforto e segurança
A
 Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão firmou contrato com a empresa Veleiro Transportes e Turismo para transportar os participantes alagoanos e sergipanos para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano, em Vitória da Conquista – Bahia.

As delegações de Alagoas e Sergipe viajarão em um ônibus de luxo com serviço de bordo, ar condicionado, TV, som, frigobar, banheiro e com 2 (dois) motoristas capacitados, pelo preço de R$ 100,00 (cem reais) por pessoa. Uma passagem de Maceió à Vitória da Conquista custa R$ 170,00 (cento e setenta reais), só ida. A ECE-AL subsidiará a diferença do custo com o transporte, os emefecistas alagoanos e sergipanos pagarão pela ida e volta o valor de R$ 100,00.

O ônibus sairá da Sede do MFC ALAGOAS na noite da sexta-feira – 5 de Julho, com uma parada prevista em Aracaju – Sergipe, para o embarque da delegação sergipana, prevista em 14 pessoas. A chegada à Vitória da Conquista está prevista para a manhã do sábado – 6 de Julho.

ENA

O
 ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO é um evento realizado a cada três anos e reúne integrantes do MFC de todo Brasil, para uma semana de estudos e reflexões sobre as ações do MFC em território brasileiro e latino-americano.

Em julho deste ano o MFC enviará para Vitória da Conquista – Bahia, 450 representantes de todo o país para participarem do 18º Encontro Nacional.

Neste evento realizam-se oficinas, estudos em grupos de trabalho, atividades culturais (canto e dança), exposições regionais e shows musicais, palestras, apresentações religiosas, apresentação de trabalhos sociais, além de reunião administrativa.

MFC ALAGOAS CONTRATA EMPRESA PARA TRANSPORTAR MEMBROS DE AL E SE PARA O ENA

Alagoanos e Sergipanos viajarão para o ENA
em ônibus de Luxo com conforto e segurança

A
 Coordenação Estadual Alagoas do Movimento Familiar Cristão firmou contrato com a empresa Veleiro Transportes e Turismo para transportar os participantes alagoanos e sergipanos para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC que acontecerá de 6 a 12 de julho do corrente ano, em Vitória da Conquista – Bahia.

As delegações de Alagoas e Sergipe viajarão em um ônibus de luxo com serviço de bordo, ar condicionado, TV, som, frigobar, banheiro e com 2 (dois) motoristas capacitados, pelo preço de R$ 100,00 (cem reais) por pessoa. Uma passagem de Maceió à Vitória da Conquista custa R$ 170,00 (cento e setenta reais), só ida. A ECE-AL subsidiará a diferença do custo com o transporte, os emefecistas alagoanos e sergipanos pagarão pela ida e volta o valor de R$ 100,00.

O ônibus sairá da Sede do MFC ALAGOAS na noite da sexta-feira – 5 de Julho, com uma parada prevista em Aracaju – Sergipe, para o embarque da delegação sergipana, prevista em 14 pessoas. A chegada à Vitória da Conquista está prevista para a manhã do sábado – 6 de Julho.

ENA

O
 ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO é um evento realizado a cada três anos e reúne integrantes do MFC de todo Brasil, para uma semana de estudos e reflexões sobre as ações do MFC em território brasileiro e latino-americano.

Em julho deste ano o MFC enviará para Vitória da Conquista – Bahia, 450 representantes de todo o país para participarem do 18º Encontro Nacional.

Neste evento realizam-se oficinas, estudos em grupos de trabalho, atividades culturais (canto e dança), exposições regionais e shows musicais, palestras, apresentações religiosas, apresentação de trabalhos sociais, além de reunião administrativa.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013


C
ontinua em vigor a Campanha de Arrecadação do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013 que se destina exclusivamente a subsidiar despesas com as Equipes de Infraestrutura e Metodologia do ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontece a cada três anos. Toda arrecadação do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013 é regulamentada pelo Artigo 70 do Regimento Interno do MFC.   

Para a realização de um ENA inesquecível é preciso que consolide o SENTIMENTO DE PERTENÇA dos membros do Movimento Familiar Cristão. Até o dia 19 de junho, todos os emefecistas podem contribuir com apenas R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa, para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontecerá em Vitória da Conquista - Bahia, no período de 6 a 12 de julho de 2013.

Cada membro do MFC cadastrado deve contribuir com a importância de R$ 5,00 (cinco reais), recolhendo o valor à Equipe Cidade que depositará todo valor arrecadado no Banco do Brasil, Conta Corrente nº 57499-6, Agência nº 0009-4, em nome do Movimento Familiar Cristão.

Todos os membros do MFC estão convidados a participar deste desafio. Procure a ECCi da sua Cidade ou vá até uma Agência do Banco do Brasil e deposite o valor da sua contribuição do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013.

Pertença – Solidez do
Movimento Familiar Cristão

DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013


C
ontinua em vigor a Campanha de Arrecadação do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013 que se destina exclusivamente a subsidiar despesas com as Equipes de Infraestrutura e Metodologia do ENA - ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontece a cada três anos. Toda arrecadação do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013 é regulamentada pelo Artigo 70 do Regimento Interno do MFC.   

Para a realização de um ENA inesquecível é preciso que consolide o SENTIMENTO DE PERTENÇA dos membros do Movimento Familiar Cristão. Até o dia 19 de junho, todos os emefecistas podem contribuir com apenas R$ 5,00 (cinco reais) por pessoa, para o 18º ENA – ENCONTRO NACIONAL DO MFC, que acontecerá em Vitória da Conquista - Bahia, no período de 6 a 12 de julho de 2013.

Cada membro do MFC cadastrado deve contribuir com a importância de R$ 5,00 (cinco reais), recolhendo o valor à Equipe Cidade que depositará todo valor arrecadado no Banco do Brasil, Conta Corrente nº 57499-6, Agência nº 0009-4, em nome do Movimento Familiar Cristão.

Todos os membros do MFC estão convidados a participar deste desafio. Procure a ECCi da sua Cidade ou vá até uma Agência do Banco do Brasil e deposite o valor da sua contribuição do DIA NACIONAL DE CONTRIBUIÇÃO 2013.

Pertença – Solidez do
Movimento Familiar Cristão

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO - JOÃO & PATY CASSELLA


MFC/RS PROMOVE II SEMINÁRIO ESTADUAL DE ENCONTRO DE NOIVOS




O
 Movimento Familiar Cristão do Rio Grande do Sul realiza de 25 a 26 de maio próximo o II SEMINÁRIO ESTADUAL DE ENCONTRO DE NOIVOS com a participação das cidades de Pelotas, Rio Grande, Porto Alegre, Selbach, Erechim, Tapejara e Bagé. O primeiro Seminário realizou-se no município de Selbach, em outubro de 2012.

O II SEMINÁRIO ESTADUAL DE ENCONTRO DE NOIVOS acontecerá na cidade de Pelotas – Rio Grande do Sul, iniciando no sábado (25), com atividades nos períodos da tarde e noite, concluindo-se no domingo (26) com atividades pela manhã. O encerramento acontece com um almoço de confraternização.

O evento acontecerá concomitante a reunião do Conselho Estadual do MFC, com a participação de todas as Equipes de Coordenação de Cidades que atuam ou pretendem atuar nos ENCONTROS DE NOIVOS.

Maiores informações sobre o evento podem ser obtidas com o casal Rosana e Valério Cabral - Assessores Estaduais do Encontro de Noivos do Rio Grande do Sul através dos telefones (53) 9973-4747 e 8445-4100 ou através do e-mail: encontrodenoivosrs@gmail.com.

CORREIO MFC BRASIL Nº 320

  
ASSUMIR A CAUSA  DOS POBRES
HELIO AMORIM – MFC RJ

O Papa Francisco desafia os cristãos a assumir, com ele, a opção pelos pobres e contra a pobreza extrema que desumaniza metade da população mundial. Já se sabe que esse será um foco do seu pontificado como tem sido sempre na sua condição de cardeal na Argentina. Trata-se da adesão dos cristãos à luta dos pobres e espoliados contra os mecanismos de exclusão que os condenam à desumanização.

É assumir a causa dos excluídos e apostar tudo na construção de uma sociedade justa e solidária, em que haja equidade na distribuição da riqueza, com a superação do absurdo abismo que separa ricos e pobres, uma afronta intolerável ao projeto de Deus.

J
esus fez essa opção. Não há discursos e exegeses conciliadoras capazes de atenuar essa escolha conflitiva de Jesus pelos excluídos da sociedade de seu tempo. "Felizes vocês, pobres... Ai de vocês, ricos..." - é esse, na versão de Lucas, o discurso de Jesus sobre a Boa Nova que, segundo ele, é justamente anunciada aos pobres. Na verdade, esse discurso está longe de ser uma boa notícia ou evangelho, para os ricos. Se anunciamos que os oprimidos serão libertados da opressão, essa é uma boa notícia para eles, mas uma notícia preocupante para aqueles que os oprimem. Se lutamos para que aumente a sua fatia na partilha do bolo, estaremos avisando que vai diminuir a parte dos que o comiam sozinhos.

A lógica é irrefutável. O atendimento às reivindicações das classes mais pobres atinge os privilégios das classes favorecidas. Lutar por esse objetivo no interior da própria classe, nas associações, sindicatos, partidos e outras entidades formadas por pessoas, famílias ou grupos das classes médias, equivalerá a uma espécie de "traição de classe". Assim será interpretado por muitos. A rejeição é esperada. Este é o desafio.

Na associação de moradores, seria lutar pelo atendimento prioritário das necessidades da população favelada do bairro, mesmo em prejuízo das justas reivindicações dos demais moradores. Nos sindicatos patronais será defender as propostas das classes trabalhadoras, com os argumentos claros e veementes de quem fez uma verdadeira opção pelos pobres. No exercício de funções públicas e na militância partidária, há de ser a promoção das mudanças estruturais que levem à equidade e à justiça, em benefício dos excluídos, conhecendo a inflexível matemática que indica os consequentes danos para as classes privilegiadas.

E ir mais longe: colocar os talentos e recursos técnicos e intelectuais das classes médias a serviço dos movimentos de libertação que surgem das classes populares. Estas têm a força propulsora irresistível para exigir as transformações urgentes de estruturas sociais injustas. Nas classes médias estão muitos dos que serão capazes de ajudar na elaboração de novos projetos políticos, com o seu instrumental técnico e intelectual.

Esse pacto de classes, que estabelece uma relação intercultural funcional e eficaz, pode ser decisivo num processo de libertação, desde que os parceiros das classes privilegiadas não se arroguem o papel de condutores do processo, que cabe àqueles que lhe dão força e consistência. Cabe-lhes, sim, incentivar a organização dos setores populares, mas não lhes cabe conduzir essa organização. Deles se espera que ajudem a traduzir em formulações adequadas as autênticas aspirações das classes a que querem servir. A eles não se pede que elaborem ideologias de gabinete para as quais pretendam a adesão das classes populares, modalidade de ranço populista finalmente ultrapassada.

A atitude que se espera dos cristãos que deram esse passo é a de serviço desinteressado, talvez pouco gratificante para os que deles pudessem esperar certo prestígio pessoal que não afina com o espírito dessa opção.

Esses cristãos encarnam a versão de Mateus sobre o mesmo discurso de Jesus: "Felizes os pobres em espírito...", com que o evangelista inclui aqueles que não sendo pobres, aderiram à sua causa e, em muitos casos, deram a vida por ela.


No Brasil há avanços na redução da pobreza como política de governo com índices animadores de ascensão social de muitos que estavam na base da pirâmide, mas ainda insuficiente ante a dimensão da exclusão social remanescente. Há que acelerar o processo iniciado liberando mais recursos para que a utopia da igualdade deixe de ser utopia.

PEC DAS DOMÉSTICAS CORRIGE OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO: ENTENDA O QUE MUDA
Rede Brasil Atual - Colaboração de Alessandra Goes Alves

 
A
 aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda Constitucional 66, a chamada PEC das Domésticas, amplia as garantias trabalhistas para a categoria que é formada em sua maioria (mais de 90%) por mulheres de cor. A proposta será promulgada no dia 2 de maio.

A PEC revoga o parágrafo único do artigo 7º da Constituição de 1988, dispositivo que enumerava direitos dos trabalhadores domésticos, mas que, na prática, retirava deles as garantias das outras categorias.

DIREITOS
A partir da emenda constitucional, empregadas, jardineiros, motoristas, cuidadores, babás, cozinheiros, entre outros, terão os seguintes direitos, que passam a vigorar e estão assegurados imediatamente a partir da promulgação do texto:

- Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo; proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; duração do trabalho não deve ser superior a oito horas diárias e 44 semanais; hora extra de no mínimo 50%; redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; proibição de qualquer discriminação relativa a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; proibição de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

Sete outras garantias dependem de regulamentação: relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa; seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; auxílio-creche gratuito aos filhos e dependentes até 5 anos de idade; seguro contra acidentes de trabalho.

 Clarice Lispector
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Carlos Drummond de Andrade

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.
Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.

terça-feira, 23 de abril de 2013

ANIVERSARIANTE DO DIA - MARY LANE DE LEOPOLDO


CORREIO MFC BRASIL Nº 320

  
ASSUMIR A CAUSA  DOS POBRES
HELIO AMORIM – MFC RJ

O Papa Francisco desafia os cristãos a assumir, com ele, a opção pelos pobres e contra a pobreza extrema que desumaniza metade da população mundial. Já se sabe que esse será um foco do seu pontificado como tem sido sempre na sua condição de cardeal na Argentina. Trata-se da adesão dos cristãos à luta dos pobres e espoliados contra os mecanismos de exclusão que os condenam à desumanização.

É assumir a causa dos excluídos e apostar tudo na construção de uma sociedade justa e solidária, em que haja equidade na distribuição da riqueza, com a superação do absurdo abismo que separa ricos e pobres, uma afronta intolerável ao projeto de Deus.

J
esus fez essa opção. Não há discursos e exegeses conciliadoras capazes de atenuar essa escolha conflitiva de Jesus pelos excluídos da sociedade de seu tempo. "Felizes vocês, pobres... Ai de vocês, ricos..." - é esse, na versão de Lucas, o discurso de Jesus sobre a Boa Nova que, segundo ele, é justamente anunciada aos pobres. Na verdade, esse discurso está longe de ser uma boa notícia ou evangelho, para os ricos. Se anunciamos que os oprimidos serão libertados da opressão, essa é uma boa notícia para eles, mas uma notícia preocupante para aqueles que os oprimem. Se lutamos para que aumente a sua fatia na partilha do bolo, estaremos avisando que vai diminuir a parte dos que o comiam sozinhos.

A lógica é irrefutável. O atendimento às reivindicações das classes mais pobres atinge os privilégios das classes favorecidas. Lutar por esse objetivo no interior da própria classe, nas associações, sindicatos, partidos e outras entidades formadas por pessoas, famílias ou grupos das classes médias, equivalerá a uma espécie de "traição de classe". Assim será interpretado por muitos. A rejeição é esperada. Este é o desafio.

Na associação de moradores, seria lutar pelo atendimento prioritário das necessidades da população favelada do bairro, mesmo em prejuízo das justas reivindicações dos demais moradores. Nos sindicatos patronais será defender as propostas das classes trabalhadoras, com os argumentos claros e veementes de quem fez uma verdadeira opção pelos pobres. No exercício de funções públicas e na militância partidária, há de ser a promoção das mudanças estruturais que levem à equidade e à justiça, em benefício dos excluídos, conhecendo a inflexível matemática que indica os consequentes danos para as classes privilegiadas.

E ir mais longe: colocar os talentos e recursos técnicos e intelectuais das classes médias a serviço dos movimentos de libertação que surgem das classes populares. Estas têm a força propulsora irresistível para exigir as transformações urgentes de estruturas sociais injustas. Nas classes médias estão muitos dos que serão capazes de ajudar na elaboração de novos projetos políticos, com o seu instrumental técnico e intelectual.

Esse pacto de classes, que estabelece uma relação intercultural funcional e eficaz, pode ser decisivo num processo de libertação, desde que os parceiros das classes privilegiadas não se arroguem o papel de condutores do processo, que cabe àqueles que lhe dão força e consistência. Cabe-lhes, sim, incentivar a organização dos setores populares, mas não lhes cabe conduzir essa organização. Deles se espera que ajudem a traduzir em formulações adequadas as autênticas aspirações das classes a que querem servir. A eles não se pede que elaborem ideologias de gabinete para as quais pretendam a adesão das classes populares, modalidade de ranço populista finalmente ultrapassada.

A atitude que se espera dos cristãos que deram esse passo é a de serviço desinteressado, talvez pouco gratificante para os que deles pudessem esperar certo prestígio pessoal que não afina com o espírito dessa opção.

Esses cristãos encarnam a versão de Mateus sobre o mesmo discurso de Jesus: "Felizes os pobres em espírito...", com que o evangelista inclui aqueles que não sendo pobres, aderiram à sua causa e, em muitos casos, deram a vida por ela.


No Brasil há avanços na redução da pobreza como política de governo com índices animadores de ascensão social de muitos que estavam na base da pirâmide, mas ainda insuficiente ante a dimensão da exclusão social remanescente. Há que acelerar o processo iniciado liberando mais recursos para que a utopia da igualdade deixe de ser utopia.

PEC DAS DOMÉSTICAS CORRIGE OMISSÃO DA CONSTITUIÇÃO: ENTENDA O QUE MUDA
Rede Brasil Atual - Colaboração de Alessandra Goes Alves

 
A
 aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda Constitucional 66, a chamada PEC das Domésticas, amplia as garantias trabalhistas para a categoria que é formada em sua maioria (mais de 90%) por mulheres de cor. A proposta será promulgada no dia 2 de maio.

A PEC revoga o parágrafo único do artigo 7º da Constituição de 1988, dispositivo que enumerava direitos dos trabalhadores domésticos, mas que, na prática, retirava deles as garantias das outras categorias.

DIREITOS
A partir da emenda constitucional, empregadas, jardineiros, motoristas, cuidadores, babás, cozinheiros, entre outros, terão os seguintes direitos, que passam a vigorar e estão assegurados imediatamente a partir da promulgação do texto:

- Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo; proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; duração do trabalho não deve ser superior a oito horas diárias e 44 semanais; hora extra de no mínimo 50%; redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; proibição de qualquer discriminação relativa a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; proibição de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

Sete outras garantias dependem de regulamentação: relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa; seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; auxílio-creche gratuito aos filhos e dependentes até 5 anos de idade; seguro contra acidentes de trabalho.

 Clarice Lispector
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Carlos Drummond de Andrade

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.
Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O DIA EM QUE MARIA, MÃE DE DEUS, INTERCEDEU POR MIM

Paulo Cesar Rink
Equipe Êxodo - MFC Curitiba
Paulo Cesar Rink

C
onsidero todos os dias e meses vividos como uma benção de Deus. Confesso não ter preferência por determinado mês, ano ou estações deste.

Porém, neste mês de maio vindouro em 2013, algo será diferente. Para celebrar algo grandioso dar-se-á que voltar no tempo.

Corria o ano de 1982, mais precisamente o mês de novembro, o dia era 26, uma sexta feira. Um lindo dia de um quente verão na cidade de Pedreira, estado de São Paulo.

Com 17 anos e trabalhando com carteira assinada desde os 12 anos – sim naquele tempo era permitido – eu ajudava papai e mamãe no orçamento do lar. Era responsável por 10 garotos e fazíamos engradados de madeira para as indústrias de porcelana. Trabalhávamos numa serraria, um árduo e perigoso trabalho. Os meninos montavam os engradados eu era o responsável pelo corte da madeira na serra circular. Faltando cinco minutos para o termino de nosso expediente sofri um grave acidente, que até hoje trago as sequelas.

Confesso que não me lembro do fato. Lembro-me de um grito e minha mão ensanguentada, três dedos pendurado, ossos, dos dedos, esparramados e uma íngua no braço, proporcionada por tamanha dor. Fui levado ao hospital da cidade. Porém, não havia como ser atendido ali. Faltavam médicos e estrutura.

Fui transferido para o Hospital Irmãos Penteado, em Campinas, conduzido num velho Passat, pois não havia ambulâncias.

Fui atendido na emergência. Lembro-me das anestesias que não “pegaram” e dos pontos sendo dados nos meus dedos a “seco” como disse o médico. Por ironia do destino fui atingido, nos três dedos centrais da mão direita e, nas falanges (Juntas) médias. Ossos foram “arrancados” pela máquina. Um dos dedos ficou preso “apenas” pela pele.

O tempo se passou. Em Fevereiro de 1983 a primeira cirurgia. A esperança no coração de um jovem era que logo pudesse voltar ao labor e ajudar no sustento do lar. Neste ano a crise do petróleo, a segunda, chegou com força ao Brasil e, papai perdeu o emprego. Nossa renda se resumia a uma pequena poupança, ao minguado dinheiro do (INSS) e ao trabalho braçal de papai, onde hoje é a cidade de Holambra.

A tão esperada cirurgia não deu o resultado esperado. E o diagnostico veio como um pesadelo. Teria que continuar o tratamento em São Paulo. Lembro bem da expressão de minha mãe no consultório médico. Jamais esquecerei.

Em abril de 1983 lá fomos eu e papai, sem conhecer direito a tão falada Paulicéia desvairada, para São Paulo. Sem conhecer e sem dinheiro. Nosso Almoço? Uma preciosa coxinha. Esperamos por mais de cinco horas pelo médico, no hospital Santa Cruz, bairro do Jabaquara.
O “doutor” nem olhou a minha mão. “quero os raios Xs” disse. Não tínhamos, pois o INSS não liberava. “Voltem outro dia com eles”. Disse-nos.

Somente na terceira ida para São Paulo e com os ditos “raios X’s” não mãos o tal “doutor”, de triste memória, nos atendeu.

Examinou a minha mão e foi direto. “Tem que tirar os três dedos do Rapaz”, bradou. Papai empalideceu e meu chão sumiu. Meu pai, na sua simplicidade de um roceiro e na sua imensurável sabedoria, tentou arguir com o estudado doutor. “O senhor entende alguma coisa de mão”? Perguntou o médico para meu pai.

Não! Exclamou papai. “Mais um pessoa com tamanha falta de educação não vai tirar os dedos de meu filho. Passe bem, doutor”. Levantamo-nos e fomos embora.

Ao chegarmos a nossa casa mamãe, como sempre fazia, veio nos esperar no portão. Certamente, esperançosa por uma boa notícia. Lembro que meus pais conversaram, longamente, no quarto de casal. Desta conversa jamais vou esquecer as cenas que se sucederam. Mamãe sempre teve e, ainda hoje a têm uma “imagem” de Nossa Senhora de Aparecida.

Lembro-me, claramente, como um filme recente, da porta entreaberta, mamãe aos prantos, ajoelhada e uma vela acesa rogava a Maria que intercedesse.  Ao sair e, sem perceber o que eu tinha presenciado me disse. “Filho Deus está com você. Nada vai te acontecer.”

Era uma quinta feira. Na segunda feira seguinte fui à Campinas no INSS. Fui, novamente, encaminhado para São Paulo para outro hospital. Hospital dos defeitos da Face, na LBA.

Fui atendido por um generoso médico. Dr. Marcos. Ele olhou minha mão e me disse. “Quem é o louco que queria tirar seus dedos, menino?” “Vou recuperar grande parte de seus movimentos”! Exclamou.

Fiz a delicada cirurgia no dia 27 de maio de 1983. Tiraram ossos de meu braço e colocaram em meus dedos e com eles escrevo este texto.

Todos os dias a Deus agradeço, pelo meu amado papai e minhas duas Mães Marias.