terça-feira, 31 de dezembro de 2024
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
domingo, 29 de dezembro de 2024
sábado, 28 de dezembro de 2024
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ – 29/12/2024
A |
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ é celebrada no domingo após o Natal. Esta festa desenvolveu-se a partir do século XIX, no Canadá e, depois, em toda a Igreja, a partir de 1920. No início, era celebrada no domingo após a Epifania. Esta festa tem o intuito de apresentar a Sagrada Família de Nazaré como "verdadeiro modelo de vida" (Coleta), no qual as nossas famílias possam se inspirar e encontrar ajuda e conforto.
EVANGELHO: (LC 2,41-52)
“Os pais de Jesus iam todos os anos a
Jerusalém para a Festa da Páscoa. Tendo ele completado doze anos, subiram a
Jerusalém, segundo o costume da festa. No final dos dias da festa, enquanto
voltavam, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais percebessem.
Achando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, caminharam por
um dia. Depois, ao sentirem a sua falta, começaram a procurá-lo entre os
parentes e conhecidos. Visto que não o encontravam, voltaram a Jerusalém para
procurá-lo. Após três dias, encontraram-no no Templo, sentado entre os
doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam ficavam
maravilhados pela sua sabedoria e respostas. Quando seus pais o viram, ficaram
atônitos; e sua mãe disse-lhe: “Meu filho, por que nos fizeste isto? Teu pai e
eu estávamos aflitos à tua procura”. Respondeu-lhes ele: “Por que me
procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”. Mas, eles
não compreenderam o que lhes estava dizendo. Depois, desceu com eles para Nazaré
e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas essas coisas no seu coração. E
Jesus crescia em sabedoria, idade e graça, diante de Deus e dos homens”.
DOM DIVINO
O primeiro aspecto desta festa, que
emerge dos textos bíblicos, é que o Menino é um dom de Deus: é que lemos na
primeira leitura, que narra o nascimento do profeta Samuel, a partir da
resposta que Jesus dá a seus pais no Templo.
MAL-ENTENDIDO
“Não sabíeis que devo ocupar-me das
coisas de meu Pai?”. Na sua
explicação: “Teu pai e eu estávamos aflitos à tua procura”, Maria
se referia ao seu pai José, mas, na sua resposta, Jesus alude a Deus, seu Pai.
Seus pais, porém, "não entenderam”, embora soubessem que seu filho
era um "dom de Deus". No fundo, somente a Cruz revela, em toda a sua
plenitude, quem realmente era Jesus, o Filho de Deus.
O CAMINHO DE FÉ DE MARIA
A resposta de Jesus não foi fácil para a
Virgem Maria, tanto que o evangelista esclarece: “Sua mãe guardava todas
essas coisas no seu coração”. Ela não as descarta da memória e do coração,
mas sabia que tinha que esperar para entender. Este é o caminho da fé, onde a
dúvida não detém a esperança, mas se abre à expectativa.
JOSÉ E MARIA, PAIS DE JESUS
Como os pais de hoje, José e Maria
também tiveram dificuldade de compreender as palavras e as escolhas do Filho
Jesus: os pais de hoje podem aprender deles a tomar consciência de que, acima
de tudo, se tratava de um filho, que devia crescer e, certamente, corresponder
às muitas expectativas, dos pais, amigos, colegas... No entanto, há uma
expectativa bem mais importante, fundamental e básica: a de Deus, Pai e
Criador. Diante desta expectativa, que se torna uma “chamada” no coração de
cada um de nós, a atitude mais adequada é a oração, “guardar no coração”, para
que tudo possa se revelar em tempos e modos oportunos.
O ESPÍRITO SANTO FALA ÀS FAMÍLIAS DE HOJE
O Espírito Santo continua, ainda hoje, a
guiar "todos os povos", "todos os casais", "todos os
pais". Porém, temos que ouvir o que o Espírito nos fala. Se o Filho de
Deus vem ao nosso encontro, através de um Menino, e se o nosso olhar de fé pode
captar esta presença, então temos que lembrar que as coisas do dia a dia têm
sua importância; os encontros cotidianos nunca são inúteis ou puras
coincidências. Por isso, é preciso manter nosso olhar de fé, dentro e ao nosso
redor, pois podemos encontrar ou rejeitar a presença de Deus em todos os
lugares, porque tudo é um sinal, para quem acredita.
EVANGELHO DA FAMÍLIA
Viver o Evangelho da família, sobretudo
hoje, não é fácil: somos criticados ou atacados porque defendemos a vida, desde
o seio materno. No entanto, o Evangelho nos mostra o caminho, talvez exigente,
para vivermos uma vida digna, em nível pessoal e familiar, mas fascinante e
totalizante: um caminho que, ainda hoje, merece confiança e crédito, sob o
exemplo e intercessão da Família de Nazaré. Em toda família há momentos de
felicidade e tristeza, de tranquilidade e dificuldades. Esta é a vida. Viver o "Evangelho
da família" não nos dispensa de passar por dificuldades e tensões,
momentos de alegre fortaleza e de triste fragilidade. As famílias feridas e
marcadas pela fragilidade, fracassos, dificuldades... podem reviver, se
souberem haurir da fonte do Evangelho; assim, poderão encontrar novas
possibilidades para recomeçar.
Fonte: Vatican News
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
quarta-feira, 25 de dezembro de 2024
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
domingo, 22 de dezembro de 2024
sábado, 21 de dezembro de 2024
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 4º DOMINGO DO ADVENTO – 22/12/2024
Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News
A |
primeira leitura, extraída de Miquéias, nos
fala que o poder será popular e não mais aristocrático Deus manterá sua
fidelidade à Casa de Davi quando escolheu o caçula de Jessé para ser um grande
rei de Israel. Davi, não só venceu o opressor ao derrotar Golias apenas com uma
pedrada, mas utilizou sua capacidade de pastor para reorganizar e salvar o
povo.
Miquéias,
tendo em mente o advento do rei Davi,
fala que Belém, a cidade davídica,
no momento uma aldeia desprezível para os habitantes da capital, será o
berço daquele que governará Israel, de um modo mais grandioso que o realizado
pelo filho de Jessé.
Isso
irá acontecer quando uma mulher der à luz e os compatriotas voltarem do exílio.
Será a formação da nova sociedade de que falamos no domingo passado. Novo rei,
segundo o coração de Deus e, consequentemente, nova sociedade.
O
versículo 3, do capítulo diz que o novo rei será a paz. Ele se refere ao
triunfo da paz em todo o orbe e o domínio da justiça em todos os setores. Não
será apenas Israel o beneficiário desta paz, mas o mundo todo.
No
Evangelho, Lucas ao falar da visita de Maria a Isabel e, naturalmente, de Jesus
a João Batista, revela Deus visitando os pobres e marginalizados. Jesus, o
Salvador, é levado por Maria, a escolhida a visitar aqueles que outrora eram
desprezados por não terem filhos. É uma visita que celebra a misericórdia do
Senhor. Isabel a saúda bendizendo-O pois tem consciência de que a visita que
recebe é a de Deus que salva.
Tanto
a 1ª leitura quanto o Evangelho nos mostram que o lugar social onde Deus assume
posição é no meio dos pobres. O Senhor se identificou com eles e se fez um
deles. Para eles veio a plenitude da vida, a Salvação. Quem desejar ser salvo
deverá observar que desde o início da História da Salvação, o Senhor escolheu
os pobres e eles souberam receber os mandamentos do Senhor como dom de Deus.
Ser pobre é mais que fazer parte de uma categoria social. Ser pobre é também uma opção de vida que coloca no Senhor a sua confiança e não nos bens e nos poderes deste mundo. Ser pobre é renunciar a desejos particulares, egocêntricos em favor dos companheiros de caminhada. Ser pobre é desistir de ser sábio aos olhos do mundo e acatar a Palavra de Deus como verdade que salva. Ser pobre é renunciar aos bens deste mundo, de seus privilégios se tais riquezas se contrapõem à vontade de Deus; ser pobre, enfim é buscar a simplicidade de vida porque ela não só foi vivida pela família de Nazaré, mas foi a escolha livre de Jesus. Ser pobre é ser filho, é ser irmão!
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
terça-feira, 17 de dezembro de 2024
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
domingo, 15 de dezembro de 2024
sábado, 14 de dezembro de 2024
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 3º DOMINGO DO ADVENTO – 15/12/2024
Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News
A |
primeira leitura, tirada de Sofonias é marcada
pelo otimismo, pela alegria e pela esperança. O motivo está no centro do texto
onde se lê que o Senhor é rei de Israel. Após os desmandos de um governo
tirano, que levara o povo ao exílio e à ruína, Deus lidera e reorganiza com o
pequeno resto, uma nova sociedade.
O
Senhor iniciou revogando a sentença de morte que havia sobre o povo, permitiu a
volta dos exilados, e o mais importante, Ele é o companheiro que está junto ao
povo, em seu meio, amando-o.
O
Senhor é o verdadeiro líder, defendendo o povo das ameaças externas e exercendo
a justiça dentro do próprio país.
No
Evangelho, vemos a pregação de João Batista e o anúncio, feito por ele, de que
o Messias, aquele que iria fundar a nova sociedade estava para chegar. João
prepara essa nova sociedade. fazendo com que as pessoas se abram umas às
outras, e à novidade que está para chegar.
Essa
abertura ao outro se inicia com a partilha de bens. Não se trata de esmolas,
mas de dar metade do que possui, de autêntica partilha. Também é dito não
cobiçar os pertences alheios, contentar-se com seus próprios bens e respeitar
os direitos humanos. O poder se chama serviço!
“A pá está em sua mão: limpará a sua eira e
recolherá o trigo em seu celeiro;” Isso significa que Jesus irá desmascarar a
sociedade cujo projeto é de morte. Ele traz a nova sociedade, baseada na
justiça, na vida. Exatamente porque é baseada na vida, a nova sociedade não
caducará e será eterna. Nós a vivemos já aqui, à medida em que nossas opções
são de partilha, de praticar a justiça, mesmo desagradando as estruturas deste
mundo, com sua sociedade baseada em estruturas mortais, injustas, ante evangélicas.
Na
segunda leitura, São Paulo nos diz que o projeto de Deus, essa nova
sociedade, deverá ser o objetivo ao redor do qual a comunidade
deverá sempre se reunir. Para isso ele apela à alegria, ao equilíbrio, ao
diálogo com Deus (oração) e com os irmãos. Com esses elementos não só
preservaremos essa nova sociedade, mas faremos sua propaganda, a tornaremos
agradável aos olhos daqueles que nos observam.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”
sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!
D |
esde o
início, os cristãos celebravam o que o Senhor Jesus fez pela salvação da
humanidade: todos os domingos, na "Páscoa semanal" e a festa anual,
no domingo após a primeira lua cheia de primavera, a Páscoa.
No
início do século IV, o calendário litúrgico começou a mudar, dando mais valor à
experiência "histórica"de Jesus: na Sexta-feira Santa comemorava-se
a morte de Jesus e também a Última Ceia... Neste prisma, temos o Natal, o
nascimento de Jesus, sobre o qual, em 336, temos o primeiro testemunho, depois
do qual, veio a festa do Natal oriental da Epifania, em 6 de janeiro. Esta data
era associada à festa civil pagã do "Natal do Sol Invencível" (“Natale
Solis Invicti”), que o imperador Aureliano havia introduzido, em 274, em
homenagem à divindade siríaca do Sol de Emesa, celebrada,
precisamente, no dia 25 de dezembro.
A
Solenidade do Natal é a única festa, que podia ser celebrada com quatro Missas:
véspera, noite, amanhecer e dia. Os textos desta solenidade são os mesmos para
os três Anos Litúrgicos. Trata-se de uma escolha que visa aprofundar e
valorizar, quase em câmara lenta, o Acontecimento que mudou o curso da
história: Deus se fez homem!
VÉSPERA
"Genealogia
de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão... Matã gerou Jacó. Jacó gerou
José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo" (Mt
1,1-25).
NOITE
“Não
temais, eis que vos anuncio uma Boa-Nova que será alegria para todo o povo:
hoje, vos nasceu, na Cidade de Davi, um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto
vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa
manjedoura” (Lc 2,1-14).
MANHÃ
“Depois
que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os
outros: “Vamos até Belém e vejamos o que o Senhor nos manifestou”... Foram com
grande pressa... Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus” (Lc
1,15-20).
DIA DE NATAL
“No
princípio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era
Deus"... "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo
1,1-18).
A
Luz veio ao mundo. Hoje, como há mais de dois mil anos, a Luz atravessa a
obscuridade da noite e das trevas e nos ilumina. Esta Luz tem um rosto e um
nome para nós: Jesus Cristo, que o profeta Isaías preanunciou: “O povo que
andava nas trevas viu uma grande luz” (Missa da Noite de Natal, Is 9,1-6).
Ele é a Luz do mundo que ilumina as trevas (Evangelho do Natal, Jo 1,9; 3,19);
Ele é a Esperança que não decepciona (Rm 5,5); Jesus, raiz e estirpe de
Davi (cf. 2Sam 7,8ss, promessa de Deus ao Rei Davi; IV domingo do Advento,
Ap 22,16); Jesus é a estrela radiante da manhã (Ap 22,16).
ACONTECIMENTO
Eis
o Natal: um Fato, um Acontecimento capaz de mudar o curso da história. “Deus
se fez homem para nos tornar filhos de Deus” (Santo Irineu). Um
acontecimento tão importante e tão decisivo que a liturgia quis que nos
rejubilássemos dele, quase em câmara lenta, a ponto de permitir não apenas uma
celebração, mas quatro Missas de Natal: às vésperas (por volta das 18h00); à
Noite (geralmente entre as 21 e 24 horas, este ano por volta das 20 horas);
de Manhã (mais ou menos entre as 7 e às 9 horas); e a do Dia de Natal (entre
às 10 e às 18 horas, aproximadamente).
Quatro
Missas para experimentarmos toda a alegria deste acontecimento, que surpreendeu
e transtornou os planos humanos. Eis a alegria do Natal: “Hoje, vos nasceu
um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Evangelho da Noite, Lc 2,11). O
Senhor Jesus veio em meio a nós para nos dizer “não temais”, para dissipar a
indiferença uns dos outros, porque Deus, em Jesus seu Filho, se comprometeu com
a humanidade, ferida pelo pecado, para nos salvar.
DETALHES HISTÓRICOS
O
texto do Evangelho de Lucas, que ouvimos na Missa da Noite, é rico de detalhes
cronológicos e históricos: “Naqueles tempos, apareceu um decreto de
César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra... foi feito antes que
Quirino fosse governador da Síria...” (Lc 2, 1-2). Eram detalhes que
podiam nos deixar indiferentes pela ansiedade de receber a notícia de que Jesus
havia nascido; mas, não são detalhes secundários, porque indicam que o
nascimento de Jesus não pertence aos "contos de fada", mas era um
fato plenamente inserido na história.
ÁRVORE GENEALÓGICA
Como
o Evangelho da véspera é indicativo, porque insere Jesus em uma árvore
genealógica, não exatamente perfeita, visto os personagens, Ele aceita entrar
nesta história familiar, que, certamente, não é constelada de Santos. Na longa
lista são citados os Patriarcas e, depois, os Reis, antes e depois do exílio da
Babilônia. Alguns Reis eram fiéis, outros idólatras, imorais e assassinos. E o
que dizer do Rei Davi, no qual se entrelaçam fidelidade a Deus, pecados e
crimes (recordamos apenas o crime que ele confessou no Salmo 50, após ter
matado Urias).
A
genealogia quer testemunhar e confirmar que Jesus é da "estirpe de
David" (cf. Mt 1,6ss) e que a promessa que Deus fez a Davi, de
construir-lhe "uma casa" (cf. 2Sm, IV domingo do Advento)
encontrou sua plenitude em Jesus. A genealogia mostra que faz parte de uma
história bem maior, que vale para o homem Jesus, que inaugura uma nova
história. Atrás de cada nome, às vezes enigmático, há uma história, através da
qual Deus tornou possível a realização de alguma coisa. Trata-se de uma página
que revela: atrás de cada rosto, há uma eleição de Deus e uma sua promessa,
“como era no princípio, agora e sempre”. Também nós somos "eleitos"
pela graça de Deus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi"
(Jo 15,16). Não fomos escolhidos pelos nossos méritos, mas pela sua
Misericórdia: “Amo-te com eterno amor” (Jr 31,3). Eis a nossa certeza:
“"O Senhor chamou-me desde o seio de minha mãe” (Is 49,1).
Como
no passado, hoje Jesus entra nesta história e nos convida a olhar para longe, a
ler este tempo histórico e social particular, não com uma ladainha de derrota e
lamentos, mas com aquela Luz, que vem de cima e ilumina tudo.
Enfim,
nem José e Maria viveram em um contexto fácil, no entanto...
MANJEDOURA
“Completaram-se
os seus dias e ela deu à luz seu filho primogênito, envolvendo-o em faixas, e o
depôs em uma manjedoura” (Missa da Noite, cf. Lc 2,7). Deus Pai,
Todo-Poderoso, por meio de Maria, depôs um Menino, o Emanuel, Deus conosco, em
uma manjedoura: um Menino que dá início (arché) a um novo Reino, a uma
nova História de salvação: Reino de justiça e paz, de amor e verdade.
“E
o depôs em uma manjedoura”. O verbo, em grego, indica a posição de quem faz
a refeição, quase deitado, como um soldado romano. Porém, o Menino Jesus foi
deposto em um cocho de animais: um receptáculo de insetos, babas de animais,
sujeira; um sinal de como seria toda a vida de Jesus: os Anjos cantam no céu,
enquanto Herodes o perseguia; um dia, será aclamado pelo povo e, no outro,
condenado pela mesma multidão; um dia, como rei, e no outro, pregado na cruz
como malfeitor. Rejeição e glória serão os sinais que distinguirão este Menino.
Há
também outro detalhe que, geralmente, é proposto pelos ícones: o Menino é
colocado no lugar onde os animais comiam. Este mesmo Menino, que precisava ser
nutrido para crescer, é recordado, desde o início, como o "pão" que
alimenta: "Fazei isto em memória de mim".
Este
Menino, nesses detalhes, revela-se como era, mas, ao mesmo tempo, revela o
caminho que devemos seguir em nossa vida boa. Em um tempo, em que o homem é
escravo dos seus apetites superficiais, Jesus indica uma nova vida, capaz de
pôr ordem seus tantos apetites desordenados, que só saciam a própria ilusão e
ambição de querer "ser como Deus", da sua autoafirmação e emancipação
de Deus, consequências do pecado original: “A mulher, vendo que o fruto da
árvore era bom para comer, de agradável aspecto e apropriado para adquirir
sabedoria, tirou-o da árvore e, depois, o ofereceu também ao seu marido” (Gn
3,6).
Da
manjedoura, Jesus manda-nos um sinal para que nos alimentemos com o que conta,
para que, de comedores compulsivos, aprendamos a ser "pão que se
doa". Recordemos que a primeira das tentações de Jesus no deserto se
referia, precisamente, ao conceito de "alimento": “Se és Filho de
Deus, ordena que estas pedras se tornem pães...” Jesus respondeu: “Não só de
pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt
4, 3-4), indicando-nos assim o exemplo que devemos seguir.
EM FAIXAS
Maria
“envolveu” o Menino “em faixas”: apesar da precariedade do momento,
Maria sabe se organizar. O seu exemplo nos leva a aprender a "nos
organizar" para que o Menino, que pede para nascer em nosso coração e em
nossa vida, encontre acolhimento, cuidado e proteção. Em outras palavras,
podemos dizer que a memória do Natal de Nosso Senhor ilumina os nossos
"natais cotidianos", onde a fé, ou seja, a amizade com o Menino
Jesus, precisa ser acolhida e mantida nas "faixas" das nossas
atenções e cuidados, para não desfalecer.
Através
daquele “Menino”, envolto em faixas e deitado na manjedoura, somos convidados a
observar a lógica com que Deus age, e, através dela, aprender a agir “como
Deus”; somos convidados a inverter nossas lógicas e estratégias, que requerem
mudança de mentalidade e perspectiva. O que conta não é a grandeza e a
importância, mas a pequenez, aparentemente insignificante: da grandeza à
pequenez, da força à debilidade, do poder ao dom, porque é assim que Deus age!
Também
nós, como cristãos, somos chamados a ser “sinais” discretos do poder do amor de
Deus, humildes instrumentos do Reino do Senhor, cientes de que “a fraqueza
de Deus é mais forte do que os homens” (cf. 1Cor 1,25).
O
termo "sinal" não deve ser entendido como fraqueza ou conformidade,
porque se “o sal perder o sabor, para nada mais serve, senão para ser
lançado fora” (cf. Mt 5, 13). Nosso modo de ser cristãos
deveria tornar-se aquele convite vivo e crível do grão de trigo que produz
fruto; deve ser aquele "sinal" do Menino de Belém, Jesus, aqui e
agora; deve ser um viver e um agir, capazes de demonstrar a alegria do "Natal",
por uma Vida vinda do Alto, capaz de "entregar-se" pelos outros por
amor (Páscoa).
OS PASTORES
A
entrada de Deus na história dá-se por "portas secundárias" e métodos
não convencionais, tanto que os Anjos levam o anúncio aos pastores e não aos
sacerdotes do Templo. Os pastores eram pobres guardiões, pagos para cuidar das
ovelhas; eram excluídos do povo por serem nômades e por frequentarem pessoas
fora do povo, estrangeiras e, portanto, impuras segundo a lei. Por isso, foi
primeiro a eles que os Anjos transmitiram o anúncio. Confia-lhes, por primeiro,
a tarefa de adorar e ir anunciar: “Vamos a Belém e vejamos o que se realizou
e o que o Senhor nos manifestou. Foram com grande pressa e viram Maria e José e
o Menino deitado numa manjedoura... Os pastores voltaram glorificando e
louvando a Deus...” (Lc 2, 15-20, Evangelho da Missa da Manhã).
Naqueles
pastores nômades, que, como Jesus, não sabiam “onde repousar a cabeça” (Mt
8,20), vemos os nômades guardiões do nosso coração, aquela
nossa parte inquieta que vigia, busca e espera Alguém, mas que, muitas vezes,
se confunde, enganando a verdadeira fome e sede do coração. No fundo, cada um
de nós é aquele pastor que tenta seguir seus pobres ideais e, quando pensa ter
conseguido, percebe que o caminho ainda é muito longo.
NATAL
O
Natal de nosso Senhor Jesus recorda-nos que Deus está presente em todas as
situações, nas quais pensamos que ele está ausente ou nas quais achamos que ele
não pode estar. A nossa fé estimula-nos a viver o tempo natalino com maior
serenidade e esperança: Deus está aqui, tão presente que, talvez ou com
certeza, nos convida a rever nossos costumes; convida-nos a lembrar que, assim
como Ele veio para nos salvar, também nós, através dele, só podemos nos salvar
se caminharmos juntos, se aprendermos a cuidar uns dos outros; somos convidados
a ser uma “manjedoura”, onde os outros possam se alimentar do pão da amizade,
do amor, da misericórdia, da esperança. O Senhor oferece-se a nós para que
possamos dar seu testemunho com a nossa vida. Como cristãos, somos convidados a
assumir a esperança desta humanidade desnorteada e solitária, a sermos
sentinelas da nova manhã ... para que as trevas deste tempo sejam rompidas pela
Luz, que vem do Senhor Jesus.
JESUS, NOSSA REALIDADE DECISIVA
Jesus
é a realidade decisiva da minha e da nossa existência. No Senhor Jesus, que se
fez um de nós, aprendemos a ser todos irmãos, partilhando nossa
solidariedade e a proximidade interior, que é o dom mais precioso, e louvando
junto com os Anjos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens
amados pelo Senhor”.
Fonte: Vatican News
quarta-feira, 11 de dezembro de 2024
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
domingo, 8 de dezembro de 2024
8 DE DEZEMBRO - IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA
IMACULADA CONCEIÇÃO DA
BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA
N |
este dia, tão caro aos corações católicos, celebramos em primeiro lugar o momento em que o Todo-Poderoso mostrou Maria, na aurora dos tempos, aos nossos primeiros pais como a Virgem Mãe do divino Redentor, mulher destinada a esmagar a cabeça da serpente. E como, por decreto eterno, ela foi milagrosamente eximida de toda mancha do pecado original e dotada dos mais ricos tesouros da graça e santidade, é apropriado que honremos suas gloriosas prerrogativas por meio desta festa especial da Imaculada Conceição. Devemos nos unir em espírito à bem-aventurada no Céu, e nos regozijar com nossa querida Mãe, não apenas por si mesma, como por nós, seus filhos, que partilhamos de sua glória e felicidade. Em segundo lugar, somos chamados a celebrar aquele dia sempre memorável, o 8 de dezembro de 1854, que elevou a Imaculada Conceição de Nossa Santíssima Virgem de uma crença piedosa para a dignidade de um dogma da Igreja infalível, sendo motivo de alegria universal entre os fiéis.
sábado, 7 de dezembro de 2024
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA – 08/12/2024
É |
sempre muito bonito quando alguém elogia a
nossa mãe. Sentimos um orgulho imenso, ainda mais do que se estivessem a falar
bem de nós. Se assim é conosco, certamente também o é para a segunda Pessoa da
Santíssima Trindade.
Nosso
Senhor enviou o anjo Gabriel a uma Virgem que foi escolhida para ser a Mãe de
Deus. Quando o anjo entrou na casa de Maria e a vê, perplexo pela maravilha de
estar perante tal esplendor, saúda-a dizendo: “Salve, cheia de graça, o
Senhor está contigo!”.
Que
alegria não terá sido para Aquele que estava prestes a encarnar naquele seio!
Só Ele sabe o que sentiu. Hoje, e todos os dias da nossa vida, ainda repetimos
esta saudação: “Salve, cheia de graça”, e todas as vezes que o fazemos,
damos uma grande alegria ao coração de Deus porque também nós nos alegramos
pelas maravilhas realizadas na Santíssima Virgem Maria.
A
nossa vida espiritual faz-se pela nossa luta contra o pecado e a adesão ao bem.
Ambas devem andar juntas, para que haja santidade. Assim é em Maria! Pela
grandíssima Misericórdia de Deus, Ela é a Imaculada porque nunca conheceu o
pecado, nem mesmo o pecado original. Só que isto não basta e, de facto, Maria
Santíssima não se limitou a não fazer o mal, mas assumiu o compromisso de fazer
o bem em cada momento, ou seja, comprometeu-se a fazer a vontade de Deus.
N’Ela
não havia espaço para os pecados de omissão – os pecados que muito pouca gente
confessa e que são os mais frequentes. O Evangelho descreve-a como a cheia de
graça, e Ela era apenas uma jovem. Se é verdade que o amor não se cansa,
não para, mas pela sua natureza continua a crescer, caso contrário regride,
qual não seria a beleza da alma da Nossa Senhora no fim da sua vida terrena!
Uma beleza esplendorosa!
No
entanto, para que se torne ainda mais evidente, talvez seja bom salientar uma
coisa sobre o pecado. Será que Deus teria poupado a Virgem Maria da difícil
experiência da pobreza? Ou do exílio? Ou ainda, será que a preservou do
cansaço, do trabalho, das humilhações? São coisas de que temos medo e que nos
assustam. O Senhor não A preservou destas coisas, mas do pecado.
Então,
quão detestável deverá ser o pecado aos olhos de Deus! Até o mais pequenino
contacto da Mãe com ele era-Lhe insuportável, porque diante de Deus não há
maior desgraça do que esta, que nem de longe se compara ao sofrimento.
É
importante ressalvar isto hoje, quando se perdeu o sentido do pecado, pecado
onde se guardam muitos tipos de sofrimento por advirem dele, só que, perante a
tentação, a vontade de dizer não ao pecado torna-se muito mais branda e até
talvez se pense, “Logo me vou confessar!”, sem se refletir no mal que se está a
fazer à própria alma.
A
Virgem Maria, que luta contra a serpente e procura o bem, não é apenas
belíssima, mas também é extremamente livre. A liberdade não é a escolha
entre o bem e o mal – a isto chama-se livre arbítrio. Eva também foi criada
imaculada, também ela podia escolher se queria dar ouvidos a Deus ou à
serpente, e escolheu, mas essa escolha não a tornou livre, mas escrava da
desordem que o pecado provocou na sua alma e no seu corpo. A Nossa Senhora é
extremamente livre porque é a cheia de graça, é o templo do Altíssimo, e Deus
dá a liberdade.
Se,
de fato, Deus é Amor, e o verdadeiro amor liberta (porque o amor não se dá
por obrigação), então quem é Amor, vive livre – livre de si mesmo, do seu
egoísmo, das paixões, do juízo dos outros...
Se
alguém não conhecesse a Nossa Senhora, ao saber que se encontrava diante de uma
mulher tão bela, tão livre, tão grande, poderia pensar que Ela também é muito
distante, impassível e orgulhosa, talvez altiva. Mas ao ler a resposta que Ela
dá ao anjo Gabriel – “Eis a serva do Senhor” –, todas as dúvidas
desapareceriam. A Virgem Maria é santa, portanto extremamente humilde e, como
tal, tem uma compreensão imensa em relação aos seus filhos. Ela não atribui
orgulhosamente a Si mesma a sua grandeza, mas louva o Senhor que n’Ela realizou
grandes coisas. É por isso que Ela não pode deixar de se comover pelas nossas
fraquezas, se nos dirigirmos a Ela com confiança. Como dizia a Santa Teresinha:
“Que alegria pensar que a Virgem Imaculada é a nossa Mãe! Se Ela nos
ama e conhece a nossa fraqueza, o que é que temos a temer?”
Façamos
nossa a oração do Padre Pio: “Que Aquela que entrou no mundo sem culpa, nos
obtenha do seu Filho a graça de deixar este mundo sem mancha.”
Ó Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a Vós.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
CONHEÇA A HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS
A |
história de Nossa Senhora das Lágrimas é
uma narrativa de fé e devoção que teve origem com a aparição da Mãe de Deus a
uma freira. No início do século XX, mais especificamente em 1932, na cidade de
Campinas, Brasil, a irmã Amália de Jesus Flagelado recebeu a visita da Virgem
Maria. Além disso, vale lembrar que toda aparição de Nossa Senhora serve para
honrar ainda mais Seu Filho Jesus.
É o próprio Deus quem
revela, portanto, o caminho através de Sua Mãe Santíssima. Desse modo, Jesus
afirma que concederia todas as graças pedidas pelas Lágrimas de Nossa Senhora.
Essa devoção cresceu à medida que os relatos da Irmã Amália se espalharam, atraindo
a atenção de fiéis e levando-os a recorrer à Virgem das Lágrimas.
IRMÃ AMÁLIA, A VIDENTE DE
NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS
Eles se estabeleceram
na Bahia, em primeiro lugar, e depois se mudaram para a cidade de Campinas, em
São Paulo. Mas a jovem Amália não acompanhou imediatamente seus pais,
permanecendo na Espanha para cuidar de sua avó idosa e doente. Somente após o
falecimento da avó, em 16 de junho de 1919, ela atravessou o oceano Atlântico,
chegando a Campinas.
Além disso, sua vida
tomou um novo rumo quando, em 8 de dezembro de 1927, Amália e outras jovens
freiras tornaram-se coo fundadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de
Jesus Crucificado. Alguns anos depois, em 8 de dezembro, dia da Imaculada
Conceição, no ano de 1931, elas fizeram seus votos perpétuos, consolidando seu
compromisso com a vida religiosa.
A INTERCESSÃO DAS
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA
Em novembro de 1929, Amália recebeu no
convento a visita de um parente angustiado. Ele dizia que sua esposa estava
gravemente doente, e para os médicos já não havia mais meios de salvar a sua
vida. Diante da aflição desse familiar, Amália sentiu um impulso interior que a
conduziu ao Sacrário, onde se entregou a Jesus Sacramentado, oferecendo sua
própria vida em troca da salvação da mulher enferma, que ao morrer deixaria
marido e filhos.
Em seguida, a
resposta divina veio de maneira única e poderosa, através de uma instrução
para invocar as lágrimas da Virgem Maria. Jesus a ensina algumas
invocações, que são hoje rezadas na Coroa das Lágrimas, e acrescenta a promessa
de que aquilo que os homens pedissem por meio das lágrimas de Sua Mãe, ele
amorosamente concederia.
A APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA
DAS LÁGRIMAS E A ENTREGA DA
COROA DAS LÁGRIMAS
No dia 8 de março de
1930, Irmã Amália de Jesus Flagelado estava rezando de joelhos na capela do
convento, quando se sentiu elevada para o Alto. Neste momento, Nossa Senhora
aparece vestida com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco.
Sorrindo, entrega a Irmã Amália um rosário, chamado “Coroa das Lágrimas”, cujas
contas brilhavam intensamente.
Nossa Senhora revelou
que esse era o Rosário de Suas lágrimas prometido por Seu Filho ao Instituto.
Desse modo, Ele concederia favores pela invocação das lágrimas. A oração seria
uma arma poderosa para a conversão de pecadores, especialmente os possuídos
pelo demônio. Além disso, uma graça especial estava reservada para o Instituto
de Jesus Crucificado, incluindo a conversão de membros dissidentes. Por fim,
Nossa Senhora exortou a Irmã Amália a se armar para a grande batalha e, após
essas palavras, desapareceu.
A REVELAÇÃO DA MEDALHA DE
NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS
E DE JESUS MANIETADO
A expressão “Jesus
Manietado” refere-se a Jesus durante Sua Dolorosa Paixão, quando Ele foi
amarrado e atado durante os momentos cruciais de Sua entrega pela humanidade. A
palavra “manietado” tem origem no verbo “manietar”, que deriva do latim manu
aptare. Em seu sentido literal, “manietar” significa amarrar, prender ou
atar alguém, especialmente com as mãos.
A Virgem Maria
enfatizou a necessidade de ampla divulgação dessa medalha como uma poderosa
ferramenta espiritual para vencer o poder de Satanás no mundo. Além disso,
prometeu inúmeras graças para todos os fiéis que a portassem com amor e
devoção.
Por ordem da
Santíssima Mãe de Deus, a medalha traz na frente a imagem de Nossa Senhora das
Lágrimas entregando a Coroa das Lágrimas. Da mesma forma como aconteceu na
aparição anterior em 8 de março de 1930. Além disso, a Virgem também diz
que a medalha deve ser rodeada pelas palavras “Ó Virgem Dolorosíssima,
as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”
No verso, também de
acordo com as palavras da Virgem das Lágrimas, a medalha traz a imagem de Jesus
Manietado. E as palavras que traz ao redor são “Por Vossa Mansidão
Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”
A revelação dessa
medalha é, portanto, uma expressão tangível da intercessão divina. Além disso,
é uma ferramenta espiritual que fortalece a fé dos fiéis e recorda a proteção e
a intercessão de Nossa Senhora.
QUANDO É O DIA DE
NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS?
Nossa Senhora das Lágrimas é celebrada
com festa litúrgica em 8 de março. A data remete ao dia da aparição de Nossa
Senhora à vidente Amália e sua celebração é uma forma de recordar os fiéis a
importância de pedir a intercessão das lágrimas da Virgem em nossas
necessidades.
A DEVOÇÃO A
NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS
A propagação dessa devoção foi marcada
por uma abordagem discreta, uma vez que a Irmã Amália, vidente das aparições,
preferia manter-se reservada dentro do convento. Desse modo, muitos
desconheciam sua ligação com as revelações. O Bispo de Campinas na época, Dom
Barreto, compreendendo a sensibilidade da Irmã, tomou a iniciativa, com sua
permissão, de falar em seu nome, recolhendo os escritos e diálogos entre a
vidente, Jesus e Nossa Senhora. Publicados em 1932, os textos foram
distribuídos sem a identificação da freira, proporcionando um tom de revelação
privada.
Dom Barreto também
aprovou a devoção, concedendo 50 dias de indulgência para quem rezasse a Coroa
das Lágrimas. Além disso, ele imprimiu milhares de folhetos, conhecidos como
“santinhos”, e medalhas em diversos idiomas, distribuindo durante suas visitas a
Roma. A devoção se disseminou amplamente, chegando a outros países, e bispos
europeus e americanos passaram a adotá-la, divulgando a devoção por meio de
impressões locais. Além disso, a simplicidade e a eficácia espiritual da Coroa
das Lágrimas contribuíram para a aceitação e crescimento da devoção, tornando-a
uma prática devocional católica reconhecida e apreciada.
A COROA DAS LÁGRIMAS
DE NOSSA SENHORA
A Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora,
também conhecida como Rosário das Lágrimas, é uma manifestação divina entregue
pela Virgem Maria à Irmã Amália de Jesus Flagelado durante a aparição de 8 de
abril de 1930. Essa Coroa tem sua origem associada a uma visão única e marcante
ocorrida um mês antes, em 8 de março de 1930.
A Coroa consiste em
49 contas brancas, organizadas em grupos de sete. Essa estrutura é semelhante à
tradicional Coroa das Dores, mas distingue-se pela cor branca. Além disso, a
Coroa possui três contas finais e uma medalha especial.
Durante a aparição, Nossa Senhora
declarou que essa Coroa de Lágrimas seria parte do legado para o Instituto de
Jesus Crucificado. Ela oferece promessas especiais de graças e
conversões para aqueles que a utilizassem nas orações. A Virgem Maria
também enfatiza a eficácia dessa Coroa na conversão de pecadores, especialmente
aqueles possuídos pelo demônio.
A Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora
tornou-se, portanto, uma ferramenta espiritual poderosa nessa devoção. Esta
oração guia os fiéis na meditação dos momentos de dor da Virgem Maria e busca a
sua intercessão nos desafios da vida.
Reze a Coroa das Lágrimas de Nossa
Senhora
ORAÇÃO INICIAL:
Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó
dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que,
com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom
Mestre, que nós saibamos aproveitar da lição que elas nos dão, para que, na
Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos
louvar por toda a eternidade.
Nas contas brancas (que separam os grupos de 7):
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que
mais Vos ama no Céu.
Nas contas brancas (grupos de 7):
Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas
Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. (7x)
No fim, repete-se três vezes, nas
três contas brancas finais:
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas
d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.
ORAÇÃO FINAL:
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós
Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso
Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as
nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida
eterna. Amém.
Jaculatórias
finais (para rezar
contemplando e beijando a medalha):
– Por Vossa mansidão divina, ó Jesus
Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!
– Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!
Fonte: Apostolado
Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas