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sábado, 31 de janeiro de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 01/02/2026

 

A

 liturgia deste 4º Domingo do Tempo Comum nos coloca diante do "Sermão da Montanha", o coração do ensinamento de Jesus. Se o Evangelho fosse um corpo, as Bem-aventuranças seriam os seus batimentos cardíacos. Elas não são apenas belas palavras de consolo; são a "Proclamação do Reino" e o novo estatuto da felicidade cristã.

A primeira leitura, do profeta Sofonias, nos fala de um "resto de povo" que é humilde e pobre. Isso nos faz perguntar: em que colocamos nossa confiança? No dinheiro? No status? No controle que achamos ter sobre a vida? O profeta nos lembra que o único refúgio seguro é o Nome do Senhor. Ser "pobre em espírito" não é falta de bens, mas é a liberdade de quem não se deixa possuir pelas coisas, mas se deixa possuir por Deus.

São Paulo, na segunda leitura, dá um "choque de realidade" na comunidade de Corinto e em todos nós. Ele diz: Deus escolheu o que o mundo despreza. Isso é libertador! Significa que para Deus não conta o seu currículo, sua conta bancária ou sua influência social. O que conta é a sua abertura para a graça. Se você se sente fraco, pequeno ou inadequado, saiba que é exatamente você quem Deus deseja usar para manifestar a Sua glória. Nossa única glória é o Senhor.

Jesus sobe ao monte, senta-se e ensina. Ele inverte a lógica do mundo. O mundo diz: "Feliz quem tem poder"; Jesus diz: "Felizes os mansos". O mundo diz: "Feliz quem se diverte e não sofre"; Jesus diz: "Felizes os que choram". O mundo diz: "Feliz quem é forte e se impõe"; Jesus diz: "Felizes os misericordiosos e os puros de coração".

As Bem-aventuranças são o retrato fiel do próprio Jesus. Ele foi o pobre, o manso, o aflito, o faminto de justiça, o misericordioso e o perseguido. Segui-las não é buscar o sofrimento, mas entender que, mesmo nas dificuldades, se estivermos com Deus, somos profundamente felizes.

Nesta Eucaristia, peçamos a graça de um coração humilde. Que não tenhamos medo de ser "diferentes" neste mundo. Que a nossa busca não seja pela felicidade passageira que o consumo oferece, mas pela alegria eterna que nasce de viver o Evangelho. Sejamos o sal da terra e a luz do mundo, vivendo com a esperança de que o Reino dos Céus já começou aqui, entre nós.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!