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terça-feira, 1 de setembro de 2026

SETEMBRO: UM MÊS DEDICADO À PALAVRA DE DEUS E AO COMBATE ESPIRITUAL

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om a despedida de agosto, o mês das vocações, a Igreja Católica abre as portas para um novo ciclo litúrgico em setembro. Conhecido tradicionalmente no Brasil como o Mês da Bíblia, este período convida cada fiel, família e comunidade a mergulhar profundamente nas Sagradas Escrituras, mas também reserva momentos intensos de devoção mariana e o ápice do combate espiritual com a Festa dos Santos Arcanjos.

Mesmo inseridos na simplicidade do Tempo Comum — com suas vestes e adornos de cor verde que nos lembram a esperança e o crescimento constante —, setembro pulsa com uma riqueza espiritual única.

O ALIMENTO DA PALAVRA

Desde 1971, a Igreja no Brasil dedica este mês inteiramente à Bíblia. A escolha não é por acaso: no dia 30 de setembro, celebra-se a memória de São Jerônimo, o grande Doutor da Igreja que dedicou sua vida a traduzir as Escrituras dos textos originais para o latim (a Vulgata). Dele herdamos a célebre frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo”.

Neste ano, as paróquias e comunidades são chamadas a fortalecer os círculos bíblicos, os grupos de reflexão e a prática individual da Lectio Divina (a leitura orante da Palavra). É o momento oportuno para tirar a Bíblia da estante, purificar o coração e deixar que a voz de Deus guie nossos passos.

O COLO DE MARIA E

O EXEMPLO DOS SANTOS

O calendário litúrgico de setembro também nos presenteia com datas de profunda ternura e inspiração. No dia 8 de setembro, celebramos a Natividade de Nossa Senhora, o nascimento daquela que trouxe a Luz ao mundo. Logo em seguida, a liturgia nos propõe um belíssimo contraste de amor e redenção: a Exaltação da Santa Cruz (14/09) e a memória de Nossa Senhora das Dores (15/09), lembrando-nos que Maria caminha conosco tanto na alegria quanto no sofrimento.

O mês também é marcado pelo testemunho de gigantes da fé, como Santa Teresa de Calcutá (05/09), exemplo máximo de caridade, e São Pio de Pietrelcina (23/09), o Padre Pio, que nos ensina o valor da oração perseverante e do confessionário.

SOB AS ASAS DOS ARCANJOS

Para muitos católicos, setembro é também o mês de colher os frutos espirituais da Quaresma de São Miguel Arcanjo, iniciada em meados de agosto. Serão semanas de intensificação nas orações de proteção e libertação.

O ápice dessa jornada acontece no dia 29 de setembro, com a grande Festa dos Santos Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Em um mundo cercado de desafios visíveis e invisíveis, recorrer à proteção dos mensageiros celestes é um ato de fé e confiança na vitória final de Deus.

COMO VIVER BEM ESTE MÊS?

Aproveite este tempo favorável que a Igreja nos concede. Que tal assumir um compromisso concreto para as próximas semanas?

  • Leitura diária: Escolha um livro da Bíblia (como o Evangelho do ano ou uma carta apostólica) para ler um capítulo por dia.
  • Oração em família: Retome o Terço ou a leitura da Palavra à mesa com seus filhos e familiares.
  • Ação concreta: Inspirados por Santa Teresa e São Vicente de Paulo (celebrado em 27/09), faça um gesto concreto de caridade para com os necessitados de sua comunidade.

Que as bênçãos de setembro renovem nossas forças para continuarmos firmes na caminhada rumo ao Reino de Deus.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA!

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este mês de setembro, a Igreja no Brasil, celebra o MÊS DA BÍBLIA: um convite especial para todas as pessoas que gostam de estudar a Palavra de Deus.

Por meio das celebrações nas paróquias, pastorais, movimentos, organismos e comunidades católica de todo o país, os fiéis são convidados a meditar a Sagrada Escritura e os seus ensinamentos.

Setembro foi escolhido pelos Bispos do Brasil como o Mês da Bíblia em razão da memória de São Jerônimo, celebrada no dia 30.

São Jerônimo foi o encarregado por traduzir a Sagrada Escritura para o latim. Essa versão latina recebeu o nome de Vulgata, que significa “popular” em latim. Essa versão é referência nas traduções da Bíblia até os dias de hoje.

A Bíblia contém o que Deus quis comunicar aos povos em relação ao seu plano de salvação para a humanidade.

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja propõe o convite a aprofundar nosso conhecimento em relação a esse plano e ao centro da nossa fé: Jesus Cristo.

Em Jesus, podemos contemplar o verdadeiro Deus e o verdadeiro Homem, Messias anunciado durante o Antigo Testamento para o povo que caminhava nas trevas. Nesse contexto, nós também somos chamados a redescobrir a manifestação de Deus na história por meio do seu Filho, para o qual as Sagradas Escrituras sempre apontam.

O livro bíblico mais utilizado para aprofundamento da bíblia é o de Josué, com a inspiração: “O Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que vás” (Js 1,9).

Um dos Pilares da Igreja no Brasil é o Pilar da Palavra de Deus, incluído nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas pelo episcopado brasileiro em sua  57ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP).

A proposta é nos aproximar da jornada de Josué pela posse da Terra Prometida. Também nós, portanto, somos chamados ao estudo do Livro de Josué, que nos leva a perceber que Deus nunca deixa sem respostas as pessoas e comunidades que a Ele se confiam.

O esforço empreendido pelas tribos israelitas na conquista e ocupação das terras é tema principal no Livro de Josué. O personagem principal de todo o livro é Josué, termo em hebraico que significa “O Senhor salva”.

O Senhor é uma divindade que segundo o texto, nos tempos de Josué, aparece entre tantas outras divindades, presentes nos cultos das religiões politeístas dos povos vizinhos.

Todo o sucesso dos grupos liderados por Josué na conquista e posse da terra está condicionado a realizar a Palavra do seu Deus, sem submeter-se também aos cultos estrangeiros.

“Não temos dúvida que esse livro soa como uma catequese para impulsionar o povo na conquista da terra."

O Livro de Josué é um autêntico testemunho de que Deus realiza a promessa feita ao seu povo Israel. Da escravidão para a posse da Terra Prometida.

No estudo do Livro de Josué, todas as pessoas são chamadas a perceber o Deus que sempre responde seu povo.


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

SETEMBRO, MÊS DA BÍBLIA: “VESTIR-SE DA NOVA HUMANIDADE” (EF 4,24)


 Dom Adimir  Antonio  Mazali - Bispo de Erexim (RS)

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 mês de setembro é dedicado à Palavra de Deus. É o mês da Bíblia. A Bíblia é um livro especial, diferente dos outros, um livro antigo e atual ao mesmo tempo. A importância da Bíblia Sagrada deve-se ao fato de ser portadora da Palavra de Deus para nossa Salvação. A Palavra de Deus é o fundamento de nossa fé, de nossa espiritualidade, de nossa vida e missão. É a Palavra Sagrada “inspirada” por Deus para nos orientar em Seu projeto de amor. 

O Apóstolo Paulo diz que a Bíblia foi escrita “para a nossa instrução” (1Cor 10,11), para “o nosso ensinamento” (Rm 15,4). Ela é palavra “inspirada por Deus para nos instruir, corrigir, educar na justiça, para nos qualificar para toda a boa obra” (2Tm 3,16-17). Deus “nos educa a fim de nos comunicar a sua santidade” (Hb 12,10). 

Escrita ao longo dos séculos, a Bíblia, traz o testemunho da vida de fé do povo de Israel e das primeiras comunidades cristãs e, assim, ilumina a nossa vida. Ela é portadora de uma Palavra que “permanece para sempre” (1Pd 1,25) “viva e eficaz” (Hb 4,12). Num contexto em que tudo é descartável, a Bíblia é a Palavra de Deus documentada, que nunca perde a sua validade. Por isso, ler, estudar, meditar, rezar os textos sagrados é mergulhar na experiência de Deus daquele povo. Assim sendo, a Bíblia é luz e fonte de inspiração para nós. Ela nos indica,   acima de qualquer coisa, critérios de vida e de ação. As maravilhas operadas por Deus, na história, eram transmitidas, e assim, o povo se expressava: “O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que estejais também em comunhão conosco” (1Jo 1,3) 

A Bíblia foi escrita para nos ajudar a dar “razões de nossa esperança” (1Pd 3,15), como nos afirma o próprio Evangelho de João: “Para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31). A Palavra de Deus “não é uma palavra inútil para vós” (…) é a vossa vida e é por essa palavra que prolongueis a vossa vida” (Dt 32,47) 

Para o mês da Bíblia é sempre proposto um texto ou livro bíblico para ler e estudar. Para este ano, foi escolhida a Carta de São Paulo aos Efésios. Esta procura apresentar o sentido da unidade do Corpo de Cristo, que significa a nossa vivência como filhos e filhas reconciliados com Deus, assumindo, no cotidiano, a vida nova experimentada no Batismo, seja na dimensão pessoal ou inserida na comunidade eclesial. O lema do mês da Bíblia também é tirado da própria Carta aos Efésios: “Vestir-se da nova humanidade” (cf. Ef 4,24).  

O Evangelho deste domingo, o primeiro do mês da Bíblia, na sequência de domingo passado, apresenta Jesus que tem consciência de que o Reino de Deus precisa ser anunciado a todos. Por isso, começa a mostrar aos discípulos a necessidade de subir a Jerusalém, pois é a capital, o centro do poder. Precisa anunciar o Evangelho às autoridades também. Desse modo, para Jesus, ir a Jerusalém é abraçar o caminho da cruz, pois vai sofrer muito e ser morto. Porém, tem a certeza que Deus o ressuscitará “no terceiro dia”.  

Pedro havia descoberto que Jesus era o Messias, porém não aceitava as consequências de seu messianismo. Disse a Jesus: “Que isso nunca te aconteça” (Mt 16,22). E Jesus o repreendeu duramente, pois sua compreensão era limitada. Depois Jesus apresentou as condições para segui-Lo: “Se alguém quer me seguir…” (Mt 16,24). Isso implica renunciar a si mesmo e carregar a própria cruz.  

Jesus alertou a todos: “Quem quiser salvar a vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la” (Mt 16,25). Com isso, Jesus chama a atenção a respeito de como estamos vivendo.

Se estivermos vivendo apenas para nós mesmos, Jesus deixa claro que vamos perder a vida. Só encontra realização plena quem faz de sua vida um serviço aos outros, sobretudo aos necessitados. Assim, o Evangelho diz que o cristão “encontra a Vida” na doação de sua vida, como Jesus. E como diz o lema deste mês da Bíblia: é preciso “Vestir-se da nova humanidade” (cf. Ef 4,24).

 

Fonte: Site da CNBB