domingo, 9 de agosto de 2015

Liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum - 09/08/2015



19º DOMINGO
DO TEMPO COMUM


PRIMEIRA LEITURA (1Rs 19,4-8)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis:
Naqueles dias, 4Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais.

5E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: Levanta-te e come!

6Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.

7Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer.

8Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor,/ que ouçam os humildes e se alegrem!

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,30-5,2)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 30Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

31Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade.

32Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo.

5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 6,41-51)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: Eu sou o pão que desceu do céu.

42Eles comentavam: Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como pode então dizer que desceu do céu?

43Jesus respondeu: Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: Todos serão discípulos de Deus. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna.

48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer (1Rs 19,7). Estas palavras foram dirigidas duas vezes ao profeta Elias. Cansado de caminhar, incompreendido e perseguido, ele estava num momento muito difícil de sua missão. O convite a caminhar é dirigido a todos nós e, de modo especial, aos que passam por provações ou estão desanimando diante dos desafios da vida. Deus jamais nos abandona! Por isso, devemos permanecer sempre unidos a ele e com ele continuar a caminhar, perseverando no caminho do bem e da verdade. Diante dos desafios, o cristão não pode se acomodar, nem desanimar. Caminhar é preciso! Caminhar com Deus, por Ele alimentados com o Pão da Vida (Jo 6,48), com o pão vivo descido do céu (Jo 6,51) que é Jesus Cristo, conforme ouvimos, continuando a meditar o capítulo 6º do Evangelho segundo João. É preciso alimentar-se para ter vida e caminhar. É preciso alimentar-se do Pão que é Cristo para ter a vida eterna. Daí, a importância da Eucaristia, conforme temos refletido à luz do Evangelho. Entretanto, para ser saciado pelo Pão da Vida, é necessário crer. O Evangelho nos fala dos que murmuravam contra Jesus, recusando-se a crer nele e, assim, rejeitavam o Pão que sacia plenamente e dá a vida eternamente.

Estamos iniciando, hoje, a Semana da Família. Como deve ser a vida da família que se alimenta do Pão que é Jesus Cristo? Na Carta aos Efésios, encontramos um verdadeiro programa da vida para as nossas famílias: a bondade, a compaixão e o perdão, em resumo, viver no amor, como Cristo nos amou (Ef 5,2), eliminando toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias e maldade. É importante valorizar a família, a começar da própria casa, assumindo com responsabilidade a parte que cabe a cada um para que a família esteja unida e em paz.

Na família, o pai ocupa lugar de especial importância, juntamente com a mãe.  Neste Dia dos Pais, rezemos agradecidos a Deus Pai, suplicando pelos pais que continuam a sua missão, assim como, pelos pais falecidos. Os filhos possam oferecer aos pais: as orações, o amor, o respeito, a gratidão e a busca da paz. Os pais, sustentados pelo Pão da Vida, possam oferecer aos seus filhos o pão cotidiano e, por meio da educação cristã, o pão que é Jesus Cristo.

Continuamos a viver, em todo o Brasil, o Mês Vocacional. Rezemos pelas vocações e procuremos refletir sobre como temos vivido a vocação cristã, isto é, o chamado a seguir Jesus, sendo sal da terra e luz do mundo, a começar da própria família.

ORAÇÃO
                             
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Amém!

Editado por JorgeMacielNews

Hoje, 302ª Missa do MFC no Aldebaran


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Domingo (09), tem Santa Missa pelos Pais

N
o próximo domingo, 9 de agosto, o Movimento Familiar Cristão de Maceió vai reunir a família mefecista e a comunidade em geral para comemorar o DIA DOS PAIS com uma MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS, às 17:30h, na Missa do MFC, que semanalmente acontece na Igreja do Aldebaran, e no mesmo horário, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Salgadinho). No final da celebração, os pais serão homenageados com cantos, mensagens e lembranças, alusivo ao DIA DOS PAIS.

Comemorar o DIA DOS PAIS significa ter consciência da importância que é gerar, colaborar com Deus na construção do Reino e possibilitar a alguém a graça infinita de sentir-se amado por Deus e amar. Para isso é fundamental que o homem chamado a essa vocação esteja amadurecido e aceite esquecer-se de si para sempre, em favor daquele que colocou neste mundo.

O Movimento Familiar Cristão de Maceió convida a família mefecista a participar desta Celebração Eucarística, oportunidade que pediremos a Deus que abençoe todos os pais, para que eles possam cumprir com fidelidade a sua missão, para que eles possam ser fiéis ao seu matrimônio, a sua família, seguindo o exemplo da Sagrada Família.

O MFC Maceió sugere, aos mefecistas que assim desejarem, participar da MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS, vestidos com a camisa do MFC.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Comemora-se hoje o Dia do Padre


O
 Dia do Padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto, data da festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".

Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus. Tendo em vista essa explicação, vamos entender por que a Igreja o escolheu como exemplo a ser seguido pelos sacerdotes, na condução de seus rebanhos.

Esse santo homem nasceu na França, no ano de 1786, e depois de passar por muitas dificuldades, por conta das poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. Mas o bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, entendendo que sua capacidade intelectual seria muito limitada para dar conselhos.

Então, ele foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom de vocação, e por confiar nele o preparou para o sacerdócio. E esse pároco, outra vez inspirado, acreditou que o dom dele (São João Maria Vianney) era justamente o do conselho e o colocou servindo no confessionário.

Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero da Igreja, sua fama de conselheiro correu por todo o mundo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também como “Cura d’Ars”, mais tarde, foi o pároco da cidade, onde morreu em 1858, sendo canonizado em 1925.

Sem dúvida, São João Maria Vianney é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ser padre é isso, exatamente a vida inteirinha do seu padroeiro.

Ele entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo, que amou e deu a vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca hesita. Tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para missão que lhe é designada.

A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos Jesus Cristo são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno Sacerdote. É o padre, que através do Evangelho, leva os homens a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, são pessoas que nascem com esse dom e, logo cedo ou no momento oportuno, ouvem o chamado de Deus para se consagrarem a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Ele.

Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância; o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita. Dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como indicou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós.

Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade pela Eucaristia.

Entendem, como diz Lucas 21, 15: "Eu vos darei eloquência e sabedoria, às quais nenhum de vossos adversários poderá resistir nem contradizer", e são verdadeiras testemunhas da fé, por sua oração, sacrifício e coragem cristã.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Padre Cícero do Juazeiro me acompanha

Padre Cícero do Juazeiro
Padre Manoel Henrique de Melo Santana
Vigário Episcopal de Maceió
  
E
stou na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Tabuleiro Novo, quase paróquia. A rua ainda é conhecida como Rua Padre Cícero, apesar de ter outro nome sem a devida repercussão. Consta que na origem da capelinha está à devoção ao Padre Cícero. Havia até uma imagem de meu Padrinho à entrada da capelinha. O tempo passou e, um dia, tudo veio ao chão, fato que não impediu a construção de outra Igreja, graças à ação de Padre Aloísio, então Pároco da Paróquia de São Paulo Apóstolo. Esta comunidade humana é socialmente pobre, mas ao mesmo tempo rica no espírito missionário. Só existe uma Igreja pronta, a de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a futura matriz, situada numa rua de péssima acessibilidade, devida a lama e seus inúmeros buracos na via.

Uma Igreja está em construção, de Nossa Senhora de Guadalupe, com a ajuda da própria comunidade, que mantém uma quermesse para arrecadar fundos para a sua construção. É algo bonito, simples, revelador de muito empenho da parte dos seus participantes. Não estando pronta a Igreja, os fiéis se reúnem numa casa emprestada por um amigo da comunidade, onde nos fundos da casa, cerca de 160 pessoas, sentadas, celebram a Missa do sábado. O jeito desta gente alegra o coração de um pastor. A rua tem acesso precário, que dá passagem para um carro só. Às vezes, o jeito é retornar de ré para tomar outro caminho. O Santíssimo Sacramento fica hospedado em casa de um casal, ministros da Eucaristia, verdadeira referência humana. Com muito respeito eu os apanho todos os dias que vou para a Missa na Casa da Comunidade. Este local não deverá ser desativado, mesmo quando a nova Igreja estiver pronta.

Os outros lugares de culto são a garagem de uma casa e também uma sala pertencente à Soprobem, emprestada à Comunidade.

A quase paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem um desenvolvido espírito missionário, verdadeiras heranças dos seus padres. Os Ministros da Eucaristia visitam seus doentes, conduzindo o padre para conhecer os doentes. Quantas vezes imaginei e pedi o poder de Jesus de curar esses doentes. Causa dó ver a situação de certas famílias, como a de uma mulher sem as duas pernas e o marido, com derrame, sem falar nada. As filhas cuidam dos dois.  Aqui me contaram o exemplo de uma mãe de família que, de noite, dá água ao filho para matar a fome dele. Uma outra senhora, sem mais trabalhar, era pedreira e excelente pintora, e agora passa necessidade. Assim mesmo participa da Pastoral da Criança.        

Agradeço a Deus todos os dias de ter celebrado a minha Eucaristia em Roma, quando lá chegava, nas catacumbas de São Sebastião e não na Basílica de São Pedro o que acontecerá depois. Ainda vi Paulo VI sendo conduzido em sua sede gestatória, já alquebrado e sofrido pelos anos difíceis do pós-Vaticano II. Vi a tristeza de Roma com o assassinato de Aldo Moro, da Democracia Cristã e Paulo VI escrevendo uma emocionante página pedindo a soltura de seu amigo Aldo Moro. Estive presente na Praça de São Pedro quando João Paulo II foi eleito papa. Conheci a Comunidade de Taizé, de Roger Schutz, cuja liturgia deixa muitas impressões em seus visitantes. Estive um fim de semana na École de la foi, em Genebra, obra de Jacques Loew.  A viagem de trem foi inesquecível, vendo lá fora a neve caindo mansamente pela janela do trem. Em Ars, cidade do grande Cura d’Ars, pude conhecer mais a história de João Maria Vianney, o nosso patrono. Representava nesta oportunidade o Clero do Brasil, depois de ter presidido a Comissão Nacional do Clero e os dois primeiros Encontros Nacionais de Presbíteros do Brasil. Em Roma, numa das noites fui celebrar junto à Comunidade de Santo Egídio, com uma longa liturgia, diferente e participativa. Consta que o grande Congar, teólogo conciliar, costumava participar desta celebração.

Um dia desses, quero ver na minha Igreja a imagem de Padre Cícero, conduzido aos altares pelas mãos do Papa Francisco. Já passou o dia 20 de julho, aniversário da morte de Padre Cícero, data que todo romeiro celebra com muita esperança e confiança. E daqui do meu pedacinho de Igreja, quero pedir a você um gesto, capaz de fazer história: mande-me um relato de milagre de Padre Cícero. Depois, serão enviados estes relatos para quem de direito. Para o meu Padrinho em sua canonização não haverá problemas com milagres que atestem sua santidade. Faça esse relato e me mande e veremos em breve uma grande alegria lá no céu e aqui na terra.

Quem for vivo verá!

*E-mail do Padre Manoel Henrique: manoelhsantana@ig.com.br


domingo, 2 de agosto de 2015

Hoje, 301ª Missa do MFC no Aldebaran


Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum - 02/08/2015



18º DOMINGO
DO TEMPO COMUM


PRIMEIRA LEITURA (Êx 16,2-4.12-15)

Leitura do Livro do Êxodo:
Naqueles dias, 2a Comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: 3Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?

4O Senhor disse a Moisés: Eis que farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.

13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento.

14Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra.

15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 77)

— O Senhor deu a comer o pão do céu.

— Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,/ e transmitiram para nós os nossos pais,/ não haveremos de ocultar a nossos filhos,/ mas à nova geração nós contaremos:/ as grandezas do Senhor e seu poder.

— Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,/ e as comportas das alturas fez abrir;/ fez chover-lhes o maná e alimentou-os,/ e lhes deu para comer o pão do céu.

— O homem se nutriu do pão dos anjos,/ e mandou-lhes alimento em abundância;/ conduziu-os para a Terra Prometida, para o Monte que seu braço conquistou.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,17.20-24)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 17Eis, pois, o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada.

20Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, 21se ao menos foi bem ele que ouvistes falar, e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus.

22Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, 23e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade.

24Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 6,24-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?

26Jesus respondeu: Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo.

28Então perguntaram: Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?

29Jesus respondeu: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou.

30Eles perguntaram: Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: Pão do céu deu-lhes a comer.

32Jesus respondeu: Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

34Então pediram: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

35Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília

O Senhor deu a comer o pão do céu, rezamos hoje com o Salmo responsorial (Sl 77), louvando a Deus pelas vezes que temos tido a graça de receber o Pão que desceu do céu e dá a vida ao mundo (Jo 6,33). Este é o tema principal da Liturgia da Palavra. Nós continuamos a meditar o capítulo 6º do Evangelho segundo João, iniciado no último domingo. O texto, hoje proclamado, nos mostra a reação do povo diante da multiplicação dos pães. Segundo as palavras de Jesus dirigidas à multidão, eles não estavam conseguindo discernir os sinais do Reino acontecendo por meio dele. Estavam procurando-o somente porque comeram o pão e ficaram satisfeitos (Jo 6,26). O episódio torna-se ocasião para a explicação que Jesus dá sobre o sentido do sinal que ele havia realizado, o discurso sobre o pão da vida ou o pão do céu, sobre o alimento que permanece até a vida eterna, que ele mesmo dará. Na verdade, este alimento é o próprio Jesus, como ele mesmo declara: Eu sou o pão da vida (Jo 6,35).

O que fazer diante disso? A obra que Deus espera que realizemos é crer naquele que Ele enviou (Jo 6,29), segundo a resposta dada pelo próprio Jesus aos que lhe perguntaram. Esta é a resposta que Deus espera também de nós: a fé em Jesus Cristo que nos leva a discernir os sinais de sua presença entre nós. Fé que é dom de Deus a ser acolhido e alimentado pela oração, pela adoração, pela meditação da Palavra e pela participação assídua nas missas, principalmente no dia do Senhor.

No final do diálogo entre Jesus e a multidão, no qual são recordados Moisés e o maná no deserto, diante da promessa do verdadeiro pão que desce do céu, o povo pede a Jesus: Senhor, dá-nos sempre deste pão (Jo 6,34). Nós também, hoje, nos sentimos necessitados do Pão da Vida. Por isso, repetimos a súplica da multidão: Senhor, dá-nos sempre deste Pão! Assim pedimos, dispostos a valorizar sempre mais a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento, através da comunhão eucarística, da adoração ao Santíssimo Sacramento e da vivência da comunhão que recebemos. Aproveitemos para refletir sobre como estamos participando das missas, como nos preparamos para participar da Eucaristia e sobre como vivemos a comunhão eucarística em nossas famílias, comunidades e nos diversos ambientes.

Neste início do Mês Vocacional, somos convidados a rezar, de modo especial, pelas vocações sacerdotais, refletindo sobre a sua importância na Igreja. O Pão da Vida se faz presente na celebração eucarística por meio dos sacerdotes.  Agradecemos a Deus pelo dom do sacerdócio e por cada um de nossos padres. Agradecemos aos nossos sacerdotes, reconhecendo a sua dedicação pastoral, rezando por eles, para que sejam fiéis na vivência do ministério sacerdotal.

ORAÇÃO
                             
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Amém!

Editado por JorgeMacielNews