segunda-feira, 5 de outubro de 2020
domingo, 4 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 04/10/2020
“ARRENDARÁ A
VINHA A OUTROS VINHATEIROS…”
Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese de Brasília – DF
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O |
mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao
Santo Rosário e às Missões. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, em
colaboração com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e outros
organismos, realiza a Campanha Missionária, que neste ano reflete sobre o tema
“A vida é missão”, inspirando-se em Isaías 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”. A Igreja
de Brasília acolhe a Campanha com o propósito de robustecer o seu ardor
missionário e, assim como o Papa Francisco disse aos católicos chineses, nós
também suplicamos “uma nova efusão do Espírito Santo, para que em vós possam
resplandecer a luz e a beleza do Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem
acredita”.
A
Igreja se reconhece na belíssima imagem da Vinha do Senhor apresentada pelo
profeta Isaías (cf. LG 6). Este cântico nupcial mostra o amor e os
cuidados do Senhor com a Sua vinha: “O que poderia eu ter feito a mais por
minha vinha e não fiz?” (Is 5,4), embora num dado momento tenha dela se
desencantado. Por isso o começo lírico se converte depois em anúncio de
castigos. A casa de Israel deverá reconhecer a sua culpa para voltar a produzir
“frutos de justiça e obras de bondade” (5,7). Do contrário, como veremos
no Evangelho, o Senhor confiará a vinha a novos vinhateiros: o novo Israel. As
vicissitudes históricas do povo da primeira Aliança se tornarão ocasião para a abertura
universal do anúncio da salvação.
Finalmente, Jesus se refere a Si mesmo: o divino Vinhateiro enviou Seu Filho. Os profetas eram servos, Jesus é o Filho. Mateus, que escreve para judeus, é o único a dizer que Deus entregará a vinha a um outro povo, aludindo assim à Igreja, novo povo de Deus, que sofre perseguição como o seu Senhor.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
terça-feira, 29 de setembro de 2020
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
domingo, 27 de setembro de 2020
sábado, 26 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 27/09/2020
Pe.
Fábio Evaristo R. Silva, C.Ss.R.
Folheto
litúrgico Deus Conosco - Ed. Santuário
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D |
eus nos convida, nos
chama, convoca. É preciso unir a Palavra com nossos gestos e atitudes. Deus
quer contar conosco para construirmos uma sociedade renovada pela justiça, pela
fraternidade e pela paz. Diante desse projeto de vida, podemos assumir duas
atitudes: dizer "sim" ou "não" à vontade de Deus. E ao
celebrarmos o Dia Nacional da Bíblia, que a Palavra libertadora do Senhor
alcance nosso coração.
Na
Liturgia da Palavra, Deus nos fala que devemos ter os mesmos sentimentos e
atitudes de Cristo para segui-lo fielmente. Ele dispensou sua realeza para
viver a simplicidade da vida.
Em
diversas ocasiões nos evangelhos encontramos Jesus falando sobre a importância
de uma vida coerente, isto é, uma vida onde as palavras e as ações não se
contradizem, mas estão profundamente interligadas. Jesus aponta com frequência
para o que deve caracterizar seus discípulos: saber colocar em prática a
vontade do Pai, demonstrando por suas obras o quanto amam a Deus.
É
assim que compreendemos suas palavras: "Nem todo aquele que me diz:
'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade
de meu Pai que está nos céus" (Mt 7,21). Tal como no tempo de
Jesus, hoje também é possível encontrar alguém que, com sua capacidade de orar
e comunicar-se, com seus conhecimentos sobre Bíblia ou religião, arranque
lágrimas das outras pessoas. Por vezes, não passam de palavras vazias,
infecundas.
Na
parábola dos dois filhos que mudaram de atitude vemos um típico exemplo de que
as palavras, assim como as ideologias, podem muitas vezes nos enganar. Só
conhecemos verdadeiramente o coração do ser humano por suas obras: "Nisto
conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos
outros" (Jo 13,35).
O
"sim" que os discípulos de Jesus são chamados a dizer deve ser
respondido com consciência e maturidade, para que seja verdadeiro
"sim", e não fruto de um mero momento de euforia. Nossa tarefa de
cada dia consiste em renovar o nosso "sim", fazendo-o todas as vezes
com mais profundidade, reafirmando-o sobretudo com nossas práticas.
Ao
dizer que os cobradores de impostos e as prostitutas serão os primeiros a
alcançar o Reino de Deus, Jesus aponta para a fragilidade daqueles que se acham
perfeitos e melhores que os outros. Mostra-nos também que devemos nos colocar
em permanente atitude de conversão, pois sempre estamos sujeitos a cair. Os que
se acham "santos" são muito facilmente propensos ao erro, pois acabam
perdendo-se na sua soberba e se fecham à graça divina.
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
terça-feira, 22 de setembro de 2020
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
domingo, 20 de setembro de 2020
sábado, 19 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM – 20/09/2020
Dom José
Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília – DF
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A |
Palavra é a verdade que surpreende e ensina
que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus. Faz ver que não é
segundo os critérios humanos que o bom Deus recompensa os operários do Reino.
A
primeira leitura salienta o convite de Isaías a buscar “o Senhor enquanto pode
ser achado … enquanto está perto” (Is. 55,6). Na sequência, ele fala do
nosso Deus generoso no perdão, ao contrário dos que nesses tempos carregamos
uma espécie de sanha punitivista contra quem é ou consideramos ímpio, corrupto,
injusto. Deus está sempre disposto a resgatar mediante o perdão a ser dado
vezes sem conta, como se dizia no Evangelho da semana passada. Basta que o
pecador o invoque, “pois Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele
que o invoca lealmente” (Sl. 144,18).
A
comunidade de Filipos, à qual Paulo falou do paradoxo da “kenosis” ou da
aniquilação de Cristo como caminho da salvação do gênero humano, recebe dele o
testemunho de entrega e de amor ao Senhor Jesus: “Cristo vai ser glorificado no
meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte” (Flp. 1,20). No
versículo seguinte, ele completa dizendo que Jesus é o sentido de sua vida e de
sua morte: “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Trata-se do encontro
com o Senhor. “É um sentido novo da vida, da existência humana, que consiste na
comunhão com Jesus Cristo vivo; não só com uma personagem histórica, um mestre
de sabedoria, um líder religioso, mas com um homem no qual Deus habita
pessoalmente. A sua morte e Ressurreição é a Boa Nova que, partindo de
Jerusalém, se destina a alcançar todos os homens e povos, a partir de dentro
das culturas, abrindo-se à verdade fundamental: Deus é Amor, fez-se homem em
Jesus e com o seu Sacrifício resgatou a humanidade da escravidão do mal
dando-lhe uma esperança certa” (Bento XVI, Ângelus 18/09/2011).
A
parábola que Jesus conta (Mt. 20,1-16) sobre o vinhateiro que, em diversas
horas do dia, chama trabalhadores para a sua vinha e, ao cair da tarde, dá a
todos o mesmo salário, torna-se causa do protesto dos trabalhadores da primeira
hora. Parecia-lhes injusto ter recebido a mesma moeda dada também como paga
àqueles que só começaram a trabalhar ao entardecer: faltou – diríamos hoje –
isonomia. Mas a moeda dada a cada um representa a vida eterna. Deus não pode
dar menos do que a vida eterna aos “primeiros” ou aos “últimos”. Além disso, o
Senhor não tolera “desemprego” na Sua vinha. Na verdade, a primeira recompensa
do operário da Vinha do Senhor consiste precisamente na honra de ser chamado à
missão do próprio Vinhateiro divino. Só quem trabalha por amor ao Senhor e ao
Seu Reino entende isso. Quem trabalha por um prêmio de qualquer outra natureza,
nunca compreenderá que a vocação é “Dom e Mistério” (São João Paulo II).
Maria,
a Virgem que sabe ouvir a Palavra, nos ajude a responder “sim” ao chamamento do
Senhor para trabalhar na Sua Vinha.



















