segunda-feira, 21 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
LITURGIA DA PÁSCOA DO SENHOR - 20/04/2014
PÁSCOA DO SENHOR
PRIMEIRA LEITURA (At 10,34a.37-43)
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, 34aPedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a
começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o
Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando
a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.
39E nós somos testemunhas de tudo o
que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o
numa cruz.
40Mas Deus o ressuscitou no
terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às
testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus,
depois que ressuscitou dos mortos.
42E Jesus nos mandou pregar ao povo
e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. 43Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele
que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 117)
— Este é o dia que o Senhor fez para nós:
alegremo-nos e nele exultemos!
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ ‘Eterna
é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua
misericórdia!”
— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão
direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas, ao contrário, viverei/ para
cantar as grandes obras do Senhor!
— A pedra que os pedreiros rejeitaram/ tornou-se
agora a pedra angular./ Pelo Senhor é que foi feito tudo isso;/ que maravilhas
ele fez a nossos olhos!
SEGUNDA LEITURA (Cl 3,1-4)
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses:
Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo,
esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à
direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida,
com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida,
aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de
glória.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Jo 20,1-9)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, †
segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
1No primeiro dia da semana, Maria
Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro,
e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo e foi
encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes
disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
3Saíram, então, Pedro e o outro
discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o
outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no
chão, mas não entrou.
6Chegou também Simão Pedro, que
vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no
chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8Então entrou também o outro
discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9De fato, eles ainda não tinham
compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
REFLETINDO A PALAVRA
“DEUS RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA”
Pe. Luiz Carlos de
Oliveira, C.Ss.R.
ABRISTES AS PORTAS DA ETERNIDADE
Na Quaresma, de modo particular na Vigília Pascal,
fomos ricamente instruídos pela Palavra de Deus para conhecer e participar
melhor do Mistério que celebramos. O próprio Jesus tinha consciência que
cumpria o que a lei de Moisés, os salmos e os profetas falavam Dele (Lc 24,44).
Proclamando na celebração as profecias, torna-se presente e atuante o que é
proclamado. Não se trata só de ler um texto, mas de anunciar uma presença. Com
razão exclamam os fiéis: “Na verdade o Cristo ressuscitou! Aleluia! A Ele o
poder e a glória pelos séculos eternos” (Antífona). A força da Ressurreição
animou e sustentou a Igreja pelos séculos. Por isso se alegra com entusiasmo.
Neste Domingo de Páscoa lemos a narrativa sobre o túmulo vazio. Madalena vê e
comunica a Pedro e João que vão ao túmulo. Não descreve a Ressurreição, mas
oferece um texto denso de símbolos: Diz que foi no primeiro dia da semana.
Refere-se ao primeiro dia da nova criação. Jesus é chamado de Senhor (Kýrios),
palavra em que se reconhece Cristo como Deus. Nele contemplamos Deus. Pedro, ao
entrar no túmulo viu o pano que cobrira o rosto de Jesus colocado de lado. O
rosto de Deus não está velado para nós. Há também a dupla reação: Pedro viu,
João viu e acreditou. Por que essa diferença? Não tinham ainda compreendido a
Escritura. Como João se intitula discípulo amado, entendemos que é pelo amor
que se crê. Na oração rezamos que a Ressurreição é a vitória total da morte que
cobria o mundo. Morte que foi provocada pelo pecado. Cristo crucificou o pecado
na cruz, nos diz Paulo, abrindo assim para nós a eternidade (Cl 2,14). Não
estamos habituados com a Ressurreição, por isso não temos o encanto por esse
mistério. Participamos da dor, participemos também a alegria e da glória.
RESSUSCITAMOS PARA A VIDA NOVA
Mistério Pascal de Cristo implica também em nossa
participação. Esta participação é mística, isto é, realizada em símbolos
materiais e acontecida em nós pela fé. Deste modo, como estivemos unidos a
Cristo a uma morte semelhante à sua, somos uma só coisa com Ele na Ressurreição
(Rm 6,5). “Se morremos com Cristo, temos fé que também viveremos com Ele” (8).
E Paulo completa: “Assim considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus
em Cristo Jesus”(11). Esta morte nós a realizamos no Batismo que simbolicamente
significa passagem da morte para a Vida. Ao sair da água, está indicando a vida
nova. “Todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos
batizados. Pelo batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, como
Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também
vivamos a Vida Nova” (3-4). Todos os sacramentos nos dão a Vida Nova que é a
participação da Vida que Cristo.
BUSCAI AS COISAS DO ALTO
O Mistério Pascal de Cristo tem consequência na
vida como o foi na vida de Jesus. Diante do romano Cornélio, ao testemunhar
quem era o Cristo, Pedro diz: “Ele andou por toda parte fazendo o bem e curando
a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com Ele” (At
10,38). Neste sentido, a liturgia proclama a carta de Paulo aos Colossenses:
“Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto” (Cl
3,1). A fé pura, só existe quanto tem a densidade do amor, pois fé, esperança e
caridade são três virtudes que não existem isoladas. Por isso temos o
mandamento de Jesus: “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu
vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida apor seus amigos”
(Jo 15,12-13).
ORAÇÃO
Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da
morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando
a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz
da vida nova. Amém!
quinta-feira, 17 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
LITURGIA DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - 13/04/2014
DOMINGO DE
RAMOS E
DA PAIXÃO DO SENHOR
PRIMEIRA
LEITURA (Is 50,4-7)
Leitura do Livro do profeta Isaías:
4O Senhor Deus deu-me
língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa
abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção
como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os
ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.
6Ofereci as costas para
me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de
bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu
Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível
como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
RESPONSÓRIO (Sl 21)
— Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonastes?
— Riem de mim todos aqueles que me veem,/
torcem os lábios e sacodem a cabeça:/ ao Senhor se confiou, ele o liberte/ e
agora o salve, se é verdade que ele o ama!
— Cães numerosos me rodeiam furiosos/ e
por um bando de malvados fui cercado./ Transpassaram minhas mãos e os meus pés/
e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas
vestes/ e sorteiam entre eles minha túnica./ Vós, porém, ó meu Senhor, não
fiqueis longe,/ ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos/
e no meio da assembleia hei de louvar-vos!/ Vós, que temeis ao Senhor Deus,
dai-lhe louvores,/ glorificai-o, descendentes de Jacó,/ e respeitai-o, toda a
raça de Israel!
SEGUNDA
LEITURA (Fl 2,6-11)
Leitura da Carta de São Paulo aos
Filipenses:
6Jesus Cristo, existindo
em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo
a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto
humano, 8humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o
exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de
Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame:
“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
EVANGELHO (Mt 27,11-54)
— O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus
Cristo, † segundo Mateus.
—
Glória a vós, Senhor!
Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus
Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante
de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Ass.:
“Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: Jesus declarou:
Pres.:
“É como dizes”.
Narrador 1: 12E nada respondeu,
quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos
perguntou:
Leitor: “Não estás ouvindo de quanta
coisa eles te acusam?”
Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu
uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o
governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham
um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou
à multidão reunida:
Ass.:
“Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que
eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava
sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Mulher: “Não te envolvas com esse justo,
porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 2: 20Porém, os sumos
sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e
que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a
perguntar:
Ass.:
“Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 2: Eles gritaram:
Ass.:
“Barrabás”.
Narrador 2: 22Pilatos perguntou:
Leitor: “Que farei com Jesus, que chamam
de Cristo?”
Narrador 2: Todos gritaram:
Ass.:
“Seja crucificado!”
Narrador 2: 23Pilatos falou:
Leitor: “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 2: Eles, porém, gritaram com
mais força:
Ass.:
“Seja crucificado!”
Narrador 1: 24Pilatos viu que nada
conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as
mãos diante da multidão, e disse:
Leitor: “Eu não sou responsável pelo
sangue deste homem. Este é um problema vosso!”
Narrador 1: 25O povo todo respondeu:
Ass.:
“Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.
Narrador 1: 26Então Pilatos soltou
Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados
de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em
volta dele.
Ass.:
28Tiraram
sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
Narrador 1: 29depois teceram uma
coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão
direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
Ass.:
“Salve, rei dos judeus!”
Narrador 2: 30Cuspiram nele e,
pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam,
encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a
carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar
chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.
Narrador 1: 34Ali deram vinho
misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o
crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados,
montando guarda. 37Acima da cabeça de
Jesus puseram o motivo da sua condenação:
Ass.:
“Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.
Narrador 1: 38Com ele também
crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam
por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Ass.:
40”Tu,
que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti
mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
Narrador 2: 41Do mesmo modo, os sumos
sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
Ass.:
42”A
outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da
cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o
ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
Narrador 1: 44Do mesmo modo, também
os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as
três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da
tarde, Jesus deu um forte grito:
Pres.:
“Eli, Eli, lamá sabactâni?”
Narrador 1: Que quer dizer:
Pres.:
“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
Narrador 1: 47Alguns dos que ali
estavam, ouvindo-o, disseram:
Ass.:
“Ele está chamando Elias!”
Narrador 1: 48E logo um deles,
correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma
vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém,
disseram:
Ass.:
“Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
Narrador 1: 50Então Jesus deu outra
vez um forte grito e entregou o espírito. (Todos se ajoelham.)
Narrador 2: 51E eis que a cortina do
santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras
se partiram. 52Os túmulos se abriram e
muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos,
depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por
muitas pessoas. 54O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia
acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
Ass.:
“Ele era mesmo Filho de Deus!”
Narrador 1: Palavra da Salvação.
Ass.:
Glória a vós, Senhor!
REFLETINDO A PALAVRA
“BENDITO
O QUE VEM
EM
NOME DO SENHOR”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
SEGUINDO
COM ALEGRIA CRISTO
Celebramos o início da Semana Santa com a
preparação ao Tríduo Pascal de Jesus no qual celebramos a Ceia, a Paixão, Morte
e Ressurreição de Jesus. O Domingo de Ramos é uma síntese deste mistério
mostrando a Paixão e a Glória de Jesus. A liturgia destes dias tem origem em
Jerusalém como podemos ler no “Diário de Etéria”, escrito do final do século IV
(380), que testemunhou esta liturgia. Esta tem caráter geográfico e é celebrada
onde aconteceram os fatos. Os evangelistas narram que Jesus veio de Betfagé, no
Monte das Oliveiras. Este monte é um local bíblico de grande importância. Ali
iniciou sua caminha final para a realização do desígnio do Pai. Ele é o grande
rei que vem tomar posse de sua cidade (Sl 47,3). Apresenta-se na humilde, como
diz Zacarias (Zc 9,10). O povo O acolhe e coloca-Lhe mantos para que Ele passe.
É uma entrada gloriosa. Jesus aceita a glorificação do povo, mas a assume como
serviço. Até hoje, a sofrida Igreja de Jerusalém faz esta caminhada festiva. As
orações da celebração conduzem os fiéis a perceberem que a caminhada continua
até à Jerusalém Celeste. Esta glória prenuncia a glória da Ressurreição. O sofrimento de Cristo não é um fim de tudo,
pois Deus não O abandona no poder da morte, como anuncia Pedro no dia de
Pentecostes (At 2,31). A celebração lembra que não podemos parar na morte. A
liturgia de hoje ensina que Cristo continua entrando para ser acolhido. O povo
O aclama. A palavra “Hosana” significa – salvai-nos! Ele é rei aclamado até na cruz: rei dos
judeus. A antífona diz que as crianças cantavam. Infelizmente calaram a boca
das crianças na Igreja. O altar deve continuar a ser o colo da mãe Igreja para
as crianças.
EXEMPLO
DE HUMILDADE
A Paixão é o momento em que Cristo
imprime em si com mais grandiosidade nossa humanidade realizando em Sua vontade
humana a vontade Divina. A segunda leitura, que é um hino da Igreja primitiva,
é uma profissão de fé em Jesus sofredor e glorioso. É o processo de
transfiguração da humildade à glória. O homem foi feito imagem e semelhança de
Deus. Na Encarnação que culmina na Paixão, Ele se faz imagem e semelhança do
homem escravo do pecado, servo sofredor na morte vergonhosa da cruz. Por isso
Deus o superexaltou. O nome que está acima de todo nome é a Sua Divindade. O
próprio nome de Jesus revela o Pai, Deus é salvação. Ele foi o cordeiro mudo.
Humilha-se e tem confiança no socorro de Deus. Como o Servo sofredor, cantado
por Isaias (Is 50,4-7) ouve a voz de Deus e tem consciência de sua missão.
Jesus em Seu sofrimento ouve a vontade do Pai. Ensina-nos que a humildade é
estar aberto a Deus cada manhã.
NÃO
CALAR A VOZ DO POVO
A entrada de Jesus em Jerusalém foi um
momento em que o povo pôde soltar a voz e acolher Jesus como o Messias:
“Bendito o que vem em nome do Senhor”... “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da
Galiléia” (Mt 21,9.13). O povo escolhe quem o salva. Não se pode dizer que na
Sexta-Feira o mesmo povo o condena. Podemos dizer que será ele a acolher as
Palavras de Pedro no dia de Pentecostes. Deus está do lado do povo e o leva a
manter-se de cabeça erguida e ter autonomia de sua consciência. Deus abre seus
ouvidos para ouvir Sua voz. Como o Servo, aprende com o sofrimento a confortar
os que sofrem. O povo é solidário e socorre os abatidos. Por isso resiste com a
cabeça erguida. É pacífico e tem confiança que seu sofrimento não é o fim, mas
a passagem para a Glória.
ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos
homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem
e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar
com ele em sua glória. Amém!
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