terça-feira, 12 de junho de 2018

Missa dominical é uma obrigação de todo católico


 
Dom Leo Cushley
O
 Arcebispo de Saint Andrews e Edimburgo, Escócia, Dom Leo Cushley, em recente Carta Pastoral recordou que ir à Missa Dominical é uma obrigação de todo católico.

"É Jesus Cristo no sacrifício da Missa minha prioridade a cada domingo ou às vezes tenho outros compromissos mais importantes? Certamente, não podemos tratar a Cristo, nosso Salvador, como uma opção entre outras para acomodá-lo à nossa conveniência", alertou o prelado.

Recordando como os pais naturalmente buscam a felicidade dos filhos, o Arcebispo afirmou que "não há nada melhor que possam fazer por eles que levá-los à se encontrar com o Senhor Jesus vivo na Missa de cada semana. Se lhes ensinam deste modo a buscar primeiro o Reino de Deus, podem estar seguros que Ele os abençoará em todas as outras formas que esperam".

Dom Cushley reconheceu que nem sempre é fácil ir à Missa aos domingos em nosso mundo secularizado, pois "pode significar fazer sacrifícios e defender sua Fé entre seus amigou ou em suas famílias, mas recordem que Jesus já se sacrificou todo por nós, pois Ele não quer que ninguém se perca".

Evocando os católicos que "arriscam suas vidas para ir à Missa", o prelado afirmou que eles fazem isso "porque acreditam que a Vida Verdadeira depende dela. E tem razão: Cristo é nossa vida e a Missa é nossa linha de vida". A Missa é o ápice da vida da Igreja, onde se atualiza o sacrifício de Jesus por todos os homens.

"Somente este grande sacrifício nos permite viver autenticamente vidas santas. Somente o Santíssimo Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue é o que nos permite fazer o bem autêntico e duradouro no mundo", ressaltou.

É claro que pode ocorrer situações em que "circunstâncias inevitáveis nos impeçam de ir à Missa, como a enfermidade e/ou o cuidado de uma criança enferma; ou por exemplo uma viagem ao exterior, ainda que nestes dias de Internet devemos planejar isto antes adequadamente (para não faltar na Missa). Mas, sob condições normais, ir à Missa aos domingos é uma obrigação solene", advertiu.

Entretanto, "se de forma deliberada não cumprimos com isto, então cometemos um pecado grave e temos que nos confessar antes de voltar a receber a comunhão".

Após exortar os fiéis a irem à Missa dominical com prioridade levando outras pessoas junto, o prelado concluiu sua mensagem com um convite à esperança. "Alegrem-se na esperança, sejam pacientes nas dificuldades e constantes na oração, especialmente na grande oração que é a Missa dominical, e o Senhor seguramente os recompensará".

Com informações de: Gaudium Press

Bom dia... 12/06/2018


domingo, 10 de junho de 2018

10º Domingo do Tempo Comum - Em Deus encontra-se o perdão!


Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

A
s leituras da missa de hoje mostram a realidade do pecado causado pela desobediência do homem e da mulher à Palavra do Criador, segundo o livro do Gênesis (Gn 3,9-15), assim como, a luta entre o “homem exterior” e o “o homem interior”, conforme Paulo (2Cor 4,16). O Evangelho (Mc 3,20-35) nos apresenta as dificuldades enfrentadas por Jesus para anunciar o Evangelho, em sua cidade, até mesmo entre os seus parentes.

Entretanto, a Palavra de Deus vem proclamar a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo. Ela já se encontra prefigurada na passagem do Gênesis que se refere à cabeça da serpente esmagada (Gn 3,15). É anunciada por Paulo, ao proclamar a ressurreição de Jesus e motivar a Comunidade de Corinto a não desanimar jamais. “Por isso, não desanimamos!”, afirma o Apóstolo (2Cor 4,16). Por fim, Marcos nos mostra o poder de Jesus de libertar o homem, perdoando os pecados, razão de ser de nossa força e esperança no combate espiritual.  O tema principal é a misericórdia de Deus que nos perdoa sempre e não o pecado ou o pecador que não crê nem busca o perdão e, por isso, não é perdoado. Em primeiro lugar, está a afirmação de Jesus ressaltando a misericórdia divina: “tudo será perdoado aos homens”. A questão do pecado contra o Espírito Santo põe em relevo a recusa do pecador em admitir a ação do Espírito de Deus nas ações de Jesus, atribuindo-as ao demônio, e por isso, a recusa do próprio perdão. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus rejeita o perdão de seus pecados” e a ação santificadora do Espírito Santo (n. 1864).

Em resposta à Palavra proclamada, somos convidados a crer em Jesus e nele confiar, fazendo sempre a “vontade de Deus” (Mc 3,35). Somos chamados a imitar Jesus, na sua fidelidade ao Pai até a morte de cruz. Na raiz do pecado, do pecado de Adão e Eva, do pecado de cada um de nós, está a desobediência à Palavra de Deus, trazendo sempre consequências desastrosas. Há tantos e tão graves males no mundo que resultam de nossas escolhas erradas, do egoísmo, do orgulho e do fechamento à vontade de Deus. Porém, em Cristo, temos a graça do perdão e da reconciliação, a oportunidade de um coração novo e de uma vida nova. Que o cumprimento fiel da Palavra de Deus, na vida cotidiana, nos permita dizer com o salmista, a cada dia: “no Senhor ponho a minha esperança, espero em sua Palavra. A minha alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. Nele, se encontra o perdão!” (Sl 129).

Bom dia... 10/06/2018


domingo, 3 de junho de 2018

9º Domingo do Tempo Comum - Jesus é o Senhor!




Dom Sérgio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

T
endo sido concluído o Tempo Pascal e celebrada a solenidade da Santíssima Trindade, retomamos a leitura do Evangelho segundo Marcos, proposto pela Igreja para os Domingos do Tempo Comum deste Ano Litúrgico.

Para o povo de Israel, o sábado recordava a libertação da escravidão do Egito e a passagem para uma nova terra e uma vida nova. Contudo, uma interpretação legalista fez prevalecer observâncias rituais e outros preceitos, deixando em segundo plano as exigências maiores da Palavra de Deus, como a caridade com os enfermos e sofredores.  Jesus vem resgatar o sentido genuíno do dia do Senhor realizando, no sábado, gestos de misericórdia, como a cura do homem de mão atrofiada narrada por Marcos. Jesus declara que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”, colocando em primeiro lugar a pessoa humana, sua vida e dignidade.

As comunidades cristãs passaram a celebrar o dia do Senhor no domingo, dia da ressurreição de Jesus. Contudo, também hoje há o perigo de perder ou desvirtuar o sentido do domingo, dia do Senhor. Por isso, é importante refletir a respeito do sentido que temos dado ao domingo e o modo como temos vivido o Dia do Senhor.

É preciso resgatar o sentido genuinamente cristão do domingo que inclui a participação na celebração eucarística, a missa dominical, assim como o amor ao próximo, dentre outras atitudes. O dia do descanso, o repouso dominical, não deve ser concebido de modo consumista. O domingo deve ser uma ocasião privilegiada para participação na comunidade, para a convivência em família e para a caridade voltada para os irmãos que mais sofrem.  Deve ser o dia da família e o dia da comunidade. O fato de tantas famílias estarem fragilizadas não deve ser desculpa para não se aproveitar as ocasiões e criar momentos de convivência fraterna e de oração conjunta.

O domingo não pode ser tempo para instalar-se comodamente no “Egito”, mas ocasião de passagem para uma vida nova, onde continuam a ter sentido a convivência em família, a amizade, o estar juntos com os irmãos, o serviço à comunidade e a caridade com os pobres e enfermos.  É dia para santificação e não para o pecado; dia para restaurar relacionamentos baseados no amor fraterno, na misericórdia e no diálogo; dia de louvor a Deus na Eucaristia e na vida.

Para tanto, necessitamos reconhecer Jesus como Senhor: Senhor do sábado, do trabalho e do descanso, Senhor da vida e da família, Senhor nas alegrias e dores”.

Bom dia... 03/06/2018


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Assinada ordem para restruturação do Museu de Arte Sacra, em Marechal Deodoro, Alagoas




L
ocalizado no município de Marechal Deodoro, em Alagoas, o MUSEU DE ARTE SACRA DOM RANULPHO passará por reestruturação em sua exposição permanente. A ordem de serviço para o inicio de restauros foi assinada na última terça-feira (29), com a presença do Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz.

Em breve, o espaço terá um novo layout, com alas temáticas e divididas por cores, como a Sala do Sino, Paixão do Senhor, Sagrada Família, Santa Maria Madalena, Santos religiosos, Santos Mártires, Santos Franciscanos, Indumentária e Objetos Litúrgicos.

"Há um ano o seminário menor funciona aqui e já estamos formando os futuros padres para ter o cuidado com o nosso patrimônio", informou Dom Antonio, acrescentando que 20% do acervo guardado pela Arquidiocese e não conhecido pela população, após a reforma, estará disponível.

"A ideia é reformar a quadra de esportes para que as crianças tenham esporte e depois aulas de inglês e espanhol para atender aos turistas, serão os guias mirins", explicou o arcebispo, ressaltando ainda a parceria com paróquias americanas e da Europa que disponibilizarão professores gratuitos.

Por sua vez, o diretor de parques históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Robson Almeida, esclareceu o plano de reestruturação dos monumentos religiosos da cidade. "Estamos com outros projetos em Brasília para a reforma das demais Igrejas de Marechal, e com isso fomentar o turismo religioso", disse.

*Com informações da Arquidiocese de Maceió

Bom dia... 01/06/2018


quinta-feira, 31 de maio de 2018

O que é Corpus Christi...





C
orpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma festa católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo.

A festa de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é acompanhado por multidões de fiéis em cada cidade brasileira.

A tradição de enfeitar as ruas começou pela cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. A procissão pelas vias públicas é uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo Diocesano que tome as providências para que ocorra toda a celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a Santíssima Eucaristia.

ORIGEM DO CORPUS CHRISTI
A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.

A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

Bom dia... 31/05/2018


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Papa Francisco: O mundanismo tira a liberdade, impede de sermos santos.


 
Papa Francisco
E
 o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer “viver como santo”.

Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas... ou alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não!

Ser santos é outra coisa. É caminhar no que o Senhor nos diz sobre a santidade. E, o que é caminhar na santidade? E Pedro diz: “ponde toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo”.

Essas afirmações são do Papa Francisco em sua homilia da Missa rezada na terça-feira, 29/05, na Capela da Casa Santa Marta. Suas palavras foram inspiradas na primeira leitura do dia (1Pd 1, 10-16) quando São Pedro exorta os cristãos a caminhar para a Santidade.

Francisco reforçou seu pensamento afirmando que nos momentos de provação não se deve voltar aos esquemas do mundo. Estes esquemas tiram a liberdade: é preciso, pelo contrário, permanecer no caminho para a santidade.

CAMINHAR PARA A SANTIDADE, PARA A LUZ
O Santo Padre sublinhou que "Caminhar para a santidade" consiste, portanto, no caminhar para aquela graça que vem ao encontro, caminhar para a esperança, estar em tensão rumo ao encontro com Jesus Cristo.

É como quando se caminha em direção à luz: tantas vezes não se vê bem o caminho porque a luz nos ofusca, "Mas não erramos porque vemos a luz e conhecemos o caminho", destacou o Papa.

Quando, ao invés disso, se caminha com a luz nas costas, se vê bem a estrada, porém, na realidade, diante de nós existe a sombra, não luz.

A VOLTA AOS ESQUEMAS QUE O MUNDO OFERECE
Francisco continuou sua homilia assegurando que para caminhar para a santidade é necessário "ser livres e sentir-se livres". O Papa adverte também que existem muitas coisas que escravizam e que é por isso que São Pedro exorta a não conformar-se aos desejos "do tempo da vossa ignorância".

São Paulo na Primeira Carta aos Romanos também faz a mesma advertência: "não conformai-vos", o que para Francisco significa o mesmo que dizer "não entrem nos esquemas":

"Esta é a tradução correta destes conselhos - não entrem nos esquemas do mundo, não entrem nos esquemas, no modo de pensar mundano, no modo de pensar e de julgar que o mundo oferece a você, porque isso tira sua liberdade". E para andar na santidade, devemos ser livres: a liberdade de andar olhando a luz, de seguir em frente. E quando voltamos, como diz aqui, ao modo de viver que tínhamos antes do encontro com Jesus Cristo ou quando nós voltamos aos padrões do mundo, perdemos a liberdade".

COMO SER SANTO: LIBERTAR-SE DOS ESQUEMAS DO MUNDO
Para continuar com seu pensamento, Francisco recordou a história dos hebreus no livro do Êxodo quando vemos que muitas vezes o povo de Deus não quis olhar para frente, para a salvação, mas voltar atrás.

Lamentavam-se e "imaginavam a bela vida que passavam no Egito", onde comiam cebolas e carne, recordou, afirmando que "Nos momentos de dificuldade, o povo volta atrás", "perde a liberdade": é verdade que comiam coisas boas, mas na "mesa da escravidão":

"Nos momentos de provação, sempre temos a tentação de olhar para trás, de olhar para os esquemas do mundo, para os padrões que tínhamos antes de iniciar o caminho da salvação: sem liberdade. E sem liberdade não se pode ser santos. A liberdade é a condição para poder caminhar olhando a luz à frente. Não entrar nos esquemas da mundanidade: caminhar em frente, olhando para a luz que é a promessa, na esperança; essa é a promessa como o povo de Deus no deserto: quando olhavam para frente, iam bem; quando vinha a nostalgia porque não podiam comer as coisas boas que lhes davam lá, erravam e esqueciam que lá não tinham liberdade", disse o Santo Padre.

O MUNDO SÓ PROMETE, NÃO DOA NADA

Já caminhando para a conclusão, o Papa Francisco, recordou seu pensamento ao afirmar que o Senhor chama à santidade de todos os dias e que existem duas referências para sabermos se estamos no caminho para a santidade: antes de tudo, se olhamos para a luz do Senhor na esperança de encontrá-lo e, depois, se quando chegam às provações, olhamos em frente e não perdemos a liberdade, refugiando-se nos esquemas mundanos que "prometem tudo e não te dão nada".

SEJAM SANTOS: TENHAM LIBERDADE
"Sejam santos porque eu sou santo", é o mandamento do Senhor. Francisco recorda isso ao concluir, exortando a pedir a graça de entender bem o que é o caminho da santidade: "um caminho de liberdade, mas em tensão de esperança rumo ao encontro com Jesus". E entender bem também o que é ir em direção aos "esquemas mundanos que todos nós tínhamos antes do encontro com Jesus", conclui o Papa.

(Com informações da Gaudium Press e Vatican News)

Bom dia... 30/05/2018