quarta-feira, 31 de outubro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Redes Sociais: Ponto de discórdia?
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ão é de
hoje que as Redes Sociais invadiram as vidas das pessoas de uma forma incontrolável.
Nesses últimos meses, a campanha eleitoral extrapolou todas as expectativas possíveis
e imagináveis.
Em
virtude do pleito eleitoral, as pessoas passaram a brigar, discordar das opiniões
contrarias, sem aceitar que discordassem da sua própria opinião, podendo estar
certo ou não, desfazendo laços de amizades de décadas e até familiares por
causa de opiniões políticas divergentes. É comum as pessoas exporem seus
posicionamentos políticos nas Redes Sociais, e por conta disso, desfazerem
muitas amizades.
A
maioria dos participantes das Redes Sociais tentam o diálogo, mas acabam atingindo amigos e parentes que têm pensamento divergente, mesquinho, tacanho e as vezes
agressivo, que dizem ter recebido ofensas pessoais e xingamentos e terminam em
conflito.
Muitos
não aceitam a opinião do outro e para não ver mais os posts deles e para que
eles não vejam mais os seus, excluem ou bloqueiam os amigos e parentes. Tudo isso
para não aceitar o posicionamento político ou partidário do outro.
É difícil,
num período eleitoral, evitar os embates, entretanto, é necessário que a sua
opinião não seja a única e que o assunto não entre na sua relação de amizade e
convívio pessoal.
O
respeito deve imperar, principalmente entre parentes e amigos. É preciso haver
equilíbrio e muito cuidado com o que for escrever nas Redes Sociais. É preciso respirar
antes de dar o “enter” na mensagem. Devemos entender que estamos em uma Rede Social
e é inevitável a crítica às suas opiniões. A discussão é saudável, desde que
seja equilibrada, sem palavrões e ofensas.
Diante
dessas situações, o Ministério da Justiça, no começo de outubro, começou uma
campanha pelas Redes Sociais para conscientizar as pessoas para que mantenham
os direitos individuais e evitem conflitos e brigas pessoais.
“Liberdade
de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões e ideias.
Entretanto, o exercício dessa liberdade não deve afrontar o direito alheio,
como a honra e a dignidade de uma pessoa ou determinado grupo. O discurso do
ódio é uma manifestação preconceituosa contra minorias étnicas, sociais,
religiosas e culturais, que gera conflitos com outros valores assegurados pela
Constituição, como a dignidade da pessoa humana. O nosso limite é respeitar o
direito do outro.”
O
momento eleitoral que agora terminou, foi muito preocupante. Foi uma eleição muita
polarizada, em que os ânimos se acirraram além dos limites. Houve muito ódio no
ar, muita mentira em forma de fake news nas redes sociais, muita divisão nas famílias.
No fundo, o que houve mesmo foi muita insatisfação nos corações devido a uma
grande crise econômica, que afeta todas as pessoas e toda a sociedade, e a
rejeição por uma ideologia político-partidária que assolou o país nesses
últimos anos e também por falta figuras públicas que cativassem e despertassem
o respeito e a confiança da população.
Passadas
as eleições, espero que a paz volte a reinar no país e que amigos e familiares
voltem a usufruir da amizade perdida durante o período eleitoral.
Finalizo
dizendo:
“Cada
um tem o direito de ter opinião e voto, e nós precisamos respeitar a opinião e
voto do outro, mesmo que não seja igual a nossa. Isso é democracia”.
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
30º Domingo do Tempo Comum: Homilia Dominical
Pe. Joaquim Garrido
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus
A
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liturgia do 30° DOMINGO DO TEMPO COMUM fala-nos
da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o
caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de
Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e
acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.
A primeira leitura afirma que, mesmo
nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo
parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá,
preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de
pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.
A segunda leitura apresenta Jesus como
o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens
à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes
de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes
que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele
veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos
de vida.
No Evangelho, o catequista Marcos
propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer
nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a
proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a
seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos
Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.
sábado, 27 de outubro de 2018
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
29º Domingo do Tempo Comum - "Ele veio para servir e não para ser servido!"
Frei Carlos Mesters e Francisco Orofino
Folheto Litúrgico Deus Conosco
A
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s
leituras de hoje nos ensinam como viver numa Comunidade cristã. Toda Comunidade
deve ser um sinal do Reino de Deus, lugar onde as pessoas criam laços afetivos,
vivendo a fraternidade. É viver a fé que professamos no Batismo. Numa
Comunidade cristã não deveria haver títulos que separam e segregam as pessoas.
Como diz Jesus, ninguém deveria aceitar ser chamado de mestre, nem de guia, nem
de pai (cf. Mt 23,8-10). Ninguém
deveria ser destacado por seu saber, pelas riquezas ou por suas posições dentro
da sociedade.
Viver em
fraternidade significa afirmar a igualdade de todos diante de Deus, superando o
espírito de competição, de discórdia e de autoritarismo. Para que essa proposta
seja possível, Jesus deixa um mandamento: "Entre vós, não deverá ser assim! Quem
quiser ser grande ou o primeiro, seja servo de todos!" Um
mandamento difícil de ser observado.
O que
sustenta uma Comunidade cristã é o serviço mútuo. Na proposta de Jesus,
autoridade não significa mando, nem poder pessoal. Autoridade é serviço,
partilha de qualidade e dons. Quem buscar uma posição dentro da Comunidade deve
se espelhar em Jesus, o modelo do verdadeiro servidor. "Eu estou no meio de vocês
como aquele que serve" (Lc 22,27).
Na
Primeira Leitura, do livro de Isaías, temos um trecho do quarto cântico do
Servo. Desde o começo, a Comunidade cristã descobriu nesses cânticos o rosto do
verdadeiro Messias. Jesus é esse Servo de Deus. Através da atuação do Servo,
Deus manifesta sua justiça, vencendo todas as injustiças humanas. Mas a vitória
de Deus não se fará sem o sofrimento do Servo, porque a injustiça humana é
forte, traiçoeira e impiedosa.
No tempo
de Jesus muita gente esperava um Messias. Mas um Messias dentro da mentalidade
humana, um líder que viesse com força e poder. Ninguém esperava um Messias que
fosse servidor, fraco e indefeso. O cântico do Servo vem nos lembrar que a
força de Deus se manifesta na fraqueza humana. "Quando sou fraco, aí é que
sou forte" (2Cor 12,10).
Só os
pobres conseguem perceber esse recado de Deus. Jesus, instruído pelo Pai e
pelos pobres, revelou o sentido verdadeiro do poder: o serviço a Deus e aos
pobres. "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar
sua vida em resgate de muitos" (Mc 10,45). Nossas
Comunidades deveriam viver essa proposta de Jesus, acolhendo seu mandamento
radical: quem quiser ser o maior que
seja o servidor de todos. Não podemos reproduzir entre nós os valores da
sociedade humana, onde reinam a força, o poder, as honrarias e a corrupção.
sábado, 20 de outubro de 2018
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Começa hoje o MUTICOM CARUARU 2018, o encontro da Comunicação da CNBB NE2
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gentes da PASCOM – Pastoral da
Comunicação, Profissionais da Comunicação, Professores, Estudantes da área,
Presbíteros, Religiosos e Leigos engajados nas Dioceses e Arquidioceses dos Estados
de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, tem encontro marcado a
partir de hoje (19) até o domingo (21), em Caruaru -
Pernambuco, durante o 7º MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO DO CNBB - REGIONAL
NORDESTE II, com o tema "COMUNICAR A VIDA, O AMOR E A
ESPERANÇA", para refletir sobre a comunicação, formando os agentes
para atuarem eficazmente, contribuindo com a evangelização da Igreja.
O 7º MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO
DO REGIONAL NORDESTE II, com o tema "Comunicar a vida, o amor e a
esperança", convida-nos a refletir sobre a atuação dos agentes nos
variados meios de comunicação, conclamando todos para comunicar boas notícias,
cheias de esperança, enfim, comunicar Jesus Cristo que é a verdadeira Vida, o
Amor supremo e a Esperança por excelência.
O MUTICOM CARUARU 2018 pretende articular e motivar as Pastorais da
Comunicação na Regional Nordeste II, na sua missão e atuação, embasados no
Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, para que os meios e processos
comunicativos possam contribuir na evangelização e formação do povo de Deus, na
ambiência digital e tecnologias que sejam facilitadoras dos compartilhamentos
de boas notícias e difusão da Mensagem Evangélica e ensinamentos da Igreja.
Durante o MUTICOM CARUARU
2018 os participantes participarão de uma Noite Cultural e todas as
Refeições acontecerão no local do evento. No domingo, os que desejarem
optar em almoçar no Alto do Moura (local gastronômico de Caruaru),
a organização disponibilizará transporte. Os que não desejarem ir ao Alto do
Moura, almoçarão no local do evento. Lembrando que o almoço no Alto do Moura
será por conta do participante.
O evento acontecerá nas instalações
da FAFICA - FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE CARUARU,
na Av. Azevedo Coutinho, s/n, em Caruaru, PE.
Duvidas?
Acesse: https://www.muticomne2.com/
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Papa Francisco: abortar é como contratar um assassino de aluguel
O
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Papa
Francisco condenou com firmeza o aborto
e recordou que não apenas não é um direito, como também é um crime: “É como alugar um assassino para resolver
um problema”, advertiu. O Santo Padre fez esta afirmação em sua catequese
da Audiência Geral da quarta-feira, 10 de outubro, dedicada ao Quinto
Mandamento: não matarás, na qual insistiu que “não se pode, não é justo tirar um ser humano, mesmo pequeno, para
resolver um problema”.
Este rechaço ao aborto se deu em plena
comemoração dos 50 anos da Encíclica “Humanae
vitae”, de 25 de julho de 1968, na qual o Papa Paulo VI, que foi proclamado
santo no último domingo, 14 de outubro, fazia uma defesa da vida e da moral sexual
em plena onda de difusão dos métodos anticoncepcionais e abortivos que levou ao
momento atual antinatalidade e de banalização da sexualidade.
De modo especial, condenou aqueles que
impulsionam o aborto a pais cujo filho ainda não nascido padece de algum tipo
de deficiência. “Os pais, nestes casos
dramáticos, têm necessidade de verdadeira proximidade, verdadeira solidariedade
para enfrentar a realidade superando os compreensíveis medos”.
Entretanto, denunciou que, em vez desse
apoio, muitos pais que se encontram nesta situação, “muitas vezes recebem conselhos para interromper a gravidez”.
Em sua catequese, Francisco assinalou
que “todo o mal existente no mundo se
resume nisso: o desprezo pela vida”. “A vida é agredida pelas guerras, pelas
organizações que exploram o homem, pelas especulações sobre a criação e pela
cultura do descarte, e por todos os sistemas que submetem a existência humana a
cálculos de oportunidades, enquanto um número escandaloso de pessoas vive num
estado indigno do homem”, assegurou.
É nesse contexto, na cultura do
descarte, em que situou o aborto. “Uma
abordagem contraditória permite a supressão da vida humana no ventre materno em
nome da salvaguarda de outros direitos. Mas como pode ser terapêutico, civil ou
simplesmente humano um ato que suprime a vida inocente e inerme no seu
germinar?”.
“De onde
vem tudo isso?”, perguntou-se. “A violência e a rejeição da vida nascem do
medo. O acolhimento, de fato, é um desafio ao individualismo”. “Uma criança
doente é como todo necessitado da terra, como um idoso que necessita de
assistência, como tantos pobres que lutam para seguir em frente: aquele ao que
se apresenta como problema é, na realidade, um dom de Deus, que pode me tirar
do egocentrismo e me fazer crescer no amor. A vida vulnerável nos indica o
caminho para sair, o caminho para nos salvar de uma existência dobrada sobre
nós mesmos e descobrir a alegria do amor”.
O Papa explicou que “os ídolos deste mundo: o dinheiro, o
poder, o sucesso”, são os que “levam
o homem a rejeitar a vida”. Assegurou que esses ídolos “são parâmetros errados para
valorizar a vida. A única medida autêntica da vida é o amor, o amor com o qual
Deus ama”. “Vale a pena acolher cada
vida, porque cada homem vale o sangue de Cristo. Não se pode desprezar aquilo que
Deus tanto amou”, sublinhou.
O Papa finalizou sua catequese
afirmando que “devemos dizer aos homens
e mulheres do mundo: não desprezem a vida. A vida do outro, mas também a
própria vida, porque também essa se inclui no Mandamento ‘não matarás’. A tantos
jovens, digo: não desprezem sua existência! Parem de rejeitar a obra de Deus!
Você é obra de Deus!”.
Com informações do Site ACI Digital
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Papa Francisco: Ai dos cristãos hipócritas, que deixam Jesus na Igreja
Papa Francisco
N
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ós que nascemos numa sociedade cristã,
corremos o risco de viver o cristianismo “como
um costume social”, formalmente, com a “hipocrisia
dos justos”, que têm “medo de
deixar-se amar”. Na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa
convida todos a um exame de consciência, comentando o Evangelho de São Lucas e
a advertência de Jesus aos habitantes de Betsaida, Corazim e Cafarnaum, que não
acreditaram nele não obstante os milagres.
Jesus “está triste por ter sido rejeitado”, explicou Francisco, enquanto
cidades pagãs como Tiro e Sidônia, vendo os seus milagres “com certeza teriam acreditado”. E chora, “porque essas pessoas não foram capaz de amar”, enquanto Ele “queria chegar a todos os corações com uma
mensagem que não era uma mensagem ditatorial, mas era uma mensagem de amor”.
CRISTIANISMO FORMAL
Vamos nos colocar no lugar dos
habitantes das três cidades, prosseguiu o Papa. “Eu que recebi muito do Senhor, nasci numa sociedade cristã, conheci
Jesus Cristo, conheci a salvação”, fui educado à fé. E com muita facilidade
me esqueço de Jesus. Depois, ao invés, “ouvimos
notícias de outras pessoas que ouviram o anúncio de Jesus, se converte e o
segue”. Mas nós, comentou o Pontífice, estamos “acostumados”.
E esta é uma atitude que nos faz mal,
porque reduzimos o Evangelho a um fato social, sociológico, e não a uma relação
pessoal com Jesus. Jesus fala a mim, fala a você, fala a cada um de nós. A
pregação de Jesus é para cada um de nós. Como é possível que aqueles pagãos,
que ao ouvirem a pregação de Jesus o seguem, e eu, que nasci aqui, numa
sociedade cristã, me acostumo, e o cristianismo é como se fosse um costume
social, uma veste que visto e depois a deixo? E Jesus chora sobre cada um de
nós quando nós vivemos o cristianismo formalmente, não realmente.
HIPOCRISIA DOS JUSTOS
Se agimos assim, esclareceu Francisco,
somos um pouco hipócritas, com a hipocrisia dos justos.
Há a hipocrisia dos pecadores, mas a
hipocrisia dos justos é o medo ao amor de Jesus, o medo de deixar-se amar. E,
na realidade, quando nós fazemos isso, nós tentamos administrar a relação com
Jesus. “Sim, eu vou à Missa, mas você
fique na Igreja que eu depois vou para casa”. E Jesus não volta conosco
para casa: na família, na educação dos
filhos, na escola, no bairro…
EXAME DE CONSCIÊNCIA
E assim Jesus permanece lá na Igreja,
comentou Francisco amargurado, “ou
permanece no crucifixo ou na imagem”.
Hoje pode ser para nós um dia de exame
de consciência, com este refrão: “Ai de
ti, ai de ti”, porque eu dei muito, dei a mim mesmo, escolhi você para ser
cristão, ser cristã, e você prefere uma vida pela metade, uma vida superficial:
um pouco sim de cristianismo e água benta, mas nada mais. Na realidade, quando
se vive esta hipocrisia cristã, o que nós fazemos é expulsar Jesus do nosso
coração. Fazemos de conta tê-lo conosco, mas o expulsamos. “Somos cristãos, orgulhosos de sermos cristãos”, mas vivemos como
pagãos.
Cada um de nós, concluiu o Papa, deve
pensar: “Sou Corazim? Sou Betsaida? Sou
Cafarnaum?”. E se Jesus chora, pedir a graça de chorar também nós. Com esta
oração: “O Senhor me deu muito. O meu
coração é tão duro que não o deixa entrar. Pequei de ingratidão, sou um
ingrato, sou uma ingrata”. “E
peçamos ao Espírito Santo que nos escancare as portas do coração, de modo que
Jesus possa entrar e não só ouçamos Jesus, mas ouçamos a sua mensagem de
salvação e “assim dar graças por tantas coisas boas que ele fez por cada um de
nós”.
Com informações do “Vatican News”.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
domingo, 14 de outubro de 2018
28º Domingo do Tempo Comum: Discípulos-Missionários Santos
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
O
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Evangelho nos apresenta uma pergunta que
continua a ecoar ao longo dos séculos: “que
devo fazer para ganhar a vida eterna?” (Mc 10,17). A
resposta de Jesus pode ser resumida na expressão “Vem e segue-me” (Mc 10,21). Em Jesus
Cristo, o discípulo encontra o Caminho, a Verdade e a Vida. Ao responder à
pergunta daquele homem, Jesus “olhou
para ele com amor”, propondo duas atitudes fundamentais: a vivência dos mandamentos e a partilha dos
bens para obter um tesouro no céu. O apego aos bens materiais torna difícil
entrar no reino de Deus, através do seguimento de Jesus. O discípulo não
conseguirá trilhar o caminho carregado de bens materiais. Na primeira leitura,
o Livro da Sabedoria nos recorda o valor maior a ser cultivado que é a “sabedoria” e não o poder e as
riquezas.
O diálogo entre Pedro e Jesus ilumina a
questão do desapego a ser cultivado pelo discípulo. Enquanto Pedro fala em “deixar e seguir” (Mc
10,28), Jesus se refere a “deixar e
receber” (Mc 10,29-30). A visão de Pedro a respeito parece negativa,
acentuando aquilo que se deixa para seguir Jesus. A resposta de Jesus a Pedro
se refere ao muito que o discípulo recebe, “cem
vezes mais”, já na vida presente, e no futuro, a vida eterna. Contudo, a
vida dos discípulos nunca será fácil, cômoda. Jesus menciona também as “perseguições”, que se tornam um
critério fundamental para definir um verdadeiro discípulo de Cristo.
A Carta aos Hebreus proclama que a “a Palavra de Deus é viva e eficaz”.
Sua força criadora, renovadora, é experimentada por aqueles que a acolhem e
testemunham, fazendo-se discípulos-missionários do Senhor. Para ser
discípulo-missionário santo, é preciso ter sempre “coração de discípulo”, que se coloca continuamente à escuta do
Senhor.
CANONIZAÇÃO
Estamos celebrando este 28º DOMINGO DO
TEMPO COMUM, em profunda comunhão com o Santo Padre, o Papa Francisco, e com os
Bispos que participam do Sínodo sobre os Jovens, a Fé e o Discernimento
Vocacional, iniciado no Vaticano, dia 03 de outubro. Unidos, como Igreja, nós
bendizemos a Deus pelo Sínodo e pela canonização de sete santos, neste domingo,
dentre os quais, o Papa Paulo VI, falecido em 1978; Dom Oscar Romero, Arcebispo
de San Salvador, na América Latina, assassinado em 1980, enquanto celebrava a
missa; e o jovem operário italiano Nunzio Sulprizio, falecido em 1836, com 19
anos. A canonização durante o Sínodo nos recorda a vocação à santidade de todo
o Povo de Deus, especialmente dos jovens, chamados a serem santos no mundo de
hoje. Somos todos chamados à santidade, através do discipulado e da missão,
cada um segundo a vocação recebida. Os santos são verdadeiros
discípulos-missionários, especialmente pelo testemunho cotidiano da fé e do
amor ao próximo.
sábado, 13 de outubro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Nossa Senhora da Conceição Aparecida: Mãe, Rainha, Padroeira e Protetora do Brasil
E
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m 1717,
três humildes pescadores retiraram das águas do rio Paraíba uma pequena imagem
de Nossa Senhora da Conceição, que o
povo daquelas beiras carinhosamente passou a invocar como NOSSA SENHORA APARECIDA. Desde então a pequena e quase negra
imagem, da cor e do tamanho da nossa gente mais sofrida, vem sendo um grande
sinal do amor de Deus por todos nós.
Nossa
Senhora, através da imagem da Conceição Aparecida, é reconhecida como uma força
extraordinária de união e de identificação do povo brasileiro. Nela nos
sentimos protegidos e encorajados a avançar na árdua tarefa de construir uma
nação cada vez mais justa, ordeira e pacífica. Como a Rainha Ester diante do rei
todo-poderoso, Maria diante de Deus intercede pelo Brasil, suplicando vida para
nosso povo.
APARECIDA: MÃE DOS HUMILDES E PEQUENINOS!
É festa, é júbilo, é
gratidão. Nosso coração se alegra e se rejubila na festa de Maria, a Senhora
Aparecida. Ela é Mãe, Rainha e Imaculada. Quem tem sua alma em Maria alcança a
paz e a vida, pois encontra Jesus, a quem ela nos conduz. Os humildes e
pequeninos reconhecem bem depressa aquilo que é de Deus e traz vida e
libertação. Nosso amor para com Maria há de ser amor a Jesus, e aos irmãos e
irmãs. Louvemos, agradecidos, à Mãe do Redentor, a Senhora Aparecida.
LITURGIA E MARIA
A
Exortação Apostólica de Paulo VI (O culto da Virgem Maria) apresenta de modo exaustivo
a relação entre liturgia e culto de Nossa Senhora. Aí se encontram as mais
belas imagens de Maria, recolhidas em parte pela devoção cristã nas Ladainhas
de Nossa Senhora: Virgem, Mãe, herdeira da promessa feita aos patriarcas, arca
da aliança, sede da sabedoria, templo do Espírito Santo, fonte da alegria
messiânica, testemunha, ao lado dos apóstolos, da efusão do Espírito do
Ressuscitado, imagem da Igreja que luta e aniquila o mal, celeste Jerusalém,
sinal da superabundante graça redentora. Estão presentes ainda todos os
mistérios evangélicos nos quais Maria participa e que não são comemorados
especificamente no decurso do ano litúrgico.
Com
Maria, toda a nossa vida é introduzida na missa. Por sua intercessão, Cristo
entra na situação de todos nós: pecadores, crianças, adultos, velhos, doentes,
pobres, consagrados, chamados a seguir a Cristo mais de perto, a caminho para o
céu, onde contemplamos na "Assunta" um luminoso sinal de esperança. A
"devoção" à Mãe de Deus, nesta perspectiva bíblica, não perturba
nossa Eucaristia: mostram-no bem nossos irmãos do Oriente que gostam de colocar
o ícone (imagem) da Theotókos (Mãe de Deus) ao lado do ícone de Cristo
Mestre em lugar de destaque em todas as suas assembleias.
CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA
Ó Maria Santíssima,
pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de
Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.
Eu, embora indigno de
pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de
participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés
consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis;
consagro-vos a minha língua, para que sempre vos louve e propague a vossa
devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre
todas as coisas.
Recebei-me, ó Rainha
incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de
vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em
todas as minhas necessidades espirituais e temporais, sobretudo na hora de
minha morte.
Abençoai-me, ó
celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha
fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos,
amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!
Com informações do Folheto Litúrgico “Deus Conosco – Editora Santuário”.
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Política, Religião e Futebol não se discutem.
Felipe Marcelo Gonzaga de Carvalho*
D
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itos populares sempre tiveram um
grande peso na vida individual e coletiva, justamente por ficar conotado um
padrão de comportamento a ser seguido, o que na verdade não deveria, porém isso
depende muito da cultura popular, se ela aceita como padrão tais ditos,
infelizmente o crescimento coletivo acaba regredindo.
Penso o poder de um ditado na vida de
um indivíduo e de um povo, o quanto firmam seus pensamentos e ações num simples
ditado, que foi um pensamento de alguém ou de alguns, mutagênico, adaptando-se
ao modo como alguns achavam ser o melhor para a vida em conjunto, uma forma de
direcionamento coletivo, principalmente pelo fato de que o povo é frágil no
sentido de sua manipulação e aí sobressaem aqueles com destreza de intelecto.
Desde criança ouvia um ditado que
mais se tornou uma prece: "Política,
Religião e Futebol não se discutem". Eu nunca entendia o porquê não se
discutir tais palavras, até porque não há uma verdade absoluta, nem mesmo para
estas palavras, então há sim sempre o que discutir e deve-se discutir para que
haja aprimoramento, seja este pessoal ou coletivo. Poucos dão conta que tal
ditado está encravado na cultura da gestão pública, pois o medo de revés impera
nas instituições públicas e interfere na prestação de serviços.
Como não discutir, dialogar,
argumentar sobre política, futebol e religião? Será mesmo que tais palavras já
possuem seu simbolismo e são imutáveis em suas ações? Será que mesmo o pensar
diferente, de “sair da casinha” é
proibido? Será que é uma enorme ofensa discorrer sobre política? E sobre
futebol? O que dirá da religião? Somos todos iguais quanto ao que se entende
por elas? Não somos todos “seres
pensantes” passíveis de pensar por nós mesmos? É uma “heresia” pensar diferente? Por que querem manter em segredo ou
mesmo hesitarem mudanças? Seria medo do desconhecido? Seria medo de que ao
ponderar haverá mais pessoas para apoiar alterações de comportamento frente aos
temas aqui inqueridos?
O que mais me chama a atenção nesse
ditado é: TANTO FUTEBOL, POLÍTICA QUANTO
RELIGIÃO TEM ALGO MUITO EM COMUM: “A prática em excesso torna fanatismo, o que
sai totalmente da razão e o indivíduo que se torna fanático traz sérios
problemas a uma sociedade ou mesmo para o mundo, dependendo de quanto esse
fanatismo está intrínseco numa sociedade”.
Há muitos casos com fanatismo no
futebol, o qual foram motivos de mudanças culturais e de procedimentos na
prática desse esporte, um emblemático foi dos Hooligans.
Na Política, o fanatismo mais
contundente foi o Nazismo, também similar ao Comunismo e/ou Socialismo, onde
seus adeptos não aceitam demais ideologias de vida e de política, o simples
fato de haver pessoas contrárias a essas ideologias já é motivo de ódio.
Atualmente, o fanatismo mais
representativo na Religião tem sido o Estado Islâmico, que tem deflagrado uma
série de assassinatos no Oriente e Ocidente, tudo porque usam o Islamismo como
fonte de suas aberrações ideológicas.
Há quem discordará de meus
pensamentos aqui comentados, mas esse é o propósito deste artigo a discussão e
ponderação!
Podemos sim sermos diferentes e eis
aí a graça do ser humano: A Diferença! Imaginemos todos iguais, sem pensarmos
diferentes sobre algo, mesma cor de roupas, mesmos caminhos a percorrer, mesmos
gostos musicais, mesmos projetos arquitetônicos para construções residenciais,
comerciais, industriais e demais construções... Imaginemos todos sem
criatividade, o que seríamos senão robôs? Teríamos gosto pela vida? Seríamos
felizes? Creio que não!
Esse tipo de ditado tem por objetivo
a privação do pensamento, da liberdade do indivíduo em ponderar sobre algo, de
somente fazer o que mandam porque se não seguirem vem outro ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.”
É até engraçado isso, pensando aqui “com
meus botões”, tais ditados, pois um segue o outro, como se realmente fossem
procedimentos padrão para que todos devam fazer e “ai” daquele que não cumprir!
Há muito o ser humano saiu da “Era das Trevas”, partindo para “O Iluminismo”, ou seja, a era onde o
pensamento começou a fluir, iluminando os seres antes somente viventes e
passando para seres pensantes. Porém, no geral, não se estimula ou incentiva
pensar, pois para quem detém o poder, “quanto
mais um povo pensa, pior é governá-lo.” Então se criou a forma de “pão e circo” para o povo, onde se
espera que com uma porção de pão e um pouco de entretenimento bastam para
saciar “a fome” do povo.
Poucas pessoas compreendem que
Política tem muita influência no Serviço Público, principalmente no aspecto
desempenho de cada servidor. Sempre ouvia dizer que o Serviço Público tem
sérios problemas de empatia; da seriedade profissional, chegando até mesmo ao
descaso alheio; da compreensão do que seria o chamado de Servidor Público, a
relutância da maioria da população quanto ao respeito ao funcionário público,
mas ainda assim, todos os anos há muitos que enfrentam diversos concursos
públicos nos mais variados cargos na fuga da vida profissional em organizações
privadas com futuro incerto.
O simples fato de pessoas se
abdicarem de entender a Política fortalece ainda mais aqueles que querem deter
o poder para si, insuflando seus egos ao infinito, na tentativa de eternizarem
seus nomes na história, mas será mesmo que são seres dignos de lembrança? Eu
discordo de muitos nomes até hoje “endeusados”,
porém estes detiveram o poder da oratória, então muitos os seguiam sem
ponderarem de fato tais ideais.
E assim venho a ti, caro leitor (a),
compartilhar meus pensamentos a respeito desse então célebre e deturpado
ditado: “Política, Futebol e Religião
não se discutem.” Para mim, há muito que se discutir sobre cada uma destas
palavras! Espero que com minhas singelas palavras possam dar mais vontade de
expor seus pensamentos sobre o tema para termos um mundo mais vivo, pensante e
admirável!
*Bacharel em Administração Geral pela FAEL - Faculdade Educacional da Lapa, Pós Graduado em Gestão Pública pela UFPR - Universidade Federal do Paraná, casado, pai de 2 filhos, natural de Porto União/SC, servidor público municipal em Lapa/PR.
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