Padre Wagner Augusto
Portugal
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segundo domingo de maio de cada ano é tempo de
apresentar a Deus a nossa gratidão pelo dom da maternidade. Rezamos, assim,
enquanto Igreja pela Mamãe que nos deu a graça do dom da vida com a beleza da
sua união matrimonial com o nosso Papai, sob a bênção e a oração da Igreja.
Todos
nós filhos amamos, e muito, as nossas mães. Tudo o que temos e somos devemos ao
seu desvelo, ao seu carinho, ao seu compromisso em nos educar para viver nesta
vida uma vida digna, justa e com santidade. Para nós católicos, agradecemos
sobremaneira, a educação religiosa que tivemos a graça de receber ainda no
nosso berço.
Nossas
mães constituem o nosso tudo. Mães que nos amamentaram. Mães que nos ensinaram
os primeiros passos. Mães que nos cobriram de carinho e de proteção. Mães que
nos educaram na fé católica. Mães que nos levaram para a pia batismal, que nos
educaram na fé e nos acompanharam na primeira eucaristia, na crisma, no
casamento ou, mães mais sublimes que rezando e oferecendo seus filhos o
entregam como doce presente para Cristo, para a Igreja e para os irmãos pela
ordenação sacerdotal. Padres que, como suas mães, passam a ser pais de família,
da família eclesial.
Observamos,
infelizmente, que muitas garotas hoje não querem mais abraçar a maternidade. Fruto da pós-modernidade constatamos,
espantados, mulheres dizerem que preferem viver e divertir a vida, com viagens,
roupas, passa tempos, do que ter filhos. Quando querem ter filhos, muitas
querem ter “produções independentes”. Outras, infelizmente, querem ter apenas
um filho com a falsa afirmação de que a vida é difícil e é preferível apenas
criar um filho com conforto do que três cinco ou mais quando a vida familiar
seria completa.
Diz
o Catecismo da Igreja Católica que: “É na família que se exerce de modo
privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de
todos os membros da família, na recepção dos sacramentos, na oração e ação de
graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa. O
lar é assim a primeira escola de vida cristã e uma escola de enriquecimento
humano. É aí que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno,
o perdão generoso e mesmo reiterado, e, sobretudo o culto divino pela oração e
oferenda de sua vida” (cf. n. 1657).
O
ensinamento oficial da Igreja, que reafirma a importância da família, nos leva
a contemplar o papel primordial que na sociedade brasileira a mãe tem como
educadora de valores, de mulher de fé, de sinal visível de unidade dos seus
filhos e de exemplo de doação.
Neste
Dia das Mães de 2022, no mês de Maria, a Mãe de todos os viventes, Mãe das mães,
quero rezar por todas as mães e avós. Quero convidar você que me lê a
rezar pela sua mãe e, muito especialmente, pelas suas avós, as que estão entre
nós nos enchendo de carinho e enleio e aquelas que já no céu rezam por nós e
nos protegem.
De
uma maneira especial rezemos pelas mães de nossos bispos e de nossos
sacerdotes. Que elas sejam abençoadas pela sua doação geral.
Assista-nos
e as nossas mães o carinho da Mãe Maria, a Virgem das Graças, e a presença
carinhosa da Mãe Igreja que sempre caminha com as mães defendendo a vida e
promovendo a dignidade da família, do matrimônio e da própria existência
humana.
Rezemos, pois,
por nossas mães esta oração dando a elas o carinho de nossa prece
especial e de nossa gratidão. Confiamos nossas mães a Deus, por intermédio de
Maria, que sempre suplica a seu Filho Jesus pelas mães e pelas famílias:
Mostra-Te Mãe para todos,/ oferece a nossa oração,/
Cristo a acolha benigno,/ Ele que se fez teu Filho.
Amém!
Mãe que Deus te abençoe sempre, Amém!
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