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liturgia deste
domingo convida à contemplação da Sagrada Família de Nazaré como modelo de fé,
amor e obediência à vontade de Deus. No Evangelho (Mt 2,13-15.19-23),
José é novamente apresentado como o homem justo e obediente, que escuta a voz
de Deus e age prontamente para proteger o Menino e sua Mãe. A fuga para o Egito
revela que a presença de Deus na história humana não elimina as dificuldades,
mas transforma-as em caminho de salvação.
A Sagrada
Família viveu a experiência do exílio, da insegurança e da pobreza. No entanto,
permaneceu unida pela confiança em Deus. Essa união é o coração da mensagem
desta festa: a família é chamada a ser lugar de acolhida, de fé e de amor,
mesmo em meio às provações. Maria e José não compreenderam plenamente os
desígnios divinos, mas confiaram. Essa confiança silenciosa e perseverante é o
que sustenta toda família cristã.
A
primeira leitura (Eclo 3,3-7.14-17a) recorda o valor do respeito e da
obediência aos pais, virtudes que geram bênção e prolongam a vida. O amor
familiar, quando vivido com paciência e ternura, torna-se expressão concreta do
amor de Deus.
A segunda
leitura (Cl 3,12-21) apresenta o ideal da vida cristã em comunidade e em
família: revestir-se de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência.
O amor é o vínculo da perfeição, e o perdão é o caminho para a paz.
Celebrar
a Sagrada Família é redescobrir a vocação de cada lar como “igreja doméstica”,
onde se aprende a fé, o perdão e o serviço. Em um mundo marcado por rupturas e
individualismo, a família cristã é chamada a testemunhar a fidelidade, a
solidariedade e a esperança.
Que a
Sagrada Família de Nazaré inspire todas as famílias a viverem com simplicidade,
confiança e amor, tornando-se reflexo da presença de Deus no cotidiano. Que
cada lar seja um espaço de comunhão, onde Cristo seja acolhido e amado.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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