sábado, 11 de abril de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA – 2ª SEMANA DA PÁSCOA – 12/04/2026

 

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elebramos hoje o Domingo da Divina Misericórdia, instituído por São João Paulo II, para que toda a Igreja contemplasse o coração aberto de Cristo ressuscitado, de onde jorram sangue e água — sinais do amor que salva e renova o mundo. Este domingo é o prolongamento da Páscoa: a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte manifesta-se agora como misericórdia que recria a humanidade.

No Evangelho de João, encontramos os discípulos reunidos, ainda tomados pelo medo. As portas estão fechadas, mas Jesus entra e se coloca no meio deles, dizendo: “A paz esteja convosco!”. É o primeiro dom do Ressuscitado: a paz que nasce do perdão. Ele mostra as chagas — não como feridas de derrota, mas como fontes de misericórdia. As marcas da cruz não desapareceram; tornaram-se sinais do amor que venceu o ódio.

Tomé, ausente naquele primeiro encontro, representa todos nós em nossas dúvidas e resistências. Ele quer ver, quer tocar, quer provas. Mas quando Jesus o convida a colocar o dedo nas chagas, Tomé não precisa mais fazê-lo. Diante da presença viva do Senhor, ele professa: “Meu Senhor e meu Deus!”. A fé nasce do encontro com a misericórdia. Jesus não repreende Tomé por duvidar, mas o conduz a uma fé mais profunda: “Felizes os que não viram e creram”.

A primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, mostra o fruto dessa fé: uma comunidade unida, perseverante na oração, na fração do pão e na partilha. A misericórdia recebida se transforma em misericórdia vivida. A fé pascal não é apenas uma experiência interior, mas uma vida nova que se expressa em comunhão, solidariedade e alegria.

Na segunda leitura, São Pedro nos recorda que fomos regenerados por uma esperança viva, graças à ressurreição de Jesus Cristo. Mesmo em meio às provações, essa esperança nos sustenta, porque sabemos que a misericórdia de Deus é maior do que qualquer sofrimento.

Celebrar a Divina Misericórdia é, portanto, acolher o Ressuscitado que entra em nossas portas fechadas — portas do medo, da culpa, da indiferença — e deixar que Ele nos diga: “A paz esteja convosco”. É permitir que Sua misericórdia cure nossas feridas e nos transforme em instrumentos de reconciliação.

Que neste domingo, ao contemplarmos o Coração de Jesus, aprendamos a confiar plenamente em Sua bondade e a repetir com fé: “Jesus, eu confio em Vós!”. E que essa confiança se traduza em gestos concretos de amor, perdão e serviço, para que o mundo creia que a misericórdia é o verdadeiro rosto de Deus.

        Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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