segunda-feira, 9 de novembro de 2020
domingo, 8 de novembro de 2020
sábado, 7 de novembro de 2020
Reflexão Litúrgica do XXXII Domingo do Tempo Comum - 08/11/2020
Arquidiocese de Brasília – DF.
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A |
proxima-se o encerramento do ano litúrgico. A Liturgia aponta para a
vinda gloriosa do Senhor no fim dos tempos e nos convida a perseverar no bom
combate da fé e a estar vigilantes na esperança.
A primeira Leitura fala da sabedoria que está na raiz
da virtude da prudência: “meditar sobre ela (a sabedoria) é a
perfeição da prudência” (Sab 6, 15). E acrescenta o hagiógrafo: “e
quem não dormir por causa dela depressa estará livre da inquietação”. A
sabedoria e a prudência nos tornam vigilantes e nos preparam para acolher a
Sabedoria eterna, o Verbo encarnado, o Senhor que virá um dia glorioso para
celebrar as núpcias eternas.
O Apóstolo dos gentios, escrevendo aos Tessalonicenses
ansiosos por saber das coisas últimas, procura deixa-los ancorados na
esperança: “Não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que
faleceram, para não andardes tristes como os outros, que não têm esperança”
(I Tes 4,13). Paulo bem sabe que a fé na Morte e Ressurreição de Jesus
Cristo é, também neste campo, um divisor de águas decisivo. Sem o anúncio dessa
Boa-Nova ficamos “sem a esperança da Promessa e sem Deus neste mundo” (Ef 2,12). Até os cristãos que, por desleixo
ou por rebeldia ficaram sem a luz da fé, perderam o brilho e o sabor da vida em
Cristo, se não despertam, caem no vazio existencial e na radical solidão que o
Papa Francisco costuma chamar “consciência isolada”. “Se eliminamos
Deus, se tiramos Cristo – dizia Bento XVI – o mundo cai no vazio e na
escuridão”.
No Evangelho (Mt 25,1-13), Jesus narra a
célebre parábola das dez virgens convidadas para uma festa de núpcias. Esta
festa é uma feliz imagem da Vida Eterna, do Reino dos Céus. Mas Jesus não deixa
de nos ensinar uma verdade que coloca as nossas seguranças e as nossas escolhas
em questão. Aquelas dez virgens que aguardavam a chegada do Esposo para
entrarem com o cortejo nupcial. Cinco delas, as prudentes, ao chegar o Esposo,
puderam entrar porque suas lamparinas tinham azeite suficiente para vencer as
trevas da espera. As outras cinco, as insensatas, cujo azeite havia acabado
antes da chegada do Esposo, tinham se dispersado em busca de azeite para continuar
a espera… mas chegaram tarde. O cortejo já havia entrado e as portas estavam
fechadas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
terça-feira, 3 de novembro de 2020
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
domingo, 1 de novembro de 2020
sábado, 31 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS - 01/11/2020
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S |
omente Deus é santo! A ele toda a glória e adoração! É isso que nós
dizemos em cada celebração eucarística: Santo, Santo, Santo! Desta maneira nós
celebramos a transcendência de Deus, que está acima de tudo e do qual tudo
depende. Diante do Deus Santo e, neste sentido, do Totalmente Outro, a nossa
proclamação acaba por emudecer-se, pois diante dele cessam as palavras humanas:
“à medida que nos aproximamos do cimo, as nossas palavras diminuirão e, no
final da subida a essa montanha, nós estaremos totalmente mudos e plenamente
unidos ao Inefável” (Pseudo-Dionísio Areopagita, Teologia Mística, c.
3).
Não obstante, Deus quis fazer-nos participantes da sua
santidade. Por seu desígnio salvador, nós fomos consagrados no momento do nosso
batismo e nos aproximamos da montanha da santidade. A partir daquele momento, a
santidade para nós pode ser descrita como um processo no qual confluem a graça
de Deus e a generosa correspondência humana. Neste processo tem lugar uma luta
constante na qual um filho de Deus vai se parecendo cada vez mais com o seu Pai-Deus
à espera que um dia se manifeste a plena semelhança com a divindade no próprio
ser da criatura.
A santidade é acessível a todos porque Deus quer que
todos os homens e mulheres sejam santos, isto é, participem da sua Vida e do
seu Amor. O Pai deseja que, através da ação do Espírito Santo em nós, nos
pareçamos cada vez mais com o seu Filho Jesus Cristo. Em resumo, a santidade é
o desenvolvimento da nossa filiação divina: “desde agora somos filhos de
Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que quando isto
se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é” (1
Jo 3,2).
Como se pode observar, a serpente astuta que aparece
no livro do Gênesis, enganando os nossos primeiros pais, não estava tão
equivocada: podemos ser como deuses, ou seja, podemos ser divinizados pela
graça de Deus e parecer-nos a ele já aqui nesta terra e depois, eternamente, no
céu. O erro da serpente não estava nesta afirmação – sereis como deuses – mas
no método para alcançar esse objetivo. A serpente demoníaca propôs o orgulho e
a desobediência para alcançar a divinização. Nada mais contraditório! O caminho
é justamente outro: a humildade e a obediência acompanhadas da mais nobre de
todas as virtudes, a caridade.
“Deus é amor” (1 Jo 4,8.16) e nós podemos amar, “mas
amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1 Jo 4,19). A santidade se
mede pelo amor: quem mais ama é mais santo; quem menos ama é menos santo;
quem não ama nada, não é santo. De tudo isso é fácil concluir que a
santidade não é algo exterior, caricaturesca, rígida, sombria ou até mesmo
triste. Não! O santo é uma pessoa com uma profunda vida interior, com uma
grande unidade de vida, uma pessoa coerente, flexível, cheia de luz e de
alegria. Uma pessoa santa é um ser humano bem normal no seu dia-a-dia, mas os
outros intuem que leva dentro de si algo diferente: o amor de Deus atuante e
atualizador. Se Deus, o Totalmente Outro, quis fazer-se um de nós, quanto
mais nós, sendo o que somos, devemos ser nós mesmos! Que sejamos cada vez mais
simples, amemos de verdade, façamo-nos próximos aos outros seres humanos. Nós
estamos, efetivamente, inseridos na grande massa humana, nós somos como os
outros. E, no entanto, Deus nos conhece pelo nome, nos fez seus filhos e quer
ver-nos um dia com ele no céu.
SANTIDADE! Esse é o segredo que o cristão deve ter para
aproximar muitas pessoas de Deus. Mas, por favor, não vamos mostrar a santidade
como uma coisa esquisita, rara, estranha. Vamos ser bem normaizinhos: comemos,
bebemos, trabalhamos, saímos com os amigos e… até tomamos uma cervejinha (com
moderação!). Na verdade, nós somos as pessoas verdadeiramente normais
porque a vivência das virtudes humanas (prudência, justiça, fortaleza,
temperança etc.) e sobrenaturais (fé, esperança e caridade) vai não
somente nos divinizar, mas também humanizar-nos cada vez mais. Quem quer ser
uma pessoa humana verdadeiramente realizada não tem mais que olhar para aquele
que é Perfeito Homem, Jesus Cristo, e unir-se a ele para ser divinizado por
ele, que é Perfeito Deus.
Quem são os santos? Uns bem-aventurados, os felizes
desta terra. Quem pode ser santo? Todos. Como ser santo? Basta unir-se a Deus
através dos sacramentos, da oração e duma luta contínua para dar gosto ao Pai e
ao Filho e ao Espírito Santo. Qual é a finalidade de uma pessoa santa? Unir-se
ao Santo dos santos e arrastar livremente muitas outras pessoas que lutaram
para alcançar a santidade, a felicidade, a plenitude da vida.
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
terça-feira, 27 de outubro de 2020
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
domingo, 25 de outubro de 2020
sábado, 24 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM – 25/10/2020
Arquidiocese de Brasília - DF
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A |
Igreja, neste trigésimo Dia do Senhor do Tempo
Comum, através da Liturgia da Palavra, oferece à nossa meditação a lembrança de
que plenitude da Lei – como, aliás, de todas as Escrituras Sagradas – é o amor.
Na
primeira Leitura (Ex 22,20-26), a Palavra de Deus une à exigência de
tratar com dignidade o estrangeiro e de não fazer mal ao órfão e à viúva, a
promessa de dar a justa punição aos que os oprimem desprezando a Palavra. Logo
a seguir, acrescenta o dever de solidariedade para com o próximo como sinal de
pertença ao seu povo. Fica bem claro que os preceitos da Lei sobre convivência
entre os eleitos são expressão do verdadeiro culto de amor a Deus e da
obediência à Sua santa vontade. E o clamor dos mais fracos, no momento da
opressão, toca as entranhas de misericórdia do Deus justo e bom: “Se clamar
por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (Ex 22,26). A fé
de Israel no Deus justo e misericordioso se expressa na universalidade do amor,
que não se limita aos membros da mesma família, da tribo ou do povo eleito, mas
alcança também o estrangeiro.
O
Salmista nos ensina que o clamor do pobre se traduz em oração de confiança: “Eu
vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação, minha rocha, meu refúgio e
salvador” (Sl 17,2-3). Quantas vezes, no nosso apostolado, ao
visitar os mais pobres, não nos admiramos com o testemunho de uma confiança
sobrenatural e inabalável na misericórdia de Deus. Esta confiança muitas vezes
se esvai no aburguesamento provocado pela vida cômoda e dissipada pela preguiça
daqueles a quem nada falta.
“É
necessário que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura” (Dei Verbum
22), às Santas Palavras, para que encontrem a Verdade e
cresçam no amor autêntico. Este amor que é a plenitude da Lei se exprime em
dois atos indissociáveis. O primeiro ato, que tem precedência na ordem do
princípio, é o culto de adoração a Deus: “amarás o Senhor teu Deus de todo o
teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22,34-40).
O segundo ato, que se expressa nas obras de misericórdia e tem a precedência na
ordem da prática, é o amor ao próximo: “O segundo é semelhante a esse:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. As obras de misericórdia não são
mera filantropia sem raiz sobrenatural, são um ato de amor que São Vicente de
Paulo não teme identificar com a adoração a Deus.
Sim,
a plenitude da Lei é o amor. E este amor traz ao coração humano uma alegria
inigualável, compatível com o mistério da Cruz. Paulo diz aos Tessalonicenses: “E
vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a
alegria do Espírito, apesar de tantas tribulações” (I Tes 1,6).
Esta alegria exige, portanto, um conhecimento mais íntimo de Cristo e uma
escuta sempre dócil de sua Palavra, que dá pleno sentido à vida.
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
terça-feira, 20 de outubro de 2020
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
domingo, 18 de outubro de 2020
sábado, 17 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – 18/10/2020
Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese de Brasília - DF
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N |
este ano, este caminho
missionário de toda a Igreja continua à luz da palavra que encontramos na
narração da vocação do profeta Isaías: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8).
É a resposta, sempre nova, à pergunta do Senhor: «Quem enviarei?». Esta chamada
provém do coração de Deus, que interpela quer a Igreja quer a humanidade na
crise mundial atual. O sofrimento e a morte fazem-nos experimentar a nossa
fragilidade humana; mas, ao mesmo tempo, todos nos reconhecemos participantes
dum forte desejo de vida e de libertação do mal.
No
Sacrifício da Cruz, onde se realiza a missão de Jesus, Deus revela que o seu
amor é por todos e cada um. E pede-nos a nossa disponibilidade pessoal para ser
enviados…. Por amor dos homens, Deus Pai enviou o Filho Jesus. Jesus é o
Missionário do Pai: a sua Pessoa e a sua obra são, inteiramente, obediência à
vontade do Pai. Por sua vez, Jesus crucificado e ressuscitado por nós, no seu
movimento de amor atrai-nos com o seu próprio Espírito, que anima a Igreja,
torna-nos discípulos de Cristo e envia-nos em missão ao mundo e às nações.
A
missão não é um programa, um intuito concretizável por um esforço de vontade. A
missão é resposta, livre e consciente, à chamada de Deus. Mas esta chamada só a
podemos sentir, quando vivemos numa relação pessoal de amor com Jesus vivo na
sua Igreja. Perguntemo-nos: estamos prontos a acolher a presença do Espírito
Santo na nossa vida, a ouvir a chamada à missão quer no caminho do matrimónio,
quer no da virgindade consagrada ou do sacerdócio ordenado e, em todo o caso,
na vida comum de todos os dias? Estamos dispostos a ser enviados para qualquer
lugar a fim de testemunhar a nossa fé em Deus Pai misericordioso, proclamar o
Evangelho da salvação de Jesus Cristo, partilhar a vida divina do Espírito
Santo edificando a Igreja? Como Maria, a Mãe de Jesus, estamos prontos a
permanecer sem reservas ao serviço da vontade de Deus? Esta disponibilidade
interior é muito importante para se conseguir responder a Deus: Eis-me aqui,
Senhor, envia-me.
A
compreensão daquilo que Deus nos está a dizer nestes tempos de pandemia
torna-se um desafio também para a missão da Igreja. Longe de aumentar a
desconfiança e a indiferença, esta condição deveria tornar-nos mais atentos à
nossa maneira de nos relacionarmos com os outros. E a oração, na qual Deus toca
e move o nosso coração, abre-nos às carências de amor, dignidade e liberdade
dos nossos irmãos, bem como ao cuidado por toda a criação. Neste contexto,
é-nos dirigida novamente a pergunta de Deus – «quem enviarei?» – e aguarda, de
nós, uma resposta generosa e convicta: Eis-me aqui, envia-me. Deus continua a
procurar pessoas para enviar ao mundo e às nações, a fim de testemunhar o seu
amor, a sua salvação do pecado e da morte, a sua libertação do mal.
sexta-feira, 16 de outubro de 2020
Bispo natural de Alagoas será o bispo coadjutor de Serrinha (BA).

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O |
Papa Francisco nomeou DOM HÉLIO PEREIRA DOS
SANTOS, atual bispo auxiliar de Salvador (BA), como bispo coadjutor de Serrinha
(BA). Dom Hélio é natural da cidade de Pão de Açúcar, em Alagoas, foi nomeado
bispo pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2016. O anúncio foi feito no Site
da CNBB, nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2020.
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
A importância da Missa e da Eucaristia
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N |
o seu livro Eucaristia O Sacramento da Cura, o Pe. Roberto De Grandis,
SSJ (Editora Raboni Caixa Postal 1700- 1996 -Campinas - SP), já na 6ª.
Edição, diz na introdução que sempre que encontra ex-católicos lhes pergunta o
que pensam sobre a Eucaristia. E geralmente a resposta é mais ou menos esta:
“Não sei”, ou “Não pensei sobre isso”. “A Eucaristia é o centro da nossa fé.
Você pode conceber alguém que diz: ‘Até logo, Jesus. Vou para aquela outra
igreja onde a música é melhor, a pregação é mais poderosa e as pessoas são mais
amáveis’? “O que se faz necessário na Igreja”, ele continua, “é proclamar o
Evangelho e ressaltar o extraordinário dom da sagrada Eucaristia: o próprio
Jesus. O ideal é que tivéssemos adoração perpétua em todas as paróquias, de
modo que as pessoas pudessem crescer nesse relacionamento pessoal e profundo
com Jesus.” Continua dizendo que nos seus retiros para sacerdotes costuma
enfatizar a cura através da Eucaristia e pede que preguem muito sobre a “fonte
e ápice de toda a vida cristã”. E aqui ele cita outro livro seu intitulado
Healing Through the Mass (A cura pela missa-Mineola, NY Ressurection Press,
1992.)
E justamente lembra que neste livro ele quer focalizar
nossa atenção para este maravilhoso sacramento e propor algumas considerações a
respeito dos diversos passos para receber Nosso Senhor na sagrada comunhão.
Espera que este trabalho desperte os leitores para o ritual mais importante de
nossa vida: receber Jesus em nosso coração. E termina a introdução citando um
livro The Way of Divine Love (O Caminho do amor divino) de Rockford, IL,
Tan Books and Publishers, (1981), onde Jesus fala à irmã Josefa
Menendez:
“Quero falar-lhes das dores lancinantes que encheram
Meu coração na Última Ceia. Se para Mim foi motivo de alegria pensar em todos
aqueles a quem Eu seria tanto Companheiro quanto Alimento celeste, em todos
aqueles que estariam Comigo até o final dos tempos, em adoração, reparação e
amor... isso de forma alguma diminuiu Minha tristeza por todos aqueles que Me deixariam
abandonado em Meu Tabernáculo e que nem mesmo acreditariam em Minha presença
real.” Em quantos corações corrompidos pelo pecado Eu precisaria entrar... e
quantas vezes essa profanação de Meu Corpo e Sangue seria a causa de sua
derradeira condenação... A sagrada Eucaristia é a criação do amor... Ainda
assim, quão poucas almas correspondem a esse amor que por elas se esgota e se
consome!
“E sobre a importância da Missa vários santos deixaram
seus testemunhos como Santo Agostinho: “Uma só missa a que houveres assistido
em vida será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois
da morte. Será ratificada no Céu a benção que do Sacerdote recebes na Santa
Missa”. Santa Mectildes declarou: “Todas as missas tem um valor infinito, pois
são celebração pelo próprio JESUS CRISTO, com uma devoção e amor acima do
entendimento dos Anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz que nos
deixou Nosso Senhor JESUS CRISTO para a salvação da humanidade”. São Francisco
de Assis: “Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e
admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão
caridosa de Nosso SENHOR, a ponto de considerar grave falta, para quem, podendo
assistir a uma Missa, não o faz”.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
terça-feira, 13 de outubro de 2020
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
domingo, 11 de outubro de 2020
sábado, 10 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 11/10/2020
Dom
José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília - DF
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N |
este Domingo vibramos
na feliz esperança da ressurreição e da participação no Banquete do Cordeiro.
No seu grande apocalipse, Isaías anuncia que o Senhor dos exércitos, após o
juízo sobre a humanidade infiel à antiga aliança, preparará “para todos os
povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos
deliciosos e dos mais finos vinhos” (Is 25,6), libertando-os de toda
cadeia. Este banquete é prefiguração da Eucaristia e do Banquete escatológico
antecipado na história pela mesma Eucaristia.
Esta
promessa escatológica não nos livra das dificuldades da vida presente. Na
segunda Leitura, São Paulo confidencia: “Eu aprendi o segredo de viver em toda
e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo
necessidade. Tudo posso naquele que me dá forças” (Flp 4,12-13). Cheio
de gratidão, ele glorifica o Deus providente, que o sustém pelas mãos generosas
dos irmãos, e nos conforta na esperança da vida eterna.
Ao
dar este banquete, “o Senhor Deus eliminará para sempre a morte, e enxugará as
lágrimas de todas as faces” (Is 25,8). Paulo aludirá a esta promessa
afirmando que a ressurreição de Cristo comportou a vitória definitiva sobre a
morte (cf. 1Cor 15,54-55). João dela se lembrará ao anunciar a salvação
que o Cordeiro morto e ressuscitado trará, enxugando toda lágrima e destruindo
a morte, a dor e todo pranto (cf. Ap 21,4 e 7,17). Ao pedir que Deus
receba os mortos no Seu Reino, a Igreja assume esta esperança: “Unidos a eles,
esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, quando enxugardes
toda lágrima dos nossos olhos. Então, contemplando-vos como sois, seremos para
sempre semelhantes a vós e cantaremos sem cessar os vossos louvores” (Oração
Eucarística III).
A
primeira Leitura exalta justamente a fidelidade de Deus à Sua promessa. O
Evangelho (Mt 22,1-14), contudo, nos faz refletir sobre a exigência de
uma adequada resposta humana: “Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?”
(v.8). Da parte de Deus tudo está dado. A nossa correspondência, porém,
será fruto da experiência exigente da caridade, a veste nupcial. “Ninguém – diz
são Josemaría – é excluído da salvação, se livremente abre as portas às
amorosas exigências de Cristo” (É Cristo que passa, 180). Para saborear
as ricas iguarias e os vinhos mais finos é preciso afastar o coração de tudo o
que afasta de Deus.
Bento
XVI assim conclui uma meditação sobre esta Parábola do Evangelho de Mateus:
“Todos nós somos convidados a ser comensais do Senhor, a entrar com fé no seu
banquete, mas devemos vestir e guardar o hábito nupcial, a caridade, viver um
profundo amor a Deus e ao próximo” (Homilia, 9.X.2011).
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
IMAGENS: Veneração respeitosa, não uma adoração!
Padre Sarmento (*)
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É |
importante
saber que na bíblia, há uma enorme diferença entre ídolos e imagens. Deus em
sua bíblia condenou os ídolos (ex. 32, 1-5), mas ao mesmo tempo mandou
fazer imagens. Você acredita? Pois bem, pegue sua bíblia e leia no livro de
êxodo 25, 18-22; 37, 7-9. Deus não só mandou fazer imagens de anjos, como
também declarou que falaria solenemente para o povo, do meio das duas imagens
de querubins (Números 7, 8-9; 2 Samuel 6,2).
Além das imagens de anjos, Ele
também mandou fazer imagem de uma serpente para o povo olhar para ela (Números
21,4-9), e Jesus reconheceu o valor simbólico dessa imagem que era uma
prefiguração da sua morte na cruz (João 3,14).
O templo de Deus, construído
ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e javé se
manifestou nesse templo e o encheu de sua glória; (Ezequiel 41, 17-20;
43,4-6). Nesse templo havia até imagens gigantes (I Reis 6,23-35 e 2
Crônicas 3,10-14). Tinha a serpente de bronze, querubins de ouro, grinaldas
de flores, frutos, árvores, leões... etc. (Números 21,9; êxodo 25,13;
Ezequiel 1,5;10,20; I Reis 6, 1B, 23; Números 8,4).
Depois de termos todas as
passagens bíblicas aqui citadas, concluímos que não é ruim termos uma imagem
como recordação de um fato ou de uma pessoa a quem amamos. A propósito, até
mesmo os nossos irmãos protestantes que tanto nos criticam e nos julgam
injustamente têm imagens em suas casas e em suas igrejas, como: a Arca de Noé;
de Moisés e o povo de Deus atravessando o Mar Vermelho; da Natureza; Matas e
até da própria bíblia.
“É certo que Deus
proibiu fazer ídolos, porque o povo correria o risco de adorar a deuses
estranhos, como aconteceu no deserto quando o povo abandonou a Javé, fabricou e
adorou um Bezerro de Ouro, como se fosse Deus”.
Precisamos, porém, entender
que nossas imagens não são ídolos, mas recordações dos nossos irmãos na fé.
Ídolo é aquilo que toma o lugar de Deus. Assim, os maiores ídolos de hoje são:
o poder, o prazer, as riquezas… quando causam injustiças, exploração, corrupção
e morte.
É bom que fique bem claro que
nós católicos não adoramos a nenhuma imagem, nenhum objeto e nenhuma pessoa
humana, pois a igreja nunca ensinou nem mandou adorar a quem quer que seja; mas
sempre ensinou em sua doutrina que devemos adorar unicamente a Deus, que é o
Pai, o Filho e o Espírito Santo. “A honra devolvida nas santas imagens é uma
veneração respeitosa, não uma adoração. Pois, esta convém unicamente a Deus”.
*PADRE
SARMENTO: Faleceu em 26 de maio de 2013, com
a saúde fragilizada, mas lúcido, aos 97 anos, o cônego Luiz Geraldo Wanderley Sarmento, mais conhecido
como “Padre Sarmento”, que por 64 anos, foi pároco da Igreja de São Benedito,
no Centro de Maceió.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
domingo, 4 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 04/10/2020
“ARRENDARÁ A
VINHA A OUTROS VINHATEIROS…”
Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese de Brasília – DF
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O |
mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao
Santo Rosário e às Missões. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, em
colaboração com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e outros
organismos, realiza a Campanha Missionária, que neste ano reflete sobre o tema
“A vida é missão”, inspirando-se em Isaías 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”. A Igreja
de Brasília acolhe a Campanha com o propósito de robustecer o seu ardor
missionário e, assim como o Papa Francisco disse aos católicos chineses, nós
também suplicamos “uma nova efusão do Espírito Santo, para que em vós possam
resplandecer a luz e a beleza do Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem
acredita”.
A
Igreja se reconhece na belíssima imagem da Vinha do Senhor apresentada pelo
profeta Isaías (cf. LG 6). Este cântico nupcial mostra o amor e os
cuidados do Senhor com a Sua vinha: “O que poderia eu ter feito a mais por
minha vinha e não fiz?” (Is 5,4), embora num dado momento tenha dela se
desencantado. Por isso o começo lírico se converte depois em anúncio de
castigos. A casa de Israel deverá reconhecer a sua culpa para voltar a produzir
“frutos de justiça e obras de bondade” (5,7). Do contrário, como veremos
no Evangelho, o Senhor confiará a vinha a novos vinhateiros: o novo Israel. As
vicissitudes históricas do povo da primeira Aliança se tornarão ocasião para a abertura
universal do anúncio da salvação.
Finalmente, Jesus se refere a Si mesmo: o divino Vinhateiro enviou Seu Filho. Os profetas eram servos, Jesus é o Filho. Mateus, que escreve para judeus, é o único a dizer que Deus entregará a vinha a um outro povo, aludindo assim à Igreja, novo povo de Deus, que sofre perseguição como o seu Senhor.
















































