segunda-feira, 15 de março de 2021
domingo, 14 de março de 2021
sábado, 13 de março de 2021
Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma – 14/03/2021
Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News
“Deus é Pai, Deus é bom. Mesmo diante de um povo enraizado em fazer o mal, Ele tem misericórdia, e como Senhor da História, se serve de homens de valor para resgatar aqueles recalcitrantes e dar-lhes a dignidade desejada.”
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A |
Liturgia deste domingo transborda da
misericórdia de Deus. Começamos nossa reflexão com a Carta de Paulo aos
Efésios 2, 4-10, segunda leitura, onde o Apóstolo fala que “fomos
criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para
que nós as praticássemos.” Mesmo com o coração empedernido em praticar
o mal, como nos fala a 1ª leitura, extraída de 2 Crônicas 36, 14-16.19-23,
vemos no Evangelho de João 3, 14-21 que Deus não se deixa vencer pelo
mal, mas vence o mal com o bem. No deserto, após a desobediência do povo e da
invasão de cobras venenosas, o Senhor se apiedou dele e misericordiosamente
mandou colocar no centro do acampamento uma grande haste de madeira onde pendia
uma cobra de bronze. Aquele que para ela olhava, ficava curado. Esse tronco com
a cobra pendurada era prenúncio do Cristo, suspenso em uma cruz e salvação de
todos os que a ele se dirigem com fé.
Na
conversa com Nicodemos, Jesus deixa claríssimo o objetivo de sua vinda, de sua
missão: salvar os homens! Se no
Antigo Testamento era necessário olhar para a serpente, no novo, basta
aproximar-se da luz, praticar o bem e crer no Filho do Homem!
Por
isso, na segunda leitura, Paulo fala que Deus nos ressuscitou com Cristo, em
virtude de nossa união com Jesus Cristo. É de graça! Não por causa de méritos
nossos, mas por pura graça de Deus. Não existe meritocracia. Nenhum de nós tem
mérito algum, mesmo que só pratique o bem. Como vimos no final da segunda
leitura, o bem que fazemos “foi preparado de antemão para que nós o
praticássemos”. O único que tem mérito é Jesus Cristo, que em seu
coração bondoso e generoso, aceitou morrer na cruz para nos dar a felicidade
eterna.
Do
mesmo modo, a primeira leitura fala das infidelidades do povo; apesar disso
tudo, o Senhor lhes enviava mensageiros para admoesta-los ao arrependimento e a
praticarem o que era justo, mas a reação deles era zombar dos mensageiros
divinos. A desgraça chegou através dos inimigos que atearam fogo a todas a
construções fortificadas e ao Templo e derrubaram os muros da cidade,
destruindo tudo o que havia de precioso. O rei inimigo levou os sobreviventes
como escravos para sua pátria. Tudo ficou assim até que outro rei estrangeiro,
de outro país, decidiu reconstruir o Templo em Jerusalém e resgatar Judá em sua
própria terra.
Deus
é Pai, Deus é bom. Mesmo diante de um povo enraizado em fazer o mal, Ele tem
misericórdia, e como Senhor da História, se serve de homens de valor para
resgatar aqueles recalcitrantes e dar-lhes a dignidade desejada.
Também
a nós, Seu povo, resgatados pelo sangue de Seu Unigênito, o Senhor não vê
nossos erros, mas deixa-se levar pelo seu coração paterno e nos apresenta Jesus
Crucificado como nossa salvação, como nosso Redentor. Por isso, a liturgia
deixa de lado a sisudez da quaresma e inicia a missa com o “Alegra-te,
exultai de alegria”, retirado de Isaías 66, 10s e sugere ao celebrante
trocar o roxo dos paramentos, usando os de cor rosa.
sexta-feira, 12 de março de 2021
quinta-feira, 11 de março de 2021
quarta-feira, 10 de março de 2021
terça-feira, 9 de março de 2021
segunda-feira, 8 de março de 2021
domingo, 7 de março de 2021
sábado, 6 de março de 2021
Reflexão Litúrgica do 3º Domingo da Quaresma – 07/03/2021
Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News
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N |
ão queiramos fazer Deus à nossa imagem e
semelhança, nós é que fomos feitos à Sua imagem e semelhança e devemos nos
amoldar a isso.
As
leituras da liturgia deste final de semana nos levam a buscar uma pureza de fé,
de louvor a Deus, dentro do que Ele deseja.
Deus
é espírito, invisível e, por isso, não existe imagem para representá-lo, como
entendemos na primeira leitura extraída de Êxodo 20, 1-7.
Do
mesmo modo, a transformação do espaço de culto em local de vendas e de câmbio,
e a revolta de Jesus, expulsando os mercadores do Templo, como nos relata o
Evangelho, tirado de João 2, 13-25, nos admoesta sobre o zelo que deveremos ter
com esse espaço sagrado.
A
pureza também aparece na segunda leitura, 1ª Coríntios 1,22-25, quando Paulo é
incisivo em dizer que nossa fé e religião pregam Jesus Cristo crucificado,
poder de Deus e sabedoria de Deus. Portanto nada além disso deve ser pregado e
tudo o mais dentro do Cristianismo deverá decorrer desse anúncio, Jesus, o
Verbo Encarnado foi pregado na cruz, por amor a todos os homens e ressuscitou
ao terceiro dia e está sentado à direita do Pai.
A
liturgia dá um salto ao não concordar dom a materialização de Deus e nem com a
comercialização do relacionamento do homem com Ele.
Quando
Jesus fala para a samaritana que a adoração de Deus deve ser em espírito e
verdade – Jo 4, 23c –, que não existe lugar para adorá-lo, o Senhor reafirma
que Deus é onipresente, onisciente e onipotente está em toda parte e sabe de
tudo e tudo pode.
Não
queiramos fazer Deus à nossa imagem e semelhança, nós é que fomos feitos à Sua
imagem e semelhança e devemos nos amoldar a isso.
Deus
está em toda parte, em todo lugar para me dirigir a Ele, vê-Lo, senti-Lo,
percebê-Lo nas pessoas, nas coisas, pois tudo foi criado por Ele, tudo possui
sua marca registrada. Tudo deverá nos falar Dele. Tudo deverá nos levar ao Seu
encontro.
E
tudo é de graça. A vida é de graça! Tudo deve me levar a gratuitamente falar de
Deus e levar as pessoas a Deus. Amor com amor se paga! “De graça recebestes, de
graça dai.” Mt 10, 8.
Não
se paga sacramentos e nem sacramentais, mas posso fazer e receber doações por
ocasião de um momento muito importante de minha vida ou de minha família. Não
estou pagando e nem cobrando, mas fazendo e recebendo uma doação. Amor com amor
se paga!
Minha
relação com Deus é tão íntima que não precisa de imagem, eu O reconheço em suas
palavras e gestos, em seu amor; nessa relação tudo é graça, tudo é relação
afetiva, tudo é amor. Até no culto, tudo expressa a relação pai-filho;
irmão-irmão e em tudo nos unimos para louvar nosso Deus, como fez Francisco de
Assis com o Cântico das Criaturas e, mais tarde, Inácio de Loyola com a
Contemplação para Amar, conclusão de seus Exercícios Espirituais.
sexta-feira, 5 de março de 2021
quinta-feira, 4 de março de 2021
quarta-feira, 3 de março de 2021
terça-feira, 2 de março de 2021
segunda-feira, 1 de março de 2021
domingo, 28 de fevereiro de 2021
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Reflexão Litúrgica do 2º Domingo da Quaresma – 28/02/2021
Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.
ESTE É
MEU FILHO AMADO!
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A |
A fé, portanto, é
exigente, pede o que nos é caro, pediu a Abraão o sacrifício de Isaac, porém na
hora “H” a resposta veio com a alternativa que poupou a vida daquele filho a
quem tanto amava. A experiência de Abraão fez com que sua obediência tivesse o
beneplácito de Deus como sinal de bênção para si e para os de sua descendência.
Os caminhos indicados
pela fé não significam caminhos mais fáceis e seguros, pelo contrário, são
aqueles que nos tiram do conforto, das trilhas já conhecidas e nos expõem para
novos horizontes, para a descoberta de lugares, pessoas e valores que nunca
tínhamos experimentado. Os caminhos percorridos pela fé podem surpreender-nos,
porque mudam o nosso jeito de pensar e agir. As nossas comunidades cristãs têm
de passar, necessariamente, pelo crivo da fé para sair de si e ir avante como
sinal de abertura para os caminhos que Deus apontar.
Contudo, a experiência
humana necessita de apoio e proteção. Aquilo que nos agrada também nos faz
acomodados. É bom ficarmos aqui, ou seja, sentimo-nos realizados e satisfeitos
a ponto de não mais voltar para a realidade e luta do dia a dia. A missão
indica o contrário. Temos de deixar o conforto da nossa casa, temos de descer
da montanha e obedecer à ordem, até o momento oportuno. Obedecer é ato de fé.
Somos pela fé levados a reconhecer que Jesus é o Filho Amado de Deus. Os sinais
são sensíveis e frágeis a ponto de muitos daqueles que conviviam com ele não o
reconhecerem. Movidos pela fé, somos levados a testemunhar o projeto de Deus
com dinamismo e busca, não com estagnação, tradição e segurança que impedem a
criatividade, a abertura para o novo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
domingo, 21 de fevereiro de 2021
sábado, 20 de fevereiro de 2021
Reflexão Litúrgica do 1º Domingo da Quaresma – 21/02/2021
Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.
OS
CAMINHOS DO SENHOR SÃO VERDADE, SÃO VIDA!
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A |
Os caminhos do Senhor
são verdade e amor. De muitos modos ele nos conduz para que tenhamos
experiência de vida, de retidão, de justiça. O caminho do bem nos atrai e nos
conduz. O nosso coração e a nossa mente nos indicam quando nos afastamos do
caminho do Senhor. Temos a sensação de saudade, desejo ardente de poder
retornar para os caminhos já percorridos, quando fomos amados, acolhidos e
amparados. Somos convidados a celebrar o amor que nos reconcilia com Deus e com
os nossos irmãos.
A aliança de amor que
Deus fez conosco foi eternizada por meio de Jesus, seu Filho. Da parte de Deus
não há nada mais a acrescentar. Ele já nos ofereceu tudo, restando-nos a
parcela que corresponda a esse plano amoroso. À arca corresponde o batismo que
salva. Fomos revestidos em Jesus para tomar parte com ele, para obtermos
consciência da sua ressurreição e vida. Ele está no céu, é o Senhor da vida e
da história.
Muito mais forte do que
o sinal do arco nas nuvens, o sinal da cruz de seu Filho expressa o infinito
amor dele para conosco. Na pessoa de Jesus o Reino de Deus se realiza, está
próximo de nós. Ele é a verdade, a vida que o mundo tanto precisa. A trajetória
da pessoa de Jesus revelou a sua identidade e missão. É a salvação de Deus
presente no mundo, encarnada, isto é, assumida totalmente como expressão plena
de amor e redenção. A história bíblica prefigura essa nova realidade, havida em
Jesus. Na sua pessoa é recapitulada a história amorosa de Deus pelo mundo.
Deste modo, a promessa de Deus é estabelecer aliança com o mundo e com a
humanidade que não se quebra, mas se restabelece.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma!
A |
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
domingo, 14 de fevereiro de 2021
sábado, 13 de fevereiro de 2021
Reflexão Litúrgica do 6º Domingo do Tempo Comum – 14/02/2021
CRISTO ACOLHE, AMPARA E LIBERTA!
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P |
ara além dos estereótipos que podemos
enxergar nas pessoas, somos chamados a ver em todas elas, que se trata de um
ser humano, imagem e semelhança do Criador, irmão que tem sua história de vida
e jamais poderá ser ignorada a sua presença perto de nós. A atitude cristã
tende a ser de acolhida e respeito, sobretudo se for alguém considerado entre
outros o mais frágil e vulnerável.
À
nossa frente poderá estar um marginalizado que, pela sua condição, denuncia a
nossa maneira de organizar a vida. Denuncia ainda mais uma prática religiosa
que cria barreiras, discrimina, classifica e rotula as pessoas, reduzindo-as à
sentença do pode ou não pode, das normas legais que levam a prejudicar, de modo
irreparável, aqueles mais sofredores.
O leproso, tanto no
Antigo Testamento como os contemporâneos de Jesus, ilustra com propriedade o
que um sistema, uma organização política, um tipo de mentalidade cultural e
social podem fazer em detrimento ao direito fundamental e essencial, a vida e a
dignidade do ser humano.
O Evangelho aponta para
caminhos novos. Abre-nos o coração e a mente para enxergar todas as coisas de
maneira diferente. A prática de Jesus é inclusiva, revela o Pai Misericordioso
que perdoa, acolhe e devolve ao pecador arrependido a alegria pela vida. A
comunidade cristã tem a missão de retratar essa prática, acolhendo, perdoando,
promovendo e defendendo sem distinção os que mais precisam. Tudo seja feito
para a glória de Deus, jamais para o reconhecimento meramente humano.
A gratuidade de Deus é
parâmetro para o nosso agir evangélico. Jesus demonstra ter compaixão do
leproso, do pobre, do enfermo, do pecador. Ele tem compaixão de cada um de nós.
O apóstolo Paulo fez o mesmo que Cristo, imitando-o, e nos exorta para fazer
igualmente. Jesus tem poder de curar, mas a condição está naquele que vai
receber a cura. Disposição e abertura para mudar de vida, sair da situação que
discrimina e oprime. O mais importante: reconhecer a pessoa de Jesus como o
Filho de Deus presente no meio de nós, que acolhe e liberta.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
domingo, 7 de fevereiro de 2021
sábado, 6 de fevereiro de 2021
Reflexão Litúrgica do 5º Domingo do Tempo Comum – 07/02/2021
ANUNCIAR,
SERVIR, AMAR E TESTEMUNHAR
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E |
star na presença de Deus não significa
ausência de dor e angústia. Ao contrário, quando nos damos conta do amor de
Deus, a nossa vida ganha sentido e objetivo diferentes. Se a dor e o
sofrimentos atingir o profundo da nossa alma, do nosso existir, também nos
levam ao crescimento humano, à maturidade, à experiência do amor e da fidelidade
de Deus que fez aliança conosco. Esse aprendizado podemos constatar na história
de inúmeros personagens bíblicos que foram provados e testados pela dor,
perseguição e impiedade de tantos.
O amor autêntico
apresenta, necessariamente, uma lógica diferente daquela que o mundo, oponente
ao plano de Deus, prega e valoriza. Por outro lado, vanglória e ostentação não
combinam com o anúncio do Evangelho. Somente aquele que recebe a missão de
pregar o Evangelho que o faça. Ora, são condições e identidade de todos que
fazem parte dos amigos de Jesus, anunciar e testemunhar o Evangelho com a
própria vida, seja pelo sofrimento e perseguição, seja pela alegria e
esperança. Somos chamados, dia a dia, a
aderir ao projeto de Jesus para caminhar de modo novo como discípulo dele.
O Evangelho, ao
contrário de muitas teorias, é prático, é encarnado, liberta-nos e nos ensina a
assumir compromissos concretos de doação e caridade, sendo solidários em favor
dos pequenos, indefesos e pobres. O agir cirstão nos leva a fazer tudo para ter
parte nele. Jesus cura os doentes e os liberta das amarras que os tornam
prisioneiros de mentalidades e práticas culturais e religiosas, que impõem
condições para servir. Mas a única condição para servir é o amor.
As ações de Jesus são
sustentadas na comunhão dele com o Pai. Ao ser encontrado pelos discípulos,
Jesus toma atitude de ir mais adiante, para outros lugares da redondeza, não
para fugir, mas para pregar e expulsar tudo aquilo que causa divisão e impede a
vida, isto é, a realização do reinado de Deus. Encontramos em Jesus clareza da
sua identidade e missão, diante da humanidade e do mundo; por isso, Ele é
caminho, é vida, é mestre.

















































