sábado, 13 de março de 2021

Reflexão para o 4º Domingo da Quaresma – 14/03/2021

 


Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

“Deus é Pai, Deus é bom. Mesmo diante de um povo enraizado em fazer o mal, Ele tem misericórdia, e como Senhor da História, se serve de homens de valor para resgatar aqueles recalcitrantes e dar-lhes a dignidade desejada.”

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 Liturgia deste domingo transborda da misericórdia de Deus. Começamos nossa reflexão com a Carta de Paulo aos Efésios 2, 4-10, segunda leitura, onde o Apóstolo fala que “fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” Mesmo com o coração empedernido em praticar o mal, como nos fala a 1ª leitura, extraída de 2 Crônicas 36, 14-16.19-23, vemos no Evangelho de João 3, 14-21 que Deus não se deixa vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. No deserto, após a desobediência do povo e da invasão de cobras venenosas, o Senhor se apiedou dele e misericordiosamente mandou colocar no centro do acampamento uma grande haste de madeira onde pendia uma cobra de bronze. Aquele que para ela olhava, ficava curado. Esse tronco com a cobra pendurada era prenúncio do Cristo, suspenso em uma cruz e salvação de todos os que a ele se dirigem com fé.

         Na conversa com Nicodemos, Jesus deixa claríssimo o objetivo de sua vinda, de sua missão: salvar os homens!  Se no Antigo Testamento era necessário olhar para a serpente, no novo, basta aproximar-se da luz, praticar o bem e crer no Filho do Homem!

         Por isso, na segunda leitura, Paulo fala que Deus nos ressuscitou com Cristo, em virtude de nossa união com Jesus Cristo. É de graça! Não por causa de méritos nossos, mas por pura graça de Deus. Não existe meritocracia. Nenhum de nós tem mérito algum, mesmo que só pratique o bem. Como vimos no final da segunda leitura, o bem que fazemos “foi preparado de antemão para que nós o praticássemos”. O único que tem mérito é Jesus Cristo, que em seu coração bondoso e generoso, aceitou morrer na cruz para nos dar a felicidade eterna.

         Do mesmo modo, a primeira leitura fala das infidelidades do povo; apesar disso tudo, o Senhor lhes enviava mensageiros para admoesta-los ao arrependimento e a praticarem o que era justo, mas a reação deles era zombar dos mensageiros divinos. A desgraça chegou através dos inimigos que atearam fogo a todas a construções fortificadas e ao Templo e derrubaram os muros da cidade, destruindo tudo o que havia de precioso. O rei inimigo levou os sobreviventes como escravos para sua pátria. Tudo ficou assim até que outro rei estrangeiro, de outro país, decidiu reconstruir o Templo em Jerusalém e resgatar Judá em sua própria terra.

         Deus é Pai, Deus é bom. Mesmo diante de um povo enraizado em fazer o mal, Ele tem misericórdia, e como Senhor da História, se serve de homens de valor para resgatar aqueles recalcitrantes e dar-lhes a dignidade desejada.

         Também a nós, Seu povo, resgatados pelo sangue de Seu Unigênito, o Senhor não vê nossos erros, mas deixa-se levar pelo seu coração paterno e nos apresenta Jesus Crucificado como nossa salvação, como nosso Redentor. Por isso, a liturgia deixa de lado a sisudez da quaresma e inicia a missa com o “Alegra-te, exultai de alegria”, retirado de Isaías 66, 10s e sugere ao celebrante trocar o roxo dos paramentos, usando os de cor rosa.

Bom dia... 13/03/2021


sábado, 6 de março de 2021

Reflexão Litúrgica do 3º Domingo da Quaresma – 07/03/2021

 


Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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ão queiramos fazer Deus à nossa imagem e semelhança, nós é que fomos feitos à Sua imagem e semelhança e devemos nos amoldar a isso.

         As leituras da liturgia deste final de semana nos levam a buscar uma pureza de fé, de louvor a Deus, dentro do que Ele deseja.

         Deus é espírito, invisível e, por isso, não existe imagem para representá-lo, como entendemos na primeira leitura extraída de Êxodo 20, 1-7.

         Do mesmo modo, a transformação do espaço de culto em local de vendas e de câmbio, e a revolta de Jesus, expulsando os mercadores do Templo, como nos relata o Evangelho, tirado de João 2, 13-25, nos admoesta sobre o zelo que deveremos ter com esse espaço sagrado.

         A pureza também aparece na segunda leitura, 1ª Coríntios 1,22-25, quando Paulo é incisivo em dizer que nossa fé e religião pregam Jesus Cristo crucificado, poder de Deus e sabedoria de Deus. Portanto nada além disso deve ser pregado e tudo o mais dentro do Cristianismo deverá decorrer desse anúncio, Jesus, o Verbo Encarnado foi pregado na cruz, por amor a todos os homens e ressuscitou ao terceiro dia e está sentado à direita do Pai.

         A liturgia dá um salto ao não concordar dom a materialização de Deus e nem com a comercialização do relacionamento do homem com Ele.

         Quando Jesus fala para a samaritana que a adoração de Deus deve ser em espírito e verdade – Jo 4, 23c –, que não existe lugar para adorá-lo, o Senhor reafirma que Deus é onipresente, onisciente e onipotente está em toda parte e sabe de tudo e tudo pode.

         Não queiramos fazer Deus à nossa imagem e semelhança, nós é que fomos feitos à Sua imagem e semelhança e devemos nos amoldar a isso.

         Deus está em toda parte, em todo lugar para me dirigir a Ele, vê-Lo, senti-Lo, percebê-Lo nas pessoas, nas coisas, pois tudo foi criado por Ele, tudo possui sua marca registrada. Tudo deverá nos falar Dele. Tudo deverá nos levar ao Seu encontro.

         E tudo é de graça. A vida é de graça! Tudo deve me levar a gratuitamente falar de Deus e levar as pessoas a Deus. Amor com amor se paga! “De graça recebestes, de graça dai.” Mt 10, 8.

         Não se paga sacramentos e nem sacramentais, mas posso fazer e receber doações por ocasião de um momento muito importante de minha vida ou de minha família. Não estou pagando e nem cobrando, mas fazendo e recebendo uma doação. Amor com amor se paga!

         Minha relação com Deus é tão íntima que não precisa de imagem, eu O reconheço em suas palavras e gestos, em seu amor; nessa relação tudo é graça, tudo é relação afetiva, tudo é amor. Até no culto, tudo expressa a relação pai-filho; irmão-irmão e em tudo nos unimos para louvar nosso Deus, como fez Francisco de Assis com o Cântico das Criaturas e, mais tarde, Inácio de Loyola com a Contemplação para Amar, conclusão de seus Exercícios Espirituais.

Bom dia... 06/03/2021


sábado, 27 de fevereiro de 2021

Reflexão Litúrgica do 2º Domingo da Quaresma – 28/02/2021

 


Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.

ESTE É MEU FILHO AMADO!

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 fé nos leva a comprometer-nos com o projeto de Deus. Pela fé somos provados a assumir o projeto divino e deixar de lado, muitas vezes, os nossos próprios. O projeto de Deus é vida e de muitos modos ele nos conduz para que o descubramos na caminhada existencial. Abraão, modelo de fé, simboliza cada um de nós, quando nos colocamos abertos para realizar projetos de vida que vão além da nossa pequenez e compreensão.

A fé, portanto, é exigente, pede o que nos é caro, pediu a Abraão o sacrifício de Isaac, porém na hora “H” a resposta veio com a alternativa que poupou a vida daquele filho a quem tanto amava. A experiência de Abraão fez com que sua obediência tivesse o beneplácito de Deus como sinal de bênção para si e para os de sua descendência.

Os caminhos indicados pela fé não significam caminhos mais fáceis e seguros, pelo contrário, são aqueles que nos tiram do conforto, das trilhas já conhecidas e nos expõem para novos horizontes, para a descoberta de lugares, pessoas e valores que nunca tínhamos experimentado. Os caminhos percorridos pela fé podem surpreender-nos, porque mudam o nosso jeito de pensar e agir. As nossas comunidades cristãs têm de passar, necessariamente, pelo crivo da fé para sair de si e ir avante como sinal de abertura para os caminhos que Deus apontar.

Contudo, a experiência humana necessita de apoio e proteção. Aquilo que nos agrada também nos faz acomodados. É bom ficarmos aqui, ou seja, sentimo-nos realizados e satisfeitos a ponto de não mais voltar para a realidade e luta do dia a dia. A missão indica o contrário. Temos de deixar o conforto da nossa casa, temos de descer da montanha e obedecer à ordem, até o momento oportuno. Obedecer é ato de fé. Somos pela fé levados a reconhecer que Jesus é o Filho Amado de Deus. Os sinais são sensíveis e frágeis a ponto de muitos daqueles que conviviam com ele não o reconhecerem. Movidos pela fé, somos levados a testemunhar o projeto de Deus com dinamismo e busca, não com estagnação, tradição e segurança que impedem a criatividade, a abertura para o novo.

Bom dia... 27/02/2020


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Reflexão Litúrgica do 1º Domingo da Quaresma – 21/02/2021

  


Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.

OS CAMINHOS DO SENHOR SÃO VERDADE, SÃO VIDA!

A

experiência que fazemos, a partir da história bíblica, é de dinamismo e crescimento na compreensão do que Deus nos revela. Porque nos ama incondicionalmente, Deus não se cansa de recriar. Não se cansa de renovar a aliança amorosa com a humanidade e a obra da criação. Sentimos no coração que somos conduzidos com uma pedagogia paciente e misericordiosa, até que ganhemos força e estatura, para corresponder com a mesma ternura e bondade.

Os caminhos do Senhor são verdade e amor. De muitos modos ele nos conduz para que tenhamos experiência de vida, de retidão, de justiça. O caminho do bem nos atrai e nos conduz. O nosso coração e a nossa mente nos indicam quando nos afastamos do caminho do Senhor. Temos a sensação de saudade, desejo ardente de poder retornar para os caminhos já percorridos, quando fomos amados, acolhidos e amparados. Somos convidados a celebrar o amor que nos reconcilia com Deus e com os nossos irmãos.

A aliança de amor que Deus fez conosco foi eternizada por meio de Jesus, seu Filho. Da parte de Deus não há nada mais a acrescentar. Ele já nos ofereceu tudo, restando-nos a parcela que corresponda a esse plano amoroso. À arca corresponde o batismo que salva. Fomos revestidos em Jesus para tomar parte com ele, para obtermos consciência da sua ressurreição e vida. Ele está no céu, é o Senhor da vida e da história.

Muito mais forte do que o sinal do arco nas nuvens, o sinal da cruz de seu Filho expressa o infinito amor dele para conosco. Na pessoa de Jesus o Reino de Deus se realiza, está próximo de nós. Ele é a verdade, a vida que o mundo tanto precisa. A trajetória da pessoa de Jesus revelou a sua identidade e missão. É a salvação de Deus presente no mundo, encarnada, isto é, assumida totalmente como expressão plena de amor e redenção. A história bíblica prefigura essa nova realidade, havida em Jesus. Na sua pessoa é recapitulada a história amorosa de Deus pelo mundo. Deste modo, a promessa de Deus é estabelecer aliança com o mundo e com a humanidade que não se quebra, mas se restabelece.

Bom dia... 20/02/2020


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma!


Pe. Sérgio Dinis

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 cada ano, na QUARTA-FEIRA DE CINZAS, os católicos iniciam o tempo da QUARESMA, tempo no qual a liturgia da Igreja Católica nos convida a uma reflexão e atuação sobre as nossas vidas, sobre o seu sentido, a sua origem, a sua missão, o seu destino último.

Trata-se, portanto, de um tempo forte para a conversão que, em teologia e vida cristã, significa uma adequação de nosso ser, existir e atuar à própria vida de Jesus Cristo, ao seu evangelho, aos seus valores, às suas convicções, à sua proposta de vida: gastar a vida ao serviço do evangelho, ou seja, a favor dos outros, especialmente dos mais necessitados, para obter a vida eterna, a vida feliz, a vida plena.

Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial, para cada crente, pessoalmente, e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo e da luz: a noite santa da Páscoa de Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Quaresma simboliza, assinala e recorda um passo, uma Páscoa, um itinerário a seguir de maneira permanente: a passagem do nada à existência, das trevas à luz, da morte à vida, do insignificante à vida abundante em Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo. E é que converter-nos significa destruir, deixar para trás, queimar, tornar cinzas o homem velho, o homem-sem-Cristo, para revestir-nos do homem novo, o homem-no-espírito, que é fogo novo no mundo.

Na quarta-feira de Cinzas, enquanto o sacerdote impõe as cinzas ao penitente, diz estas duas expressões alternadamente: Convertei-vos e acreditai no Evangelho e/ou Lembra-te, que és pó e ao pó hás de voltar. Sinal e palavras que expressam a nossa condição de criaturas, a nossa absoluta dependência de Deus, o nosso peregrinar rumo a uma pátria definitiva, a nossa caducidade…

A Quarta-Feira de Cinzas em particular e a Quaresma em geral, são um tempo litúrgico e um convite a voltar nosso olhar e vida para Deus e aos princípios do Evangelho. Assim, se a Quaresma é tempo para a conversão, para melhorar no processo de humanização pessoal e comunitário, então a Quaresma coincide com a própria vida de todo crente, com o ser e missão de toda a Igreja e com a vocação da comunidade humana inteira.

A Quaresma é um convite a mudar aquilo que temos de mudar, na busca de ser melhor e mais feliz, um convite a construir em vez de destruir e a olhar e voltar para formas de vida mais justas, mais solidárias, mais humanas. A Quaresma é um convite a buscar diligentemente novas formas de ser e fazer Igreja, sendo melhores e mais autênticos discípulos do Crucificado Ressuscitado.

O tempo litúrgico da Quaresma, como a nossa própria existência, é percorrido com o olhar dirigido para a Páscoa da Ressurreição e para a Páscoa definitiva em Deus. Páscoa de vida abundante que se opõe a toda forma de discriminação e de envelhecimento do ser humano, da sua dignidade, a toda forma de atropelo e violência, a toda forma de mentira, maldade e morte, a toda forma de corrupção e divisão, a toda forma de marginalização e opressão. Porque a Páscoa, como ponto de chegada, cume e superação da Quaresma, é absoluta novidade de vida, da vida abundante que Deus nos oferece e à qual Deus nos convida neste tempo e em todo momento.

Bom dia... 17/02/2021


sábado, 13 de fevereiro de 2021

Reflexão Litúrgica do 6º Domingo do Tempo Comum – 14/02/2021

Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.

CRISTO ACOLHE, AMPARA E LIBERTA!

P

ara além dos estereótipos que podemos enxergar nas pessoas, somos chamados a ver em todas elas, que se trata de um ser humano, imagem e semelhança do Criador, irmão que tem sua história de vida e jamais poderá ser ignorada a sua presença perto de nós. A atitude cristã tende a ser de acolhida e respeito, sobretudo se for alguém considerado entre outros o mais frágil e vulnerável.

         À nossa frente poderá estar um marginalizado que, pela sua condição, denuncia a nossa maneira de organizar a vida. Denuncia ainda mais uma prática religiosa que cria barreiras, discrimina, classifica e rotula as pessoas, reduzindo-as à sentença do pode ou não pode, das normas legais que levam a prejudicar, de modo irreparável, aqueles mais sofredores.

O leproso, tanto no Antigo Testamento como os contemporâneos de Jesus, ilustra com propriedade o que um sistema, uma organização política, um tipo de mentalidade cultural e social podem fazer em detrimento ao direito fundamental e essencial, a vida e a dignidade do ser humano.

O Evangelho aponta para caminhos novos. Abre-nos o coração e a mente para enxergar todas as coisas de maneira diferente. A prática de Jesus é inclusiva, revela o Pai Misericordioso que perdoa, acolhe e devolve ao pecador arrependido a alegria pela vida. A comunidade cristã tem a missão de retratar essa prática, acolhendo, perdoando, promovendo e defendendo sem distinção os que mais precisam. Tudo seja feito para a glória de Deus, jamais para o reconhecimento meramente humano.

A gratuidade de Deus é parâmetro para o nosso agir evangélico. Jesus demonstra ter compaixão do leproso, do pobre, do enfermo, do pecador. Ele tem compaixão de cada um de nós. O apóstolo Paulo fez o mesmo que Cristo, imitando-o, e nos exorta para fazer igualmente. Jesus tem poder de curar, mas a condição está naquele que vai receber a cura. Disposição e abertura para mudar de vida, sair da situação que discrimina e oprime. O mais importante: reconhecer a pessoa de Jesus como o Filho de Deus presente no meio de nós, que acolhe e liberta.

Bom dia... 13/02/2021


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Reflexão Litúrgica do 5º Domingo do Tempo Comum – 07/02/2021


Pe. Luís Rodrigues Batista, C.Ss.R.

ANUNCIAR, SERVIR, AMAR E TESTEMUNHAR

E

star na presença de Deus não significa ausência de dor e angústia. Ao contrário, quando nos damos conta do amor de Deus, a nossa vida ganha sentido e objetivo diferentes. Se a dor e o sofrimentos atingir o profundo da nossa alma, do nosso existir, também nos levam ao crescimento humano, à maturidade, à experiência do amor e da fidelidade de Deus que fez aliança conosco. Esse aprendizado podemos constatar na história de inúmeros personagens bíblicos que foram provados e testados pela dor, perseguição e impiedade de tantos.

O amor autêntico apresenta, necessariamente, uma lógica diferente daquela que o mundo, oponente ao plano de Deus, prega e valoriza. Por outro lado, vanglória e ostentação não combinam com o anúncio do Evangelho. Somente aquele que recebe a missão de pregar o Evangelho que o faça. Ora, são condições e identidade de todos que fazem parte dos amigos de Jesus, anunciar e testemunhar o Evangelho com a própria vida, seja pelo sofrimento e perseguição, seja pela alegria e esperança. Somos chamados, dia  a dia, a aderir ao projeto de Jesus para caminhar de modo novo como discípulo dele.

O Evangelho, ao contrário de muitas teorias, é prático, é encarnado, liberta-nos e nos ensina a assumir compromissos concretos de doação e caridade, sendo solidários em favor dos pequenos, indefesos e pobres. O agir cirstão nos leva a fazer tudo para ter parte nele. Jesus cura os doentes e os liberta das amarras que os tornam prisioneiros de mentalidades e práticas culturais e religiosas, que impõem condições para servir. Mas a única condição para servir é o amor.

As ações de Jesus são sustentadas na comunhão dele com o Pai. Ao ser encontrado pelos discípulos, Jesus toma atitude de ir mais adiante, para outros lugares da redondeza, não para fugir, mas para pregar e expulsar tudo aquilo que causa divisão e impede a vida, isto é, a realização do reinado de Deus. Encontramos em Jesus clareza da sua identidade e missão, diante da humanidade e do mundo; por isso, Ele é caminho, é vida, é mestre.

Bom dia... 06/02/2021