domingo, 16 de agosto de 2020
sábado, 15 de agosto de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA – 16/08/2020
“APARECEU NO
CÉU UM GRANDE SINAL!”
Dom José
Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília – DF
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E
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nquanto contempla o
mistério da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria aos céus em corpo e alma, a
Igreja no Brasil se dedica neste domingo a refletir sobre a vocação à Vida
Consagrada, como expressão da presença de testemunhas e sinais do Reino de Deus
presente e atuante na história. Suplicamos com a Virgem Mãe elevada à glória
dos Céus que muitos irmãos e irmãs se disponham a discernir a própria vocação
para o seguimento de Jesus através da profissão dos conselhos evangélicos de
castidade, pobreza e obediência.
A primeira leitura,
extraída dos capítulos 11 e 12 do Apocalipse apresenta o grande sinal da “mulher
que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e uma coroa de doze estrelas na
cabeça” (Ap 12,1). Nela, a piedade e a iconografia católica
reconhecem a Virgem Imaculada que foi assunta ao céu. Nela a Tradição da Igreja
reconhece a imagem da Igreja, o novo povo de Deus, sempre ameaçada pelo Dragão
infernal. Nessa página da Revelação, o Dragão significa ao mesmo tempo a antiga
serpente (Gen. 3,15) e os poderes mundanos, causa segunda da ação
diabólica daquele que é o homicida, dos que então como hoje perseguem à morte
os discípulos de Jesus. No dogma da Assunção da Virgem Maria, proclamado por
Pio XII, dia 1 de novembro de 1950, a Igreja nos ensina que não há comparação
entre os sofrimentos do tempo presente e a glória que nos está reservada no céu
(cf Rom 8,18). Conforme às promessas feitas por Deus já no
protoevangelho (Gen 3,15) a antiga serpente é derrotada pela
descendência da mulher, abrindo-nos assim o caminho da vida. A Igreja aplica à
Santíssima Virgem e ao amor esponsal da vida consagrada as palavras do salmo
44, rezado neste domingo.
Na primeira Epístola
aos Coríntios, descobrimos o fundamento da graça da Assunção de nossa Senhora
precisamente na vitória de Cristo sobre a morte e sobre todos os principados e
potestades. A antiga serpente foi posta debaixo dos pés do Ressuscitado e já
não tem poder sobre os redimidos.
Do evangelho (Lc
1,38-56) a Igreja aprende a perpetuar no tempo o seu Magnificat pelas
grandes coisas realizadas na história através da jovem Myriam de Nazaré. E
assim, no seio da assembleia orante, os consagrados e consagradas unem sua voz
à da Igreja para celebrar a glorificação da Mãe do Senhor: “Hoje, a Virgem
Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja
triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho, pois
preservastes da corrupção da morte aquela que gerou, de modo inefável, vosso
próprio Filho feito homem, autor de toda a vida” (Prefácio).
A Liturgia a este ponto
prossegue aclamando a esperança da glória eterna, unindo a Igreja peregrina à
triunfante para cantar o hino ao Deus três vezes santo, fonte de todos os dons.
Confiantes na materna
intercessão de Maria Assunta, peçamos a Deus santas vocações para a vida
Consagrada em nossa amada Igreja Católica Apostólica Romana.
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
domingo, 9 de agosto de 2020
sábado, 8 de agosto de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – 09/08/2020
“JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS!”
Dom
Fernando Antônio Figueiredo, OFM
Bispo
Emérito de Santo Amaro – SP
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A
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pós despedir o povo e
enviar os discípulos para a outra margem do lago, “Jesus subiu ao monte, a
fim de orar”. Retira-se para a montanha, para perto de Deus. Silêncio e
solidão. Logo após, Ele vai ao encontro de seus discípulos, que, num barco, se
dirigiam a Cafarnaum. “Na quarta vigília da noite”, nos primeiros
albores do dia, Jesus se aproxima deles “caminhando vida e estilo sobre o
mar”. Soprava um vento forte e impetuoso, quando eles avistam, em meio às
águas encapeladas, um vulto que se aproxima. Vendo aquilo, sentiram medo e
chegaram a exclamar: “É um fantasma!”
Assustados, eles viam o
vulto se aproximar, andando sobre as águas. Mas exatamente naquele instante,
ouviu-se uma voz serena que os tranquilizava: “Não temais, sou eu!”
Imediatamente, eles reconhecem que é o Mestre, que faz menção de passar
adiante, como o fez com os discípulos em Emaús. Provocação para despertá-los à
responsabilidade da liberdade, pois Deus é aquele que passa. Assim se deu na
primeira Páscoa do Egito ou nas grandes visões de Moisés ou de Elias, como
também na sua vinda entre os homens. “Jesus não acorre logo para salvar os discípulos,
observa S. João Crisóstomo, mas os instrui, através do temor, a afrontar os
perigos e aflições”.
A resposta do Senhor: “não
temais”, recorda a promessa a Isaías: “Não temais, pois eu estou convosco”,
isto é, “crede unicamente”. Para os Apóstolos, suas palavras são um
apelo para que eles estejam abertos interiormente à presença divina, sempre
surpreendente. Nesse sentido, ao concluir: “Sou eu”, Jesus lembra as
manifestações inauditas de Deus, conduzindo o povo de Israel no deserto, como
agora Ele o faz, acompanhando de modo inefável o seu povo à Jerusalém celeste.
Do mesmo modo que o
Pai, Jesus exige dos discípulos confiança e entrega irrestrita, atitude fundamental,
graças à qual eles participarão do seu poder, significado no fato de Ele
permitir que Pedro, representante dos Doze, caminhe sobre as águas. Caso
afundem ou vacilem, não lhes
faltará sua mão
misericordiosa, que os conduzirá ao barco, onde estarão em companhia do seu Mestre
e alcançarão a serenidade (apátheia) e o repouso (hesychia). “Assim
que subiram ao barco, o vento amainou”.
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
terça-feira, 4 de agosto de 2020
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
domingo, 2 de agosto de 2020
sábado, 1 de agosto de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – 02/08/2020
“DAI-LHES VÓS MESMOS DE COMER”
Dom José
Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese de Brasília - DF
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N
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este primeiro domingo
do mês de agosto, próximo da memória litúrgica do Cura d’Ars, a Igreja nos
convida a meditar sobre as vocações ao ministério ordenado e a rezar pelos
sacerdotes. A liturgia dominical descortina algumas características marcantes
missão de Cristo, que devem impregnar a vida dos bispos e presbíteros.
Os escritos de Isaías (Is.
55,1-3), aludem aos tempos do exílio da Babilônia. Os exilados, torturados
pela fome e pela sede, tentavam conseguir com as próprias forças o bem-estar.
Deus convida os exilados a procurar n’Ele os bens fundamentais: “apressai-vos,
vinde e comei”. E os convida a confiar na liberalidade com que os ama: “vinde
comprar sem dinheiro”. Deus convoca os famintos a crer na Sua Palavra.
Neste tempo de graves dificuldades, é bem fácil perguntar a Deus se Ele ainda
mantém suas promessas. Ao sentir a tentação de pedir que transforme as pedras
em pão, vamos ouvir de Jesus: “Não só de pão vive o homem, mas de toda
palavra que procede da boca de Deus”.
A multiplicação dos
pães (Mt 14,13-21) alude aos sinais de Jesus que cumprem as promessas
messiânicas. Ao sair do barco, Jesus vê uma grande multidão, se compadece
deles, curando os que estavam doentes. O Messias compassivo que cura os
enfermos e passa o dia a ensinar. Ao cair da tarde, os discípulos sugerem mande
embora as multidões cansadas para comprarem comida nos povoados. A compaixão
dos discípulos não se traduz em iniciativas aptas a saciá-los. Jesus ordena aos
discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Ficam perplexos: só têm
cinco pães e dois peixes. Jesus, com gestos que conhecemos bem, toma os pães e
os peixes, olha para o céu e pronuncia a bênção. Depois parte o pão e os
peixes. Dá-os aos discípulos para que distribuam às multidões. Envolve os
discípulos na sua missão messiânica: tem compaixão, ensina, dá de comer através
das mãos daqueles que nada tinham de próprio para dar a não ser os míseros
cinco pães e dois peixes. É o banquete messiânico. Deus não se cansa de
derramar os seus bens para o povo que ama qual Sua Esposa. Esta cena aponta
para a Eucaristia e o ministério daqueles a quem Jesus dirá depois: “Fazei
isto em memória de mim”. Deus cumpre as promessas em Jesus e por meio dos
que Ele constitui seus ministros.
“Quem nos separará do
amor de Cristo?” – pergunta o Apóstolo (Rm 8,35ss). E, em
seguida, professa a mais absoluta confiança no amor de Cristo, a quem ele
entrega a sua vida.
Os sacerdotes somos
chamados a nutrir a Esposa de Cristo com o Pão da Vida: “apascentar é ofício
de amor” (Agostinho). Mas resta o problema da fome no mundo. Ao
alimentar-nos com o banquete do Reino, Ele continua a nos dizer: “Dai-lhes
vós mesmos de comer”. É pelas mãos dos justos da Cidade de Deus que a fome
existente na cidade dos homens pode encontrar solução.
DEDIQUEMOS À VIRGEM MÃE DE DEUS ESTE DIA DE
ORAÇÃO PELOS SACERDOTES.
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