quarta-feira, 14 de abril de 2021

COMPROMISSO é coisa séria!

 


O

 COMPROMISSO é uma palavra hoje muito importante porque representa um acordo mútuo entre partes que chegam a um consenso e selam um COMPROMISSO.

Esta palavra COMPROMISSO é muito comum, extremamente usada e difundida, mas muitos, muitos mesmos, estão esquecendo o seu significado.

A Palavra COMPROMISSO vem do Latim compromissum que significa com (mútuo, eu e você, as duas ou mais partes) + promissium (promessa), no caso COMPROMISSO é uma promessa feita por ambas as partes com um intuito mútuo. Se uma das pessoas envoltas no COMPROMISSO não aceitam os termos, simplesmente não fazem o COMPROMISSO.

Mas o problema é que muitas vezes as pessoas aceitam os termos, fazem o COMPROMISSO e não cumprem a sua palavra.

E pelo que podemos perceber, estamos em uma epidemia de falta de COMPROMISSO

Está tão comum à falta de COMPROMISSO que o pessoal marca um COMPROMISSO e simplesmente não comparecem, e o pior de tudo isso é que todos acham que é uma atitude normal. É tão epidêmica, que gera um problema entre todas as partes.

A pessoa sabe que é muito pouco provável que possa de fato cumprir o combinado, mesmo assim, se compromete com o que não pode cumprir.

O COMPROMISSO está em decadência, a cada dia perde credibilidade, até porque ninguém quer arcar com as consequências provocadas pela a ausência no COMPROMISSO assumido e não cumprido.

FALTA DE COMPROMISSO está tão epidêmico que as pessoas simplesmente assumem um COMPROMISSO só por assumir, sem certeza alguma de comparecer ou talvez tenham vontade, mas qualquer problema os desmotiva.

Exemplo...

Se tiver um jogo do seu time do coração, a pessoa simplesmente não vai e nem avisa.

Se aparecer um convite para uma festa, a pessoa também não vai e nem avisa.

Se aparecer um filme na TV que a pessoa gosta, ela simplesmente vai assistir o filme e nem se lembra do COMPROMISSO.

E RESUMO: Se qualquer coisa acontecer ou simplesmente atrapalhar um pouquinho à ida do cidadão até o tal COMPROMISSO, ele simplesmente não vai.

Mas isso acontece devido ao fato de já ter virado um costume não ir aos COMPROMISSOS. É normal NÃO COMPARECER, é normal SÓ CONVERSAR MUITO E REALIZAR POUCO e este é um problema muito sério. Tão sério que o COMPROMISSO é o que define o grau de responsabilidade que a pessoa tem.

Ter COMPROMISSO não é dizer SIM a todo o momento, ter COMPROMISSO não é ir a tudo que se pede, ter COMPROMISSO é simplesmente falar NÃO quando não quer ou não puderter COMPROMISSO é quando falar SIM, de fato concretizar.

TER COMPROMISSO É SONHAR MENOS E CONCRETIZAR MAIS…

Porque são de fatos que construímos nossas vidas, e conversas ao léu, ao vento, simplesmente não resolve nada. As palavras são importantes para vislumbrar, mas as atitudes são importantes para concretizar.

Por isso, pense, repense…

Quantas vezes por dia, você assume um COMPROMISSO e simplesmente o esquece, não o faz deixar sem concretizar?

Se forem muitas vezes, o que é normal nos dias de hoje… pense e repense de novo e lembre-se que quem de fato é importante, é quem assume e realiza seus COMPROMISSOS.

Pensem mais uma vez e reflitam sobre o tal do COMPROMISSO, porque este tal de COMPROMISSO é muito mais importante do que vocês imaginam e interfere de maneira impactante na vida e todos.

Lembre-se:

Ninguém é obrigado a assumir um COMPROMISSO, mas quando se compromete, é obrigado a cumprir o COMPROMISSO!

Bom dia... 14/04/2021


sábado, 10 de abril de 2021

ALBERTO SEXTAFEIRA PARTIU...

Alberto Sextafeira

E

m pleno sábado, dia dedicado a Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, nosso amigo ALBERTO JOSÉ MENDONÇA CAVALCANTE, o “ALBERTO SEXTAFEIRA”, filho amado de Deus, concluiu com êxito sua missão nesse plano e foi convocado para uma nova e importante missão no Reino Celestial.

     ALBERTO SEXTAFEIRA partiu, todos nós temos o mesmo destino e ninguém parte antes ou depois do tempo de Deus, que sabe exatamente até onde podemos ir.

     A saudade e a dor são imensas! ALBERTO SEXTAFEIRA deixa amigos e familiares saudosos da sua companhia, não tristes, pois ele está na Casa do Pai e será mais um para interceder ao Criador pelos seus que aqui permanecem.

   A dor que sentimos é confortada pela crença de que ALBERTO SEXTAFEIRA, homem de fé, dedicado a família, aos amigos, ao Movimento Familiar Cristão e a Igreja, compromissado em tudo que faz, foi acolhido por Deus Pai.

     Lágrimas serão derramadas, mas é preciso transformar as lágrimas em oração e confiar na misericórdia de Deus, pois ALBERTO SEXTAFEIRA vive e atuará no Reino Celestial, servindo ao Pai, assim como serviu aqui na terra.

     Nesse momento não existem palavras fortes o bastante para confortar os corações de Luciana e demais familiares. É um momento muito difícil, mas a providência divina providenciará paz, conforto, coragem e muito amor neste momento de despedida.

     A MORTE NÃO É O FIM, as pessoas queridas viverão para sempre nos nossos corações e nas memórias que construímos com elas.

        Descanse em paz, amigo ALBERTO JOSÉ MENDONÇA CAVALCANTE.

 

Jorge e Penha Maciel

GRUPO MÃOS DADAS - MFC MACEIÓ

Reflexão para o Domingo da Misericórdia – 11/04/2021

 
Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

Havia a grandiosidade de “não considerar como próprias as coisas que possuía”, que maturidade! O bem estar do outro está acima de meu providencial acúmulo de bens. Confio em Deus, Ele será meu Provedor!

E

ntramos no Domingo da Oitava de Páscoa ou Domingo da Misericórdia, como o chamava São João Paulo II.

         A primeira leitura, Atos 4, 32-35, nos mostra uma comunidade de ressuscitados que, apesar de viverem a vida comum, principalmente porque ainda não tinham morrido, mas permitem que o batismo lhes proporcione uma vida de ressuscitados, ou seja, uma vida pautada pelos valores evangélicos, assim, viviam como se nada possuíssem, apesar de possuírem bens, mas sabiam fazer a partilha e, outro sinal de ressurreição: não havia necessitados entre eles! Logo, apesar de estarem no mundo, viviam de modo tal que a partilha de bens funcionava e proporcionava uma sociedade igualitária. Havia a grandiosidade de “não considerar como próprias as coisas que possuía”, que maturidade! O bem estar do outro está acima de meu providencial acúmulo de bens. Confio em Deus, Ele será meu Provedor!

         De fato, viver assim, não é para qualquer um! É preciso ser maduro e ter vivido a experiência de ressurreição. Uso as coisas que passam, como se não precisasse delas. Deus e a própria Comunidade me socorrerão caso haja uma emergência! Até onde em minha vida concreta vivo esse “já aí e ainda não?” Já ressuscitados pela fé, pela crença num Deus Providente, mas ainda não, enquanto, concretamente, não sei nada sobre o dia de amanhã, apesar de viver na esperança e na confiança na Palavra de Deus!

         Havia um experimento dentro da formação da vida religiosa, em que o candidato deveria sair da casa religiosa, sem dinheiro algum e passar um mês apenas confiando na Providência, que saciaria suas necessidade, através da generosidade das pessoas. Comer, beber, dormir, banhar-se, tudo no literal “ao Deus dará”! Muitos nãos foram dados, muitos momentos constrangedores e muitas vezes tidos por vagabundos, mas esse exercício, inclusive de receber nãos e até corridas, fazia parte da formação de crer na Providência. Quantas pessoas generosas, bem intencionadas, quantas partilhas de bens e de vida, quanta riqueza nessa experiência de pobreza! Deus seja louvado!

         Para que tenhamos a consciência de que é preciso ter fé para crer na Palavra de Deus, o Evangelho, extraído de João 20, 19-31 nos relata a aparição de Jesus aos discípulos, menos a Tiago que estava fora, mais tarde ele diz não acreditar na comunidade, até que Jesus, oito dias depois, aparece novamente e, aí, Tiago presente! A conversão se realiza e ouvimos do Senhor a maravilhosa bem-aventurança dirigida a nós, hoje: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Do mesmo modo, bem-aventurados os que partilham, os que confiam na Providência sem acumularem nada para si! Evidentemente, nossa situação sócio econômica, nos leva a programar alguma reserva para nós e para nossos dependentes. Assim é hoje a sociedade que fala em aposentadoria, em pensão, recebimento de encargos, tudo para a manutenção da pessoa e a preservação de sua dignidade; contudo, a Lei da Caridade deverá falar mais alto dentro de meus interesses particulares.

         Na perícope do Evangelho de hoje temos a efusão do Espírito Santo para o perdão dos pecados. Essa efusão é feita sobre toda a Comunidade presente e não apenas sobre os líderes. Aqui, mais uma vez, repousa nossa responsabilidade em relação ao mais frágil, desta vez, frágil em relação aos deveres morais e espirituais. Devo perdoar, sempre! Dentro da aparição de Cristo ressuscitado, ele me confia a missão de perdoar os pecados de todos os meus irmãos. É algo exigente, é verdade, mas o Senhor assim mandou, e mandou logo após nos desejar e dar a paz. Portanto, recebemos o Espírito Santo para sermos os mensageiros do perdão e da paz! Por isso São João Paulo II, denominou este domingo como o “DOMINGO DA MISERICÓRDIA”! Ser possuidor de paz e perdoar é também sinal de ser ressuscitado.

         Concluindo, vamos transcrever algumas frases da segunda leitura, tirada da 1ª Carta de João 5, 1-6. “Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo”.

         Vencer o mundo, já aí viver como ressuscitado, apesar de ainda não o estar.

Bom dia... 10/04/2021


domingo, 4 de abril de 2021

Reflexão para o Domingo de Páscoa – 04/04/2021

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

“Cristo, a Vida, venceu a morte e ressuscitou e, todos nós fomos redimidos e ganhamos a vida plena e feliz, para sempre!” 

C

hegamos ao ponto mais alto da vida litúrgica e espiritual. Cristo, a Vida, venceu a morte e ressuscitou e, todos nós fomos redimidos e ganhamos a vida plena e feliz, para sempre!

         Para muitas pessoas, a paixão, o sofrimento e a morte dizem mais que a celebração da Vida, haja vista o numeroso público presente em nossas igrejas na sexta-feira santa e a ausência na noite em que celebramos a Ressurreição e no dia seguinte, Domingo de Páscoa. O mesmo podemos dizer da presença forte nos funerais e a ausência nos casamentos e missas em ação de graças. Infelizmente o sofrimento e a morte, o luto, falam mais forte e mais alto que a celebração da Vida, que a alegria e o júbilo. Não deveria ser assim, se cremos que nosso Deus é o Deus da Vida, que venceu e destruiu a morte e que Jesus é a nossa alegria!  Maria foi a senhora das Dores, mas hoje ela é a senhora da Glória. Mesmo no momento mais duro, mais dolorido de sua vida, aos pés da cruz, vendo seu filho ser supliciado injustamente como um bandido, Maria não caiu, não desmaiou, mas permaneceu firme, porque acreditava nas palavras Dele, de que ressuscitaria.

         A primeira leitura deste domingo, retirada do Livro dos Atos dos Apóstolos 10, 34.37-43, conclui relatando a fala de Pedro: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.” Esse é o legado do Senhor, nossa redenção, nossa filiação divina, o perdão de nossos pecados, a Vida Eterna.

         A segunda, Colossenses 3, 1-4, nos incentiva a “alcançarmos as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus” e a promessa de que nos revestiremos de glória quando Cristo, nossa vida, aparecer em seu triunfo.

         Finalmente, o Evangelho, extraído de João 20, 1-9, nos relata a nova criação.    “No primeiro dia da semana...” João relata a criação redimida, o primeiro dia, agora denominado “dies dominica”, dia do Senhor, domingo, marcado não pelo descanso do Senhor como está em Gênesis 2, 1-3, o sétimo dia, mas como o primeiro Gen 1, 1-3 onde Ele separa a luz das trevas, acabando com o caos e agora, inicia a nova criação, dando ao homem a imortalidade e a felicidade sem fim.

         Maria Madalena vai ao túmulo ainda quando está escuro, não apenas no tempo, mas também dentro dela, pois seu senhor, seu amado estava morto, assim ela acreditava. Ela encontra o túmulo aberto, sem o corpo de Jesus e o clima interno piora. Diz Jo 20, 11-18 que ela não se cansava de olhar para baixo, para o túmulo vazio e não enxergava mais nada até que homens com vestes brilhantes a questionaram por que chorava tanto e ela fala do desaparecimento do corpo do Senhor. Maria ouve a voz do Senhor, mas crê que seja o jardineiro. Ele havia ressuscitado como prometera. Também nós, enquanto ficarmos com nossos olhares e coração voltados para os sinais de morte e procurando o corpo do Senhor e não Ele ressuscitado, estaremos ‘pra baixo’ tomados pelo desânimo e pela dor. É necessário fazer um pequeno esforço e olhar para o alto, crermos na vitória da Vida.

         Mas voltemos para a perícope escolhida para este domingo. Ela, a Madalena vai avisar Pedro e João, do sumiço do corpo de Jesus. Eles chegam ao túmulo, entram, veem as faixas de linho jogadas ao chão e o pano que cobrira a cabeça do Senhor, dobrado e colocado à parte. Diz o versículo 8, que João viu e acreditou. A notícia da ressurreição é tão extraordinária, que apesar de Jesus sempre falar nela, no momento propício para acreditar, todos ficam perplexos e com dificuldade para crer no que estão vendo, até que pela tarde, e com tudo fechado, Jesus aparece a eles, em Jo 20, 19-23. E nós, apesar de sabermos que por trás das nuvens escuras existe um céu azul com um sol brilhante, custamos a acreditar em nossa inteligência e ficamos presos aos nossos sentidos?

         Neste tempo de pandemia, tempo longo, mais longo do que imaginávamos, cremos na ação de Deus através da ciência, já que foi Ele que a criou e nos deu o mandamento de dominar e transformar as coisas criadas para o bem nosso e de toda a Criação? A pandemia terá fim e será, não através de atos mágicos e de crendices, mas através da aliança fé e ciência, juntas para a maior glória de Deus e bem de toda a Humanidade!

         Como saio após situações difíceis, doloridas?  O mesmo, ou melhorado?

         Como sairá a Humanidade depois desta pandemia? A mesma, com suas crenças e perversões ou melhorada, mais fraterna, solícita e colhedora?

Bom dia... 04/04/2021


sábado, 3 de abril de 2021

Reflexão de Dom Mário Spaki para o Sábado Santo

 

SÁBADO SANTO

 

S

ábado Santo, dia do grande silêncio, pois o Rei do Universo dorme. É o dia de Maria, a Mãe das Dores. Ela, que guardava tudo em seu coração, eterniza em si o mistério vivido aos pés da cruz, naquele dilacerante mar de angústia. Ela é a expressão mais alta, numa criatura humana, de alguém que ama, que confia, mesmo sem entender o que está acontecendo. Ela é a mansa por excelência, a dócil, a pobre, pois perdeu tudo: o seu tudo era Jesus. Ela é a mulher que não se lamenta de ser despojada daquilo que lhe pertence por eleição.

         Maria em seu sofrimento é a Santa por excelência, que todos podem contemplar para aprender o que é a mortificação ensinada há séculos pela Igreja e que os santos, com notas diversas, ecoaram em todos os tempos.

         Maria, na sua desolação nos ensina a cobrir-nos de humildade e paciência, de prudência e de perseverança, de simplicidade e de silêncio, para que em nossa própria noite brilhe a luz de Deus, a ressurreição divina.

         Se um dia os sofrimentos atingirem o ápice em que tudo em nós dá impressão de se rebelar e quando parece que tudo nos foi tirado, agarramo-nos em Maria. Esse gelo interior encostará a nossa alma na alma dela. E se reunindo todas as forças interiores, conseguirmos revestir nossos sentimentos de Maria, seremos com ela um vaso transbordante de alegria e deixamos atrás de nós um rastro de luz. (Conforme intuições de Chiara Lubich).

Bom dia... 03/04/2021