sábado, 23 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 24/08/2025

 

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o Evangelho, Jesus anuncia o Reino do Céu a todos os seres humanos. Ele o anuncia através de sua caminhada para Jerusalém, caminhada não apenas no sentido geográfico, mas principalmente no sentido teológico. Para nós é a caminhada para a salvação.

Por isso ela começa com a pergunta sobre se são muitos ou são poucos os que se salvam.

Jesus não a responde, mas fala que a salvação depende do compromisso radical com o projeto do Pai, a prática da justiça.

Muitos pensam em entrar no Reino apenas pertencendo à Igreja pelo batismo, fazendo parte de alguma associação, tendo títulos religiosos honoríficos, mas tudo isso para Jesus diz pouco ou nada.

É necessário não praticar injustiças, não ser conivente com elas, não ser omisso, mas comprometer-se, radicalmente, com a prática da justiça e sentir-se pequeno, não contando com suas obras, suas práticas religiosas, mas contando apenas com a misericórdia divina.

Na segunda leitura, o autor da Carta ao Hebreus nos incentiva à perseverança por causa das lutas travadas para serem todos fiéis ao projeto de Deus. O grande incentivo e modelo de perseverança é Cristo Crucificado. Mais ainda, seu autor diz que o sofrimento ajuda os cristãos a alcançarem a maturidade da fé.

Se Deus permite que soframos, é porque não somos estranhos a Ele, mas filhos queridos. Ele deseja nossa perfeição. Não é Ele que nos envia sofrimentos. Doenças e aflições não procedem de Deus, mas das circunstâncias da vida e, às vezes, da maldade dos homens.

Não existe um número de eleitos, de chamados à salvação. O que existe é um apelo permanente à conversão. Para o cristão, o sofrimento não deverá deprimir, mas fazer crescer em nós frutos de paz e de justiça.

Estamos dispostos a entrar pela porta estreita da desinstalação e do compromisso com os marginalizados? Abrimos a porta de nosso coração para que também ela deixe de ser estreita e se torne ampla?

Muitas vezes lutar pela justiça, desinstalar-se pode levar o cristão à porta estreita, mas será exatamente essa atitude que irá abrir as portas do coração, e isso poderá fazer sofrer, poderá fazer doer!

Desinstalar-se, lutar pelo direito e pela justiça faz sofrer porque nos coloca em luta contra o egoísmo de outros e também nossos, lutar nos tira do comodismo, nos desinstala.

Caminhar para Jerusalém supõem maturidade, supõem sair-se de si e estar voltado para o outro.

Fonte: Vatican News

Mensagem do dia... 23/08/2025

 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

DEUS CONHECE A DOR E A DELÍCIA DE SER FAMÍLIA!

 

Dom Itacir Brassiani

Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

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o mês de agosto, dedicado inteiramente às vocações, as comunidades católicas celebram a SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA. E quando tratamos do tema da família, é recorrente a referência à bíblia, particularmente à família biológica de Jesus. Mas esse recurso pode se tornar arriscado se ignoramos a distância histórica e cultural entre a família oriental do tempo de Jesus e as famílias ocidentais do século 21. Consideremos brevemente essa questão.

Nos evangelhos, a Sagrada Família de Nazaré aparece como uma autêntica família judaica, herdeira fiel das esperanças messiânicas que alimentavam a vida dos pobres, guardiã fiel e praticante das orientações religiosas do judaísmo. Ao mesmo tempo, os evangelhos mostram a família de Jesus como o gérmen da nova família humana, sustentada e orientada pela utopia do Reino de Deus como graça que congrega as pessoas e derruba as barreiras.

Por estar radicada em Nazaré, na Galiléia, e por desempenhar trabalhos artesanais, no olhar das famílias de Jerusalém, a Sagrada Família carregou a marca da suspeita e do menosprezo. O domicílio em Nazaré sublinha a inserção da Sagrada Família no povo de Israel, como numa espécie de grande família étnica. O crescimento de Jesus ocorre nessa interação viva. Ele aprende e ensina, unindo a relação com Deus e a relação com os homens e com o seu povo.

Em relação à família tradicional, Jesus foi uma espécie de transgressor. Rompeu com ela e afastou-se das suas expectativas, que consistia em casar-se, cuidar da família e lutar pela sobrevivência. Vivendo o celibato, Jesus transgrediu também a obrigação de casar e gerar filhos, algo impensável para um rabino. Viveu a partir do sonho do reino de Deus, interessou-se pelas pessoas simples da Galileia, identificou-se com seus problemas e esperanças.

Esta opção de Jesus pela utopia do Reino de Deus e pela defesa vida das vítimas está na raiz do conflito com sua família. Seus parentes tiveram dificuldades de acreditar nele e até pensaram que havia enlouquecido. O desfecho deste conflito foi o distanciamento da família de sangue e uma opção por uma vida itinerante. A comunidade que nasceu da sua pregação também foi crítica em relação aos laços familiares, como testemunham es escrituras.

Este distanciamento de Jesus em relação à sua família de sangue, especialmente no período de sua missão pública, não significa que as experiências afetivas e familiares da infância e da juventude não tenham permanecido vivas. Tudo o que ele aprendeu, amou e sonhou em Nazaré aflorou mais tarde na sua pregação: o valor das coisas pequenas e escondidas, a solidariedade com os vizinhos, o caráter paterno e próximo de Deus. 

No que se refere a José e Maria, podemos dizer que eles realizaram de modo exemplar a participação na família nova, inaugurada pelo filho Jesus Cristo, em obediência ao Pai. Também eles cumpriram com prontidão a vontade do Pai. Marcada pelo ambiente simples e desprezado de Nazaré, a Sagrada Família, foi protagonista e modelo na busca e no cumprimento da vontade do Pai. Mas aqui já não temos mais a simples família tradicional.

Jesus ocupa um lugar central na Sagrada Família de Nazaré. Sua presença se irradia sobre Maria e José: eles se comovem, impressionam e maravilham diante da novidade; acolhem e recebem seu mistério do Reino de Deus, embora, por vezes, fiquem atrapalhados e desorientados. Jesus transcende seus próprios pais, e isso os estimula ao crescimento na compreensão do mistério de Deus na sua vida. Eles se tornarão discípulos do próprio filho!


Mensagem do dia... 20/08/2025

 

sábado, 16 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA – 17/08/2025

 

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omo sempre Deus recorre aos humildes para realizar suas grandes obras. É aos insignificantes aos olhos do mundo que Ele pede colaboração.

No Magnificat, o famoso canto mariano, que é o Evangelho da festa de hoje, temos contato direto com a humilde serva do Senhor. Nela estão representadas todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, aquelas que confiam em Deus, em seu poder e em sua justiça.

Em Maria, Deus tem espaço para operar maravilhas. “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra!”, eis sua disponibilidade absoluta para Deus. “Fazei tudo o que ele vos mandar!” Eis seu ensinamento da Nova Eva aos seus filhos.

Em Deus, Maria e seus filhos se tornam ricos e são capazes de fazer coisas que os ricos não conseguem: a radical doação aos outros, a simplicidade, a generosidade sem cálculo, a solidariedade, a criação de um homem novo para um mundo novo, um mundo de Deus.

Maria é a serva, a servidora. Por isso após o sim dado ao Senhor, se dirige a Aim Karem onde mora Isabel, com a finalidade de servir. Ela ficou sabendo da gravidez de sua prima idosa e se dirigiu à sua casa, em um ato de solidariedade, para servi-la. A Trindade se revelou aos pobres e faz deles morada permanente. Deus  provocou  a vida na marginalizada Isabel, como a geraria depois no ventre de uma insignificante virgenzinha da perdida Nazaré.

O Canto de Maria está cheio de gratidão ao Altíssimo porque Ele a beneficiou e também aos necessitados. Finalmente Maria conclui sua ação de graças dizendo que Deus se manteve fiel à misericórdia prometida a Abraão e a seus descendentes.

A segunda leitura contém o querigma, isto é, o anúncio de que Cristo morreu e ressuscitou.

Paulo fala que Jesus Cristo é a primícia dos que adormeceram e dos que ressuscitaram. Ora, primícias são as primeiras colheitas. Cristo morreu para que o homem se submetesse ao Pai, confiasse plenamente no amor do Pai, fizesse sua entrega radical ao Pai. Cristo ressuscitou porque o homem foi criado para viver eternamente com o Pai, no seio da Trindade.

Maria foi a serva do Senhor, aquela que morreu a si mesma, em todos os dias, em todos os momentos de sua vida, para que Deus, a Vida, pudesse sempre nela agir. Exatamente nesse ato de entrega radical, de morte, ela ressuscitou.

Ressuscitou quando a Vida brotou em seu seio – Jesus, o Caminho, a verdade,  vida -;ressuscitou quando nas bodas de Caná, deu o conselho para fazermos tudo o que o Senhor mandar. Era a Nova Eva falando para o filhos da Nova Criação; ressuscitou quando no calvário presente à redenção, recebeu, da Vida, a missão de ser Mãe da Nova Humanidade – Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe; ressuscitou quando teve em seu braços a semente de  Vida, o corpo inerte de Jesus, e a plantou no sepulcro, a arca da nova e eterna aliança.

Ressuscitou quando, nos primeiros dias após a redenção, estava presente reunindo os discípulos, mas dando a primazia a Pedro; ressuscitou quando no Cenáculo recebeu o Espírito Santo e se reconheceu Mãe da Igreja gerada na Ceia e na cruz; finalmente ressuscitou e foi glorificada quando terminando sua peregrinação terrena, foi acolhida pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito!

Que nossa Mãe, nossa por causa do batismo, faça desenvolver em nossa vida, a semente da fé cristã recebida no mesmo batismo!

Que a humildade de Maria seja a nossa herança!

  Que a solicitude para com todos e a disponibilidade para servir, seja a nossa riqueza!

 

Fonte: Vatican News


Mensagem do dia... 16/08/2025

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

 

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 Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é uma festa religiosa celebrada em 15 de agosto (esse ano, a Igreja no Brasil comemora no domingo 17 de agosto), que comemora a crença católica de que Maria, mãe de Jesus, foi levada em corpo e alma para o céu ao final de sua vida terrena. É considerada um dogma de fé na Igreja Católica, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950.

O QUE É A ASSUNÇÃO?

A Assunção é a crença de que Maria, livre da mancha do pecado original, foi elevada ao céu, em corpo e alma, ao final de sua vida. Isso significa que ela não passou pela morte como os demais seres humanos, mas foi diretamente para a glória celestial.

DOGMA DA ASSUNÇÃO

O dogma da Assunção foi definido em 1950 pelo Papa Pio XII, na constituição apostólica "Munificentissimus Deus". A definição papal estabelece que Maria, ao completar seu curso de vida terrena, foi levada, em corpo e alma, para a glória celeste.

IMPORTÂNCIA DA ASSUNÇÃO

A Assunção é vista como um privilégio concedido a Maria devido à sua relação única com Jesus, sendo sua Mãe. Ela é um sinal de esperança para a humanidade, mostrando que a morte não é o fim, mas uma passagem para a vida eterna. A festa da Assunção também é um momento de alegria e celebração da vitória de Maria sobre a morte e o pecado.

A FESTA DA ASSUNÇÃO

A festa da Assunção é um dia de festa maior, com missas e celebrações especiais em honra à Virgem Maria.

Mensagem do dia... 15/08/2025