terça-feira, 26 de agosto de 2025
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
domingo, 24 de agosto de 2025
sábado, 23 de agosto de 2025
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 24/08/2025
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N |
o
Evangelho, Jesus anuncia o Reino do Céu a todos os seres humanos. Ele o anuncia
através de sua caminhada para Jerusalém, caminhada não apenas no sentido
geográfico, mas principalmente no sentido teológico. Para nós é a caminhada
para a salvação.
Por
isso ela começa com a pergunta sobre se são muitos ou são poucos os que se
salvam.
Jesus
não a responde, mas fala que a salvação depende do compromisso radical com o
projeto do Pai, a prática da justiça.
Muitos
pensam em entrar no Reino apenas pertencendo à Igreja pelo batismo, fazendo
parte de alguma associação, tendo títulos religiosos honoríficos, mas tudo isso
para Jesus diz pouco ou nada.
É
necessário não praticar injustiças, não ser conivente com elas, não ser omisso,
mas comprometer-se, radicalmente, com a prática da justiça e sentir-se pequeno,
não contando com suas obras, suas práticas religiosas, mas contando apenas com
a misericórdia divina.
Na
segunda leitura, o autor da Carta ao Hebreus nos incentiva à perseverança por
causa das lutas travadas para serem todos fiéis ao projeto de Deus. O grande
incentivo e modelo de perseverança é Cristo Crucificado. Mais ainda, seu autor
diz que o sofrimento ajuda os cristãos a alcançarem a maturidade da fé.
Se
Deus permite que soframos, é porque não somos estranhos a Ele, mas filhos
queridos. Ele deseja nossa perfeição. Não é Ele que nos envia sofrimentos.
Doenças e aflições não procedem de Deus, mas das circunstâncias da vida e, às
vezes, da maldade dos homens.
Não
existe um número de eleitos, de chamados à salvação. O que existe é um apelo
permanente à conversão. Para o cristão, o sofrimento não deverá deprimir, mas
fazer crescer em nós frutos de paz e de justiça.
Estamos
dispostos a entrar pela porta estreita da desinstalação e do compromisso com os
marginalizados? Abrimos a porta de nosso coração para que também ela deixe de
ser estreita e se torne ampla?
Muitas
vezes lutar pela justiça, desinstalar-se pode levar o cristão à porta estreita,
mas será exatamente essa atitude que irá abrir as portas do coração, e isso
poderá fazer sofrer, poderá fazer doer!
Desinstalar-se,
lutar pelo direito e pela justiça faz sofrer porque nos coloca em luta contra o
egoísmo de outros e também nossos, lutar nos tira do comodismo, nos desinstala.
Caminhar para Jerusalém supõem maturidade, supõem sair-se de si e estar voltado para o outro.
Fonte: Vatican News
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
DEUS CONHECE A DOR E A DELÍCIA DE SER FAMÍLIA!
Dom Itacir Brassiani
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)
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N |
o mês de
agosto, dedicado inteiramente às vocações, as comunidades católicas celebram a SEMANA
NACIONAL DA FAMÍLIA. E quando tratamos do tema da família, é recorrente a
referência à bíblia, particularmente à família biológica de Jesus. Mas esse
recurso pode se tornar arriscado se ignoramos a distância histórica e cultural
entre a família oriental do tempo de Jesus e as famílias ocidentais do século
21. Consideremos brevemente essa questão.
Nos
evangelhos, a Sagrada Família de Nazaré aparece como uma autêntica família
judaica, herdeira fiel das esperanças messiânicas que alimentavam a vida dos
pobres, guardiã fiel e praticante das orientações religiosas do judaísmo. Ao
mesmo tempo, os evangelhos mostram a família de Jesus como o gérmen da nova
família humana, sustentada e orientada pela utopia do Reino de Deus como graça
que congrega as pessoas e derruba as barreiras.
Por
estar radicada em Nazaré, na Galiléia, e por desempenhar trabalhos artesanais,
no olhar das famílias de Jerusalém, a Sagrada Família carregou a marca da
suspeita e do menosprezo. O domicílio em Nazaré sublinha a inserção da Sagrada
Família no povo de Israel, como numa espécie de grande família étnica. O
crescimento de Jesus ocorre nessa interação viva. Ele aprende e ensina, unindo
a relação com Deus e a relação com os homens e com o seu povo.
Em
relação à família tradicional, Jesus foi uma espécie de transgressor. Rompeu
com ela e afastou-se das suas expectativas, que consistia em casar-se, cuidar
da família e lutar pela sobrevivência. Vivendo o celibato, Jesus transgrediu
também a obrigação de casar e gerar filhos, algo impensável para um rabino.
Viveu a partir do sonho do reino de Deus, interessou-se pelas pessoas simples
da Galileia, identificou-se com seus problemas e esperanças.
Esta
opção de Jesus pela utopia do Reino de Deus e pela defesa vida das vítimas está
na raiz do conflito com sua família. Seus parentes tiveram dificuldades de
acreditar nele e até pensaram que havia enlouquecido. O desfecho deste conflito
foi o distanciamento da família de sangue e uma opção por uma vida itinerante.
A comunidade que nasceu da sua pregação também foi crítica em relação aos laços
familiares, como testemunham es escrituras.
Este
distanciamento de Jesus em relação à sua família de sangue, especialmente no
período de sua missão pública, não significa que as experiências afetivas e
familiares da infância e da juventude não tenham permanecido vivas. Tudo o que
ele aprendeu, amou e sonhou em Nazaré aflorou mais tarde na sua pregação: o
valor das coisas pequenas e escondidas, a solidariedade com os vizinhos, o
caráter paterno e próximo de Deus.
No
que se refere a José e Maria, podemos dizer que eles realizaram de modo
exemplar a participação na família nova, inaugurada pelo filho Jesus Cristo, em
obediência ao Pai. Também eles cumpriram com prontidão a vontade do Pai.
Marcada pelo ambiente simples e desprezado de Nazaré, a Sagrada Família, foi
protagonista e modelo na busca e no cumprimento da vontade do Pai. Mas aqui já
não temos mais a simples família tradicional.
Jesus
ocupa um lugar central na Sagrada Família de Nazaré. Sua presença se irradia
sobre Maria e José: eles se comovem, impressionam e maravilham diante da
novidade; acolhem e recebem seu mistério do Reino de Deus, embora, por vezes,
fiquem atrapalhados e desorientados. Jesus transcende seus próprios pais, e
isso os estimula ao crescimento na compreensão do mistério de Deus na sua vida.
Eles se tornarão discípulos do próprio filho!
terça-feira, 19 de agosto de 2025
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
domingo, 17 de agosto de 2025
sábado, 16 de agosto de 2025
REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA – 17/08/2025
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C |
omo
sempre Deus recorre aos humildes para realizar suas grandes obras. É aos
insignificantes aos olhos do mundo que Ele pede colaboração.
No
Magnificat, o famoso canto mariano, que é o Evangelho da festa de hoje, temos
contato direto com a humilde serva do Senhor. Nela estão representadas todas as
pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, aquelas que confiam em Deus, em seu
poder e em sua justiça.
Em
Maria, Deus tem espaço para operar maravilhas. “Eis a serva do Senhor,
faça-se em mim segundo a sua palavra!”, eis sua disponibilidade absoluta
para Deus. “Fazei tudo o que ele vos mandar!” Eis seu ensinamento da
Nova Eva aos seus filhos.
Em
Deus, Maria e seus filhos se tornam ricos e são capazes de fazer coisas que os
ricos não conseguem: a radical doação aos outros, a simplicidade, a
generosidade sem cálculo, a solidariedade, a criação de um homem novo para um
mundo novo, um mundo de Deus.
Maria
é a serva, a servidora. Por isso após o sim dado ao Senhor, se dirige a Aim
Karem onde mora Isabel, com a finalidade de servir. Ela ficou sabendo da
gravidez de sua prima idosa e se dirigiu à sua casa, em um ato de
solidariedade, para servi-la. A Trindade se revelou aos pobres e faz deles
morada permanente. Deus provocou a vida na marginalizada Isabel, como a
geraria depois no ventre de uma insignificante virgenzinha da perdida Nazaré.
O
Canto de Maria está cheio de gratidão ao Altíssimo porque Ele a beneficiou e
também aos necessitados. Finalmente Maria conclui sua ação de graças dizendo
que Deus se manteve fiel à misericórdia prometida a Abraão e a seus
descendentes.
A
segunda leitura contém o querigma, isto é, o anúncio de que Cristo morreu e
ressuscitou.
Paulo
fala que Jesus Cristo é a primícia dos que adormeceram e dos que ressuscitaram.
Ora, primícias são as primeiras colheitas. Cristo morreu para que o homem se
submetesse ao Pai, confiasse plenamente no amor do Pai, fizesse sua entrega
radical ao Pai. Cristo ressuscitou porque o homem foi criado para viver
eternamente com o Pai, no seio da Trindade.
Maria
foi a serva do Senhor, aquela que morreu a si mesma, em todos os dias, em todos
os momentos de sua vida, para que Deus, a Vida, pudesse sempre nela agir.
Exatamente nesse ato de entrega radical, de morte, ela ressuscitou.
Ressuscitou
quando a Vida brotou em seu seio – Jesus, o Caminho, a verdade, vida -;ressuscitou quando nas bodas de Caná,
deu o conselho para fazermos tudo o que o Senhor mandar. Era a Nova Eva falando
para o filhos da Nova Criação; ressuscitou quando no calvário presente à
redenção, recebeu, da Vida, a missão de ser Mãe da Nova Humanidade – Mulher,
eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe; ressuscitou quando teve em seu braços
a semente de Vida, o corpo inerte de
Jesus, e a plantou no sepulcro, a arca da nova e eterna aliança.
Ressuscitou
quando, nos primeiros dias após a redenção, estava presente reunindo os
discípulos, mas dando a primazia a Pedro; ressuscitou quando no Cenáculo
recebeu o Espírito Santo e se reconheceu Mãe da Igreja gerada na Ceia e na cruz;
finalmente ressuscitou e foi glorificada quando terminando sua peregrinação
terrena, foi acolhida pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito!
Que
nossa Mãe, nossa por causa do batismo, faça desenvolver em nossa vida, a
semente da fé cristã recebida no mesmo batismo!
Que
a humildade de Maria seja a nossa herança!
Fonte:
Vatican News
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA
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A |
Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é uma
festa religiosa celebrada em 15 de agosto (esse
ano, a Igreja no Brasil comemora no domingo 17 de agosto), que comemora a
crença católica de que Maria, mãe de Jesus, foi levada em corpo e alma para o
céu ao final de sua vida terrena. É considerada um dogma de fé na Igreja
Católica, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950.
O QUE É A ASSUNÇÃO?
A
Assunção é a crença de que Maria, livre da mancha do pecado original, foi
elevada ao céu, em corpo e alma, ao final de sua vida. Isso significa que ela
não passou pela morte como os demais seres humanos, mas foi diretamente para a
glória celestial.
DOGMA DA ASSUNÇÃO
O
dogma da Assunção foi definido em 1950 pelo Papa Pio XII, na constituição
apostólica "Munificentissimus Deus". A definição papal estabelece que
Maria, ao completar seu curso de vida terrena, foi levada, em corpo e alma,
para a glória celeste.
IMPORTÂNCIA DA ASSUNÇÃO
A
Assunção é vista como um privilégio concedido a Maria devido à sua relação
única com Jesus, sendo sua Mãe. Ela é um sinal de esperança para a humanidade,
mostrando que a morte não é o fim, mas uma passagem para a vida eterna. A festa
da Assunção também é um momento de alegria e celebração da vitória de Maria
sobre a morte e o pecado.
A FESTA DA ASSUNÇÃO
A festa da Assunção é um dia de festa maior, com missas e celebrações especiais em honra à Virgem Maria.


















