Mostrando postagens com marcador 21º Domingo do Tempo Comum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 21º Domingo do Tempo Comum. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de agosto de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/08/2026


A

 liturgia deste 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM nos convida a mergulhar no mistério da autoridade divina e na centralidade da nossa profissão de fé. As leituras nos conduzem por um caminho que vai desde as chaves humanas do poder até a chave espiritual que abre as portas do Reino dos Céus.

Na primeira leitura, o profeta Isaías nos apresenta uma mudança de poder no palácio real de Jerusalém. Sobna, um administrador orgulhoso, é destituído por Deus. Em seu lugar, assume Eliacim, descrito como um verdadeiro servo.

Deus coloca sobre os ombros de Eliacim a "chave da casa de Davi". O que ele abrir, ninguém fechará; o que ele fechar, ninguém abrirá. Essa passagem nos ensina que toda autoridade legítima provém de Deus e deve ser exercida como um serviço, e não para a autoglorificação. Quando o líder se esquece de Deus, ele cai; quando serve com fidelidade, torna-se um apoio firme para o povo.

Diante dos desígnios de Deus e de Sua forma de governar a história, São Paulo prorrompe em um hino de louvor na segunda leitura. "Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus!"

O apóstolo reconhece que os pensamentos humanos são infinitamente limitados diante dos planos divinos. Nós não somos conselheiros de Deus. Pelo contrário, tudo vem d'Ele, existe por Ele e para Ele. Essa leitura nos pede uma postura de profunda humildade e confiança. Mesmo quando não compreendemos os caminhos da vida, a Igreja nos convida a adorar o mistério e a descansar na providência divina.

No Evangelho, Jesus leva os discípulos para a região de Cesareia de Filipe e faz a pergunta central de nossas vidas: "E vós, quem dizeis que eu sou?"

Antes de ouvir a resposta deles, Jesus pergunta o que o povo diz. As pessoas viam Jesus apenas como um grande homem: um profeta, João Batista ou Elias. Hoje também, o mundo muitas vezes reduz Jesus a um bom mestre, a um líder revolucionário ou a um personagem histórico.

Mas Simão Pedro, movido pelo Espírito Santo, dá o salto da fé: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". Pedro não chegou a essa conclusão por inteligência humana, mas por revelação do Pai.

Por causa dessa profissão de fé, Jesus muda o nome de Simão para Pedro (Pedra) e declara: "Sobre esta pedra construirei a minha Igreja". Jesus entrega a Pedro as chaves do Reino dos Céus, ligando a terra ao céu. A promessa é clara: as portas do inferno nunca prevalecerão contra a Igreja.

Hoje, Jesus repete essa mesma pergunta no íntimo do coração de cada um de nós: "Quem sou eu para você?".

A nossa resposta não pode ser apenas teórica, decorada do catecismo. Responder a essa pergunta exige compromisso. Se Ele é o Messias e o Filho de Deus, Ele deve ser o centro das nossas decisões, das nossas famílias e do nosso trabalho.

Peçamos, nesta Eucaristia, a graça de uma fé firme como a de Pedro. Rezemos também pelo Papa Leão XIV, o sucessor de Pedro, que hoje carrega as chaves do serviço e da unidade na Igreja, para que continue nos confirmando na fé autêntica.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 23 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 24/08/2025

 

N

o Evangelho, Jesus anuncia o Reino do Céu a todos os seres humanos. Ele o anuncia através de sua caminhada para Jerusalém, caminhada não apenas no sentido geográfico, mas principalmente no sentido teológico. Para nós é a caminhada para a salvação.

Por isso ela começa com a pergunta sobre se são muitos ou são poucos os que se salvam.

Jesus não a responde, mas fala que a salvação depende do compromisso radical com o projeto do Pai, a prática da justiça.

Muitos pensam em entrar no Reino apenas pertencendo à Igreja pelo batismo, fazendo parte de alguma associação, tendo títulos religiosos honoríficos, mas tudo isso para Jesus diz pouco ou nada.

É necessário não praticar injustiças, não ser conivente com elas, não ser omisso, mas comprometer-se, radicalmente, com a prática da justiça e sentir-se pequeno, não contando com suas obras, suas práticas religiosas, mas contando apenas com a misericórdia divina.

Na segunda leitura, o autor da Carta ao Hebreus nos incentiva à perseverança por causa das lutas travadas para serem todos fiéis ao projeto de Deus. O grande incentivo e modelo de perseverança é Cristo Crucificado. Mais ainda, seu autor diz que o sofrimento ajuda os cristãos a alcançarem a maturidade da fé.

Se Deus permite que soframos, é porque não somos estranhos a Ele, mas filhos queridos. Ele deseja nossa perfeição. Não é Ele que nos envia sofrimentos. Doenças e aflições não procedem de Deus, mas das circunstâncias da vida e, às vezes, da maldade dos homens.

Não existe um número de eleitos, de chamados à salvação. O que existe é um apelo permanente à conversão. Para o cristão, o sofrimento não deverá deprimir, mas fazer crescer em nós frutos de paz e de justiça.

Estamos dispostos a entrar pela porta estreita da desinstalação e do compromisso com os marginalizados? Abrimos a porta de nosso coração para que também ela deixe de ser estreita e se torne ampla?

Muitas vezes lutar pela justiça, desinstalar-se pode levar o cristão à porta estreita, mas será exatamente essa atitude que irá abrir as portas do coração, e isso poderá fazer sofrer, poderá fazer doer!

Desinstalar-se, lutar pelo direito e pela justiça faz sofrer porque nos coloca em luta contra o egoísmo de outros e também nossos, lutar nos tira do comodismo, nos desinstala.

Caminhar para Jerusalém supõem maturidade, supõem sair-se de si e estar voltado para o outro.

Fonte: Vatican News

sábado, 26 de agosto de 2023

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 27/08/2023

Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

N

esta liturgia do 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM, se reflete sobre o tema do poder. De acordo com a leitura do profeta Isaías, aquele que usa do poder em seu próprio benefício e deixa o povo passar necessidades, deve ser destituído, pois não honra a confiança nele depositada por Deus. Isso é o que se entende com a deposição de Sobna, administrador do rei de Jerusalém, que deixa o povo na miséria e constrói para si um túmulo de alto luxo. Em seu lugar é empossado Eliacim, investido de poderes para abrir e fechar a Casa de Davi, ou seja, para que todos tenham vida.

Do mesmo modo, Jesus, estando com seus discípulos, dá a eles o poder de abrir e fechar as portas do Reino dos Céus. Todo e qualquer poder cristão é dado para servir, para dar vida ao Povo. Mas Jesus só entrega esse poder aos apóstolos depois de ser identificado por eles como Messias, como aquele que tem a missão de redimir. Portanto ter poder na Igreja , no mundo cristão, significa identificar-se com a missão de Jesus, daquele que lavou os pés de seus discípulos, daquele que disse ter vindo para servir e não ser servido, daquele que não tinha onde reclinar a cabeça.

O hino de louvor colocado por Paulo em sua Carta aos Romanos, nos fala da misericórdia de Deus, que supera nosso conhecimento, nossa justiça, sempre nos servindo, sejamos cristãos ou não.

Dentro da perspectiva cristã o poder deve acabar com o egocentrismo, com a imaturidade e despertar na pessoa generosidade, esquecimento de si e radical entrega à causa da vida.

Quando, no Brasil, nos prepararmos para as próximas eleições, reflitamos sobre nosso poder de voto. Também ele deve se fazer cumprir como serviço à vida. Vivo em um país democrático e tenho esse poder para desempenhá-lo com dignidade cristã, sendo temente a Deus, reconhecendo que o poder vem Dele para que seja concretizado em favor de seus filhos e não em favor de uma ideologia, de um partido, de um grupo de pessoas. Votar deve ser não apenas um exercício de um poder democrático, mas um ato de religião, um ato de fé na Vida.

Neste 21º Domingo do Tempo Comum, em Maceió-AL e por toda Arquidiocese, a Igreja reza a Liturgia da Festa da Padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres.