quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A DIFÍCIL E NOBRE MISSÃO DE SERVIR NA IGREJA CATÓLICA

 

Q

uem olha de fora, muitas vezes vê apenas o resultado: a liturgia bem celebrada, o evento beneficente organizado ou a catequese em dia. No entanto, quem está nos "bastidores" das paróquias e comunidades sabe que ser um colaborador da Igreja é uma missão que exige muito mais do que boa vontade; exige resiliência, equilíbrio e uma fé inabalável.

O PESO DA "MARTA" NA VIDA DE "MARIA"

O maior desafio do colaborador é o equilíbrio bíblico entre o fazer e o ser. Em um mundo onde as paróquias precisam lidar com burocracias complexas, redes sociais, gestão de dados e manutenção financeira, é fácil se perder no "ativismo pastoral". Muitas vezes, o voluntário entra para servir a Deus e acaba consumido por planilhas e conflitos administrativos.

O desafio aqui é não permitir que a estrutura abafe o Espírito. O trabalho operacional é necessário, mas ele deve ser o meio, nunca o fim.

A SOBRECARGA DOS MESMOS ROSTOS

Um fenômeno comum em nossas comunidades é a centralização. Geralmente, 10% dos paroquianos fazem 90% do trabalho. Isso gera o chamado burnout pastoral. O colaborador se sente cansado, sobrecarregado e, por vezes, solitário em sua missão.

Além disso, conciliar a vida profissional e familiar com as exigências da paróquia exige uma ginástica de tempo que poucos conseguem sustentar sem um apoio espiritual sólido.

LIDAR COM O HUMANO PARA CHEGAR AO DIVINO

A Igreja é feita de santos e pecadores. No dia a dia do serviço, surgem as divergências de opinião, os choques de gerações entre os mais tradicionais e os mais jovens, e a difícil tarefa de lidar com críticas. Ser colaborador é exercer a paciência cristã em grau máximo, entendendo que o próximo — mesmo aquele que discorda de você na reunião do conselho — também busca o mesmo céu.

COMO MANTER A CHAMA ACESA?

Para que a missão não se torne um fardo pesado demais, alguns passos são essenciais:

1.                       Formação Espiritual:Não se pode dar o que não se tem. O colaborador precisa de momentos de retiro e oração pessoal.

2.                       Saber Delegar: A missão é da Igreja, não é "sua". Aprender a partilhar tarefas é um ato de humildade e caridade.

3.                       Foco na Gratuidade: O serviço na Igreja não é um emprego, é uma resposta de amor. Quando o cansaço bater, é preciso voltar ao "primeiro amor" e lembrar por quem você começou a servir.

CONCLUSÃO

Ser colaborador na Igreja Católica hoje é, sim, uma missão difícil. Mas é também uma oportunidade única de ser "Igreja em saída”. Cada ação realizada, cada pessoa evangelizada e cada acolhida na porta da igreja é um tijolo na construção do Reino de Deus.

Se você serve na Igreja Católica, saiba: seu trabalho pode ser invisível para muitos, mas é fundamental para a vida da Igreja e, principalmente, para Deus. Não desanime.

Se você ainda não serve, procure o seu pároco e coloque-se à disposição. Servir a Deus não é uma obrigação, é um privilégio!

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