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olha de fora, muitas vezes vê apenas o resultado: a liturgia bem celebrada, o
evento beneficente organizado ou a catequese em dia. No entanto, quem está nos
"bastidores" das paróquias e comunidades sabe que ser um colaborador
da Igreja é uma missão que exige muito mais do que boa vontade; exige
resiliência, equilíbrio e uma fé inabalável.
O PESO DA
"MARTA" NA VIDA DE "MARIA"
O maior desafio do colaborador é o equilíbrio bíblico
entre o fazer e o ser. Em um mundo onde as paróquias precisam lidar com
burocracias complexas, redes sociais, gestão de dados e manutenção financeira,
é fácil se perder no "ativismo pastoral". Muitas vezes, o voluntário
entra para servir a Deus e acaba consumido por planilhas e conflitos
administrativos.
O desafio aqui é não permitir que a estrutura abafe o
Espírito. O trabalho operacional é necessário, mas ele deve ser o meio,
nunca o fim.
A SOBRECARGA
DOS MESMOS ROSTOS
Um fenômeno comum em nossas comunidades é a
centralização. Geralmente, 10% dos paroquianos fazem 90% do trabalho. Isso gera
o chamado burnout pastoral. O colaborador se sente cansado,
sobrecarregado e, por vezes, solitário em sua missão.
Além disso, conciliar a vida profissional e familiar
com as exigências da paróquia exige uma ginástica de tempo que poucos conseguem
sustentar sem um apoio espiritual sólido.
LIDAR COM O
HUMANO PARA CHEGAR AO DIVINO
A Igreja é feita de santos e pecadores. No dia a dia
do serviço, surgem as divergências de opinião, os choques de gerações entre os
mais tradicionais e os mais jovens, e a difícil tarefa de lidar com críticas.
Ser colaborador é exercer a paciência cristã em grau máximo, entendendo que o
próximo — mesmo aquele que discorda de você na reunião do conselho — também
busca o mesmo céu.
COMO MANTER
A CHAMA ACESA?
Para que a missão não se torne um fardo pesado demais,
alguns passos são essenciais:
1.
Formação
Espiritual:Não se pode dar o que não se tem. O colaborador
precisa de momentos de retiro e oração pessoal.
2.
Saber
Delegar: A missão é da Igreja, não é "sua". Aprender
a partilhar tarefas é um ato de humildade e caridade.
3.
Foco
na Gratuidade: O serviço na Igreja não é um emprego, é uma resposta
de amor. Quando o cansaço bater, é preciso voltar ao "primeiro amor"
e lembrar por quem você começou a servir.
CONCLUSÃO
Ser colaborador na Igreja Católica hoje é, sim, uma
missão difícil. Mas é também uma oportunidade única de ser "Igreja em
saída”. Cada ação realizada, cada pessoa evangelizada e cada acolhida na porta da
igreja é um tijolo na construção do Reino de Deus.
Se você serve na Igreja Católica, saiba: seu trabalho
pode ser invisível para muitos, mas é fundamental para a vida da Igreja e,
principalmente, para Deus. Não desanime.
Se você ainda não serve, procure o seu pároco e coloque-se à disposição. Servir a Deus não é uma obrigação, é um privilégio!

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