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liturgia
deste 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM nos convida a mergulhar no mistério da
autoridade divina e na centralidade da nossa profissão de fé. As leituras nos
conduzem por um caminho que vai desde as chaves humanas do poder até a chave
espiritual que abre as portas do Reino dos Céus.
Na primeira leitura, o
profeta Isaías nos apresenta uma mudança de poder no palácio real de Jerusalém.
Sobna, um administrador orgulhoso, é destituído por Deus. Em seu lugar, assume
Eliacim, descrito como um verdadeiro servo.
Deus coloca sobre os
ombros de Eliacim a "chave da casa de Davi". O que ele abrir,
ninguém fechará; o que ele fechar, ninguém abrirá. Essa passagem nos ensina que
toda autoridade legítima provém de Deus e deve ser exercida como um serviço, e
não para a autoglorificação. Quando o líder se esquece de Deus, ele cai; quando
serve com fidelidade, torna-se um apoio firme para o povo.
Diante dos desígnios de
Deus e de Sua forma de governar a história, São Paulo prorrompe em um hino de
louvor na segunda leitura. "Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e
da ciência de Deus!"
O apóstolo reconhece
que os pensamentos humanos são infinitamente limitados diante dos planos
divinos. Nós não somos conselheiros de Deus. Pelo contrário, tudo vem d'Ele,
existe por Ele e para Ele. Essa leitura nos pede uma postura de profunda
humildade e confiança. Mesmo quando não compreendemos os caminhos da vida, a
Igreja nos convida a adorar o mistério e a descansar na providência divina.
No Evangelho, Jesus
leva os discípulos para a região de Cesareia de Filipe e faz a pergunta central
de nossas vidas: "E vós, quem dizeis que eu sou?"
Antes de ouvir a
resposta deles, Jesus pergunta o que o povo diz. As pessoas viam Jesus apenas
como um grande homem: um profeta, João Batista ou Elias. Hoje também, o mundo
muitas vezes reduz Jesus a um bom mestre, a um líder revolucionário ou a um
personagem histórico.
Mas Simão Pedro, movido
pelo Espírito Santo, dá o salto da fé: "Tu és o Messias, o Filho do
Deus vivo". Pedro não chegou a essa conclusão por inteligência
humana, mas por revelação do Pai.
Por causa dessa
profissão de fé, Jesus muda o nome de Simão para Pedro (Pedra) e
declara: "Sobre esta pedra construirei a minha Igreja".
Jesus entrega a Pedro as chaves do Reino dos Céus, ligando a terra ao céu. A
promessa é clara: as portas do inferno nunca prevalecerão contra a Igreja.
Hoje, Jesus repete essa
mesma pergunta no íntimo do coração de cada um de nós: "Quem sou eu
para você?".
A nossa resposta não
pode ser apenas teórica, decorada do catecismo. Responder a essa pergunta exige
compromisso. Se Ele é o Messias e o Filho de Deus, Ele deve ser o centro das
nossas decisões, das nossas famílias e do nosso trabalho.
Peçamos, nesta
Eucaristia, a graça de uma fé firme como a de Pedro. Rezemos também pelo Papa
Leão XIV, o sucessor de Pedro, que hoje carrega as chaves do serviço e da
unidade na Igreja, para que continue nos confirmando na fé autêntica.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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