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oje, a Igreja se alegra intensamente ao
celebrar a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Contemplamos Maria
que, ao fim de sua jornada terrena, foi elevada de corpo e alma à glória
celestial. Essa festa não é apenas sobre o triunfo de Maria; é,
fundamentalmente, uma celebração da nossa esperança e do destino luminoso que
Deus preparou para cada um de nós.
Na primeira leitura, do
Livro do Apocalipse, contemplamos uma visão grandiosa: o Templo de Deus se abre
no céu e aparece uma "Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos
pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas". Esta mulher, que dá
à luz o Messias, representa a Igreja, mas é também a imagem perfeita de Maria.
Ela está na glória de Deus, totalmente revestida da luz divina.
O Apocalipse nos mostra
que, embora a Mulher e seu Filho sofram as ameaças do dragão (o mistério do
mal), a vitória final pertence a Deus. Ao assumir Maria no céu, o Senhor
nos antecipa o desfecho da história humana: o mal e a morte não têm a última
palavra.
Essa vitória sobre a
morte é o tema central de São Paulo na segunda leitura. O Apóstolo nos lembra
que "Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que
morreram". Pelo pecado de Adão, a morte entrou no mundo, mas pela
ressurreição de Cristo, a vida triunfou. E Maria, por ser a Mãe de Jesus e a
criatura que se uniu a Ele de forma mais perfeita, é a primeira a participar
plenamente dessa vitória pascal. Na Assunção de Maria, vemos o que
acontecerá conosco na ressurreição final. Ela já chegou onde todos nós
esperamos, pela graça de Deus, um dia chegar.
Mas como Maria alcançou
essa glória tão imensa? O Evangelho de hoje nos dá a resposta. Ele nos leva à
cena da Visitação, onde Maria, carregando Jesus em seu ventre, corre
apressadamente para as montanhas para servir sua prima Isabel. Ao ouvir a
saudação de Maria, Isabel fica cheia do Espírito Santo e exclama: "Bem-aventurada
aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu".
A grandeza de Maria não
está apenas no privilégio de ser a Mãe de Deus, mas na sua fé inabalável e na
sua profunda humildade. Maria é aquela que acreditou. Ela deu o seu "Sim"
a Deus no anonimato de Nazaré e manteve esse "Sim" firme até o
pé da Cruz. A Assunção é a coroação da fidelidade de Maria.
Ao ouvir o elogio de
Isabel, Maria não se envaidece. Ela desvia todo o louvor para Deus e canta o Magnificat:
"A minha alma engrandece o Senhor... porque olhou para a humildade de
sua serva". No seu canto, Maria profetiza que Deus "derruba os
poderosos de seus tronos e eleva os humildes". A Assunção é a prova
máxima de que Deus cumpre essa promessa. Aquela que se fez a menor, a serva do
Senhor, foi elevada à mais alta dignidade cósmica.
Irmãos e irmãs, o que a
Assunção de Maria diz para as nossas vidas hoje?
Primeiro, diz que o
nosso corpo e a nossa história terrena têm valor eterno. Deus não salva apenas
a nossa alma; Ele salvará a nossa totalidade. Maria subiu ao céu de corpo e
alma, lembrando-nos de que fomos criados para a glória, e não para o pó.
Segundo, Maria nos
ensina o caminho para o céu: a pressa em fazer o bem e o serviço humilde. Assim
que recebeu o Salvador, Maria não guardou a graça para si; ela se pôs a caminho
para ajudar quem precisava. O caminho para a glória do céu passa pela terra, no
amor concreto aos nossos irmãos.
Olhando para o céu,
onde brilha a Rainha Assunta, não nos sintamos distantes dela. Maria não se
esqueceu de nós. Do coração da glória de Deus, ela continua a olhar por nós com
amor materno, sustentando os nossos passos nas lutas do dia a dia.
Que nesta Eucaristia,
alimentados pelo mesmo Jesus que habitou o ventre de Maria, possamos renovar a
nossa fé. Que o nosso coração, a exemplo do dela, saiba engrandecer o Senhor
nas pequenas e grandes coisas, para que um dia possamos nos alegrar com ela na
pátria celeste.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

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