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sábado, 8 de agosto de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 09/08/2026

 

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 liturgia deste 19º Domingo do Tempo Comum nos convida a fazer uma pergunta fundamental para a nossa vida espiritual: Onde procuramos a Deus quando as tempestades da vida nos assustam?

As leituras de hoje quebram as nossas expectativas humanas. Nós costumamos associar a presença de Deus ao extraordinário, ao barulho, à força esmagadora. No entanto, a Palavra de Deus nos mostra que Ele prefere a pedagogia da brisa leve e do recolhimento.

Na Primeira Leitura, encontramos o profeta Elias. Ele está escondido em uma gruta, com medo, deprimido e fugindo de quem queria matá-lo. Elias esperava ver a manifestação de Deus no furacão, no terremoto ou no fogo — elementos que tradicionalmente demonstram poder. Mas a Escritura é categórica: Deus não estava neles.

Muitas vezes, não escutamos a Deus porque o nosso coração está cheio de barulho. O barulho das preocupações, das redes sociais, da ansiedade. É no recolhimento interior que recuperamos as forças para continuar a caminhada.

No Evangelho, vemos os discípulos enfrentando outra noite escura. Jesus os envia na frente, de barca, enquanto Ele sobe o monte para rezar a sós. De madrugada, a barca é agitada pelas ondas e pelo vento contrário.

Quantas vezes a nossa vida se parece com essa barca? A barca da família enfrentando crises. A barca da saúde que vacila. A barca da Igreja ou da sociedade navegando em tempos difíceis.

Quando Jesus se aproxima caminhando sobre as águas, os discípulos não o reconhecem. Eles gritam de medo, achando que é um fantasma. O medo cega. O medo nos faz confundir a presença salvadora de Jesus com uma ameaça. Mas a voz do Mestre imediatamente acalma o coração: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"

Pedro, sempre impetuoso, pede uma prova: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro sobre as águas". Jesus diz apenas: "Vem".

Pedro dá os primeiros passos. Enquanto ele mantém os olhos fixos em Jesus, ele caminha sobre o impossível. Mas o texto nos diz que, ao sentir a força do vento, Pedro teve medo e começou a afundar.

O erro de Pedro não foi a tempestade; foi desviar o olhar de Jesus e focar apenas no tamanho do problema. Quando olhamos apenas para as dificuldades, nós afundamos. Mesmo afundando, Pedro nos ensina a oração mais sincera e curta do Evangelho: "Senhor, salva-me!". Imediatamente, Jesus estende a mão e o segura. Jesus não deixa Pedro morrer; Ele o corrige com amor: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?".

Assim que Jesus e Pedro sobem na barca, o vento se acalma. Os discípulos, maravilhados, prostram-se diante de Jesus e proclamam: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!".

A mensagem central deste domingo é um convite à confiança total. Paulo, na Segunda Leitura, sofre pelos seus irmãos que ainda não acolheram a Cristo, mostrando que a fé é o maior tesouro que podemos possuir.

Não importa o tamanho do vento contrário que você esteja enfrentando nesta semana. Não enfrente a tempestade sozinho. Convide Jesus para entrar na sua barca. Fixe os seus olhos n’Ele, escute a Sua voz na brisa mansa da oração e confie. Ele é o Senhor que caminha sobre as nossas crises e nos segura pela mão.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 12 de agosto de 2023

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 13/08/2023

Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

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odos nós já vivemos momentos de tensões, de adversidades, de solidão. A liturgia deste domingo quer nos situar a Presença e a ação do Senhor, ao nosso lado, quando experienciamos essas situações adversas.

Dentro de uma situação de perseguição por ter se mantido fiel a Deus e por ter lutado pela preservação do autêntico culto, o Profeta Elias sofre bastante e tem de fugir. Deus não o livra de situações dolorosas, mas se manifesta de modo firme e com linguagem diferente da dos opressores. Deus se torna presente a Elias através de uma brisa leve. Isso nos fala a primeira leitura, extraída do 1º Livro dos Reis.

Esta página do Evangelho, cap. 14 de Mateus, nos apresenta Jesus fazendo com que seus discípulos experimentem situação adversa. O Senhor proporciona aos Apóstolos a experiência de confiarem n’Ele, de sentirem-se seguros, em meio a situações adversas, apenas em Sua Palavra.

Eis a cena: após a multiplicação dos pães e dos peixes, após ter curado as pessoas, Jesus impele, leva os discípulos a embarcarem e a aguardá-lo na outra margem. Os Apóstolos estão alegres e confiantes. O Mestre fez belo discurso, curou os doentes, deu comida para todos e agora vai rezar. Eles sentem-se obrigados a deixar aquele que é o porto seguro e a atravessarem sozinhos o mar, viver uma situação de risco e até de desamparo. Contudo, o Mestre avisou que se encontrariam no outro lado. Portanto, não foi uma despedida, mas um até logo, apesar de terem a missão de atravessar a zona tenebrosa do mar, já dentro de um horário em que a luz diminuía e se dirigindo para uma região pagã.

Jesus permanece em oração, certamente pedindo ao Pai para fortalecer aqueles que Ele lhes dera.

No meio da noite, no meio do escuro, da incerteza, da dúvida, a barca onde estão os discípulos é agitada pelo vento. É a turbulência! No trabalho, na família, nos relacionamentos, na vida pública, as turbulências se fazem presentes e colocam à prova nossas certezas, nossas seguranças, sejam físicas, psíquicas ou espirituais. Os discípulos, já amedrontados, gritam de pavor quando avistam no mar um vulto. O medo é tamanho que são incapazes de refletir que Jesus já demonstrara amá-los e exercer seu poder para preservá-los. Gritam de medo!

Jesus, o Príncipe da Paz, faz jus ao seu nome e anuncia: “Tende confiança, sou eu, não tenhais medo!” Apesar do que vê, apesar das experiências passadas, Pedro ainda pergunta pedindo prova:

       “Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro sobre as águas.” Jesus diz sim e Pedro começa a caminhar, mas quando o vento sopra, surge a insegurança e Pedro começa a afundar. Ele acredita mais na força do perigo da água do que na Palavra de Jesus. Confia mais na insegurança, no poder da fragilidade, do que no amor de Jesus.

A dúvida o fez afundar e o mesmo acontece conosco! Quem não arrisca, afunda sempre!

Aí ele grita pedindo socorro. Jesus estende a mão e o repreende: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”

Jesus sobe à barca e o vento cessa. Quando temos consciência de que Jesus está conosco, de que ele é o Emanuel, todo e qualquer perigo desaparece de nossa mente. A certeza da presença, do companheirismo de Jesus é determinante para atravessarmos qualquer turbulência.

Certos disso, os Apóstolos deram glória a Deus ao se prostrarem e professarem a fé: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus”!

Vivamos na fé. O Senhor é nosso companheiro por toda a vida. Em qualquer situação que estejamos vivendo, Jesus está ao nosso lado e pede ao Pai por nós, para que sejamos fiéis a Ele, para que saibamos que nada de mal nos poderá suceder porque Deus está conosco!

Vivamos nossa vida, cumpramos nossa missão, atravessemos com garbo as dificuldades, certos de que jamais estamos sozinhos. Poderemos fazer tudo isso não baseados em nós mesmos, mas no poder de Deus. “Quando sou fraco, então é que sou forte!