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quarta-feira, 8 de julho de 2026

O Desafio do Pároco: Equilibrando a Piedade e a Justiça no Altar e na Comunidade

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 que faz um bom pároco em pleno século XXI? Diante de uma sociedade complexa e de comunidades paroquiais cada vez mais diversas, o desafio do sacerdote vai muito além da administração de sacramentos. Para guiar o povo de Deus com fidelidade, o padre é chamado a viver uma dupla dinâmica essencial: ser profundamente piedoso e rigorosamente justo.

Essa união de virtudes, embora pareça natural, exige um equilíbrio diário que desafia a rotina dos presbíteros. A piedade sem justiça corre o risco de se transformar em um devocionalismo alienado, distante das dores reais do povo. Por outro lado, a busca por justiça sem uma vida interior de oração pode reduzir a paróquia a uma mera organização não governamental (ONG) ou repartição burocrática fria.

A Piedade como Combustível do Altar

A verdadeira piedade sacerdotal não se resume a fórmulas externas, mas nasce da intimidade com Cristo. Dom Bosco já ensinava que o sacerdote deve ser "fogo que arde" para conseguir inflamar os corações dos fiéis.

Na prática de uma paróquia viva, essa piedade se manifesta em pilares inegociáveis:

  • A Primazia da Oração: O pároco piedoso inicia o seu dia de joelhos, na fidelidade à Liturgia das Horas e na adoração silenciosa diante do Sacrário.
  • A Humildade Sacramental: Para ser um bom confessor, o padre precisa ser, antes de tudo, um bom penitente, buscando o Sacramento da Reconciliação com frequência regular.
  • Zelo Litúrgico: Celebrar a Santa Missa com dignidade e temor de Deus, permitindo que a beleza do mistério aproxime a comunidade do sagrado.

A Justiça como Expressão do Amor Evangélico

Se a piedade olha para o céu, a justiça estende as mãos para o irmão. No ambiente paroquial, exercer a justiça significa governar com transparência, equidade e respeito ao Direito Canônico, refletindo a própria justiça divina que é inseparável da misericórdia.

Para que uma paróquia seja reconhecida como um espaço de justiça, o pastor deve zelar por:

  • Acolhimento Imparcial: Tratar com a mesma dignidade o grande benfeitor da igreja e o irmão em situação de rua que bate à porta da secretaria.
  • Transparência Administrativa: Governar os bens da Igreja em total comunhão com o Conselho Econômico Paroquial, prestando contas de forma clara e honesta.
  • Valorização dos Leigos: Respeitar o espaço, o tempo e os carismas dos fiéis, promovendo uma liderança compartilhada e corresponsável.

O Ponto de Encontro: O Confessionário e a Homilia

É no atendimento diário e na pregação que essas duas virtudes se fundem perfeitamente. Quando um fiel procura o seu pároco, ele busca a justiça da verdade teológica, mas necessita da piedade acolhedora de um pai.

O pároco que alcança esse equilíbrio não teme proclamar as verdades difíceis do Evangelho, mas o faz com tamanha mansidão e caridade que o pecador se sente atraído à conversão, nunca repelido pelo julgamento. Ele se torna, como pedia o Papa Francisco, um pastor com "o cheiro das ovelhas", presente nas periferias existenciais e materiais de sua comunidade.

Ser um pároco piedoso e justo é um martírio diário de renúncia e entrega. No entanto, é precisamente nessa busca que o sacerdote encontra a sua santificação e arrasta, pelo exemplo, a comunidade inteira rumo ao Reino de Deus.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Sob a proteção divina, TJAL celebra Missa em Ação de Graças pelo início do ano de 2026

Foto: DICOM TJAL

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a manhã desta segunda-feira (12), o Plenário principal do Tribunal de Justiça de Alagoas foi palco de um momento de fé e união com a celebração da Missa em Ação de Graças, marcando o início oficial das atividades do ano judiciário de 2026.

 A celebração reuniu magistrados do primeiro e segundo graus, servidores, prestadores de serviço e diversos integrantes do sistema de justiça alagoano. O encontro serviu como um espaço de reflexão antes da retomada plena do fluxo de processos e atendimentos ao público.

Com o tema “Sob o olhar de Deus, entregamos os trabalhos e acolhemos as bênçãos de 2026”, a Santa Missa foi celebrada pelo cônego Elison Silva. Em sua homilia, o celebrante destacou a importância da ética, da compaixão e da justiça na condução dos trabalhos públicos, rogando por proteção e sabedoria para os desafios que o novo ano reserva à Corte Alagoana.

 A cerimônia simboliza a entrega das metas institucionais e do compromisso com a cidadania sob a proteção divina. Para os presentes, o evento foi uma oportunidade de renovar os propósitos de servir à sociedade com dedicação e integridade.

    A realização da Missa no plenário do TJAL reafirma a tradição de iniciar o ciclo anual com um convite à harmonia e ao trabalho coletivo. Após a celebração, o Judiciário segue com seu cronograma de atividades voltado à celeridade processual e ao fortalecimento do Estado de Direito em Alagoas.

Com informações e foto do DICOM TJAL.

terça-feira, 18 de junho de 2024

O QUE É A VERDADEIRA JUSTIÇA DE DEUS?

 
“A justiça dos homens pode falhar,

mas a de Deus, não.”

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ssa expressão é comumente repetida e fala sobre confiança. Também se refere ao conhecimento sobre os desígnios e formas do Senhor agir. Mas afinal, o que é a “Justiça de Deus” e suas regras?

O que atesta a justiça de Deus é o cumprimento das suas promessas. Ao contrário do conceito da Terra, ela é plena, sagrada e superior ao entendimento meramente material. Essa justiça foi apresenta ao Povo de Deus especialmente pela presença de Jesus entre eles, como exemplificou o Papa Francisco durante uma celebração no Vaticano em janeiro de 2023, inspirado no Evangelho de Mateus (Mt 3,13-14):

“Diante da surpresa da multidão ao ver ‘o Santo de Deus, o Filho de Deus sem pecado’, ao lado dos pecadores e de sua escolha de receber o Batismo, Jesus dirige-se a João e diz: “deixa por agora, pois convém que cumpramos a justiça completa”.

O Pontífice explica então o que esse momento significa em relação à justiça divina:

“Fazendo-se batizar, Jesus nos revela a justiça de Deus, aquela justiça que Ele veio trazer ao mundo. Nós, tantas vezes, temos uma ideia estreita de justiça e pensamos que ela significa: quem erra que pague e assim apaga o mal que cometeu. Mas a justiça de Deus, como ensina a Escritura, é muito maior: seu propósito não é a condenação do culpado, mas sua salvação e seu renascimento, o torná-lo justo, de injusto a justo. É uma justiça que vem do amor, que vem daquelas entranhas de compaixão e de misericórdia que são o próprio coração de Deus, Pai que se comove quando somos oprimidos pelo mal e caímos sob o peso dos pecados e das fragilidades”.

Às margens do Rio Jordão, Jesus mostra que a justiça divina é a salvação e tudo que Ele veio ensinar é sobre cumprir a vontade de Seu Pai, ou seja, quem O segue encontra a salvação. Essa é a promessa. Assim, encontra a justiça divina. A cada um cabe refletir se a vida está alinhada aos planos de Deus, ensinados e propagados a partir do Cristo.

Ao explicar sobre a velha e a nova Justiça, que acontece com a vinda de Jesus, Padre Francisco de Assis explicou, durante o programa “Bom Dia, Evangelizar”, da TV Evangelizar, que o que Deus quer não é tornar as regras mais duras ou mais brandas, mas que as pessoas não sejam apenas cumpridores externos da Lei, pois ela também é interior a cada um. “Jesus quer que você desça ao coração da lei e que você alcance o seu irmão. O amor a Deus se verifica no amor ao próximo”, lembrou.

QUAIS SÃO AS AÇÕES QUE LEVAM À JUSTIÇA DE DEUS?

O Catecismo da Igreja Católica traz exemplos do que vai contra a Justiça de Deus. Há uma lista de ações contrárias ao que é Justo sob o olhar de Deus. Sobre esse tema, uma regra vale para todos os casos: nunca é permitido praticar um mal para que daí resulte um bem.

Quando alguém busca imitar a santidade de Jesus e vive de acordo com Seus ensinamentos, pratica a justiça. Todos são chamados a viver de acordo com a vontade do Pai e , desse modo, agir conforme a verdadeira Justiça, com a graça de Cristo e do Espírito Santo.

JUSTIÇA COMO VIRTUDE

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, há quatro virtudes que desempenham um papel de charneira, ou seja, que une partes, e todas as outras se agrupam em torno delas. São: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança.

“Se alguém ama a justiça, o fruto dos seus trabalhos são as virtudes, porque ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza” (Sb 8, 7).

Com esses ou outros nomes, estas virtudes são louvadas em numerosas passagens da Sagrada Escritura.

 

Fonte: IDE+