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sábado, 29 de agosto de 2026

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 30/08/2026

 

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 liturgia deste 22º Domingo do Tempo Comum nos coloca diante de uma das crises mais profundas e humanas de toda a Sagrada Escritura. Na Primeira Leitura, escutamos o desabafo comovente do profeta Jeremias: "Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir" (Jr 20,7). Jeremias não escolheu o caminho mais fácil. Anunciar a verdade de Deus em um mundo corrompido custou-lhe a solidão, a zombaria e a perseguição.

    Quantas vezes nós, cansados do peso de sermos fiéis ao Evangelho em nossos ambientes de trabalho, em nossas famílias ou na sociedade, também sentimos o desejo de Jeremias: "Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em nome dele" (Jr 20,9). No entanto, a experiência com o Deus vivo não é algo superficial. Ela se torna, como no profeta, um fogo ardente cravado nos ossos, impossível de ser contido. É esse mesmo anseio profundo que cantamos no Salmo 62: "A minha alma tem sede de vós, como terra sedenta e sem água". Só Deus preenche o vazio que o mundo tenta saciar com ilusões.

  No Evangelho segundo Mateus, encontramos a continuação direta do texto do domingo anterior. Pedro, que acabara de ser proclamado a "rocha" sobre a qual a Igreja seria edificada, agora se transforma em uma "pedra de tropeço". Ao ouvir Jesus anunciar, pela primeira vez, que deveria ir a Jerusalém, sofrer, ser morto e ressuscitar, Pedro tenta afastar o Mestre desse destino.

    A reação de Jesus é severa: "Vai para longe de mim, Satanás!" (Mt 16,23). O termo "Satanás" significa o adversário, aquele que divide ou desvia do caminho. O erro de Pedro não foi a falta de afeto por Jesus, mas o fato de não pensar segundo Deus, e sim segundo os homens. A lógica humana busca o sucesso sem dor, a coroa sem a cruz, o privilégio sem o sacrifício. Mas a lógica de Deus passa, necessariamente, pela entrega de amor no Calvário.

    Jesus aproveita o momento para deixar claro aos discípulos e a cada um de nós o preço e as condições do verdadeiro seguimento:

  • Renunciar a si mesmo: Não significa anular a própria personalidade, mas descentrar-se. É deixar de ser o próprio "deus" para colocar Cristo no centro da vida.
  • Tomar a sua cruz: A cruz cristã não é o sofrimento pelo sofrimento, nem o conformismo com a injustiça. A cruz é a consequência de uma vida gasta por amor. É assumir a responsabilidade de viver com coerência ética, justiça e caridade em um mundo que prefere o egoísmo.
  • Seguir Jesus: Significa caminhar atrás Dele, imitando Seus passos, Seus critérios e Suas escolhas.

    O paradoxo do Reino de Deus resume-se na frase: "Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la" (Mt 16,25). Quem retém a vida para si, trancado em seu próprio egoísmo, acaba por desperdiçá-la. Quem a gasta no serviço e no amor ao próximo, a eterniza.

Meus irmãos, como transformar essa exigência em vida prática? São Paulo nos dá a resposta na Segunda Leitura (Rm 12,1-2). Ele roga para que ofereçamos nossos próprios corpos como um "sacrifício vivo, santo e agradável a Deus". O verdadeiro culto a Deus não termina no espaço litúrgico do templo; ele continua no altar do nosso cotidiano, nas nossas escolhas éticas.

    São Paulo faz um apelo urgente que ressoa com força nos tempos atuais: "Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente" (Rm 12,2). Não se conformar significa não aceitar passivamente a cultura da indiferença, do descarte, do consumo desenfreado e da mentira. Renovar a mente é adotar o olhar de Cristo para discernir o que é bom, agradável e perfeito aos olhos de Deus.    

    Participar da Eucaristia neste 22º Domingo do Tempo Comum é renovar o nosso sim à sedução divina que um dia nos alcançou. Que não sejamos discípulos de aparências, que buscam Jesus apenas nas horas de glória, mas que tenhamos a coragem de abraçar a cruz de cada dia.

    Ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, peçamos a graça de perder o medo de perder para que, configurados ao mistério pascal de Cristo, possamos encontrar a verdadeira e plena vida. Amém!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

VESTIR-SE PARA A MISSA: UM SINAL DE RESPEITO E AMOR A DEUS.

 

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articipar da Santa Missa é o ponto mais alto da vida cristã. É o momento em que o fiel se encontra com Cristo vivo na Eucaristia, une-se à comunidade e renova sua fé. Por isso, tudo o que envolve esse encontro deve expressar reverência, inclusive a forma de se vestir.

A roupa não é apenas um detalhe exterior. Ela comunica atitudes interiores, valores e intenções. Quando o cristão se prepara para a missa, deve lembrar que está indo à casa de Deus, não a um evento social ou a um passeio. Vestir-se com respeito é um gesto de amor e reconhecimento da presença divina.

Assim como se escolhe uma roupa adequada para ocasiões importantes, também é justo escolher com cuidado o que se veste para participar do Santo Sacrifício da Missa. A modéstia e a sobriedade são virtudes que refletem o desejo de agradar a Deus e não de chamar atenção para si.

A Igreja não impõe um “código de vestimenta” rígido, mas orienta que o fiel se apresente de modo digno e respeitoso. Algumas orientações práticas ajudam a viver esse espírito:

  • Modéstia: Evitar roupas curtas, decotes, transparências ou peças muito justas.
  • Simplicidade: Preferir vestes discretas, sem exageros, brilhos ou mensagens impróprias.
  • Cuidado: A roupa deve estar limpa e bem apresentada, mesmo que simples.
  • Adequação: Lembrar que a missa é um ato sagrado, não um momento de lazer.

Para os homens, calça comprida e camisa ou polo são opções adequadas. Evita-se o uso de regatas, bermudas e chinelos.

Para as mulheres, vestidos ou saias de comprimento apropriado e blusas que cubram os ombros expressam respeito e elegância cristã.

A forma de se vestir também é um testemunho para os outros. Quando a comunidade vê fiéis que se apresentam com reverência, é edificada e recorda a importância do sagrado. A roupa, portanto, pode ser um sinal silencioso de fé e de amor a Deus.

Vestir-se bem para a missa não é questão de vaidade, mas de reverência. É um modo de dizer, com o corpo e com o coração: “Senhor, estou aqui para te adorar”.

A forma como nos apresentamos na Igreja reflete nossa disposição interior e o valor que damos àquele encontro sagrado. É uma expressão de reverência e cortesia para com Deus e a comunidade. 

 Que cada cristão católico procure, com simplicidade e amor, expressar na sua aparência o respeito e a alegria de estar na presença do Senhor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Sob a proteção divina, TJAL celebra Missa em Ação de Graças pelo início do ano de 2026

Foto: DICOM TJAL

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a manhã desta segunda-feira (12), o Plenário principal do Tribunal de Justiça de Alagoas foi palco de um momento de fé e união com a celebração da Missa em Ação de Graças, marcando o início oficial das atividades do ano judiciário de 2026.

 A celebração reuniu magistrados do primeiro e segundo graus, servidores, prestadores de serviço e diversos integrantes do sistema de justiça alagoano. O encontro serviu como um espaço de reflexão antes da retomada plena do fluxo de processos e atendimentos ao público.

Com o tema “Sob o olhar de Deus, entregamos os trabalhos e acolhemos as bênçãos de 2026”, a Santa Missa foi celebrada pelo cônego Elison Silva. Em sua homilia, o celebrante destacou a importância da ética, da compaixão e da justiça na condução dos trabalhos públicos, rogando por proteção e sabedoria para os desafios que o novo ano reserva à Corte Alagoana.

 A cerimônia simboliza a entrega das metas institucionais e do compromisso com a cidadania sob a proteção divina. Para os presentes, o evento foi uma oportunidade de renovar os propósitos de servir à sociedade com dedicação e integridade.

    A realização da Missa no plenário do TJAL reafirma a tradição de iniciar o ciclo anual com um convite à harmonia e ao trabalho coletivo. Após a celebração, o Judiciário segue com seu cronograma de atividades voltado à celeridade processual e ao fortalecimento do Estado de Direito em Alagoas.

Com informações e foto do DICOM TJAL.

sábado, 30 de novembro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 1º DOMINGO DO ADVENTO – 01/12/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

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eus nos abençoa, mais uma  vez, com as graças de um novo Ano Litúrgico. Mais uma vez reviveremos, um por um, os grandes mistérios da Vida de Jesus Cristo em favor de nossa redenção. A Igreja o inicia com o tempo do Advento, a preparação para a vinda definitiva de Jesus e também a celebração da espera pelo seu Santo Natal.

Neste domingo, o primeiro do Advento, a liturgia nos fala de reconstrução. Temos, pela frente, um tempo para reconstruir, restaurar nossa vida de acordo com as virtudes teologais; fé, esperança e amor.

A primeira leitura fala da realização das promessas de restabelecimento da justiça e da paz. Fala do surgimento do descendente de Davi, isto é, do Messias, o Príncipe da Paz.   Contudo Deus deseja que a ação do Cristo seja completada por seus seguidores que, segundo a leitura, são designados pelo sugestivo nome, pela identidade  “O Senhor é nossa Justiça”.

No Evangelho, a visão apocalíptica do cosmos quer nos falar do mundo de hoje, onde, por causa do pecado, a desordem, a violência e a angústia se instalaram. Mas a mensagem de Boa Nova é a própria promessa de Jesus de um mundo novo, que irá se realizar com sua chegada e a consequente libertação de todos os seus seguidores.

Nossa postura, enquanto aguardamos essa realização, deverá ser a de pessoas fiéis à sua palavra e à sua ação renovadora e definitiva, isto é, cabeça erguida, rejeição de consolações enganosas e fugazes. Finalizando, o Senhor nos indica a  vigilância e a oração. Através dela seremos capacitados ao discernimento e, com isso, a conhecermos onde está a presença salvadora de Deus.

Concluindo, as leituras de hoje nos propõem uma atitude madura frente aos problemas da vida, do dia a dia. Ela deve ser marcada pela fé em Jesus, esperando sua ação restauradora da justiça e da paz. Enquanto isso deveremos ir praticando a caridade, o amor e, consequentemente, essa nossa atitude positiva, já estará realizando a chegada de Jesus, a nossa Justiça.


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

COMEÇA HOJE, NA IGREJA DO ALDEBARAN, A FESTA DA MEDALHA MILAGROSA 2024.

 

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omeça nesta segunda-feira, dia 25 de novembro e termina no domingo, dia 1º de dezembro, a FESTA DA MEDALHA MILAGROSA na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças, Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, em Maceió-AL, que tem como pároco o Padre Edvaldo Afrânio dos Santos.

        Com o tema: “Mãe da Esperança e Peregrina na fé”, a programação se inicia nesta segunda-feira (25/Nov) com o Setenário da Medalha Milagrosa às 18h30, hasteamento da bandeira da Paróquia às 19h10 e Santa Missa às 19h30.

        A programação se repete até a sexta-feira (29/Nov), com o Setenário da Medalha Milagrosa e a Santa Missa nos mesmos horários.

        No sábado (30/Nov), o Setenário da Medalha Milagrosa acontecerá às 16h30 e a Santa Missa às 17h30.

        No domingo (1º/Dez), o Setenário da Medalha Milagrosa acontecerá às 8h e teremos duas Santas Missas - às 9h e às 17h, seguida de Procissão e Bênção do Santíssimo.

        Na quarta-feira (27/Nov), Dia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, também conhecida como Nossa Senhora das Graças ou Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, teremos a distribuição e Bênção das Medalhas Milagrosas.

Durante todos os dias da Festa, os Movimentos, Pastorais e Grupos da Paróquia de Santa Catarina Labouré, após as Missas, promoverá no pátio da Igreja - Cantinhos de Lanches com uma variedade de guloseimas que serão vendidas para ajudar nas despesas da festa. No domingo, após o encerramento da Procissão e Bênção do Santíssimo, será realizado o sorteio de uma Moto zero quilômetro para os fiéis que adquiriram o bilhete.

Celebrar a Festa da Medalha Milagrosa é acolher Maria como Medianeira de todas as graças e acreditar que ela continua a derramar suas bênçãos sobre seus filhos e filhas queridos, como revelou Santa Catarina Labouré.

Neste ano de oração, em preparação ao Jubileu de 2025, caminhemos com a nossa Mãe, que foi sempre presença marcante na Igreja em oração com os discípulos e verdadeira peregrina da fé, caminhando hoje conosco pelas estradas da vida.

Todos estão convidados a participar com amor e devoção da programação da Festa da Medalha Milagrosa, cantando os louvores a Deus pela intercessão da Virgem Maria, Senhora da Medalha Milagrosa, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.

CONHEÇA A HISTÓRIA DA MEDALHA MILAGROSA

Em 1830, no dia 27 de novembro, deu-se a aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, da Congregação das Filhas da Caridade, à Rue du Bac 140, em Paris. Nessa ocasião, a Mãe de Jesus mostrou o modelo da medalha que Ela desejava que fosse cunhada como sinal de grandes graças que ela obteria junto ao seu Divino Filho.

Essa Medalha traz inúmeras mensagens, e a primeira delas é atinente a Imaculada Conceição de Maria, dogma que seria proclamado dia 8 de dezembro de 1854, por Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus. As mãos abertas da Medianeira de todas as graças é outra grande lição. É o resumo do papel da Virgem Maria na história da salvação, no Evangelho.

            Adite-se a cruz de Cristo nela, sacrificado pelos homens, e Maria, exemplo de fé ao pé da cruz, representada pelo “M” de seu nome. O coração de Jesus e de Maria a atestar o amor imenso do Salvador e de Sua Mãe por todos os remidos. As doze estrelas lembram a mulher do Apocalipse (cf. Ap 12,1). Ela é aquela que deu nascimento ao corpo humano de Cristo e à Igreja, que dá nascimento aos batizados que formam o Corpo Místico de Jesus.

As 12 estrelas, lembram também das 12 tribos de Israel e dos doze apóstolos, a MEDALHA MILAGROSA tem um aspecto também profundamente missionário. Adite-se que, no século XIX, imperava por toda parte a negação de Deus com o endeusamento da ciência, que pretendia responder a todas as questões religiosas e filosóficas.

QUAIS SÃO AS MENSAGENS DA

MEDALHA MILAGROSA?

A literatura da época estava impregnada de ateísmo, levando as mentes ao irracional e ao fantástico. Além disso, quando, em 1830, ia se instalar um regime político antirreligioso, desenvolvendo uma forma de capitalismo liberal particularmente materialista, a Virgem, então, propõe não um objeto científico, mas um objeto simples, uma medalha a falar das realidades celestes. A difusão dessa peça se dá no momento também de uma renovação do Catolicismo social com Frederico Ozanam e as Conferências de São Vicente de Paulo. Ocorria uma vitalidade da reflexão universitária e literária católica. Tudo isso era reforçado com a medalha que mostrava a intervenção de Deus na história não só da França, mas de todo o mundo.

O Arcebispo de Paris, a quem Catarina Labouré levou o pedido de Nossa Senhora, para que se cunhassem as medalhas, percebeu a riqueza doutrinária que ela continha. Em 1832, houve a primeira distribuição dessas peças por ocasião da epidemia de cólera, que dizimava a capital francesa. As primeiras 20 mil medalhas foram confeccionadas, em 1830, ano em que essa epidemia, vinda da Rússia, por meio da Polônia, irrompeu, em Paris, a 26 de março, ceifando vidas, num imenso cântico fúnebre. Num só dia, houve 861 mortes. No total, foram registradas, oficialmente, 18.400 mortes; porém, na realidade, houve mais de 20 mil. As descrições da época são aterradoras: em quatro ou cinco horas, o corpo de um homem, em perfeita saúde, reduzia-se ao estado de um esqueleto.

MILAGRE DA MEDALHA

Como se fora num abrir e fechar de olhos, jovens cheios de vida tomavam o aspecto de velhos carcomidos, e logo depois não eram senão cadáveres. Nos derradeiros dias de maio, a epidemia parecia recuar. Na segunda quinzena de junho, no entanto, um novo surto da doença redobrou o pânico do povo. Mas, finalmente, no dia 30 de junho, a Casa Vachette entrega as primeiras 1.500 medalhas, que são distribuídas pelas Filhas da Caridade e abrem o cortejo sem fim das graças e dos milagres: curas maravilhosas se deram e a epidemia foi debelada.

Houve, depois, a conversão de Alfonso Ratisbona do Judaísmo para o Cristianismo, e ele se pôs a trabalhar para a aproximação dos judeu-cristãos.

A Igreja falava na santa medalha, mas o povo logo a chamou de MEDALHA MILAGROSA. Quando Santa Catarina Labouré faleceu, dia 31 de dezembro de 1876, já um bilhão de medalhas tinham sido distribuídas. Cumpre sempre que a Santa Igreja chama de “sacramental” alguns objetos abençoados pelo sacerdote, tais como: as medalhas milagrosas e de São Bento, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e o terço. Não transmite por si mesmos a graça como os sacramentos, mas penhoram as bênçãos divinas e ajudam os cristãos a progredirem na fé, na esperança, na prática das outras virtudes e na vida de oração.


sábado, 12 de outubro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA 0 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 13/10/2024

 

Pe. Paulo Sergio Silva - Diocese de Crato - CE

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 liturgia deste 28º Domingo do Tempo Comum – Ano B, nos coloca diante de dois caminhos que podem conduzir a nossa vida e existência: o caminho da sabedoria que nos apresenta o que é eterno, essencial e pode dar sentido a nossa vida; e o caminho do apego àquilo que é passageiro e efêmero. A partir do diálogo com Jesus Cristo e a escolha feita por aquele homem, entendemos que é preciso, muitas vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de não perder a vida verdadeira e eterna que tanto buscamos.

Na primeira leitura (Sb 7,7-11), meditamos um hino de louvor à sabedoria, apresentada com um dom de Deus, fruto da oração e da súplica. Como dádiva divina, ela é superior a tudo, tornando assim o poder e as riquezas insignificantes. Sua essência consiste em observar (obedecer) a Lei, mas também na capacidade de discernir entre o bem e o mal e escolher sempre o bem que conduz à verdadeira felicidade. Então o verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitou os desafios da missão e decidiu seguir os caminhos que Deus indica.

Na segunda leitura (Hb 4,2-13), o autor da Carta aos Hebreus realiza um hino de louvor a Palavra de Deus. Definida como força viva e eficaz, ela – a Palavra – é o caminho seguro para todos aqueles que desejam alcançar a verdadeira sabedoria e tornar-se capaz de seguir fielmente o caminho do Evangelho. Esta Palavra Sagrada, uma vez acolhida no nosso coração, transforma-nos, renovando nossa vocação missionária, ajudando-nos a discernir o bem e o mal e a escolher o caminho certo para chegar à vida plena e a felicidade dos filhos de Deus. Por isto que o caminho proposto por Jesus Cristo, no evangelho de hoje, cai como um meteoro no coração do ouvinte. Quando o homem escuta sua proposta, ele tem certeza de que está ouvindo o caminho pelo qual tanto almejou, no entanto, ele não se sente livre para seguir Jesus porque a cruz não corresponde a imagem vitoriosa de vida eterna que acalentou no coração.

No Evangelho somos apresentados ao diálogo de Jesus com um homem obediente aos mandamentos, zeloso e que deseja ardentemente percorrer o caminho de Deus. Ele ajoelhou-se diante de Jesus e perguntou o que fazer para ganhar a vida eterna. Pelo ato de ajoelhar-se percebemos que não se trata de alguém malicioso, mas alguém realmente sincero que busca em Cristo, Palavra de Deus encarnada, a sabedoria divina.

Este encontro inesperado é paradigmático porque Marcos o apresenta quando Jesus está se dirigindo a Jerusalém. Enquanto percorre o caminho físico/geográfico para cidade Santa, ele e os discípulos percorrem também um caminho espiritual onde Jesus apressa-se para completar a sua catequese sobre as exigências do Reino para os discípulos o integrarem. À medida que a cruz se aproxima no horizonte vital, os interesses ambiciosos e individualistas devem ser abandonados a fim de que os valores do Reino cresçam e deem frutos. Deste modo, os discípulos terão que decidir como o homem: Ir embora com suas certezas efêmeras ou seguir com Jesus até final.

Jesus apresenta ao homem os mandamentos como início do caminho para a vida eterna. O homem revela que já os vive desde a mais tenra idade, todavia ainda sente inquietação. Jesus reconhece nas suas palavras e no seu coração, sinceridade, por isto, o convida a dar um passo decisivo no caminho que ele tanto procurou ao longo da vida: convida-o a tornar-se parte da comunidade do Reino de Deus. O mestre apresenta três condições essenciais para viver a sabedoria do Reino: não centralizar o sentido da vida nos bens materiais, viver a partilha e a solidariedade para com os mais pobres e seguir Jesus no seu caminho de amor e de entrega que conduz a cruz e a ressurreição.

A palavra de Jesus, manifestação encarnada da sabedoria do Pai, adentra diretamente no coração do ouvinte e lá atua eficazmente. Conhece o seu coração, age sobre os seus sentimentos e os pensamentos. Neste diálogo íntimo, o leva a pesar/avaliar os seus valores, os caminhos escolhidos e as atitudes. Todavia, o deixa livre para escolher. Diante da proposta, apesar da sua boa vontade, o homem se afasta combalido de tristeza. Este homem nos lembra facilmente das parábolas do Tesouro Escondido e da Pérola (cf: Mt 13,44-46). Ele encontrou o convite para o Reino de Deus – o tesouro que tanto buscava – todavia, foi incapaz de abandonar tudo que tinha para poder “adquiri-lo”. Ele permanece preso às suas riquezas e não tem coragem de renunciar às seguranças humanas que lhe escravizam o coração. Aquele homem que pensava ser dono de muita riqueza, percebeu que na verdade, é a sua riqueza que é dona do seu coração. Mesmo com os temores que rodam nosso coração é preciso estar disposto a renunciar dinheiro, prestígio, sucesso, fama e status social. Pois, o Reino, por ser partilha e solidariedade, torna-se incompatível com o egoísmo que produz a obsessão pelos bens deste mundo. O caminho do Reino, o caminho da sabedoria de Deus é estrado de renúncia de si, de partilha abnegada e amor.

Diante da indagação dos discípulos que se assustam com as exigências e perguntam quem pode ser salvo, Jesus recorda que a salvação não é algo que se compra, se recebe em troca de algo ou se merece por ter cumprido regras. Ela é dom gratuito, fruto da compaixão de Deus. Os discípulos devem ser conscientes de que, apesar dos desafios e sofrimentos enfrentados na missão, a opção pelo Reino e pelos valores do Evangelho garantirá uma vida em abundância nesta terra e, no mundo futuro, a vida eterna e plena.


Fonte: Site da Diocese do Crato-CE.

sábado, 14 de setembro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 15/09/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

Mais uma vez Deus nos leva a uma revisão de nossos critérios, se estão de acordo com os de Jesus, o Homem Novo, ou se nos deixamos levar pelos do mundo e aceitamos os seus, tão diversos dos do Senhor.


A primeira leitura, extraída de Isaías nos apresenta a figura significativa do Servo Sofredor, a mesma da sexta-feira santa, onde lemos sobre o homem das dores que confia no Senhor. Esse relato nos conduz ao Evangelho deste domingo, em que Marcos faz o primeiro anúncio da paixão do Mestre. Ora, Jesus é aquele que nos salvou a partir do seu sofrimento, que foi rejeitado e hostilizado pelos grandes de Israel e, em seguida, enaltecido pelo Pai e, por Ele, ressuscitado. Por isso Jesus se tornou a força, a esperança, o referencial para aqueles que assumem, como missão, a luta por seus irmãos, pela justiça, para que eles sejam respeitados como filhos de Deus.

No Evangelho Cristo desnorteou seus discípulos ao falar que ele seria rejeitado e sofreria muito e que exatamente por causa dessa paixão é que sairia vitorioso. Jesus ensinou que a vitória virá através da morte, da derrota. Ele quebrou a lógica do mundo, virou a mesa.

Quando Pedro, que havia feito bela profissão de fé, mas ainda sem uma compreensão amadurecida, disse que impediria tal desastre acontecer, Jesus o repreendeu com um veemente “Afasta-te de mim Satanás!” E em seguida disse para todos:” Se alguém me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Renunciar a si mesmo significa renunciar a toda ambição pessoal, não pensar em si, em seus interesses, mas estar totalmente voltado para Deus e para os outros. Tomar a sua cruz é muito mais do que aceitar as durezas do dia a dia; é consequência do “renunciar a si mesmo,” quando nos sacrificamos pela felicidade de alguém e é, em diversas ocasiões, o preço pela fidelidade ao Evangelho.

Seguir Jesus é tomar parte em seu projeto redentor, na luta pela instauração do Reino de justiça e de paz e aceitar as consequências dessa participação; é perder a vida, como aconteceu com ele, nosso Mestre e Senhor.

Ser companheiro de Jesus em sua paixão, assumindo toda sua humilhação, trabalhos e lutas, nos proporcionará, depois, segui-lo na glória. Por isso, quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas quem a perder, irá salvá-la.


sábado, 31 de agosto de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 01/09/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News

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 primeira leitura, tirada do Deuteronômio, nos diz que a maneira de divulgar a fé em Deus, em uma terra pagã, é viver fielmente seus mandamentos. As pessoas que não conhecem Deus, mas observam nossas atitudes e os atos daqueles se dizem crentes, irão acreditar ou não, dependendo da justiça e da bondade de nossas ações. Deus, com sua bondade e sapiência, está presente em nosso agir, através do modo como encaramos a vida.

Vejamos nisso, nossa responsabilidade perante nossos colegas de trabalho, conhecidos de clube, vizinhos do condomínio onde vivemos. Se eles não possuem fé, não conhecem Deus e, pelo contrário, apregoamos que somos cristãos, nossa responsabilidade é imensa e nossa vida deverá ser um eterno apostolado, não por palavras, mas por postura de vida.

No Evangelho, Jesus é questionado sobre a pureza dos atos, isto é, quando um ato é puro ou impuro. O Senhor diz que a pureza dos atos vem de dentro do homem e não de fora como pregavam os judeus.

Para Ele, a pureza ou impureza é fruto de uma opção de vida. Se faço uma opção, se meu coração opta por fazer o bem, estou puro. Isso foi o que o Senhor quis dizer ao falar que "é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho e falta de juízo". E Ele conclui "Todas essas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem."

Mesmo se, veladamente, vivencio esses maus desejos, corro perigo, pois estou a um passo da concretização. É, realmente, uma questão de opção.

E, ao contrário, se minha vida fosse uma opção pelo bem, pelo desprendimento, pelo perdão e pela generosidade, como seria pura e límpida a minha luz! Como ela brilharia e seria claridade para tantas pessoas; como eu seria reflexo da Luz!

Queridos irmãos, sejamos filhos da Luz, filhos da Verdade, filhos do Amor!

As pessoas que estão ao nosso lado, e no nosso mundo são carentes desses valores. Nós os conhecemos porque conhecemos Deus. Ele se revelou a nós em Jesus Cristo. Vamos praticar a opção pelo bem, feita no Batismo, para que as pessoas que nos cercam, sejam felizes e o mundo, inundado de Amor. 

sábado, 17 de agosto de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA A SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA – 18/08/2024

 

Padre César Augusto, SJ - Vatican News

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 Bíblia e a vida nos ensinam que quando o Senhor vai realizar ações magníficas, Ele se dirige aos humildes e pede a colaboração deles. Todos os relatos bíblicos nos mostram isso e também os acontecimentos recentes, quando Ele permitiu a pastores, camponeses e crianças verem Maria Santíssima. Também a devoção à Padroeira do Brasil deve-se à tarefa de três pescadores que encontraram a imagem da Mãe de Deus e nossa no rio Paraíba do Sul.

Maria, a Virgem de Nazaré, representando todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, mas plenamente confiantes em Deus, no seu “Magnificat”, canta sua gratidão a Deus porque Ele beneficiou a ela e aos necessitados. Ela anuncia a nova sociedade, não apenas a celeste, mas também a terrestre, quando esta última seguir seu conselho de “fazer tudo o que Jesus mandar”.

Nessa nova sociedade, os que detêm poder irão usá-lo para servir os pobres, os marginalizados, os aflitos. Jesus já nos deu o exemplo lavando os pés dos apóstolos e morrendo por nós na cruz, ou seja, se entregando para que fôssemos libertados do domínio do mal. Deus é fiel, conclui Nossa Senhora ao dizer que a misericórdia prometida a Abraão e seus descendentes foi mantida e realizada.

Paulo, em sua 1ª Carta aos Coríntios, explicita esse bem querer de Deus a todos nós quando diz que a ressurreição de Jesus destruiu o destino do homem de ser-para-a-morte e lhe restituiu sua vocação eterna de ser-para-a-vida. Cristo morreu para que o homem confiasse plenamente no amor do Pai e fizesse sua entrega radical a Ele. Com isso acaba o egocentrismo e Jesus Cristo passa a ser o centro da vida do ser humano. O homem se descentraliza para que Deus possa ocupar o lugar que sempre foi Seu, o centro de tudo e de todos.

Consequentemente, acaba a pobreza, a injustiça, a opressão. Se o amor está no centro, deixarei de ser apegado ao dinheiro, ao poder, ao prazer egoísta. Serei fraterno, misericordioso, solidário. Surge, então, um mundo onde reina a Justiça e a Paz.  O Canto de Maria e a oração de São Francisco se tornarão realidade!

Celebrar a Assunção de Nossa Senhora é praticar tudo o que Jesus ensinou e ela viveu em toda sua vida. “Antes, são bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática”, disse Jesus quando louvaram Maria por ser sua mãe.

sábado, 27 de julho de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 28/07/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican  News

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ara quem diz que a religião deve se preocupar apenas com o espírito, deverá surpreender o tema deste domingo onde na primeira leitura e no Evangelho o pão é multiplicado para que todos se alimentem bem. Na Sagrada Escritura, o verbo comer aparece quase mil vezes, enquanto rezar só umas cem.

Na primeira leitura, o profeta Eliseu não aceita comer, em uma situação de penúria, de fome mesmo, os 20 pães que um devoto de outro lugar lhe traz. Ele diz a esse bom homem que o distribua aos seus cem seguidores. O benfeitor diz ser impossível, que o pão é pouco e os ouvintes são cinco vezes mais. Eliseu ordena, confiando na Palavra de Deus dita a ele. “O homem distribuiu e ainda sobrou” nos diz a Sagrada Escritura.

Naquela época isso aconteceu, bem como outros sinais semelhantes, para que o povo confiasse só em Deus e não nos ídolos. Deus se preocupa com nossas necessidades materiais, mas quer a nossa colaboração. Por isso a multiplicação do que foi trazido, do esforço físico de quem trabalhou, da solicitude de quem o trouxe e da generosidade e fé do profeta, que não reteve o dom para si, mas ensinou o homem a partilhar o que Deus criou para todos.

A atitude de Eliseu faz Deus ser verdadeiro e não mentiroso, já que o Senhor havia dito “Comerão e ainda sobrará”.

Em nossa realidade social somos os primeiros a fazer Deus passar por mentiroso, quando vivemos no Brasil, país que faz parte do grupo G20, e apesar disso temos mais de 10 milhões de pessoas vivendo abaixo da “pobreza absoluta”. País tão rico e população tão pobre! Deus não é mentiroso, nós é que somos egoístas e não queremos renunciar a nossos pães que sobram para saciar a fome dos irmãos.

E não é só o pão. É a saúde, as vestes, o afeto, a educação, tudo aquilo que depende de nós, porque nós os temos, pouco até, mas os temos. Se confiarmos em Deus, Ele cumprirá sua Palavra e do pouco sobrará bastante.  Conta-se que São Vicente de Paulo ao chegar à cidade em que foi destinado como pároco, assistiu a morte de uma senhora e ficou penalizado por ter deixado sua filhinha de pouca idade. Após o sepultamento perguntou à população bastante pobre, quem tinha mais filhos e apareceu uma mãe com seus quatro filhos. Aí São Vicente entregou a ela a pequena órfã e ele acrescentou, mais ou menos assim: quem tem menos posses e mais filhos, sabe dividir e aceita o novo membro como bênção.

No Evangelho, ao mandar as pessoas se sentarem, Jesus quer dizer que todos são cidadãos livres, já que os escravos não se sentavam para comer. Mais ainda, no projeto de Jesus não ensina primeiro acumular para depois dividir, mas partilhar o que cada um possui, para que todos fiquem saciados.

Esta é a autêntica Eucaristia, o dom de Deus, associado ao esforço das pessoas, em vista da partilha, da fraternidade e da igualdade.

      E a Carta de Paulo aos Efésios nos diz que há “um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos”.

Que nosso testemunho de crer no Deus único e verdadeiro nos leve a colocar as mãos em nosso bolso e partilhar tudo aquilo que recebemos ou produzimos porque dele tudo recebemos para partilhar, para sermos irmãos.

sábado, 6 de julho de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 07/07/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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 primeira leitura nos ensina o que é um profeta e qual sua função, quando Deus, como nos relata o livro de Ezequiel, o convoca e o envia aos israelitas para lhes dizer: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim.” Mais adiante, acrescenta: “e tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus.” O profeta é um homem comum, escolhido dentre os demais, que se dirige a todos com a autoridade recebida de Deus, para alertar os mesmos, com o objetivo de salvá-los da infelicidade.

Do mesmo modo como costuma acontecer conosco, quando alguém vem nos alertar de algum erro que estamos cometendo, nós não gostamos e até agredimos o amigo. Também o povo de Israel não gostava dos profetas porque eles os incomodavam, fazendo mudar de vida e retomar o caminho certo.

No Evangelho, Marcos nos fala que Jesus é esse profeta. Os presentes na sinagoga não o aceitam, pois além de perturbar a ordem, corrigindo as interpretações da Lei feita pelos doutores, ele era não apenas um homem comum, mas filho de pessoas muito simples. Isso causou uma admiração negativa, um espanto. Como o filho do José carpinteiro e de Dona Maria, vem nos ensinar? Que escola ele frequentou? Quem ele pensa que é? E assim Jesus foi rejeitado até ser crucificado, apesar de suas palavras de carinho, de perdão, apesar de seus milagres e de seu ensinamento trazer a felicidade ao coração das pessoas. Mas apesar disso, seu ensinamento exigia mudança de vida, reconhecer-se pecador, deixar a vidinha acomodada e egoísta para ser feliz de verdade.

Na segunda leitura temos aquele famoso trecho da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios, onde ele fala de que lhe foi dado um espinho na carne, que é como um anjo de Satanás. Muito já se escreveu sobre isso. Mas afinal, que espinho é esse? Certamente Paulo se refere à fragilidade do profeta, do apóstolo, do missionário, do catequista, do cristão, quando ser humano que é, sente-se em conflito quando, exercendo sua função, é confrontado pelas atitudes hostis daqueles a quem é enviado. E a resposta de Deus para Paulo e para todos nós que vivenciamos nossa humildade, nossos limites é: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder.”

Foi na cruz de Jesus que se manifestou a força de Deus!

Portanto, concluindo nossa reflexão, deixemos Paulo falar em nós: “Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. Pois, quando sou fraco, então é que sou forte.”


sábado, 6 de abril de 2024

ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ REALIZA A FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA DE JESUS CRISTO

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Arquidiocese de Maceió celebra neste domingo, 7 de abril, das 14h às 18h, a FESTA DA MISERICÓRDIA, evento organizado pela Comissão de Revitalização do Santuário da Misericórdia, no Santuário da Misericórdia São João Paulo II e Santa Dulce dos Pobres,  no Dique Estrada, e contará com a participação e palestra de Dom Beto Breis, OFM, Arcebispo Metropolitano de Maceió.

Na data em que a Igreja festeja a solenidade do "DOMINGO DA MISERICÓRDIA DIVINA", instituído por São João Paulo II, os fiéis visitarão o local no qual o 264º Papa esteve em 1991.

Na programação, aberta para todas as pessoas, a novidade deste ano fica por conta da Palestra com Dom Beto Breis, OFM. É aguardado a presença de caravanas da capital e do interior no evento que celebra a Divina Misericórdia.

Neste dia, a Igreja celebrará no mundo inteiro a Misericórdia de Jesus Cristo e, aqui na nossa Arquidiocese teremos este grande evento para toda a família participar, com uma estrutura adequada para acolher bem a todos.

O encerramento das celebrações será com a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Beto Breis, OFM.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 1º DOMINGO DA QUARESMA – 18/02/2024

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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 possível em um ambiente corrompido, caótico, em ruína moral e física, haver restauração, desde que em seu meio exista alguém que opte pela vida e, permanentemente, rechace a morte. Isso é o que nos diz a primeira leitura deste domingo, ao nos contar a história de Noé e do dilúvio.

Deus, após o aparente triunfo do mal, com o surgimento do dilúvio, faz uma aliança com toda a criação, através da promessa dita a Noé, um homem de bem e temente a Deus. O Senhor se compromete a jamais permitir a destruição de suas criaturas e, como memória, coloca no firmamento, um sinal eloquente, o arco-íris.

No Evangelho, Jesus vive sua quaresma isto é, seu tempo de preparação mais próxima para vencer definitivamente o adversário. São quarenta dias que nos lembram os quarenta dias do dilúvio, os 40 dias que Moisés permaneceu no monte Sinai para receber os Dez Mandamentos, os 40 dias em que Elias permaneceu escondido na montanha. São quarenta, mas não exatamente 39 mais 01 e sim um tempo bíblico de reflexão e preparação.

Jesus foi conduzido pelo Espírito para esse tempo de luta. Ele havia recebido a força de Deus e estava preparado para o confronto com o adversário. Ele anuncia que o tempo já se cumpriu e que o Reino de Deus está próximo. E diz: “Convertam-se e creiam na Boa Nova”. Na verdade essa quaresma de Jesus, esse seu tempo de luta, vai durar toda sua vida.

Na segunda leitura, Paulo faz uma comparação entre a arca construída por Noé e o batismo adquirido pelo sangue do Senhor. Arca salvou as pessoas da destruição, o batismo, mais que nos salvar, nos torna pessoas novas, nos confere nova identidade, a de filhos de Deus.

Queridos irmãos, quando vivenciamos nosso dilúvio, através da imersão nas águas batismais, morremos para o pecado e recebemos a vida nova de filhos de Deus.

O sinal eloquente de que Deus nos deu foi a morte de seu filho na cruz e nossa adoção como filhos.

A redenção da criação se deu quando, através desse fato, tudo deixou de ser profano e passou a ser sagrado, porque o Senhor da Vida, o Kyrios, assumiu nossa carne mortal e a eternizou. A matéria foi divinizada.

Pratiquemos o bem, deixemos que o sangue do Senhor vá inundando todo o nosso ser e destruindo aquilo que manifesta nossa caducidade. Que nossa vida, todo o nosso ser, seja plenificado pelo Espírito que preparou Jesus para a luta.

sábado, 10 de fevereiro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 6º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 11/02/2024

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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 primeira leitura nos fala do preconceito de alguém que é portador de alguma doença. Na época era a lepra, hoje poderia ser a AIDS. O importante é refletirmos sobre nossas atitudes e as de nossos contemporâneos em relação aos enfermos de nosso tempo.

Vejamos como Jesus vai se comportar nessa temática. Marcos, em seu evangelho, nos relata uma cena em que um leproso se aproxima do Senhor e lhe pede a cura. O Mestre o toca e o cura.

Temos dois atores em cena: o leproso e Jesus. O leproso verdadeiramente quer ser curado. Entre obedecer às normas rituais e quebrá-las para se aproximar do Senhor, ele opta por essa segunda. Seu desejo de cura e sua fé no poder do Senhor são mais fortes que as prescrições judaicas. Se está contaminado por uma doença socialmente marginalizante, é porque mereceu essa marca por algo errado que cometeu e somente o sacerdote poderá libertá-lo dessa pecha. É o reflexo do espiritual no físico, assim pensavam essas pessoas.

Jesus, ao mesmo tempo misericordioso e fraterno, quebra a visão de uma religiosidade preconceituosa em que o leproso é visto como impuro. O Senhor se aproxima, o toca, e o cura. O Senhor se mostra maior que os sacerdotes, pois de fato liberta o homem de sua doença e de sua culpa.

A segunda leitura, tirada da Carta de São Paulo aos Coríntios, nos ensina a sermos livres. E ser livre para Paulo é ser responsável, fazendo tudo em prol da salvação de todos e não pensando em vantagens para si mesmo.

Jesus é livre, é responsável, pois rompe com tabus para libertar um filho de Deus.

Queridos irmãos, até onde somos livres? Até onde enfrentamos preconceitos, medos, temores, para sermos irmãos? Até onde nos acomodamos para que nossa vida calma e tranquila continue, mesmo que essa atitude guarde nosso egoísmo, proteja nosso prestígio, tudo em prejuízo do amor fraterno, do amor ao Senhor que se identificou com o humilhado e com o sofredor?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

ENCONTRO QUARESMAL 2024 DO MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO DE ALAGOAS

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 Quaresma é o tempo litúrgico que nos desafia a preparar o coração para a celebração do mistério central da nossa fé, a Páscoa do Senhor. Uma das formas de preparar essa celebração é o podermos sair do nosso ambiente habitual, para deixarmos que Deus nos fale. É também um tempo litúrgico forte de reconstrução de novas relações consigo, com os outros, com a criação e com o Criador, e que com sua linguagem, suas celebrações, seus exercícios e seus ritos, é também tempo forte de conversão e na perspectiva que a conversão não é uma simples mudança exterior no modo de ser e agir, mas uma mudança de senhor. É para isso que Movimento Familiar Cristão de Alagoas realizará mais um ENCONTRO QUARESMAL DO MFC.

O ENCONTRO QUARESMAL DO MFC acontecerá no SÁBADO, 24 DE FEVEREIRO, das 14h às 18h, no SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO DE MACEIÓ (Avenida Dom Antônio Brandão, 559, Farol – defronte ao Colégio Batista), com as participações do Padre Adriano Mendes, assessor eclesiástico do Movimento Familiar Cristão de Maceió e do Irmão Evelton.

O ENCONTRO QUARESMAL DO MFC está sendo preparado para acolher MFCistas e seus convidados das Equipes Base de Maceió e das diversas cidades alagoanas. Na programação haverá palestras e reflexões próprias para o tempo quaresmal, orações, Via-Sacra e encerrando o evento com a Santa Missa.

Os participantes viverão o tempo sagrado da Quaresma, de preparação para a Páscoa, a maior festa do cristianismo. Esse tempo litúrgico, que se constitui numa grande graça de Deus, e convida-nos à conversão, à mudança de mentalidade e de atitudes, a fim de que possamos celebrar dignamente os mistérios da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Os MFCistas e seus convidados contribuirão com R$ 10,00 (dez reais) por pessoa para ajudar nas despesas do Encontro.

 A inscrição antecipada através do Telefone: (82) 9.9331-9550 (WhatsApp) é necessária para melhor organizar o ENCONTRO QUARESMAL.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 04/02/2024

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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or que tantas pessoas sofrem? Por que o justo sofre, enquanto tantas pessoas injustas desfrutam boa saúde, possuem dinheiro, nada de mal lhes acontece?

A 1ª leitura da Missa de hoje, extraída do Livro de Jó, nos leva a refletir sobre o sofrimento, principalmente o do justo. Jó sofre e, no seu sofrimento reflete sobre os limites da vida e reza.

A resposta à nossa pergunta sobre o sofrimento, nos vem com o Evangelho de Marcos, no trecho da cura da sogra de Pedro e de outras pessoas. Ele nos apresenta Jesus diante da realidade da doença e do sofrimento. Jesus não culpa o Pai e nem os doentes por suas desditas, mas se mostra solidário.

O Senhor não foge dos doentes, mas vai até eles, toma-os pela mão e os ajuda a se levantar. Ele não veio para derrubar, mas para dar ânimo. A sogra de Pedro se levanta e começa a servi-los.

O Senhor é a vida que chega!

Com esta atitude, Jesus confirma que sua vinda é para transformar o mundo, eliminar a doença, a dor e a morte. Ele é a vida e, como tal, quer vida plena para todos nós!

O que fazemos quando sabemos que alguém está doente, sofrendo? Vamos até ele, procuramos dar-lhe novo ânimo?

Diante do sofrimento e da doença poderemos ter várias atitudes. Desde tratar do doente, se formos profissionais da medicina, até nos colocarmos à disposição para servi-lo, ajudá-lo de algum modo.

Contudo, existe um gesto que todos poderão e deverão fazer: o gesto da solidariedade, de ser presença, de estar ao lado confortando, animando.

Esse gesto nada custa, a não ser a esmola de nosso tempo, de renunciar a tantos afazeres muitas vezes inúteis, para ir visitar o Cristo que está sofrendo. “Estive doente e me visitastes!”