segunda-feira, 12 de outubro de 2020
domingo, 11 de outubro de 2020
sábado, 10 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 11/10/2020
Dom
José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília - DF
|
N |
este Domingo vibramos
na feliz esperança da ressurreição e da participação no Banquete do Cordeiro.
No seu grande apocalipse, Isaías anuncia que o Senhor dos exércitos, após o
juízo sobre a humanidade infiel à antiga aliança, preparará “para todos os
povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos
deliciosos e dos mais finos vinhos” (Is 25,6), libertando-os de toda
cadeia. Este banquete é prefiguração da Eucaristia e do Banquete escatológico
antecipado na história pela mesma Eucaristia.
Esta
promessa escatológica não nos livra das dificuldades da vida presente. Na
segunda Leitura, São Paulo confidencia: “Eu aprendi o segredo de viver em toda
e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo
necessidade. Tudo posso naquele que me dá forças” (Flp 4,12-13). Cheio
de gratidão, ele glorifica o Deus providente, que o sustém pelas mãos generosas
dos irmãos, e nos conforta na esperança da vida eterna.
Ao
dar este banquete, “o Senhor Deus eliminará para sempre a morte, e enxugará as
lágrimas de todas as faces” (Is 25,8). Paulo aludirá a esta promessa
afirmando que a ressurreição de Cristo comportou a vitória definitiva sobre a
morte (cf. 1Cor 15,54-55). João dela se lembrará ao anunciar a salvação
que o Cordeiro morto e ressuscitado trará, enxugando toda lágrima e destruindo
a morte, a dor e todo pranto (cf. Ap 21,4 e 7,17). Ao pedir que Deus
receba os mortos no Seu Reino, a Igreja assume esta esperança: “Unidos a eles,
esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, quando enxugardes
toda lágrima dos nossos olhos. Então, contemplando-vos como sois, seremos para
sempre semelhantes a vós e cantaremos sem cessar os vossos louvores” (Oração
Eucarística III).
A
primeira Leitura exalta justamente a fidelidade de Deus à Sua promessa. O
Evangelho (Mt 22,1-14), contudo, nos faz refletir sobre a exigência de
uma adequada resposta humana: “Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?”
(v.8). Da parte de Deus tudo está dado. A nossa correspondência, porém,
será fruto da experiência exigente da caridade, a veste nupcial. “Ninguém – diz
são Josemaría – é excluído da salvação, se livremente abre as portas às
amorosas exigências de Cristo” (É Cristo que passa, 180). Para saborear
as ricas iguarias e os vinhos mais finos é preciso afastar o coração de tudo o
que afasta de Deus.
Bento
XVI assim conclui uma meditação sobre esta Parábola do Evangelho de Mateus:
“Todos nós somos convidados a ser comensais do Senhor, a entrar com fé no seu
banquete, mas devemos vestir e guardar o hábito nupcial, a caridade, viver um
profundo amor a Deus e ao próximo” (Homilia, 9.X.2011).
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
IMAGENS: Veneração respeitosa, não uma adoração!
Padre Sarmento (*)
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É |
importante
saber que na bíblia, há uma enorme diferença entre ídolos e imagens. Deus em
sua bíblia condenou os ídolos (ex. 32, 1-5), mas ao mesmo tempo mandou
fazer imagens. Você acredita? Pois bem, pegue sua bíblia e leia no livro de
êxodo 25, 18-22; 37, 7-9. Deus não só mandou fazer imagens de anjos, como
também declarou que falaria solenemente para o povo, do meio das duas imagens
de querubins (Números 7, 8-9; 2 Samuel 6,2).
Além das imagens de anjos, Ele
também mandou fazer imagem de uma serpente para o povo olhar para ela (Números
21,4-9), e Jesus reconheceu o valor simbólico dessa imagem que era uma
prefiguração da sua morte na cruz (João 3,14).
O templo de Deus, construído
ricamente pelo rei Salomão, estava cheio de imagens de escultura e javé se
manifestou nesse templo e o encheu de sua glória; (Ezequiel 41, 17-20;
43,4-6). Nesse templo havia até imagens gigantes (I Reis 6,23-35 e 2
Crônicas 3,10-14). Tinha a serpente de bronze, querubins de ouro, grinaldas
de flores, frutos, árvores, leões... etc. (Números 21,9; êxodo 25,13;
Ezequiel 1,5;10,20; I Reis 6, 1B, 23; Números 8,4).
Depois de termos todas as
passagens bíblicas aqui citadas, concluímos que não é ruim termos uma imagem
como recordação de um fato ou de uma pessoa a quem amamos. A propósito, até
mesmo os nossos irmãos protestantes que tanto nos criticam e nos julgam
injustamente têm imagens em suas casas e em suas igrejas, como: a Arca de Noé;
de Moisés e o povo de Deus atravessando o Mar Vermelho; da Natureza; Matas e
até da própria bíblia.
“É certo que Deus
proibiu fazer ídolos, porque o povo correria o risco de adorar a deuses
estranhos, como aconteceu no deserto quando o povo abandonou a Javé, fabricou e
adorou um Bezerro de Ouro, como se fosse Deus”.
Precisamos, porém, entender
que nossas imagens não são ídolos, mas recordações dos nossos irmãos na fé.
Ídolo é aquilo que toma o lugar de Deus. Assim, os maiores ídolos de hoje são:
o poder, o prazer, as riquezas… quando causam injustiças, exploração, corrupção
e morte.
É bom que fique bem claro que
nós católicos não adoramos a nenhuma imagem, nenhum objeto e nenhuma pessoa
humana, pois a igreja nunca ensinou nem mandou adorar a quem quer que seja; mas
sempre ensinou em sua doutrina que devemos adorar unicamente a Deus, que é o
Pai, o Filho e o Espírito Santo. “A honra devolvida nas santas imagens é uma
veneração respeitosa, não uma adoração. Pois, esta convém unicamente a Deus”.
*PADRE
SARMENTO: Faleceu em 26 de maio de 2013, com
a saúde fragilizada, mas lúcido, aos 97 anos, o cônego Luiz Geraldo Wanderley Sarmento, mais conhecido
como “Padre Sarmento”, que por 64 anos, foi pároco da Igreja de São Benedito,
no Centro de Maceió.
terça-feira, 6 de outubro de 2020
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
domingo, 4 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 04/10/2020
“ARRENDARÁ A
VINHA A OUTROS VINHATEIROS…”
Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese de Brasília – DF
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O |
mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao
Santo Rosário e às Missões. No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias, em
colaboração com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e outros
organismos, realiza a Campanha Missionária, que neste ano reflete sobre o tema
“A vida é missão”, inspirando-se em Isaías 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”. A Igreja
de Brasília acolhe a Campanha com o propósito de robustecer o seu ardor
missionário e, assim como o Papa Francisco disse aos católicos chineses, nós
também suplicamos “uma nova efusão do Espírito Santo, para que em vós possam
resplandecer a luz e a beleza do Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem
acredita”.
A
Igreja se reconhece na belíssima imagem da Vinha do Senhor apresentada pelo
profeta Isaías (cf. LG 6). Este cântico nupcial mostra o amor e os
cuidados do Senhor com a Sua vinha: “O que poderia eu ter feito a mais por
minha vinha e não fiz?” (Is 5,4), embora num dado momento tenha dela se
desencantado. Por isso o começo lírico se converte depois em anúncio de
castigos. A casa de Israel deverá reconhecer a sua culpa para voltar a produzir
“frutos de justiça e obras de bondade” (5,7). Do contrário, como veremos
no Evangelho, o Senhor confiará a vinha a novos vinhateiros: o novo Israel. As
vicissitudes históricas do povo da primeira Aliança se tornarão ocasião para a abertura
universal do anúncio da salvação.
Finalmente, Jesus se refere a Si mesmo: o divino Vinhateiro enviou Seu Filho. Os profetas eram servos, Jesus é o Filho. Mateus, que escreve para judeus, é o único a dizer que Deus entregará a vinha a um outro povo, aludindo assim à Igreja, novo povo de Deus, que sofre perseguição como o seu Senhor.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
terça-feira, 29 de setembro de 2020
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
domingo, 27 de setembro de 2020
sábado, 26 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 27/09/2020
Pe.
Fábio Evaristo R. Silva, C.Ss.R.
Folheto
litúrgico Deus Conosco - Ed. Santuário
|
D |
eus nos convida, nos
chama, convoca. É preciso unir a Palavra com nossos gestos e atitudes. Deus
quer contar conosco para construirmos uma sociedade renovada pela justiça, pela
fraternidade e pela paz. Diante desse projeto de vida, podemos assumir duas
atitudes: dizer "sim" ou "não" à vontade de Deus. E ao
celebrarmos o Dia Nacional da Bíblia, que a Palavra libertadora do Senhor
alcance nosso coração.
Na
Liturgia da Palavra, Deus nos fala que devemos ter os mesmos sentimentos e
atitudes de Cristo para segui-lo fielmente. Ele dispensou sua realeza para
viver a simplicidade da vida.
Em
diversas ocasiões nos evangelhos encontramos Jesus falando sobre a importância
de uma vida coerente, isto é, uma vida onde as palavras e as ações não se
contradizem, mas estão profundamente interligadas. Jesus aponta com frequência
para o que deve caracterizar seus discípulos: saber colocar em prática a
vontade do Pai, demonstrando por suas obras o quanto amam a Deus.
É
assim que compreendemos suas palavras: "Nem todo aquele que me diz:
'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade
de meu Pai que está nos céus" (Mt 7,21). Tal como no tempo de
Jesus, hoje também é possível encontrar alguém que, com sua capacidade de orar
e comunicar-se, com seus conhecimentos sobre Bíblia ou religião, arranque
lágrimas das outras pessoas. Por vezes, não passam de palavras vazias,
infecundas.
Na
parábola dos dois filhos que mudaram de atitude vemos um típico exemplo de que
as palavras, assim como as ideologias, podem muitas vezes nos enganar. Só
conhecemos verdadeiramente o coração do ser humano por suas obras: "Nisto
conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos
outros" (Jo 13,35).
O
"sim" que os discípulos de Jesus são chamados a dizer deve ser
respondido com consciência e maturidade, para que seja verdadeiro
"sim", e não fruto de um mero momento de euforia. Nossa tarefa de
cada dia consiste em renovar o nosso "sim", fazendo-o todas as vezes
com mais profundidade, reafirmando-o sobretudo com nossas práticas.
Ao
dizer que os cobradores de impostos e as prostitutas serão os primeiros a
alcançar o Reino de Deus, Jesus aponta para a fragilidade daqueles que se acham
perfeitos e melhores que os outros. Mostra-nos também que devemos nos colocar
em permanente atitude de conversão, pois sempre estamos sujeitos a cair. Os que
se acham "santos" são muito facilmente propensos ao erro, pois acabam
perdendo-se na sua soberba e se fecham à graça divina.
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
terça-feira, 22 de setembro de 2020
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
domingo, 20 de setembro de 2020
sábado, 19 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM – 20/09/2020
Dom José
Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília – DF
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A |
Palavra é a verdade que surpreende e ensina
que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus. Faz ver que não é
segundo os critérios humanos que o bom Deus recompensa os operários do Reino.
A
primeira leitura salienta o convite de Isaías a buscar “o Senhor enquanto pode
ser achado … enquanto está perto” (Is. 55,6). Na sequência, ele fala do
nosso Deus generoso no perdão, ao contrário dos que nesses tempos carregamos
uma espécie de sanha punitivista contra quem é ou consideramos ímpio, corrupto,
injusto. Deus está sempre disposto a resgatar mediante o perdão a ser dado
vezes sem conta, como se dizia no Evangelho da semana passada. Basta que o
pecador o invoque, “pois Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele
que o invoca lealmente” (Sl. 144,18).
A
comunidade de Filipos, à qual Paulo falou do paradoxo da “kenosis” ou da
aniquilação de Cristo como caminho da salvação do gênero humano, recebe dele o
testemunho de entrega e de amor ao Senhor Jesus: “Cristo vai ser glorificado no
meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte” (Flp. 1,20). No
versículo seguinte, ele completa dizendo que Jesus é o sentido de sua vida e de
sua morte: “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Trata-se do encontro
com o Senhor. “É um sentido novo da vida, da existência humana, que consiste na
comunhão com Jesus Cristo vivo; não só com uma personagem histórica, um mestre
de sabedoria, um líder religioso, mas com um homem no qual Deus habita
pessoalmente. A sua morte e Ressurreição é a Boa Nova que, partindo de
Jerusalém, se destina a alcançar todos os homens e povos, a partir de dentro
das culturas, abrindo-se à verdade fundamental: Deus é Amor, fez-se homem em
Jesus e com o seu Sacrifício resgatou a humanidade da escravidão do mal
dando-lhe uma esperança certa” (Bento XVI, Ângelus 18/09/2011).
A
parábola que Jesus conta (Mt. 20,1-16) sobre o vinhateiro que, em diversas
horas do dia, chama trabalhadores para a sua vinha e, ao cair da tarde, dá a
todos o mesmo salário, torna-se causa do protesto dos trabalhadores da primeira
hora. Parecia-lhes injusto ter recebido a mesma moeda dada também como paga
àqueles que só começaram a trabalhar ao entardecer: faltou – diríamos hoje –
isonomia. Mas a moeda dada a cada um representa a vida eterna. Deus não pode
dar menos do que a vida eterna aos “primeiros” ou aos “últimos”. Além disso, o
Senhor não tolera “desemprego” na Sua vinha. Na verdade, a primeira recompensa
do operário da Vinha do Senhor consiste precisamente na honra de ser chamado à
missão do próprio Vinhateiro divino. Só quem trabalha por amor ao Senhor e ao
Seu Reino entende isso. Quem trabalha por um prêmio de qualquer outra natureza,
nunca compreenderá que a vocação é “Dom e Mistério” (São João Paulo II).
Maria,
a Virgem que sabe ouvir a Palavra, nos ajude a responder “sim” ao chamamento do
Senhor para trabalhar na Sua Vinha.
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
terça-feira, 15 de setembro de 2020
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
domingo, 13 de setembro de 2020
sábado, 12 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – 13/09/2020
SENHOR, QUANTAS VEZES DEVO
PERDOAR?
Dom
José Aparecido Gonçalves de Almeida
Arquidiocese
de Brasília-DF
|
A |
o rezarmos o Pai Nosso, fazemos uma súplica exigente:
“perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido”. Com estas palavras ensinadas pelo próprio Senhor Jesus, nós pedimos
o perdão das nossas faltas oferecendo ao Pai, que não se cansa de perdoar, a
medida do perdão que desejamos receber.
Já no Antigo Testamento lemos que: “Se (alguém)
não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão a Deus?” (Eclo.
28,4). O mesmo sábio aconselha: “Perdoa ao próximo que te prejudica, assim,
quando orares, teus pecados serão perdoados” (28,2). Esta palavra já nos
aproxima da revelação Evangélica da centralidade do perdão e da misericórdia na
vida dos filhos de Deus.
Mesmo o salmista, ao convidar a própria alma a
bendizer ao Senhor lembrando-se dos imensos benefícios que o Senhor lhe fez,
diz: “Ele te perdoa toda culpa, cura toda tua enfermidade … como um pai se compadece
de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem” (Sl. 102,3.13).
Na segunda leitura, o Apóstolo sugere aos cristãos de
Roma que na comunidade Cristã nada há de essencial senão a pertença radical a
Jesus, pois “quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor”, que “morreu e
ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos” (Rm. 14,8-9). E o
fez realizando a reconciliação do gênero humano com o Seu Pai e nosso Pai.
Na sequência da tradição bíblica do perdão e levando-a
ao seu pleno cumprimento, Jesus universaliza o sentido do próximo e estabelece
o vínculo entre o perdão recebido e o perdão dado (cf. Mt 18, 21-35).
São João Paulo II assim comenta o diálogo entre Jesus e Pedro: “Cristo sublinha
com insistência a necessidade de perdoar aos outros. Quando Pedro lhe perguntou
quantas vezes devia perdoar ao próximo, indicou-lhe o número simbólico de
«setenta vezes sete», querendo desta forma indicar-lhe que deveria saber
perdoar sempre a todos e a cada um”. (Dives in misericordia, n. 14).
A parábola que ilustra a resposta de Jesus a Pedro,
coloca salienta o contraste hiperbólico entre a magnanimidade do senhor que
perdoa uma soma incalculável representada pelos dez mil talentos (mais de
dois bilhões de denários) e a mesquinhez do criado para com o companheiro
que lhe devia apenas cem denários, ou seja, cem vezes o salário de um dia.
O exercício contínuo e generoso do perdão nos
configura cada vez mais a Cristo, que “me amou e Se entregou por mim”. E nós
confiamos este desejo à intercessão d’Aquela que não cessa de proclamar «a
misericórdia, de geração em geração» e também a daqueles em que já se
realizaram até ao fim as palavras do Sermão da Montanha, «Bem-aventurados os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (cfr. Id., n. 15).
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
terça-feira, 8 de setembro de 2020
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
domingo, 6 de setembro de 2020
sábado, 5 de setembro de 2020
REFLEXÃO LITÚRGICA DO XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 06/09/2020
SE TEU IRMÃO PECAR CONTRA TI…
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D |
esde a década de 70, a Igreja no Brasil dedica o mês
de setembro à promoção do conhecimento da Bíblia entre os católicos. Este mês
foi escolhido porque nele se celebra a memória de São Jerônimo, Doutor da
Igreja, patrono dos cultores das Escrituras Santas. Ele traduziu a Bíblia para
a língua dos romanos a pedido do Papa Dâmaso. Sua tradução foi adotada na
liturgia católica e ficou conhecida como “Vulgata”, por seu latim popular,
simples e belo. A tradução brasileira usada na liturgia foi feita a partir das
línguas originais e cotejada com a Nova Vulgata, revisada por especialistas a
pedido de São Paulo VI.
Neste mês, portanto, a Igreja no Brasil «exorta com
ardor e insistência todos os fiéis a que aprendam “a sublime ciência de Jesus
Cristo” (Fl. 3,8) na leitura frequente da Sagrada Escritura» (CIC n.
133), porque, como dizia S. Jerônimo, “a ignorância das Escrituras é
ignorância de Cristo” (Comentário a Isaías). Peçamos a sua intercessão
para aprendermos a conhecer e amar as Escrituras Sagradas.
Neste Domingo, a liturgia da Palavra nos orienta para
uma atitude oposta à de Caim, que ao matar o irmão, retrucou a Deus: “por acaso
sou guarda do meu irmão?” (Gn. 4,9). O desinteresse pela vida do irmão,
por suas quedas ou afastamento de Deus, não é respeito, é escárnio, desprezo.
Cada irmão nosso vale o caro preço do Sangue de Cristo.
Já na primeira Aliança, Deus exortava o profeta
Ezequiel a cuidar da casa de Israel, orientando e corrigindo o ímpio, isto é, o
pecador injusto: “Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe
falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria
culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte” (Ez 33, 7-9). A correção
omitida acarreta responsabilidade pela vida do ímpio, mas a correção realizada
traz a salvação àquele que corrige.
Ao convidar-nos a não fechar os corações, o Espírito
Santo nos chama pela pena do Salmista a ouvir “hoje a voz do Senhor” (Sl.
94). Por meio do Apóstolo dos gentios, a Sua voz nos diz para não ficar
“devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está
cumprindo toda a Lei” (Rm 13,8).
Quando por meio de obras de misericórdia espirituais
oferecemos nosso amor aos que padecem no erro, é a Cristo que adoramos: “O que
fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes”. Por isso, no Evangelho (Mt
18,15-20), Jesus nos ensina o modo de fazer a correção fraterna e as etapas
a cumprir ao corrigir os que erram. Vale a pena meditar durante esta semana
sobre as palavras de Jesus, pedindo-lhe as luzes e a força para colocá-las em
prática. A capacidade de fazer correção fraterna é um índice de maturidade
cristã e, como nos ensina o Papa Francisco, um remédio eficaz contra a
maledicência.
Nossa Senhora nos ajude a ser atentos à voz do
Espirito Santo que fala nas Escrituras.
Fonte: Palavra do Pastor - Arquidiocese de Brasília-DF.

















































