terça-feira, 26 de agosto de 2025

SOU CATÓLICO, VIVO MINHA FÉ!

 

O

 que significa crer? Quais são os fundamentos de minha fé? Como celebro minha fé? Como vivo minha fé? Com tais questões deparam-se muitos católicos sem saber, em sua maioria, onde encontrar a resposta.

Um documento da CNBB, elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, ajuda os fiéis católicos a conhecerem melhor sua fé, para melhor celebrá-la e testemunhá-la.

O documento aborda a importância da fé católica, sua compreensão, celebração e vivência na vida dos fiéis.

Para melhor ser entendida, fizemos um resumo que poderá ajudar muitos fiéis a ser católico e viver sua fé.

A IMPORTÂNCIA DA FÉ NA VIDA CATÓLICA

A fé é um dom precioso que deve ser conhecido e vivido pelos católicos. ​

  • A fé é um presente recebido no Batismo e deve ser aprofundada.
  • Conhecimento da fé é essencial para celebrá-la e testemunhá-la. ​
  • A leitura da Sagrada Escritura e a oração são fundamentais para o crescimento na fé. ​
  • A participação na comunidade eclesial é um meio privilegiado para viver a fé. ​

CRER EM DEUS: A BASE DA FÉ

A crença em Deus Pai, Filho e Espírito Santo é central para a identidade católica.

  • Crer é uma resposta livre ao apelo de Deus que se revela por amor. ​
  • A fé é adesão à Revelação feita por Jesus Cristo, não apenas uma ideia. ​
  • A Santíssima Trindade é a base da fé católica, representando um Deus em três pessoas.
  • O Batismo nos insere na família de Deus, a Igreja. ​

A REVELAÇÃO DIVINA: ESCRITURA E TRADIÇÃO

A fé católica se fundamenta na Sagrada Escritura e na Tradição, esclarecidas pelo Magistério. ​

  • A Sagrada Escritura é composta por 46 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.
  • A Tradição é a transmissão da verdade revelada desde Jesus e os apóstolos. ​
  • O Magistério da Igreja interpreta a Palavra de Deus e orienta a vivência da fé. ​
  • A Sagrada Escritura e a Tradição são complementares e formam um único tesouro. ​

A COMUNIDADE ECLESIAL E A FÉ

A vivência da fé se dá em comunidade, onde a Igreja é mãe e mestra.

  • A Igreja transmite o dom da fé e reúne os fiéis na unidade.
  • A Eucaristia é o alimento espiritual que sustenta a vida cristã.
  • A Igreja ensina a Palavra de Deus e orienta a vida moral dos católicos.
  • A presença de Maria e dos santos é um apoio na vivência da fé. ​

A ORAÇÃO COMO FONTE DE GRAÇA

A oração é essencial para a vida do católico e sua relação com Deus. ​

  • A oração pessoal e comunitária fortalece a vida espiritual. ​
  • Jesus enfatizou a importância da oração em sua vida e ensinou a orar. ​
  • A graça de Deus é recebida através dos sacramentos, que são canais de santificação.
  • A oração coloca a vida do católico em sintonia com o coração de Deus. ​

A MISSÃO DO CATÓLICO NO MUNDO

Os católicos são chamados a viver a fé como um dom de Deus e a servir aos outros.

  • A fé deve ser vivida em todas as dimensões da vida: familiar, social e profissional.
  • O católico é chamado a testemunhar os valores do Reino de Deus. ​
  • A moral católica é centrada no amor e na solidariedade.
  • A conversão contínua é necessária para a plena realização humana e cristã.

A INTIMIDADE COM DEUS E A SANTIDADE

A busca pela santidade é um encontro gracioso entre a humanidade e Deus, cultivado pela intimidade com o Pai através do Filho no Espírito Santo. ​

  • Jesus ensinou aos discípulos a vivenciar a intimidade com o Pai. ​
  • A santidade é caracterizada pela graça de Deus que sustenta o esforço humano.
  • O encontro com Deus é fundamental para a vida cristã. ​

O MESSIAS E O ESPÍRITO SANTO

Jesus foi ungido pelo Espírito Santo desde sua concepção, cumprindo profecias messiânicas e realizando sinais divinos.

  • A profecia de Isaías se cumpre em Jesus, que é ungido para anunciar a Boa-Nova.
  • A vida de Jesus é guiada pelo Espírito, culminando em sua ressurreição. ​
  • A ressurreição de Jesus é a certeza da ressurreição da humanidade.

O MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO

A paixão, morte e ressurreição de Jesus são centrais na fé cristã, representando a libertação do pecado e a nova vida. ​

  • Jesus celebrou a Páscoa com os apóstolos, instituindo a Eucaristia. ​
  • A ressurreição é um acontecimento extraordinário com profundas consequências.
  • A Eucaristia é o memorial da oferta de Jesus pela salvação da humanidade. ​

A REVELAÇÃO DA TRINDADE

Jesus revela que Deus é Trindade, enfatizando a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

  • O batismo é realizado em nome da Santíssima Trindade.
  • Cada Pessoa da Trindade desempenha um papel na criação, salvação e santificação. ​
  • Ser cristão é viver em comunhão com as três Pessoas divinas. ​

A ORIGEM E A NATUREZA DA IGREJA

A Igreja foi desejada por Deus desde a eternidade e se formou através das Alianças com a humanidade.

  • A escolha dos apóstolos e a instituição da Eucaristia são atos fundantes da Igreja.
  • A Igreja é o novo Israel, chamada a evangelizar todos os povos.
  • A presença de Jesus na Igreja é fundamental para sua missão.

A IGREJA COMO MISTÉRIO

A Igreja é um Mistério que expressa sua relação com a Santíssima Trindade e a união com Cristo. ​

  • A Igreja é chamada de Templo de Deus, Esposa de Cristo e Mãe da Igreja. ​
  • As imagens de Novo Israel, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo refletem a dimensão trinitária da Igreja. ​
  • A Igreja é uma organização que cumpre sua missão de evangelizar. ​

A MISSÃO DA IGREJA

A missão da Igreja é evangelizar e ser testemunha da graça de Deus no mundo. ​

  • O mandato de Jesus é fazer discípulos entre todas as nações.
  • A atividade missionária começou com a ressurreição de Jesus e continua até hoje. ​
  • A Eucaristia é o centro da missão da Igreja. ​

MARIA COMO MÃE DA IGREJA

Maria é reconhecida como Mãe da Igreja, unindo-se a todos os membros do corpo de Cristo.

  • Ela foi escolhida para ser mãe de Jesus e, consequentemente, de todos os cristãos. ​
  • A Igreja a venera como modelo de fé e discípula fiel.
  • Maria é a figura maternal que representa a Igreja.

A BUSCA PELA UNIDADE NA IGREJA

A unidade entre os cristãos é um desejo de Deus, e a Igreja se empenha em promovê-la. ​

  • O ecumenismo busca a unidade entre diferentes Igrejas cristãs. ​
  • O diálogo inter-religioso é fundamental para a convivência pacífica. ​
  • Todos os membros da Igreja são chamados a contribuir para a unidade. ​

A COMPREENSÃO DO SER HUMANO

A visão cristã do ser humano abrange sua relação com Deus, os outros e a natureza. ​

  • O ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus, com liberdade e capacidade de amar.
  • A relação com a natureza deve ser saudável e respeitosa. ​
  • A comunhão com Deus é essencial para a realização plena do ser humano. ​

A FRAGILIDADE DO SER HUMANO

O ser humano é frágil e sujeito ao pecado, mas pode encontrar força na graça de Deus. ​

  • O pecado original trouxe desordem, mas a graça de Deus oferece redenção. ​
  • A fragilidade não deve desanimar, pois a esperança em Deus é fundamental. ​
  • A vida em Cristo transforma o ser humano em nova criatura.

A CHAMADA À COMUNHÃO

O ser humano é chamado a viver em comunhão, expressando amor e doação. ​

  • A corporeidade e a diferença sexual são fontes de relação e fecundidade. ​
  • A liberdade é um dom que deve ser exercido com responsabilidade. ​
  • A história da pessoa é marcada pela capacidade de amar e se doar. ​

O DESTINO ÚLTIMO DO SER HUMANO

O ser humano é destinado à ressurreição e à plena comunhão com Deus. ​

  • A vitória de Cristo sobre a morte oferece esperança de vida eterna.
  • A rejeição do projeto de Deus resulta em afastamento eterno.
  • A busca pela santidade é um caminho para a bem-aventurança eterna. ​

A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO PASCAL

A celebração da fé é uma obra de Cristo e da Igreja, envolvendo todas as dimensões da vida humana.

  • A Liturgia é a celebração do Mistério Pascal, central na vida cristã. ​
  • A participação consciente nas celebrações é fundamental para o crescimento na fé.
  • A Liturgia expressa a comunhão da Igreja e a ação de Cristo. ​

A IMPORTÂNCIA DA LITURGIA

A Liturgia é essencial para a vida da Igreja, sendo a fonte de sua força vital.

  • A celebração litúrgica é uma ação sagrada que une a comunidade. ​
  • A presença de Cristo na Liturgia é fundamental para a experiência de fé. ​
  • A Liturgia deve ser celebrada com reverência e simplicidade.

QUEM CELEBRA A LITURGIA?

A Liturgia é uma ação de Deus e do povo, expressando a oblação ao Pai. ​

  • A assembleia reunida é o corpo da Igreja, onde todos têm um papel. ​
  • O sacerdote atua em nome de Cristo, servindo à comunidade. ​
  • A participação ativa é essencial para a eficácia da celebração.

COMO CELEBRAR A LITURGIA

A celebração litúrgica utiliza sinais e símbolos que expressam a presença de Deus. ​

  • As palavras, ações e cantos são elementos fundamentais da Liturgia.
  • A espiritualidade litúrgica alimenta a vida cristã e a comunhão com Deus. ​
  • O silêncio e a reverência são essenciais para uma celebração frutuosa. ​

OS SACRAMENTOS DA FÉ

Os sacramentos são sinais visíveis da graça invisível de Deus, fundamentais na vida cristã.

  • A vida de Jesus é uma liturgia que expressa a salvação da humanidade.
  • Os sacramentos marcam etapas importantes da vida cristã. ​
  • A Eucaristia é o centro da vida sacramental da Igreja. ​

OS SACRAMENTOS DE INICIAÇÃO CRISTÃ

Os sacramentos de iniciação (Batismo, Confirmação e Eucaristia) introduzem o cristão no Mistério de Cristo. ​

  • O Batismo é o fundamento da vida cristã e a entrada na Igreja. ​
  • A Confirmação fortalece a graça batismal e o compromisso com a fé. ​
  • A Eucaristia é a celebração central da vida cristã. ​

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA

A Penitência é o sacramento que oferece perdão e reconciliação com Deus e a Igreja. ​

  • O sacramento é um encontro com Cristo que acolhe e perdoa. ​
  • A celebração da Penitência é um momento de renovação espiritual. ​
  • Existem diferentes formas de celebrar a Penitência, adaptadas às necessidades da comunidade. ​

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

A Unção dos Enfermos é um sacramento de cura e conforto para os doentes.

  • Este sacramento oferece perdão dos pecados e pode resultar em cura física. ​
  • A Unção é um encontro com Cristo que traz esperança e força. ​
  • É um momento de oração e apoio àqueles que sofrem.

O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS

A Unção dos Enfermos é um sacramento que oferece conforto e cura aos doentes, fortalecendo sua fé e união com Cristo. ​

  • É administrado por presbíteros através de unção e oração.
  • Pode ser solicitado em qualquer momento de doença ou velhice, não apenas em perigo de morte.
  • Reflete a compaixão de Jesus pelos enfermos e a presença do Reino de Deus. ​
  • A união do sofrimento do doente com o de Cristo pode levar à purificação e salvação. ​
  • A Unção deve ser precedida pela Confissão, quando possível, para maior eficácia espiritual.

O SACRAMENTO DA ORDEM

O Sacramento da Ordem é a continuidade da missão apostólica de Cristo na Igreja, conferindo ministério a alguns cristãos. ​

  • É essencial para a vida da Igreja e para o serviço ao povo de Deus. ​
  • Existem três graus: diaconato, presbiterato e episcopado. ​
  • Os ministros ordenados servem em nome de Cristo e da Igreja, promovendo a edificação do Reino de Deus.
  • O bispo, como chefe visível da Igreja Particular, recebe a plenitude do sacramento. ​

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

O Matrimônio é um sacramento que une um homem e uma mulher em uma aliança de amor, refletindo a união de Cristo com a Igreja. ​

  • É um chamado à comunhão de vida e amor, com a missão de gerar e educar filhos. ​
  • Jesus elevou o Matrimônio à dignidade de sacramento, conferindo-lhe um significado divino. ​
  • Os cônjuges são chamados a se santificarem mutuamente e a viverem em amor e responsabilidade. ​

A CELEBRAÇÃO DOS SACRAMENTOS EM COMUNIDADE

A celebração dos sacramentos em comunidade é fundamental para a vivência da fé e o fortalecimento do compromisso com Deus. ​

  • Os sacramentos são fontes de vida nova e devem ser celebrados com participação consciente. ​
  • A liturgia educa a fé e promove a transformação pessoal e comunitária.
  • A participação ativa nas celebrações desperta um maior compromisso com a vida e as necessidades dos outros. ​

A EXISTÊNCIA ANIMADA PELA GRAÇA DOS SACRAMENTOS

A vida cristã é sustentada pela graça dos sacramentos, que nos conectam a Deus e à comunidade de fé. ​

  • A liturgia é uma forma de entrar em comunhão com Deus e receber os frutos da salvação. ​
  • A participação nos sacramentos transforma a vida do católico em um culto contínuo a Deus. ​
  • A vida sacramental é um testemunho do encontro com Cristo e do serviço ao próximo. ​

A VIDA NOVA EM CRISTO E A IDENTIDADE CATÓLICA

A vida nova em Cristo implica em uma transformação moral e espiritual, fundamentada na fé e na adesão aos ensinamentos da Igreja.

  • O discípulo de Jesus vive os valores evangélicos e busca a justiça e a caridade. ​
  • A moral cristã é uma expressão da adesão a Cristo e deve ser vivida de forma consciente. ​
  • A conversão e a busca pela santidade são essenciais na vida do católico.

FUNDAMENTOS DA MORAL CRISTÃ

A moral cristã é baseada na liberdade e na dignidade da pessoa, fundamentada na Lei de Cristo. ​

  • Cada pessoa é chamada a viver segundo a sua consciência, que deve ser educada e formada.
  • O Decálogo orienta a conduta moral e é um caminho de vida e libertação. ​
  • O amor a Deus e ao próximo é o resumo da Lei, conforme ensinado por Jesus.

AS OBRAS DE MISERICÓRDIA

As obras de misericórdia são ações que expressam a caridade e o auxílio ao próximo em suas necessidades. ​

  • Existem obras de misericórdia corporais e espirituais, que abrangem desde alimentar os famintos até perdoar ofensas. ​
  • Essas ações são manifestações concretas da vivência da fé e do amor cristão.

O PECADO E A CONVERSÃO

O pecado é a recusa da proposta de Deus e resulta do mau uso da liberdade.

  • A conversão é o reconhecimento do pecado e o retorno à comunhão com Deus.
  • O amor de Deus é sempre mais forte que o pecado, oferecendo sempre a possibilidade de reconciliação. ​

A VIDA NOVA DO CRISTÃO NO MUNDO

Os cristãos são chamados a ser sal e luz no mundo, atuando em favor da justiça e da solidariedade. ​

  • A participação na vida social é uma extensão da fé e do compromisso com o bem comum. ​
  • A Doutrina Social da Igreja orienta a ação dos católicos na promoção da dignidade humana e dos direitos sociais. ​

SEXUALIDADE E AMOR HUMANO

A sexualidade é uma dimensão importante da vida humana que deve ser vivida à luz da fé e da dignidade. ​

  • O Matrimônio é um sacramento que reflete o amor de Deus e deve ser vivido com responsabilidade. ​
  • A educação dos filhos e a convivência familiar devem ser pautadas pelo amor e pela fé. ​

ESCLARECIMENTOS SOBRE A FÉ CATÓLICA

A Igreja Católica possui doutrinas e práticas que a diferenciam de outras denominações cristãs. ​

  • A veneração a Maria, a intercessão dos santos e a prática das indulgências são aspectos importantes da fé católica.
  • A Igreja ensina que a Bíblia e a Tradição são fontes da fé, e não apenas a Escritura. ​

A ORAÇÃO DO CATÓLICO

A oração é uma prática essencial na vida do católico, expressando a fé e a esperança na ação de Deus.

  • Os salmos são uma forma de oração que expressa louvor, súplica e arrependimento. ​
  • A oração é um meio de entrar em comunhão com Deus e fortalecer a vida espiritual. ​

SALMOS PENITENCIAIS E CONVERSÃO

Os salmos penitenciais ajudam o pecador a se reconectar com a misericórdia de Deus, promovendo a conversão e a reconciliação. ​

  • Os salmos penitenciais alinham o coração do pecador com o de Deus. ​
  • A oração ilumina a fragilidade humana e abre o coração para a confissão. ​
  • A graça de Deus leva à conversão e à mudança de atitudes.
  • A reconciliação traz a força da aliança e a alegria de ser santo como Deus. ​

SALMO 51(50) - ORAÇÃO DE DAVI

O Salmo 51 é uma súplica de Davi pedindo perdão e purificação a Deus após seu pecado.

  • Davi clama por misericórdia e pede que Deus cancele seu pecado.
  • Ele reconhece sua culpa e a gravidade de seu pecado.
  • Davi pede um coração puro e um espírito renovado.
  • O salmo enfatiza a importância de um espírito contrito e a sinceridade no arrependimento. ​

ORAÇÃO DO PAI-NOSSO

A oração do Pai-Nosso é uma invocação fundamental na tradição cristã, pedindo a vontade de Deus e o perdão das ofensas.

  • É uma oração que expressa a relação entre Deus e os fiéis.
  • Inclui pedidos de sustento, perdão e proteção contra o mal.

LOUVORES A DEUS

Os louvores a Deus reconhecem sua santidade, bondade e poder sobre o universo.

  • A oração exalta a grandeza de Deus e sua bondade infinita.
  • Os fiéis expressam gratidão e desejo de amar mais a Deus.

ORAÇÃO "ALMA DE CRISTO"

A oração "Alma de Cristo" é um pedido de santificação e proteção divina. ​

  • Os fiéis pedem a purificação e a salvação através de Cristo. ​
  • A oração busca a união com Jesus e a defesa contra o mal.

INVOCAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

A invocação ao Espírito Santo pede a presença e a ação do Espírito na vida dos fiéis.

  • É um chamado para que o Espírito Santo renove a face da terra.
  • A oração busca a iluminação e a sabedoria divina. ​

ORAÇÃO DO ROSÁRIO

A oração do Rosário é uma prática devocional que contempla os mistérios da vida de Cristo e de Maria. ​

  • É uma forma de meditação que promove a espiritualidade cristã.
  • O Papa João Paulo II destacou sua importância para a santidade.

ORAÇÃO PARA OFERECIMENTO DO TERÇO

A oração para o oferecimento do terço pede virtudes e indulgências ao rezar os mistérios da Redenção. ​

  • É um pedido de graça para rezar com devoção e receber bênçãos.

JACULATÓRIA DE PERDÃO

A jaculatória é uma súplica a Jesus pedindo perdão e salvação para as almas. ​

  • É uma oração que busca a misericórdia divina para todos, especialmente os que mais precisam.

MISTÉRIOS DO ROSÁRIO

Os mistérios do Rosário são divididos em quatro categorias, cada uma refletindo aspectos da vida de Cristo e de Maria. ​

  • Mistérios Gozosos: Alegria da Encarnação e nascimento de Jesus.
  • Mistérios Luminosos: Vida pública de Jesus e revelação do Reino.
  • Mistérios Dolorosos: Paixão e morte de Jesus. ​
  • Mistérios Gloriosos: Ressurreição e glorificação de Jesus e Maria. ​

LADAINHA DE NOSSA SENHORA

A ladainha é uma série de invocações a Nossa Senhora, pedindo sua intercessão. ​

  • Os fiéis reconhecem as virtudes de Maria e pedem sua proteção e auxílio.

ORAÇÃO "RAINHA DO CÉU"

A oração "Rainha do Céu" celebra a ressurreição de Jesus e a intercessão de Maria.

  • É um convite à alegria pela ressurreição e à súplica por ajuda.

ORAÇÃO DO ANGELUS

O Angelus recorda a Anunciação e a Encarnação de Jesus.

  • É uma oração que reflete sobre a humildade e a aceitação de Maria.

ATO DE ENTREGA A NOSSA SENHORA

A oração de entrega expressa devoção e consagração a Maria. ​

  • Os fiéis se oferecem a Maria, pedindo proteção e defesa. ​

ORAÇÃO PELA IGREJA E

PELO PAPA

A oração pede proteção e bênçãos para a Igreja e seus líderes.

  • É um pedido por justiça e paz para a nação e a comunidade.

LEITURA ORANTE DA BÍBLIA

A leitura orante da Bíblia é um método de oração que envolve escuta, meditação e contemplação da Palavra de Deus. ​

  • Os passos incluem ler, meditar, orar e contemplar a mensagem da Escritura. ​

REFERÊNCIAS PARA APROFUNDAMENTO

O texto menciona documentos e ensinamentos da Igreja que aprofundam a fé católica e a prática da oração.

  • Inclui referências a documentos do Vaticano e ensinamentos sobre a revelação de Deus e a vida cristã.

Mensagem do dia... 26/08/2025

 

sábado, 23 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 24/08/2025

 

N

o Evangelho, Jesus anuncia o Reino do Céu a todos os seres humanos. Ele o anuncia através de sua caminhada para Jerusalém, caminhada não apenas no sentido geográfico, mas principalmente no sentido teológico. Para nós é a caminhada para a salvação.

Por isso ela começa com a pergunta sobre se são muitos ou são poucos os que se salvam.

Jesus não a responde, mas fala que a salvação depende do compromisso radical com o projeto do Pai, a prática da justiça.

Muitos pensam em entrar no Reino apenas pertencendo à Igreja pelo batismo, fazendo parte de alguma associação, tendo títulos religiosos honoríficos, mas tudo isso para Jesus diz pouco ou nada.

É necessário não praticar injustiças, não ser conivente com elas, não ser omisso, mas comprometer-se, radicalmente, com a prática da justiça e sentir-se pequeno, não contando com suas obras, suas práticas religiosas, mas contando apenas com a misericórdia divina.

Na segunda leitura, o autor da Carta ao Hebreus nos incentiva à perseverança por causa das lutas travadas para serem todos fiéis ao projeto de Deus. O grande incentivo e modelo de perseverança é Cristo Crucificado. Mais ainda, seu autor diz que o sofrimento ajuda os cristãos a alcançarem a maturidade da fé.

Se Deus permite que soframos, é porque não somos estranhos a Ele, mas filhos queridos. Ele deseja nossa perfeição. Não é Ele que nos envia sofrimentos. Doenças e aflições não procedem de Deus, mas das circunstâncias da vida e, às vezes, da maldade dos homens.

Não existe um número de eleitos, de chamados à salvação. O que existe é um apelo permanente à conversão. Para o cristão, o sofrimento não deverá deprimir, mas fazer crescer em nós frutos de paz e de justiça.

Estamos dispostos a entrar pela porta estreita da desinstalação e do compromisso com os marginalizados? Abrimos a porta de nosso coração para que também ela deixe de ser estreita e se torne ampla?

Muitas vezes lutar pela justiça, desinstalar-se pode levar o cristão à porta estreita, mas será exatamente essa atitude que irá abrir as portas do coração, e isso poderá fazer sofrer, poderá fazer doer!

Desinstalar-se, lutar pelo direito e pela justiça faz sofrer porque nos coloca em luta contra o egoísmo de outros e também nossos, lutar nos tira do comodismo, nos desinstala.

Caminhar para Jerusalém supõem maturidade, supõem sair-se de si e estar voltado para o outro.

Fonte: Vatican News

Mensagem do dia... 23/08/2025

 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

DEUS CONHECE A DOR E A DELÍCIA DE SER FAMÍLIA!

 

Dom Itacir Brassiani

Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

N

o mês de agosto, dedicado inteiramente às vocações, as comunidades católicas celebram a SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA. E quando tratamos do tema da família, é recorrente a referência à bíblia, particularmente à família biológica de Jesus. Mas esse recurso pode se tornar arriscado se ignoramos a distância histórica e cultural entre a família oriental do tempo de Jesus e as famílias ocidentais do século 21. Consideremos brevemente essa questão.

Nos evangelhos, a Sagrada Família de Nazaré aparece como uma autêntica família judaica, herdeira fiel das esperanças messiânicas que alimentavam a vida dos pobres, guardiã fiel e praticante das orientações religiosas do judaísmo. Ao mesmo tempo, os evangelhos mostram a família de Jesus como o gérmen da nova família humana, sustentada e orientada pela utopia do Reino de Deus como graça que congrega as pessoas e derruba as barreiras.

Por estar radicada em Nazaré, na Galiléia, e por desempenhar trabalhos artesanais, no olhar das famílias de Jerusalém, a Sagrada Família carregou a marca da suspeita e do menosprezo. O domicílio em Nazaré sublinha a inserção da Sagrada Família no povo de Israel, como numa espécie de grande família étnica. O crescimento de Jesus ocorre nessa interação viva. Ele aprende e ensina, unindo a relação com Deus e a relação com os homens e com o seu povo.

Em relação à família tradicional, Jesus foi uma espécie de transgressor. Rompeu com ela e afastou-se das suas expectativas, que consistia em casar-se, cuidar da família e lutar pela sobrevivência. Vivendo o celibato, Jesus transgrediu também a obrigação de casar e gerar filhos, algo impensável para um rabino. Viveu a partir do sonho do reino de Deus, interessou-se pelas pessoas simples da Galileia, identificou-se com seus problemas e esperanças.

Esta opção de Jesus pela utopia do Reino de Deus e pela defesa vida das vítimas está na raiz do conflito com sua família. Seus parentes tiveram dificuldades de acreditar nele e até pensaram que havia enlouquecido. O desfecho deste conflito foi o distanciamento da família de sangue e uma opção por uma vida itinerante. A comunidade que nasceu da sua pregação também foi crítica em relação aos laços familiares, como testemunham es escrituras.

Este distanciamento de Jesus em relação à sua família de sangue, especialmente no período de sua missão pública, não significa que as experiências afetivas e familiares da infância e da juventude não tenham permanecido vivas. Tudo o que ele aprendeu, amou e sonhou em Nazaré aflorou mais tarde na sua pregação: o valor das coisas pequenas e escondidas, a solidariedade com os vizinhos, o caráter paterno e próximo de Deus. 

No que se refere a José e Maria, podemos dizer que eles realizaram de modo exemplar a participação na família nova, inaugurada pelo filho Jesus Cristo, em obediência ao Pai. Também eles cumpriram com prontidão a vontade do Pai. Marcada pelo ambiente simples e desprezado de Nazaré, a Sagrada Família, foi protagonista e modelo na busca e no cumprimento da vontade do Pai. Mas aqui já não temos mais a simples família tradicional.

Jesus ocupa um lugar central na Sagrada Família de Nazaré. Sua presença se irradia sobre Maria e José: eles se comovem, impressionam e maravilham diante da novidade; acolhem e recebem seu mistério do Reino de Deus, embora, por vezes, fiquem atrapalhados e desorientados. Jesus transcende seus próprios pais, e isso os estimula ao crescimento na compreensão do mistério de Deus na sua vida. Eles se tornarão discípulos do próprio filho!


Mensagem do dia... 20/08/2025

 

sábado, 16 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA – 17/08/2025

 

C

omo sempre Deus recorre aos humildes para realizar suas grandes obras. É aos insignificantes aos olhos do mundo que Ele pede colaboração.

No Magnificat, o famoso canto mariano, que é o Evangelho da festa de hoje, temos contato direto com a humilde serva do Senhor. Nela estão representadas todas as pessoas simples, ignoradas pelos poderosos, aquelas que confiam em Deus, em seu poder e em sua justiça.

Em Maria, Deus tem espaço para operar maravilhas. “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra!”, eis sua disponibilidade absoluta para Deus. “Fazei tudo o que ele vos mandar!” Eis seu ensinamento da Nova Eva aos seus filhos.

Em Deus, Maria e seus filhos se tornam ricos e são capazes de fazer coisas que os ricos não conseguem: a radical doação aos outros, a simplicidade, a generosidade sem cálculo, a solidariedade, a criação de um homem novo para um mundo novo, um mundo de Deus.

Maria é a serva, a servidora. Por isso após o sim dado ao Senhor, se dirige a Aim Karem onde mora Isabel, com a finalidade de servir. Ela ficou sabendo da gravidez de sua prima idosa e se dirigiu à sua casa, em um ato de solidariedade, para servi-la. A Trindade se revelou aos pobres e faz deles morada permanente. Deus  provocou  a vida na marginalizada Isabel, como a geraria depois no ventre de uma insignificante virgenzinha da perdida Nazaré.

O Canto de Maria está cheio de gratidão ao Altíssimo porque Ele a beneficiou e também aos necessitados. Finalmente Maria conclui sua ação de graças dizendo que Deus se manteve fiel à misericórdia prometida a Abraão e a seus descendentes.

A segunda leitura contém o querigma, isto é, o anúncio de que Cristo morreu e ressuscitou.

Paulo fala que Jesus Cristo é a primícia dos que adormeceram e dos que ressuscitaram. Ora, primícias são as primeiras colheitas. Cristo morreu para que o homem se submetesse ao Pai, confiasse plenamente no amor do Pai, fizesse sua entrega radical ao Pai. Cristo ressuscitou porque o homem foi criado para viver eternamente com o Pai, no seio da Trindade.

Maria foi a serva do Senhor, aquela que morreu a si mesma, em todos os dias, em todos os momentos de sua vida, para que Deus, a Vida, pudesse sempre nela agir. Exatamente nesse ato de entrega radical, de morte, ela ressuscitou.

Ressuscitou quando a Vida brotou em seu seio – Jesus, o Caminho, a verdade,  vida -;ressuscitou quando nas bodas de Caná, deu o conselho para fazermos tudo o que o Senhor mandar. Era a Nova Eva falando para o filhos da Nova Criação; ressuscitou quando no calvário presente à redenção, recebeu, da Vida, a missão de ser Mãe da Nova Humanidade – Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe; ressuscitou quando teve em seu braços a semente de  Vida, o corpo inerte de Jesus, e a plantou no sepulcro, a arca da nova e eterna aliança.

Ressuscitou quando, nos primeiros dias após a redenção, estava presente reunindo os discípulos, mas dando a primazia a Pedro; ressuscitou quando no Cenáculo recebeu o Espírito Santo e se reconheceu Mãe da Igreja gerada na Ceia e na cruz; finalmente ressuscitou e foi glorificada quando terminando sua peregrinação terrena, foi acolhida pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito!

Que nossa Mãe, nossa por causa do batismo, faça desenvolver em nossa vida, a semente da fé cristã recebida no mesmo batismo!

Que a humildade de Maria seja a nossa herança!

  Que a solicitude para com todos e a disponibilidade para servir, seja a nossa riqueza!

 

Fonte: Vatican News


Mensagem do dia... 16/08/2025

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

 

A

 Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é uma festa religiosa celebrada em 15 de agosto (esse ano, a Igreja no Brasil comemora no domingo 17 de agosto), que comemora a crença católica de que Maria, mãe de Jesus, foi levada em corpo e alma para o céu ao final de sua vida terrena. É considerada um dogma de fé na Igreja Católica, proclamado pelo Papa Pio XII em 1950.

O QUE É A ASSUNÇÃO?

A Assunção é a crença de que Maria, livre da mancha do pecado original, foi elevada ao céu, em corpo e alma, ao final de sua vida. Isso significa que ela não passou pela morte como os demais seres humanos, mas foi diretamente para a glória celestial.

DOGMA DA ASSUNÇÃO

O dogma da Assunção foi definido em 1950 pelo Papa Pio XII, na constituição apostólica "Munificentissimus Deus". A definição papal estabelece que Maria, ao completar seu curso de vida terrena, foi levada, em corpo e alma, para a glória celeste.

IMPORTÂNCIA DA ASSUNÇÃO

A Assunção é vista como um privilégio concedido a Maria devido à sua relação única com Jesus, sendo sua Mãe. Ela é um sinal de esperança para a humanidade, mostrando que a morte não é o fim, mas uma passagem para a vida eterna. A festa da Assunção também é um momento de alegria e celebração da vitória de Maria sobre a morte e o pecado.

A FESTA DA ASSUNÇÃO

A festa da Assunção é um dia de festa maior, com missas e celebrações especiais em honra à Virgem Maria.

Mensagem do dia... 15/08/2025

 

sábado, 9 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 10/08/2025

 

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eus se colocou ao lado dos oprimidos. A ajuda e o apoio mútuos, realizados pelo povo, e também a partilha das alegrias e dos sofrimentos deram expressão concreta à solidariedade. Deus os libertou através da solidariedade. A solidariedade iluminou e ilumina a noite da libertação!

O Evangelho, falando tanto em vigília, nos faz perguntar que seria vigilar? De acordo com ele, vigilar ou vigiar é sentir-se responsável pelo Reino e servir a Comunidade, em tudo aquilo que ela precisar e estiver dentro de nossos dons.

Perguntamo-nos também, vigiar para quê? E a resposta é clara: vigiar para que o Reino de Deus se relize. Esse Reino que é comparado a um banquete e a uma grande festa.

Portanto, nossa expectativa está dirigida à realização de algo maravilhoso. Preparamo-nos para a grande e eterna festa oferecida por Deus, através de nossos atos solidários e fraternos.

A segunda leitura, tirada da Carta aos Hebreus, nos apresenta dois modelos de vigilantes: Abraão e Sara. Para eles não existem absurdos. Eles foram modelos de fé em Deus. Apesar das aparentes contradições entre o que se passava na vida deles e o que Deus dizia, optaram por acreditar e confiar em Deus.

Abraão e Sara só tiveram um filho e não uma multidão como falava a promessa. Nem habitaram a terra prometida como lhes havia sido dito, mas viveram como peregrinos, morando em países estrangeiros.

Só setecentos anos mais tarde seus descendentes se estabeleceram na terra prometida.

Abraão e Sara só viram um pequeno sinal do que havia sido prometido e, no entanto, acreditaram.

Também nós, colocando-nos a serviço do Reino, na partilha e na fraternidade, aguardamos a realização das promessas de libertação e de paz, mesmo que vez ou outra só vejamos fiapos da plenitude que virá.

A fé sustenta a perseverança e esta dá expressão à fé.

Fonte: Vatican News


Mensagem do dia... 09/08/2025

 

sábado, 2 de agosto de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 03/08/2025

 

Pe. Paulo Sérgio Silva - Diocese de Crato - CE.

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este 18º Domingo do Tempo Comum, nosso momento formativo que visa nos tornar discípulos missionários de Jesus e anunciadores do Reino de Deus, traz-nos uma reflexão sobre nossa atitude ante o apego demasiado aos bens materiais. Somos advertidos para não centralizar nossa existência ou condicionarmos nossa felicidade a posse de bens materiais ou no domínio de pessoas. O Reino de Deus nos convida a descobrir seus valores que podem nos ajudar a encontrar o sentido de nossa vida e a felicidade em plenitude.

Na primeira leitura (Ecl 1,2; 2,21-23), o autor do Livro do Eclesiastes nos indaga sobre qual o sentido de uma vida voltada para o acúmulo de bens.  Para que a riqueza e o saber? Neste questionamento desconcertante o autor revela a impotência humana, que sozinha, não consegue encontrar um sentido para a sua vida. A princípio, o pessimismo do texto pode parecer exagerado, todavia leva-nos a reconhecer a inutilidade do materialismo, ao mesmo tempo em que nos ensina que só em Deus e com Deus seremos capazes de encontrar o sentido da vida e preencher a nossa existência.

Na segunda leitura (Cl 3,1-5.9-11) o Apóstolo Paulo continua sua catequese com a comunidade de Colossas. Através da graça batismal, Paulo os convida a crescer na identificação com Cristo. Para a comunidade dos Colossenses, herdeiros da mentalidade grega, isso significava deixar de imitar os “deuses” mitológicos cujas histórias apenas ensinavam práticas imorais e antiéticas. A comunidade deveria então buscar renascer continuamente (converter-se e abandonar as práticas mundanas), até ver manifestar em seus membros a imagem do Homem Novo, Cristo ressuscitado que é “imagem de Deus”. Assim, no final desta sua epístola, São Paulo mostra aos colossenses as exigências que são necessárias para a vida nova. Ser batizado significa abandonar todas as atitudes egoístas, como a ambição, o orgulho, a injustiça, a indecência, a violência que leva a morte. Esta catequese do Apóstolo continua bastante atual. Hoje, muitos são batizados e se dizem cristãos, mas se recusam a renunciar as práticas que não condizem com o Evangelho. A comunhão com Cristo não é apenas para a vida futura. Já somos nova criatura em Cristo, já somos pessoas marcadas pela Ressurreição. Sendo assim, nossa vida cotidiana deve ser manifestação desta verdade indelével.

No Evangelho (Lc 12,13-21), ao receber um pedido para agir como juiz em um conflito de irmãos por causa de herança, Jesus responde narrando a “parábola do rico insensato”. Nela, ele denuncia o egoísmo de uma vida voltada apenas para os bens materiais. Todavia, algo a mais na parábola deve nos chamar atenção. O homem da parábola é um trabalhador; até onde se sabe suas posses não são fruto de desonestidade ou roubo. Então por que Jesus o censura? Se prestarmos atenção, os verbos e os pronomes empregados por ele (descansa, bebe, come, aproveita, meus, tu, mim, etc.) manifestam uma pessoa centralizada em si mesma; não pensa nos outros, somente em si mesmo. Para o Mestre, o homem que age assim é um “louco”, pois esqueceu aquilo que, verdadeiramente, dá sentido à existência. A pessoa que pede a Jesus para socorrê-lo na partilha dos bens esqueceu que o maior bem a ser dividido e partilhado é a vida familiar e comunitária. A Jesus é solicitado que convença o outro irmão a dividir a herança, mas não solicitam que Jesus realize a reconciliação entre eles. Ao que parece, não importava a ele estar em paz com o irmão, mas sim tomar para si a herança em suas mãos.

Atualmente, mais do que nunca vivemos uma sociedade marcada pelo individualismo, subjetivismo, hedonismo e egocentrismo que colocam o bem estar individual como valor absoluto. O sacrifício em prol de alguém, a renúncia que leva a socorrer o outro estão cada vez mais cedendo lugar para uma falsa teologia que visa uma vida totalmente sem sofrimento, onde a busca desenfreada pelo ter, pelo prazer e pelo consumismo desvairado tornam-se o paraíso. As pessoas casam-se, todavia não querem tornar-se famílias, pois não querem ter filhos. O que se busca é o prazer pelo prazer, um consumismo devorador que promete um bem-estar eterno. Já no século IV Santo Agostinho afirmava que o egoísmo origina a ganância que não respeita nem Deus, nem o ser humano; não perdoa nem o pai nem o amigo, não socorre nem a viúva e nem o órfão.

Tal comportamento não condiz com nossa fé, pois o cristão verdadeiro deve assumir os valores do Reino de Deus e ter a coragem de dar a vida pelas mesmas escolhas que levaram Jesus a se entregar na cruz. A lógica do Reino é diferente da lógica do mundo. Precisamos aprender que o maior tesouro é o ser humano em sua dignidade (Cf: Ireneu de Lião – Contra as Heresias, IV, 20, 7). O acúmulo de bens materiais sempre leva ao esquecimento do outro, inclusive de Deus, da família e dos irmãos da comunidade.

Assim como aconteceu com os dois irmãos que brigaram pela herança, a ambição, a ganância e o egoísmo esvaziam o nosso coração, cegando-nos diante do essencial. Deste modo, somos preenchidos pelos superficial e passageiro, caindo em um consumismo que pode até nos tornar ricos de bens materiais, mas extremamente pobres dos dons divinos, uma vez que nos rouba a liberdade e torna-nos escravos da lógica do lucro que escraviza o outro e não nos faz verdadeiramente felizes. E todo aquele que deseja ser dono do mundo se tornará incapaz de fazer parte do Reino de Deus, reino que é partilha, comunhão e solidariedade.


Mensagem do dia... 02/08/2025