sábado, 30 de abril de 2022

A importância do Leigo na Igreja


Dayse Maria Mellero de Melo

A experiência do encontro pessoal com Jesus

é a única capaz de sustentar a missão do Leigo (a) na Igreja.

A messe necessita de cristãos com o coração extasiado,

apaixonado pela Cruz e pela Paz do Senhor Jesus.

 QUEM SÃO OS LEIGOS?

        São todos os que professam a fé em Jesus Cristo, no âmbito da Comunidade Católica, tendo recebido o batismo, mas não pertencentes ao grupo dos ministros que receberam o Sacramento da Ordem.

O Igreja pretende valorizar a vocação de todos, evitando qualquer distinção de classe entre clérigos e não clérigos, pois ela não é formada por classes, mas constitui-se numa grande comunidade de irmãos, que têm funções diferentes, exercendo a autoridade hierárquica como um serviço à comunidade inteira. Bom exemplo a respeito encontra-se na Carta aos Efésios que diz: “Há um só corpo e um só espírito…, no entanto, a cada um de nós foi dada a Graça conforme a medida do dom de Cristo… a alguns ele concedeu serem apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas; a outros pastores e mestres” (Ef 4, 4 -12).

“Uma vez que, como todos os fiéis, por meio do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar  para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais urgente naquelas circunstâncias em que somente através deles as comunidades podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo”.

DESAFIO VOCACIONAL

        É preciso suscitar, constantemente, no coração dos leigos e leigas a importância da sua vocação missionária, e o quanto ela contribui para o bem de toda a Igreja e da sociedade. Em saída, cheios do Amor de Deus em ações práticas de amor ao próximo, os leigos devem refletir, com sabedoria, seu protagonismo neste contexto reconhecendo o valor pessoal de seu ministério na comunidade. Serviço chamado; movido e enaltecido intensamente pelo Amor de Jesus Cristo em todas as ações pastorais desenvolvidas pela igreja.

Conforme os desígnios de Deus, neste momento, em plena comunhão com a Santíssima Trindade, com o Papa Francisco e a nossa Igreja, necessitamos de um novo Pentecostes (At 2,1-4) dentro do coração de cada um, para que, impregnando o mundo com o espírito cristão, possa bendizer e retribuir com muita alegria e esplendor, todas as graças recebidas do alto, compartilhando-as fraternalmente em grandes atos de caridade [amor pleno ao próximo], diante das missões pastorais que, em caminhada, representam a imagem de Jesus Cristo – a Pedra Angular que sustenta fielmente a edificação do projeto de Deus para todo seu povo amado (1Pd 2,6-8).

O APOSTOLADO DOS LEIGOS

           Como membros vivos na missão da Igreja, todos os leigos são chamados a desenvolver funções que incrementam a perene santificação da própria comunidade.

Atuando em trabalhos voluntários que atingem à vida do próximo, nas pastorais; nos movimentos e em missões fora da Igreja, os leigos e leigas continuam a escrever, com amor, o Ato dos Apóstolos (Jo 13,12-17).

De irmão para irmão, a participação dos leigos não está somente nas missões desenvolvidas dentro das comunidades eclesiais, pois muitos se lançam às Bem-Aventuranças fora da igreja, e voluntariamente dedicam boa parte de suas vidas em ações de misericórdia e solidariedade em muitas instituições de saúde, casas de assistência aos idosos e crianças, casas de recuperação de usuários de drogas e de álcool, e tantas outras belíssimas obras de promoção humana (Mt 5,7).

Olhando mais precisamente para as ações pastorais nas igrejas, imaginemos a quantidade de fiéis engajados em todas as comunidades do universo Cristão. São milhares de leigos e leigas envolvidos na estrutura eclesial, e, juntamente com o clero: bispos, presbíteros e diáconos, como membros ativos, ajudam na missão evangelizadora, anunciando Jesus, O Cristo – cabeça da nossa Igreja – movida pela ação do Espírito Santo.

Hoje, seria impossível mantermos as estruturas de atuação das nossas comunidades eclesiais sem o apostolado dos leigos.

O MINISTÉRIO DOS LEIGOS

           Devemos lembrar que as portas sempre estiveram e continuam abertas para todo fiel que, como povo de Deus, queira participar e evoluir, a seu modo, acatando o convite de Cristo, “Vem e Segue-Me”,  desenvolvendo a missão evangelizadora que Jesus Cristo deixou para nossa Igreja através dos frutos do Espírito Santo.

Pelo chamado a um enobrecedor projeto de vida pessoal, sendo, pela graça, um instrumento para a construção do Reino de Deus, todo discípulo missionário deve engajar-se ativamente em algum ministério eclesial, ou em obras de ações sociais voltadas ao bem da comunidade, pois estando incorporado mais ativamente às obras divinas, produz frutos abundantes que o elevam ainda mais a um estado contemplativo de amizade com o Pai – servindo-O em ações de fraternidade, realizadas e reconhecidas em todas as missões exercidas para o bem comum da humanidade (Gl 6,10). “Consagram a Deus o próprio mundo”.

Para os leigos e leigas que ainda não conseguiram “reconhecer o chamado”, para a alegria do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a Santíssima Trindade, todos podem interceder em orações, clamando ao Espírito Santo para que ilumine a alma missionária desses irmãos, manifestando em seu interior o desejo de agir na propagação do Evangelho (At 18,18.26; Rm 16,3).

Todos os leigos Incorporados a Cristo estão em plena comunhão com O Seu corpo que está vivo em nossa igreja – revelando em unidade – o sentido universal da graça alcançada em comunidade.

O serviço ao próximo é um dos maiores testemunhos de fé do verdadeiro cristão, pois formando um só corpo em Cristo (Rm 12,4-5), traz para a terra um pedaço do céu – onde Deus está a serviço de suas amadas criaturas (Mc 10,45).

Movidos pelos dons e carismas recebidos do céu, a participação, dentro das comunidades pastorais, aproxima muitos irmãos que contemplam um grau mais elevado de espírito evangélico, ou seja, estando mais enraizados e fortalecidos de conhecimentos do plano de Deus, conseguem ser bons propagadores do Seu Reino.

O envolvimento com a comunidade paroquial gera diversas oportunidades de formações , de conhecimentos, estimulando a participação em cursos, palestras, estudos bíblicos, Teologia, grupos de orações e tantas outras providências do céu, que edificam e animam com a sabedoria divina e o discernimento humano [fé e razão], “valores do Reino no âmbito da vida social, econômica, política e cultural” (Documento de Aparecida n.212). Pela graça, o verdadeiro amor da Santíssima Trindade ilumina os caminhos para ‘as coisas’ de Deus, fazendo com que se receba verdades de fé e de caridade plena ao próximo (Rm 13,10).

LEIGOS – DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

           Para os que já atuam em comunidades eclesiais, a perseverança é um dom que deve ser sempre animado pelo Espírito Santo, pois o cansaço, a falta de interesse e a fraqueza podem levar ao afastamento da missão. Por isso, é necessário “renovar seu carisma original”. A obra necessita de cristãos com o coração extasiado, encantado pela paz do Senhor (Jo 14,26-27).

REFLEXÃO À LUZ DO ESPÍRITO SANTO

           Com o resplandecer da Nova Primavera, exaltada com imensa riqueza pastoral pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, agora, colhendo e semeando bons frutos dessa estação, a Igreja Católica, incentivada ardentemente pelo Papa Francisco, coloca os cristãos leigos e leigas como protagonistas da Igreja em saída – sujeitos da evangelização no mundo.

A missão de anunciar a Boa-nova para o mundo tem seu início principalmente dentro das comunidades pastorais das igrejas, visto que, tendo Cristo como cabeça; o clero, os religiosos (as) e os leigos e leigas como seus membros, juntos, com planejamento, vocação, visão apostólica, perseverança, fé, e principalmente muito amor ao próximo, fortaleçam o Reino de Deus – aproximando os que mais necessitam, pela graça, conhecer o Amor e a Misericórdia Divina.

Caminhando e evangelizando através da caridade e não do proselitismo, mas sinalizando o bem maior da paz interior prometida por Jesus, o protagonismo dos leigos promove uma ação redentora, capaz de mostrar ao mundo, o quanto O Deus criador deste mundo pode transfigurar nossas vidas. Mas para isso é preciso que O conheçam melhor, pois é na vida que Ele se revela.

Bom dia... 30/04/2022

 


segunda-feira, 25 de abril de 2022

CNBB DIVULGA O PERFIL DO EPISCOPADO BRASILEIRO EM 2022

O

 Portal da CNBB divulgou no último dia 21/04, os dados atualizados do episcopado no Brasil, que atualmente é formado por 317 na ativa e 161 eméritos, totalizando 478 bispos.

    Segundo o Portal, a Igreja no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas confiada aos cuidados de um bispo. A circunscrição eclesiástica pode ser uma prelazia, uma diocese, arquidiocese, eparquia ou exarcado para fiéis de ritos específicos, e também circunscrições que não tem uma limitação territorial, como a administração apostólica pessoal.

    Segundo a Secretaria Técnica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as circunscrições eclesiásticas estão divididas assim:

1.     217 são dioceses,

2.     45 arquidioceses,

3.     8 prelazias,

4.     3 eparquias,

5.     1 exarcado,

6.     1 rito próprio,

7.     1 ordinariado militar,

8.     1 administração apostólica pessoal e

9.     1 arquieparquia.

    Cada uma delas conta com um bispo eleito pelo Papa para administrar o governo pastoral.

    O levantamento mostra que 13 dioceses brasileiras estão sem o bispo titular à frente do governo por renúncia, transferência, falecimento ou perda de ofício, motivos que podem tornar uma sede VACANTE, expressão oriunda do latim que significa trono vazio e que é usada pela Igreja para dizer que uma Sede Episcopal está sem o seu ocupante no governo pastoral.

    Neste período, a Igreja Particular fica aos cuidados de um administrador diocesano, eleito pelo Colégio de Consultores, que pode desempenhar algumas funções limitadas pelo Código de Direito Canônico; ou por um administrador apostólico, um bispo nomeado pelo Papa.

AS 13 DIOCESES VACANTES SÃO:

1.     Diocese de Alagoinhas (BA);

2.     Diocese de Amargosa (BA);

3.     Diocese de Cametá (PA);

4.     Diocese de Cruz Alta (RS);

5.     Diocese de Estância (SE);

6.     Diocese de Iguatu (CE);

7.     Diocese de Montes Claros (MG);

8.     Diocese de Quixadá (CE);

9.     Diocese de Rondonópolis – Guiratinga (MT);

10. Diocese de Roraima (RR);

11. Diocese de Salgueiro (PE);

12. Diocese de São João da Boa Vista (SP);

13. Diocese de Tubarão (SC).

    De acordo com o Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que realiza há mais de 20 anos um trabalho de atualização de estatísticas e nomes do episcopado brasileiro, das 278 circunscrições eclesiásticas, a mais nova é a diocese de Xingu-Altamira (PA), erigida em 2019. Já mais antiga é a arquidiocese de São Salvador da Bahia, erigida em 25 fevereiro 1551. A Sé Primacial da Igreja no Brasil completou, em 2021, 470 anos de criação.

    Criada pela Bula “Super specula militantis ecclesiae”, do Papa Júlio III, a arquidiocese de São Salvador da Bahia foi a primeira do país, por isso possui o título.

A pesquisa aponta ainda que São Paulo é a maior arquidiocese do país, com 5 milhões de católicos, na frente de Rio de Janeiro (3,5 milhões) e Olinda e Recife (3,3 milhões). Segundo ele, no mundo, São Paulo perde em número de católicos para a cidade do México (5,1 milhões) e para Guadalajara (5,6 milhões).


Com informações do Portal da CNBB

Bom dia... 25/04/2022

 


domingo, 24 de abril de 2022

REFLEXÃO LITURGICA DO II DOMINGO DA PÁSCOA – 24/04/2022

 

Dom Paulo Cezar Costa, Arcebispo de Brasília

A QUEM PERDOARDES OS PECADOS,

ELES SERÃO PERDOADOS!

E

ste tempo Pascal nos faz experimentar a força da ressurreição de Cristo na história, na vida e existência das pessoas. Às vezes quando nos deparamos com os horrores da guerra, da violência, da fome, das injustiças somos tentados a pensar que seja o mal a prevalecer, mas é o amor de Cristo que vence. Basta olharmos, mesmo nos horrores da guerra, quanta solidariedade, quantas pessoas acolhendo os refugiados, quanta gente comprometida com o bem, com a justiça e a verdade no anonimato da história. O direcionamento da liberdade para o bem é fruto da ação da graça de Deus que trabalha no escondimento dos corações, das consciências.

Estamos celebrando este segundo domingo da Páscoa, domingo da Divina Misericórdia. A misericórdia é o amor que vem das entranhas de Deus, do coração de Deus que quer perdoar, restaurar as vidas feridas pelo pecado, pelo mal. O Evangelho de hoje (Jo 20, 19-31) nos apresenta uma aparição de Jesus aos discípulos primeiro sem Tomé e depois, com Tomé. Há uma continuidade entre o crucificado e o ressuscitado, por isso, ele mostra para os discípulos, as mãos e o lado. Suas mãos traziam as marcas das chagas, agora gloriosas e também o seu lado.  Depois ele lhes deseja, de novo, o dom da Paz. A paz é um dom que nasce do coração do ressuscitado que tinha reconciliado à terra com o céu. Ele construiu com seu sangue a paz, agora ele doa a paz. Ele quer que os seus sejam portadores da Paz. Por isso, os discípulos de Jesus não podem ser construtores de guerras, injustiças, mas de Paz.

Jesus dá a missão aos discípulos. Jesus foi enviado pelo Pai e agora ele envia os discípulos. Estes devem continuar, na história, a obra do ressuscitado. A Igreja é continuadora, na história, da missão de Cristo. Depois, Jesus sopra sobre os discípulos, lhes dá o Espírito Santo. O ressuscitado é o doador do Espírito para os seus, para a sua Igreja. Em seguida Jesus aos discípulos o poder de perdoar os pecados: “A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles serão retidos” (Jo 20, 23).  Este poder expresso, neste versículo, é a manifestação de um poder muito maior, isto é, o poder de isolar, de repelir e anular o mal e o pecado, um poder dado pelo Pai a Jesus em sua missão e, por sua vez, dado por Jesus, através do Espírito, àqueles a quem ele comissiona (R. Brown, Comentário ao Evangelho Segundo João, 2, 1531). Jesus deu este poder aos discípulos e através destes, a sua Igreja. É o que a Igreja continua e continuará a fazer, em nome de Jesus, até o final dos tempos.

Na parte final do Evangelho tem-se o encontro do ressuscitado com Tomé (Jo 20, 24-30). Tomé foi chamado a ser o primeiro a crer sem ver, mas não foi capaz de dar esse passo, precisou ver, tocar para crer. Ver, tocar representa a fragilidade no caminho de fé. Talvez, na fragilidade da fé de Tomé nos sintamos contemplados, consolados, mas somos chamados, sempre, a um crescimento maior no caminho da fé. Que o encontro com este Evangelho nos ajude a uma maturidade maior na nossa fé e a termos sempre consciência que através da Igreja, do sacramento da reconciliação o Senhor, através do sacerdote, nos concede o perdão e a paz.

Bom dia... 24/04/2022

 


sábado, 16 de abril de 2022

Sábado Santo!


D

urante o SÁBADO SANTO a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição.

 

No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

 

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloquente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".

 

O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

 

É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).

  

Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos - não tanto momentos cronológicos - de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:

 

"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

 

VIGÍLIA PASCAL

A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiquíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

 

A VIGÍLIA PASCAL SE DESENVOLVE NA SEGUINTE ORDEM:

 

Breve Lucernário

Abençoa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.

 

LITURGIA DA PALAVRA

Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.

 

LITURGIA BATISMAL

São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.

 

Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.

 

A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.

 

O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se as velas para todos os que participem da Vigília.

 

Fonte: Agência Católica de Informações

Bom dia... 16/04/2022