sexta-feira, 31 de outubro de 2025

HALLOWEEN É INAPROPRIADO PARA A FÉ CRISTÃ

 

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 Igreja Católica se opõe à prática do Halloween por considerar que ela celebra e banaliza temas como a morte, o medo e o mal, o que conflita com a sua doutrina. A Igreja entende que essa festividade pode ter impactos negativos, especialmente em crianças, e incentiva alternativas que promovam a virtude, a luz e a fé cristã. 

    A tradição do Halloween tem raízes em costumes pagãos celtas, que incluíam rituais para afastar espíritos e celebrar o início do inverno, associados à morte e ao sobrenatural. A Igreja vê isso como um afastamento das crenças cristãs. 

    Os símbolos e temas do Halloween, como fantasmas, monstros e bruxaria, são vistos como contrários à fé cristã, que prega o amor, a luz, o poder de Deus e a vitória sobre o mal. 

    A Igreja condena a celebração de coisas assustadoras, pois o medo não vem de Deus, que nos deu um espírito de poder e amor, e não de medo. 

      A festa pode distorcer realidades sérias como a morte e os demônios, e introduzir o imaginário infantil a conteúdos negativos. Em vez disso, a Igreja prefere incentivar o imaginário das crianças com temas edificantes e positivos, como os santos e a criação de Deus. 

    Há preocupações de que a festa possa ser vista como uma forma de fazer apologia ao mal ou aos maus espíritos. Relatos de exorcistas apontam que o contato com as práticas pagãs do Halloween pode ter consequências espirituais negativas. 

       A data de 31 de outubro é a véspera do Dia de Todos os Santos (1º de novembro), uma festa litúrgica católica que celebra todos os santos. Historicamente, o Halloween, ou "All Hallows' Eve", pode ser visto como a preparação para esta festa. 

    A Igreja propõe que a data seja usada para celebrar a luz de Cristo e a vitória dos santos sobre o mal, em vez de temas ligados às trevas. 

    Os festejos de Halloween merecem o repúdio de todos os cristãos, devido às suas origens pagãs e símbolos inapropriados para a fé cristã.

Mensagem do dia... 31/10/2025

 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

DOM LUCAS MOREIRA NEVES: UM PASTOR E PROFETA PARA O NOSSO TEMPO

Cardeal Lucas Moreira Neves

Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, RJ

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o comemorarmos no dia 10 de outubro, o centenário de nascimento do Eminentíssimo Cardeal Lucas Moreira Neves, OP, recordamos a trajetória de um homem cuja vida se confunde com a história da Igreja no Brasil e do mundo na segunda metade do século XX. Refletimos sobre a vida de um pastor zeloso, um intelectual de fina argúcia e um homem de fé inabalável. Sua voz ressoou dos púlpitos da Bahia aos corredores da Cúria Romana, sempre em defesa da verdade do Evangelho e da dignidade do ser humano.

Nascido em São João del-Rei, Minas Gerais, no seio de uma família onde a cultura e a fé se entrelaçavam, o jovem Luís Moreira Neves sentiu cedo o chamado à vida religiosa. Seu pai era bibliotecário e músico e sua mãe, professora primária. A vocação o conduziu à Ordem dos Pregadores, os Dominicanos, onde, agora como Frei Lucas, forjou sua identidade espiritual e intelectual. Encontrou a harmonia entre a contemplação e a pregação, ideal de São Domingos de Gusmão. Essa formação, aprofundada na França, berço da Ordem, marcou indelevelmente seu ministério e lhe conferiu uma sólida base teológica e uma abertura ao diálogo com o pensamento contemporâneo.

Seu retorno ao Brasil foi o início de uma intensa atividade pastoral e intelectual. Como sacerdote, dedicou-se com especial carinho à juventude, atuando como assistente da Juventude Estudantil Católica (JEC) e da Juventude Universitária Católica (JUC). Ele compreendia os anseios, as dúvidas e o potencial dos jovens, buscando apresentar-lhes um Cristo vivo e relevante. Dedicou-se também à Pastoral Familiar através do MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO (MFC), consciente de que a família é o santuário da vida e a primeira escola da fé. Seu trabalho como diretor da revista “Mensageiro do Santo Rosário” por oito anos revela seu empenho em utilizar os meios de comunicação como ferramentas de evangelização.

Chamado ao episcopado por São Paulo VI foi sagrado Bispo Auxiliar de São Paulo em 1967, num período de grandes transformações sociais e eclesiais, Dom Lucas colocou-se a serviço da vasta arquidiocese paulistana. Ali, foi vigário episcopal para a Pastoral da Família e para os Meios de Comunicação Social, áreas que sempre lhe foram caras. Sua sensibilidade pastoral e sua capacidade de diálogo foram dons preciosos em um tempo de tensões e desafios.

Sua competência e fidelidade à Igreja o levaram a Roma, onde serviu aos Papas São Paulo VI e São João Paulo II. No Vaticano, foi nomeado Vice-Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, um campo pastoral que conhecia profundamente. Posteriormente, como Secretário da Congregação para os Bispos, teve a delicada missão de colaborar com o Santo Padre na escolha dos pastores para as dioceses do mundo inteiro. Este período em Roma ampliou sua visão da Igreja universal e aprofundou seu amor e serviço ao Sucessor de Pedro.

Em 1987, São João Paulo II o nomeou Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil. Na Sede Primacial, Dom Lucas exerceu seu ministério episcopal com a autoridade de um pai e a sabedoria de um mestre. Sua chegada a Salvador foi um marco, e sua atuação pastoral se mostrou intensa e multifacetada. Ele compreendia a riqueza da cultura e da religiosidade do povo baiano, buscando inculturar o Evangelho com discernimento e zelo pela sã doutrina. Como pastor, estava atento às necessidades espirituais e materiais de seu rebanho, especialmente dos mais pobres e dos "meninos de rua", uma preocupação que manifestou em diversas ocasiões.

Criado Cardeal em 1988, sua voz ganhou ainda mais ressonância. Presidiu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de 1995 a 1998, período em que trabalhou incansavelmente pela comunhão do episcopado brasileiro e pelo fortalecimento da missão evangelizadora da Igreja no país. Sua gestão foi marcada por um profundo senso de eclesialidade e fidelidade ao magistério. Buscou sempre a unidade na diversidade e a superação de polarizações. Sua participação nas Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, como em Medellín e Puebla, demonstra seu compromisso com os rumos da Igreja no continente da esperança.

A vida de Dom Lucas foi um contínuo serviço à Palavra de Deus. Intelectual de renome e membro da Academia Brasileira de Letras, soube como poucos aliar a profundidade do pensamento à clareza da comunicação. Seus inúmeros artigos, publicados nos principais jornais do país, e seus livros são um testamento de sua capacidade de traduzir as verdades da fé para a linguagem do homem contemporâneo. Não temia abordar temas complexos da atualidade e oferecia sempre a luz do Evangelho como critério de discernimento. Em seus escritos, encontramos a reflexão de um teólogo, a preocupação de um pastor e a alma de um poeta.

Seu lema episcopal, “Veritatem in Caritate” (A Verdade na Caridade), resume a essência de seu ministério. Para Dom Lucas, a verdade do Evangelho não podia ser anunciada sem o bálsamo da caridade. A caridade, para ser autêntica, devia estar alicerçada na verdade revelada por Cristo. Foi um defensor intrépido da verdade, mas sua firmeza era sempre acompanhada pela mansidão e pela compaixão de um pastor que busca a ovelha perdida.

A amizade e a profunda sintonia espiritual com São João Paulo II marcaram os últimos anos de sua vida. Chamado novamente a Roma em 1998 para assumir o cargo de Prefeito da Congregação para os Bispos, colocou sua vasta experiência a serviço da Igreja universal. Sua renúncia em 2000, por motivos de saúde, foi aceita com pesar pelo Santo Padre, que em carta destacou seu “devotamento ao Papa, à Igreja e às almas”.

Ao comemorar o centenário de seu nascimento, a Igreja no Brasil eleva a Deus um hino de ação de graças pela vida e pelo testemunho do Cardeal Lucas Moreira Neves. Ele foi um homem de Deus, um pastor que amou a Igreja com paixão e a serviu com total dedicação. Seu legado espiritual, pastoral e intelectual continua a inspirar as novas gerações. Que seu exemplo de fidelidade a Cristo e de amor à Igreja nos impulsione a sermos também nós, no nosso tempo, testemunhas da “Verdade na Caridade”.


Mensagem do dia... 29/10/2025

 


sábado, 25 de outubro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 26/10/2025

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 liturgia para este 30º Domingo do Tempo Comum, foca na parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18, 9-14), destacando a importância da humildade na oração. Ao invés da autojustificação do fariseu, a verdadeira oração é a do publicano, que reconhece a sua miséria e se entrega à misericórdia de Deus, mostrando que a confiança no Senhor é mais importante que qualquer mérito próprio.

O fariseu se apresenta a Deus com base em seus próprios méritos, como se não precisasse Dele. Sua oração é cheia de "eu" e foca em se comparar com os outros, desqualificando-os. Ele confia mais em si mesmo do que em Deus, mostrando uma atitude de vanglória.

O publicano, por outro lado, reconhece a sua condição de pecador e, sem desculpas, entrega-se à misericórdia de Deus, batendo no peito e pedindo perdão. A oração dele é a do "humilde que sabe de sua pequenez" e confia na graça divina.

A humildade não é alienação, mas a consciência de que não somos autossuficientes e que tudo o que temos e fazemos de bom é resultado da graça de Deus. A oração do humilde agrada a Deus porque é sincera e se fundamenta na verdade do seu ser.

A fé é a porta de entrada para o Reino de Deus, e a oração, junto com a humildade, são as soleiras que a sustentam. Sem humildade, a oração se torna presunção, e sem oração, a fé morre sufocada.

A lição da parábola é um convite para que a nossa oração não seja um ato de soberba, mas um desabrochar da humildade e da confiança. É preciso descer à verdade de nós mesmos e não apenas "subir" ao Templo, mas verdadeiramente nos colocar nas mãos de Deus.

No final, a atitude do publicano é o que Jesus elogiou, pois mostra a gramática da oração que deve ser sempre sustentada pela humildade. A parábola nos convida a confiar mais em Deus do que em nós mesmos.

Mensagem do dia... 25/10/2025

 

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

MISSA DA GRAÇA, NA IGREJA DO ALDEBARAN

 

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 Paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, em Maceió - Alagoas, celebra mensalmente na quarta quarta-feira de cada mês a “Missa da Graça”, em honra a Nossa Senhora das Graças e a Santa Catarina Labouré.

É uma celebração eucarística que venera a Virgem Maria, é um momento de oração, gratidão pelas graças recebidas e súplica por novas bênçãos, além de um convite à reflexão sobre a importância da fé e da intercessão de Maria para se aproximar de Deus. 

A celebração começa com cânticos de entrada e um convite para agradecer a Deus e a Nossa Senhora pelas graças recebidas. 

Os fiéis são encorajados a rezar pessoalmente, fazer seus pedidos e agradecer a Deus e a Nossa Senhora das Graças por suas bênçãos, que podem incluir pedidos por paz, saúde, perdão e pelas famílias. É um momento de união com Cristo através da Eucaristia. 

A Missa serve para expressar gratidão pelas bênçãos e graças recebidas através da intercessão de Nossa Senhora das Graças e Santa Catarina Labouré, também conhecida como a "Medalha Milagrosa".

A celebração tem como finalidade destacar o papel de Maria como intercessora junto a Deus, aproximando os fiéis D’Ele e buscando sua proteção e misericórdia.

Durante a “Missa da Graça” o Santíssimo Sacramento circula entre os fiéis, é dado a bênção dos objeto e após a bênção final, a bênção dos óleos.

A “Missa da Graça” reitera os ensinamentos de Maria, como o amor ao próximo, a fé, a humildade e a importância de se entregar a Deus. 

A celebração termina com o pedido para que saiam em paz para partilhar a fé e as graças recebidas.

A Paróquia de Santa Catarina Labouré tem como pároco o padre Edvaldo Afrânio dos Santos.


Mensagem do dia... 22/10/2025

 

sábado, 18 de outubro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/10/2025

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 liturgia deste 29º Domingo do Tempo Comum centra-se na perseverança na oração e da confiança no amor e na justiça de Deus, temas centrais presentes em São Lucas, São Paulo e Isaías.

As leituras nos convidam a persistir em nossas súplicas, mesmo diante das adversidades e injustiças, confiando que o Senhor ouve e age em seu tempo, agindo como o auxílio e a proteção.

A parábola da viúva persistente (Lucas 18,1-8) nos ensina que a oração constante é fundamental para a vida cristã. A perseverança na oração não garante uma resposta imediata, mas fortalece a fé e nos aproxima de Deus.

A fé é a chave para superar as dificuldades. A confiança em Deus nos protege em tempos de penúria e injustiça, pois Ele é o nosso auxílio e proteção.

A Primeira Carta aos Tessalonicenses (4,1-8) nos exorta a viver a fé com empenho, caridade e esperança, por meio de uma vida que seja testemunha do Evangelho.

A reflexão para este domingo deve nos levar a refletir sobre a nossa própria prática de oração: Como temos perseverado em nossas súplicas? Temos agido com a mesma persistência da viúva? Diante de injustiças, é preciso ter fé que Deus não nos abandona e fará justiça em seu tempo.

O Evangelho não é só palavra, mas força que se manifesta na prática. Devemos viver a nossa fé em todos os momentos, especialmente quando somos desafiados pela sociedade.

As pessoas mais humildes, que não são celebradas pelo mundo, são aquelas que mais se aproximam do Reino de Deus.

    Somos chamados à confiança e perseverança na fé, lembrando que a nossa oração é o reflexo do nosso compromisso com o Evangelho, especialmente em um mundo que nos convida à justiça e à compaixão.

Mensagem do dia... 18/10/2025