quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA DA SOLENIDADE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS – 1º/01/2026

 

I

niciamos o ano de 2026 sob o olhar materno de Maria. A Igreja, em sua sabedoria, não começa o ano civil celebrando uma ideia abstrata, mas uma pessoa e uma relação: Maria, dogmaticamente definido... “Mãe de Deus”.

      A primeira leitura nos apresenta a bênção mais antiga da Bíblia. No primeiro dia do ano, Deus quer que Seu nome seja invocado sobre nós. "O Senhor te abençoe e te guarde". Começar o ano não é um ato de sorte, mas de proteção divina. Ao dizer que Deus "faz brilhar Sua face sobre ti", a liturgia nos lembra que não caminharemos no escuro em 2026; a luz de Cristo, refletida em Maria, guiará nossos passos.

O Evangelho nos mostra os pastores correndo, maravilhados com o que viram. Mas, em meio à agitação e à euforia, o texto destaca uma atitude fundamental de Maria: "Ela guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração".

Neste início de ano, Maria nos ensina a virtude da interioridade. Vivemos em um mundo de ruídos, pressas e respostas imediatas. Maria nos ensina que a vida não deve ser apenas "gasta", mas "meditada". Guardar no coração significa ligar os pontos, ver a mão de Deus nos acontecimentos felizes e nos difíceis. Que em 2026 possamos diminuir o barulho das redes sociais para ouvir o silêncio do coração, onde Deus habita.

São Paulo nos recorda que Deus enviou seu Filho "nascido de uma mulher". Isso muda nossa identidade. Não entramos em 2026 como escravos do destino, do medo ou da economia. Entramos como filhos e herdeiros. Se somos filhos, o tempo não é nosso inimigo, mas o espaço onde Deus realiza Sua vontade. Maria é a garantia de que Deus assumiu nossa humanidade para que pudéssemos assumir Sua vida divina.

Neste primeiro dia do ano novo, também celebramos o Dia Mundial da Paz. A paz não é apenas ausência de guerra, mas o fruto da justiça e do acolhimento do outro. Ao olharmos para o presépio, vemos que a paz começou na fragilidade de uma criança. A paz de 2026 depende de como acolheremos os "pequenos" em nossos caminhos, assim como Maria acolheu o Menino Jesus.

Ao atravessarmos o limiar deste novo ano, peçamos a intercessão da Mãe de Deus. Que ela nos ensine a ser pacientes com os processos de Deus, a guardar a esperança mesmo nas provações e a caminhar com a certeza de que, se temos Maria por Mãe, nunca estaremos órfãos.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós neste ano que se inicia! Amém.

Mensagem do dia... 31/12/2025

 

sábado, 27 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA A FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ – ANO A - 28/12/2025

A

 liturgia deste domingo convida à contemplação da Sagrada Família de Nazaré como modelo de fé, amor e obediência à vontade de Deus. No Evangelho (Mt 2,13-15.19-23), José é novamente apresentado como o homem justo e obediente, que escuta a voz de Deus e age prontamente para proteger o Menino e sua Mãe. A fuga para o Egito revela que a presença de Deus na história humana não elimina as dificuldades, mas transforma-as em caminho de salvação.

        A Sagrada Família viveu a experiência do exílio, da insegurança e da pobreza. No entanto, permaneceu unida pela confiança em Deus. Essa união é o coração da mensagem desta festa: a família é chamada a ser lugar de acolhida, de fé e de amor, mesmo em meio às provações. Maria e José não compreenderam plenamente os desígnios divinos, mas confiaram. Essa confiança silenciosa e perseverante é o que sustenta toda família cristã.

        A primeira leitura (Eclo 3,3-7.14-17a) recorda o valor do respeito e da obediência aos pais, virtudes que geram bênção e prolongam a vida. O amor familiar, quando vivido com paciência e ternura, torna-se expressão concreta do amor de Deus.

        A segunda leitura (Cl 3,12-21) apresenta o ideal da vida cristã em comunidade e em família: revestir-se de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência. O amor é o vínculo da perfeição, e o perdão é o caminho para a paz.

        Celebrar a Sagrada Família é redescobrir a vocação de cada lar como “igreja doméstica”, onde se aprende a fé, o perdão e o serviço. Em um mundo marcado por rupturas e individualismo, a família cristã é chamada a testemunhar a fidelidade, a solidariedade e a esperança.

        Que a Sagrada Família de Nazaré inspire todas as famílias a viverem com simplicidade, confiança e amor, tornando-se reflexo da presença de Deus no cotidiano. Que cada lar seja um espaço de comunhão, onde Cristo seja acolhido e amado.

        Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Mensagem do dia... 27/12/2025

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O CRISTÃO CATÓLICO E O NATAL DE JESUS!

 

H

oje, dia do Natal de Jesus, milhões de católicos ao redor do mundo voltam seus olhares para a pequena cidade de Belém. Mas não se trata apenas de uma lembrança histórica de dois mil anos atrás; para a Igreja Católica, o Natal de 2025 reafirma que o "Verbo se fez carne" e continua a habitar entre nós, trazendo uma mensagem de renovação espiritual em tempos de desafios globais.

 Diferente da perspectiva puramente comercial, o Natal católico centra-se na Solenidade da Natividade do Senhor. De acordo com a doutrina, o nascimento de Jesus é o ponto alto da história da salvação: Deus assume a condição humana para resgatar a dignidade de cada pessoa.

"Celebrar o Natal é acolher a luz que não se apaga. Em um mundo muitas vezes marcado por divisões, a imagem do Menino Deus na manjedoura nos convida à humildade e à paz", explica um ministro extraordinário da sagrada comunhão eucarística.

 Neste ano de 2025, as paróquias da Igreja Católica registram uma busca intensa pelas celebrações presenciais. A tradicional Missa do Galo, celebrada à meia-noite (ou em horários antecipados nas vigílias), continua sendo o momento de maior comoção, onde o canto do "Glória" marca o anúncio oficial do nascimento.

    Outro símbolo central nas casas e templos é o Presépio, inspirada pela tradição iniciada por São Francisco de Assis, a representação da Sagrada Família serve como ferramenta de catequese, lembrando que Cristo escolheu a pobreza e a simplicidade para se manifestar ao mundo.

    Para o fiel católico, a celebração não termina quando os presentes são abertos. O Tempo do Natal no calendário litúrgico estende-se até a festa do Batismo do Senhor, em janeiro. Durante esse período, a Igreja convida os fiéis a:

  • Praticar a Caridade: O Natal é visto como o momento de partilha com os mais necessitados.
  • Fortalecer a Família: A "Igreja Doméstica" é o lugar onde a fé deve ser vivenciada através da oração e do perdão.
  • Refletir sobre a Paz: Em 2025, as intenções de oração por regiões em conflito ganham destaque nas homilias de Natal.

Na noite de Natal, o convite da Igreja é para que cada pessoa "prepare sua própria manjedoura"o coração — para acolher o Cristo que chega. Mais do que luzes e ceias fartas, o Natal de 2025 se define, para o católico, como o compromisso de levar a alegria do Evangelho aos que mais sofrem, transformando a fé em gestos concretos de amor ao próximo.

Mensagem do dia... 25/12/2025

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 4º DOMINGO DO ADVENTO – ANO A – 21/12/2025

 

O

 quarto Domingo do Advento nos coloca diante do mistério da Encarnação, quando o Verbo eterno de Deus assume a nossa humanidade. As leituras deste domingo revelam a fidelidade de Deus às suas promessas e a resposta humana de fé e obediência.

Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia um sinal extraordinário: “A virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”. Este anúncio, feito em meio à insegurança e ao medo do rei Acaz, revela que Deus não abandona o seu povo, mesmo quando este hesita em confiar. O sinal de Deus não vem pela força ou pelo poder, mas pela simplicidade de uma mulher que acolhe a vida.

O Evangelho de Mateus mostra o cumprimento dessa promessa. José, homem justo, é convidado a participar do plano divino. Diante da gravidez de Maria, ele vive o drama da dúvida e da decisão. Mas, ao ouvir a voz do anjo, José escolhe a fé. Ele acolhe Maria e o Filho que nela foi gerado pelo Espírito Santo. Sua obediência silenciosa e confiante torna-se exemplo de escuta e disponibilidade à vontade de Deus.

A segunda leitura, da carta aos Romanos, recorda que Jesus Cristo é o cumprimento das promessas feitas pelos profetas. Ele é o Filho de Deus, descendente de Davi segundo a carne, e Salvador de todos os povos. Paulo nos convida a reconhecer que a fé em Cristo nos torna participantes dessa graça e missão.

Neste último domingo antes do Natal, a liturgia nos chama a preparar o coração para acolher o Emanuel — Deus conosco. O Advento chega ao seu ponto culminante: não se trata apenas de esperar o nascimento de Jesus em Belém, mas de permitir que Ele nasça em cada vida, em cada lar, em cada gesto de amor e reconciliação.

Como José, é preciso escutar a voz de Deus que fala no silêncio, nas surpresas e nas incertezas. A fé verdadeira se manifesta na confiança e na obediência, mesmo quando os caminhos parecem obscuros. O “sim” de José e o “sim” de Maria tornam-se o modelo de toda resposta humana ao amor divino.

O Emanuel está próximo. Deus vem habitar entre os seus, não em templos de pedra, mas no coração dos que creem. Que este domingo desperte a esperança e a alegria de quem se prepara para acolher o Salvador. Que cada gesto de fé e de amor seja um espaço onde Deus possa nascer e permanecer.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Mensagem do dia... 20/12/2025

 

sábado, 13 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 3º DOMINGO DO ADVENTO – ANO A – 14/12/2025

 

O

 terceiro domingo do Advento é conhecido como Domingo da Alegria (Gaudete), um convite à esperança jubilosa no meio da espera. A liturgia deste dia rompe, por um instante, o tom mais sóbrio do Advento para recordar que a vinda do Senhor já se aproxima e que a alegria cristã nasce da certeza de sua presença no meio do povo.

Na primeira leitura (Is 35,1-6a.10), o profeta Isaías anuncia um tempo de renovação: o deserto floresce, os fracos ganham força, os cegos veem e os mudos cantam. É uma imagem poderosa da ação de Deus que transforma a aridez em vida. Essa promessa não é apenas futura; ela já começa a se realizar em cada gesto de fé e solidariedade que abre espaço para o Reino.

  O salmo responsorial (Sl 145) proclama a fidelidade de Deus que faz justiça aos oprimidos, dá pão aos famintos e liberta os cativos. É um cântico de confiança no Senhor que age concretamente na história, sustentando os que esperam n’Ele.

Na segunda leitura (Tg 5,7-10), São Tiago exorta à paciência e à perseverança. Assim como o agricultor espera o fruto da terra, o cristão é chamado a esperar com fé a manifestação do Senhor. A alegria do Advento não é impaciência, mas esperança ativa, sustentada pela confiança de que Deus cumpre suas promessas no tempo certo.

O Evangelho (Mt 11,2-11) apresenta João Batista, que, da prisão, envia discípulos para perguntar a Jesus se Ele é o Messias esperado. A resposta de Jesus não é teórica, mas concreta: “Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa-Nova.” O Reino está em ação, e os sinais da presença de Deus já se manifestam.

A figura de João Batista recorda a missão de preparar o caminho do Senhor, mesmo em meio à dúvida e à provação. Sua grandeza está em reconhecer que a alegria verdadeira não está em si mesmo, mas em apontar para Cristo.

Neste domingo, a Igreja convida a alegrar-se não por motivos passageiros, mas porque o Senhor está próximo. A alegria cristã nasce da fé em um Deus que vem ao encontro da humanidade, que cura, liberta e renova. É uma alegria que se traduz em gestos concretos de amor, justiça e esperança.

A Mensagem central é a alegria do Advento é fruto da certeza de que Deus está agindo. Mesmo quando a espera parece longa, o coração que confia experimenta a presença do Senhor que transforma o deserto em jardim e a dor em esperança.

Que a alegria da vinda de Jesus Cristo renove a esperança e fortaleça a nossa fé. Que cada coração se torne morada acolhedora para o amor de Deus, e que, em meio às dificuldades, a certeza da presença do Senhor seja fonte de paz e alegria para todos nós.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Mensagem do dia... 13/12/2025


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

12 de Dezembro, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina e do México

 

A

 narrativa de Nossa Senhora de Guadalupe é mais do que um relato de fé; é um pilar da identidade latino-americana e um dos maiores enigmas da ciência moderna. A história, que completa quase 500 anos, remonta a um período de profunda instabilidade social no México colonial.

    Em dezembro de 1531, apenas uma década após a violenta conquista espanhola, a Virgem Maria apareceu a São Juan Diego Cuauhtlatoatzin, um indígena asteca recém-convertido, na colina de Tepeyac, um local que, ironicamente, já havia sido um centro de culto à deusa asteca Tonantzin. A escolha de um mensageiro indígena e o uso da língua náuatle pela Virgem foram cruciais para a aceitação da mensagem pelos povos nativos, que sofriam com a violência e a discriminação da época.

    A Virgem pediu que um templo fosse erguido em sua honra, um gesto de inclusão que contrastava fortemente com as tensões do período.

  Diante do ceticismo do Bispo Dom Juan de Zumárraga, a Virgem operou o milagre decisivo. No dia 12 de dezembro, ela instruiu Juan Diego a colher rosas de Castela, que floresceram milagrosamente no solo estéril e gélido do inverno mexicano. Ele as levou ao bispo em sua tilma — um manto rústico feito de fibra de agave, material que normalmente se decompõe em menos de 15 anos.

    Quando o manto foi aberto, a imagem da Virgem de Guadalupe estava estampada de forma indelével no tecido. O impacto foi imediato: milhões de indígenas se converteram ao cristianismo em poucos anos, um fato sem precedentes na história da evangelização. A imagem, com traços mestiços e símbolos compreensíveis aos astecas (como a lua sob seus pés e o sol ao redor, indicando que ela era superior às divindades locais), tornou-se o grande símbolo de união e paz.

    O que eleva a história de Guadalupe de uma lenda a um mistério duradouro são os achados científicos que desafiam a lógica:

  • Incorruptibilidade do Tecido: O manto de agave, que deveria ter se desintegrado séculos atrás, permanece intacto, sem sinais de deterioração, mesmo após um atentado a bomba em 1921, que apenas danificou um crucifixo próximo, deixando a tilma ilesa.
  • Pigmentos Sobrenaturais: Análises realizadas, inclusive por cientistas da NASA, concluíram que os pigmentos da imagem não são de origem animal, mineral ou vegetal, e não possuem pinceladas detectáveis, sendo a técnica de pintura completamente desconhecida na história da arte.
  • O Reflexo nos Olhos: Talvez o fato mais impressionante seja a descoberta, por meio de microfotografia e processamento digital de imagem, de minúsculas figuras humanas refletidas nas córneas da Virgem. Elas parecem reproduzir a cena exata da apresentação do manto ao bispo Zumárraga e seu intérprete, além de uma imagem de uma família.

     Reconhecida pelo Vaticano e proclamada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII em 1945, Nossa Senhora de Guadalupe é um símbolo de proteção e esperança. A devoção culmina anualmente em 12 de dezembro na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, um dos santuários marianos mais visitados do mundo, onde o manto original é venerado, perpetuando a fé na "Morenita" que se fez mãe e padroeira dos mais necessitados.

Mensagem do dia... 12/12/2025

 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA A SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA – 08/12/2025

 

A

 Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria celebra o mistério da graça divina que preservou Maria do pecado original desde o primeiro instante de sua existência. Esta verdade de fé, proclamada solenemente pela Igreja, revela a grandeza do amor de Deus que, ao escolher Maria como Mãe do Salvador, concedeu-lhe a plenitude da graça para que pudesse acolher, de modo livre e puro, o projeto da salvação.

A liturgia deste dia convida à contemplação do plano de Deus que, desde o princípio, quis a humanidade redimida e reconciliada. No livro do Gênesis, a promessa feita após a queda — “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela” — encontra em Maria o seu cumprimento. Ela é a nova Eva, aquela que, pela obediência e pela fé, colabora com o novo Adão, Cristo, na vitória sobre o pecado e a morte.

Na carta aos Efésios, São Paulo recorda que todos foram escolhidos em Cristo “antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor”. Maria é o modelo perfeito dessa eleição: nela, a graça de Deus atuou plenamente, tornando-a sinal daquilo que cada cristão é chamado a ser — templo vivo do Espírito Santo e testemunha da santidade divina no mundo.

O Evangelho da Anunciação (Lc 1,26-38) mostra o momento em que o plano eterno de Deus se concretiza na história. O “sim” de Maria, pronunciado com humildade e confiança, abre as portas da salvação. Sua resposta não é apenas um ato individual, mas um gesto que envolve toda a humanidade. Nela, a liberdade humana se une à vontade divina, e o Verbo se faz carne.

Celebrar a Imaculada Conceição é reconhecer a ação preveniente da graça de Deus, que age antes mesmo do mérito humano. É também um convite à esperança: se Maria foi preservada do pecado, é sinal de que a vitória de Cristo sobre o mal é real e definitiva. A pureza de Maria não a distância da humanidade, mas a torna mais próxima, pois nela se vê o que Deus deseja realizar em todos os seus filhos.

Neste dia, a Igreja contempla Maria como ícone da nova criação, aurora da redenção e mãe de misericórdia. Sua vida, totalmente entregue a Deus, inspira a viver com fé, pureza e disponibilidade. Que a Imaculada Conceição ensine a acolher a graça divina com o mesmo coração aberto e confiante, para que, como ela, cada fiel possa dizer: “Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.”


Mensagem do dia... 08/12/2025


sábado, 6 de dezembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 2º DOMINGO DO ADVENTO - ANO A, 07/12/2025

 

N

este Segundo Domingo do Advento, a liturgia nos coloca diante de uma figura imponente e incômoda: João Batista, a "voz que clama no deserto".

A mensagem de João, extraída do Evangelho de Mateus (Mt 3,1-12), não é um convite à espera passiva do Natal, mas um grito urgente de mobilização e conversão.

Em um mundo frequentemente marcado pela ansiedade, pelo consumismo e pela indiferença, a mensagem do deserto ressoa com uma clareza perturbadora. João Batista não prega a partir de um púlpito confortável, mas do deserto, um lugar de despojamento e verdade. Ele nos desafia a olhar para dentro de nossas próprias "veredas tortuosas" e "caminhos esburacados" — as áreas de nossas vidas onde o orgulho, o ressentimento e a falta de caridade impedem a chegada da paz.

A profecia de Isaías (Is 11,1-10) complementa essa urgência com uma visão de um futuro glorioso: um reino de paz universal, onde a justiça prevalece e a harmonia é plena. Esse "reino de paz" não é uma utopia distante, mas o projeto de Deus que começa a se realizar em nossos gestos cotidianos.

O Advento nos lembra que a fé exige frutos. João Batista é incisivo ao alertar contra uma religiosidade vazia, meramente ritualística: "Produzi, pois, frutos que provem a vossa conversão".

A verdadeira preparação para o nascimento do Salvador manifesta-se no acolhimento ao próximo, na busca pela justiça social e na transformação pessoal.

Que este Segundo Domingo do Advento nos inspire a endireitar nossos caminhos e a viver uma esperança ativa, preparando o coração não apenas para celebrar o Natal, mas para acolher o Senhor que vem, todos os dias, em nossas vidas e em nossa comunidade.


Mensagem do dia... 06/12/2025

 

sábado, 29 de novembro de 2025

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 1º DOMINGO DO ADVENTO, ANO A – 30/11/2025

 

I

niciamos um novo ciclo na vida da Igreja: o Tempo do Advento. Este período, que culmina na celebração do Natal, não é apenas uma contagem regressiva para uma festa, mas um convite profundo à vigilância e à esperança em meio às distrações do nosso dia a dia.

As leituras do Primeiro Domingo do Advento (Ano A) nos oferecem um roteiro claro para este despertar espiritual, contrastando a sonolência do mundo com a urgência do Reino de Deus.

O Evangelho de Mateus utiliza a imagem perturbadora do dilúvio: "como nos dias de Noé [...] comiam, bebiam [...] e não perceberam nada". Jesus alerta que Sua vinda — seja no fim dos tempos, seja no fim de nossas próprias vidas — será súbita.

Esta passagem não busca nos amedrontar, mas nos fazer refletir: Com o que estamos realmente ocupados? Nossas rotinas diárias, embora necessárias, podem nos anestesiar para a realidade maior da nossa existência e do nosso destino eterno. A vigilância cristã não é ansiedade, mas sim uma prontidão alegre e consciente, que se manifesta em viver com propósito, amor e caridade agora, e não amanhã.

Em contrapartida à sobriedade do Evangelho, a profecia de Isaías nos inunda de esperança. Ele vislumbra um futuro glorioso onde as nações afluem ao monte do Senhor. O mais impactante é a imagem das armas de guerra transformadas em ferramentas de paz: "Transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices".

Este texto é um poderoso lembrete de que o Advento é um tempo de conversão ativa. Somos chamados a ser agentes dessa transformação, começando em nossos próprios corações e lares, buscando a paz onde há conflito e a justiça onde há opressão.

São Paulo na Carta aos Romanos é direto e pragmático: "Já é hora de despertar". Ele nos desafia a abandonar "as obras das trevas" (bebedeiras, desonestidade, ciúmes) e a "revestir-nos do Senhor Jesus Cristo".

O Advento é, essencialmente, uma "troca de roupa" espiritual. É deixar de lado o que nos afasta de Deus e do próximo, e assumir a identidade de Cristo.

 Neste Primeiro Domingo do Advento, a mensagem é clara: Acorde! O Senhor está vindo. Que aproveitemos este tempo para alinhar nossas vidas à esperança que celebramos. Que nossa vigilância se traduza em ações concretas de paz e nossa esperança nos inspire a "caminhar na luz do Senhor". É tempo de preparar o caminho, não apenas para o bebê na manjedoura, mas para o Cristo que vive e reina em nosso meio.

Mensagem do dia... 29/11/2025

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

FARTURA, SUCESSO E AMOR!

 

C

erta vez, um senhor, que morava na roça, ao sair de sua casa, viu três pessoas passando na estrada. Eram dois homens e uma mulher. Como estavam com aparência de cansados, o homem foi até eles e disse:

        - Entrem na minha casa. Assim vocês poderão tomar uma água e descansar um pouco.

Um deles respondeu:

- Acontece que só pode entrar um de nós. Qual o senhor convida?

O homem perguntou:

- Quem são vocês?

A mulher disse:

- Eu sou a fartura.

Um dos homens falou:

- Eu sou o sucesso.

E o outro:

- E eu sou o amor.

O homem ficou em dúvida. Convidar a fartura para sua casa seria ótimo. O sucesso, também. E o amor, nem se fala. Pediu licença aos três e entrou em casa para consultar a esposa.

Ela pensou, e disse:

- Convide o amor! Nossa casa cheia de amor ficará linda!

O homem voltou e convidou o amor para entrar.

Entretanto, olhando para trás, viu que os outros dois vinham também.

Então perguntou:

- Mas não era só um de vocês que poderia entrar?

Um deles respondeu:

- Se o senhor convidasse a fartura, só iria ela. Se convidasse o sucesso, os outros dois iriam embora. Mas quando alguém convida o amor, vamos nós três. O Amor nunca fica sozinho. Onde o Amor está presente, sempre haverá Fartura e Sucesso!

REFLEXÃO:

O amor é a base de todos os relacionamentos. As amizades e a família existem na presença do amor. Quando amamos com sinceridade, todos os problemas são resolvidos, as dificuldades diminuem. Quando nossa vida tem amor, sentimo-nos mais fortes, mais unidos, mais vivos!

O amor definitivamente nunca ficará só. Onde ele está, estão também a fartura, o sucesso e muitas outras maravilhas. Cultive o amor e você comprovará que isso é verdade!

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*Autor desconhecido.

Mensagem do dia... 26/11/2025