domingo, 12 de outubro de 2014

LITURGIA DA SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA - 12/10/2014

  


28º DOMINGO COMUM
“NOSSA SENHORA APARECIDA”



PRIMEIRA LEITURA (Est 5,1b-2;7,2b-3)

Leitura do Livro de Ester:
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro.

Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 44)

- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

- O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

- Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real.

SEGUNDA LEITURA (Ap 12, 1.5.13a.15-16a)

Leitura do Livro do Apocalipse de São João:
Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. A terra, porém, veio em socorro da mulher.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Jo 2,1-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!

REFLETINDO A PALAVRA
“NAS CURVAS DE UM RIO”
Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.

VELAS QUE SE ACENDEM
Celebramos festa de N. Senhora Aparecida. É um momento muito importante, como diz a oração da missa: “Concedei que o povo brasileiro, fiel a sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva”. A paz e a justiça conduzem à vida eterna. Vamos procurar entender essa celebração com a simbologia dos primeiros milagres. Além do encontro, que já foi um milagre comprovado pela pesca abundante, nós conhecemos o milagre das velas que se acendiam e se apagavam sem intervenção das pessoas.  No meio das dificuldades do tempo, cercados de pobreza e de vida trabalhosa, a veneração da imagem da Imaculada Conceição, foi um estímulo à vida daqueles pobres pescadores. A devoção lhes fez reconhecer um tempo novo que iluminava seus olhos. O sofrimento não apaga a fé de um povo simples e devoto. Deus se recordou de sua humildade. Deus escolhe os humildes para confundir os fortes. O Conde de Assumar comeu os peixes e se foi. Os pescadores foram alimentados de esperança. Ester, a rainha teve a ousadia de crer que a oração poderia mudar os planos do rei. A oração do povo dobra o coração de Deus. O Espírito Santo acendeu a luz nos corações que se apagavam no sofrimento. A pesca infrutífera foi vencida pela rede que mais uma vez ia ao fundo do rio. Numa destas encheu o barco de vida e as redes de peixes. Aquele objeto tosco e enegrecido acendeu a esperança. A intercessão de Maria continua no meio do povo. Benditas curvas do rio Paraíba que nos deram tal presente. A esperança iluminou os olhos.

O ESCRAVO E AS CORRENTES
A imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma síntese das três raças: negra de cor, branco de tipo, cabelo de índia. É a mulher grávida que aparece no Apocalipse sempre pronta a dar à luz para que haja a libertação de todos os sofredores. O escravo Zacarias que fugira e fora capturado, deve ter sofrido muito. Ao passar diante da capela da Senhora Aparecida, pediu para fazer uma oração. Que terá pedido? Mais que atender a súplicas, ela lhe deu a liberdade. As correntes caíram. Ela, Mãe do Senhor do mundo, liberta o escravo sofrido, já sem esperanças em meio aos sofrimentos. É um símbolo maravilhoso que sintetiza os ensinamentos sobre Maria que socorre os escravos do mal. Intercede diante de seu Filho pelos filhos sofredores. Este milagre anima a transformar a devoção em um meio de libertação de todos os tipos de escravidão. Não há escravidões que não tenham solução. O que há é falta de libertadores. A devoção será vazia se não vai ao encontro dos acorrentados da vida. As curvas do rio nos trouxeram a alegria.

A CEGA E O CAVALEIRO
Há dois milagres que se parecem: A ceguinha que veio de longe e ao chegar perto do santuário recebe a cura e vê a igreja. O cavaleiro cego pela falta de fé e pelo desrespeito às pessoas e lugares santos, recebe um milagre. Queria entrar na Igreja a cavalo. Este se recusa e sua ferradura se prende à pedra da entrada. O homem orgulhoso é abre os olhos à fé. Diante do amor de Maria, manifestado nesta bela imagem, nossos olhos se abrem para ver a grandeza de Deus e a desgraça que o orgulho provoca em nós. Os milhões de romeiros que por ali passam podem ter os olhos abertos para conhecer as coisas de Deus e das pessoas como um caminho de fé. Um cientista ateu, vindo a Aparecida, viu a longa fila dos romeiros que queriam passar diante da imagem, disse: Não podem todos eles estar errados e eu certo. Abriram-se seus olhos.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, todo - poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, mãe de Deus e senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Amém!


HOJE, 261ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

COMEÇA HOJE A 3ª NUCLEAÇÃO DE JOVENS DO MFC MACEIÓ


T
em inicio nesta sexta-feira (10), a 3ª NUCLEAÇÃO DO MFC JOVEM DE MACEIÓ, dentro da metodologia do Movimento Familiar Cristão, onde participarão cinquenta e cinco novos jovens para o MFC JOVEM. A 3ª NUCLEAÇÃO tem a coordenação das jovens Anielly e Giovanna. Setenta integrantes do Movimento Familiar Cristão Jovem e orientadores estarão participando nas diversas equipes de serviço.

Durante todo o encontro, será promovida a inclusão de jovens no MFC, para se reunirem com o objetivo de estudar os temas relacionados com a nossa Igreja, juventude e família, além da troca de experiências e orações na busca por um melhor relacionamento familiar e interação social.

O Movimento Familiar Cristão está comprometido na construção de uma sociedade mais justa, que permita às famílias realizarem plenamente suas funções humanizadoras e evangelizadoras, por isso, trabalha para o crescente aprimoramento dos jovens em uma política social familiar que responda às suas necessidades básicas de educação, saúde, habitação e lazer.

A metodologia do MFC visa à evangelização e promoção da família e seus valores humanos e cristãos para que possa cumprir a sua missão de formadora de pessoas, educadora na fé e promotora do bem comum. O carisma do MFC é a valorização do amor familiar, a construção de famílias mais felizes para que o mundo seja mais justo e solidário.

A 3ª NUCLEAÇÃO DO MFC JOVEM DE MACEIÓ tem inicio às 18h30min desta sexta-feira com a recepção dos encontristas na Sede dos Cursilhos da Cristandade, no bairro do Farol e seu termino está previsto para o domingo, 12 de outubro, às 19h30min.

MISSA DE ENTREGA
Na noite de ontem (09), todos os dirigentes, casais assessores, coordenadores e membros das equipes de serviço, auxiliares de comunidade e todos os mefecistas que torcem pelo sucesso da Nucleação de Jovens que trabalharão na 3ª NUCLEAÇÃO DO MFC JOVEM DE MACEIÓ, estiveram reunidos na Igreja dos Capuchinhos, no bairro do Farol, para a SANTA MISSA DE ENTREGA.


Que o Espírito Santo seja o grande condutor desse encontro em prol da evangelização dos nossos jovens, derramando Sua Graça para que todos os participantes vivam momentos especiais de renovação em suas vidas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

DESORDEM HUMANA

Kelly Nunes Almeida

Kelly Nunes Almeida
Grupo Sagrada Família
MFC Maceió - AL

A
 questão não é quem é mais ou menos qualificado, nem tão pouco quem é mais honesto, inteligente e versátil, o que está pegando é que nós brasileiros estamos perdidos, órfãos, carentes de líderes que nos impulsione a lutar por um ideal, hoje vivemos na luta pela sobrevivência de uma casa desorganizada, sem rumo, sem chão, sem cores...

Aprendemos desde muito cedo como se formara uma família, que essas dependiam de respeito, educação, estrutura, religião, organização e amor, muito amor, pra que crescesse com dignidade e fizesse a diferença na sociedade. Hoje se deturpa tudo, se inverte os papéis de pais e filhos, se mistura os sexos com muita libertinagem, o respeito deixou o ter esmagar o ser, a educação não representa mais a base e sim o corriqueiro e trivial arrumadinho para subir os degraus do poder.

Estudamos desde cedo que o nosso país seria gerido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Parece que esses se unificaram e transformaram-se em um único poder, se digladiando e ao mesmo tempo servido de coração de aço entre eles, sem nem ao menos se darem conta de porque estão ali, não da tempo de pensar no bem comum, não da tempo de olhar para a senhorinha que passou 40 anos da vida trabalhando para ter um final de vida digna e feliz e que não consegue ser vista por um médico competente e atencioso porque ele precisa correr pra ver um outro paciente que o fará lucrar mais, pois o seu estudo de muitos anos teve como fechamento o juramento de salvar vidas, mas muitos deles precisa salvar as suas próprias vidas na lei da sobrevivência. Saber os deveres cívicos era uma questão de honra, hoje se perguntarmos pro aluno cibernético ele irá pedir um "time" e consultar seu cérebro que queira Deus esteja com sinal forte ou quem sabe com conexão no momento.

Tudo desordenado como nesse texto, assim estamos nós, aprendendo a conviver com pessoas matando nossos amigos, ladrões sendo escolhidos para cuidar do nosso suado dinheiro, juristas sem nem um escrúpulo julgando injustamente, e pessoas do mau se sobressaindo na vida a pessoas do bem.

Sabemos que o mal terá seu preço a pagar, mas precisamos encontrar um meio de mostrar aos novos que aí estão se formando como pessoas, que esse caminho está levando a nossa espécie ao pior grau de mediocridade, que o caminho está inverso, que ao invés de estarmos evoluindo como alma, sentimento e coração, estamos nos rebaixando a pior espécie animal.

Quanto os nossos sucessores terão que pagar por essa insanidade brutal e mesquinha que virou a raça humana?


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CONSELHO DE CIDADE DO MFC MACEIÓ SE REÚNE NA QUARTA-FEIRA (08)

O
 Conselho de Cidade do MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió, formado por coordenadores, tesoureiros e auxiliares de Grupo de Base, MFC Jovem e a Equipe de Coordenação da Cidade, se reúnem na quarta-feira, 8 de outubro de 2014, às 19h30min, na Sede do MFC (Rua Araújo Bivar, 580 - Pajuçara), para mais uma reunião administrativa do MFC MACEIÓ na atual Gestão, com a finalidade de organizar as ações e atividades mefecistas no âmbito de Maceió, para que possa existir sucesso nas metas planejadas.

A presença dos Coordenadores de Grupos de Base e do MFC Jovem na reunião do Conselho de Cidade é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

Se você é Coordenador, Tesoureiro ou Auxiliar de Grupo, não falte a sua presença é fundamental para que o Grupo tenha voz e voto nas decisões do MFC MACEIÓ.

A coordenação da reunião será do casal Péricles e Ula, Coordenadores de Cidade do Movimento Familiar Cristão de Maceió.


domingo, 5 de outubro de 2014

LITURGIA DO 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 05/10/2014

  



27º DOMINGO COMUM
28/09/2014

  



PRIMEIRA LEITURA (Isaías 5,1-7)


Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens.

Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens? Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela.

Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça - e eis a injustiça; esperava obras de bondade - e eis a iniquidade.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


RESPONSÓRIO (Salmo 79)


— A vinha do Senhor é a casa de Israel.

— Arrancastes do Egito esta videira, e expulsastes as nações para plantá-la; até o mar se estenderam seus sarmentos, até o rio os seus rebentos se espalharam.

— Por que razão vós destruístes sua cerca, para que todos os passantes a vindimem, o javali da mata virgem a devaste, e os animais do descampado nela pastem?

— Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a!

— Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!

— E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, e sobre nós iluminai a vossa face! Se voltardes para nós, seremos salvos!


SEGUNDA LEITURA (Filipenses 4,6-9)


Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:
Irmãos: Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.

Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim, o Deus da paz estará convosco.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


EVANGELHO (Mateus 21,33-43)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!' Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.

Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?"

Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: "Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo".

Então Jesus lhes disse: "Vós nunca lestes nas Escrituras: 'A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?' Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!


HOMILIA
“A FIM QUE DEIS FRUTOS”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira – CSsR


HISTÓRIA DE UMA DECEPÇÃO
A vinha era parte da vida do povo e imagem muito usada pelos profetas para dizer que o povo era a vinha de Deus que dela cuidava com carinho. Isaias afirma que “a vinha do Senhor é a casa de Israel” (Is 5,7). E os pecados do povo significavam a falta de correspondência. O profeta afirma que, apesar do cuidado, a vinha não produziu bons frutos. Então vai virar pasto. Deus cuidou muito do povo com sua vinha. Mas este não deu frutos: “Espereis a prática da justiça e eis o sangue derramado; esperei a retidão e eis os gritos de pedido de socorro” (id). Jesus aplica este texto do profeta fazendo uma parábola. Está em diálogo com os chefes da religião, os sumos sacerdotes e os anciãos. Usa a imagem da vinha e acusa os chefes de darem a Deus os frutos da vinha. Eles se fizeram seus donos e, pior: mataram os que cobraram os frutos, isto é, os profetas. E agora querem matar o Filho Jesus. Matam o filho fora da vinha e Jesus fora da cidade, como foi morto. O que vai acontecer? A vinha será tirada deles e dada a outros. Os outros nessa parábola são os pagãos convertidos que eram recusados pelos judeus que acreditaram em Jesus. A vinha agora é o Reino de Deus. Foi dado aos pagãos que deram frutos para Deus. Por isso Jesus se coloca como a pedra rejeitada que se tornou pedra angular, suporte de toda a construção. Essa parábola é aplicável hoje. Os responsáveis do povo de Deus, tanto bispos e padres como leigos e mesmo os donos da sociedade. Quem sabe, o afastamento de tanta gente da fé, das Igrejas não seja a mesma situação? Nós nos fizemos donos e não deixamos o povo produzir. Fizemos uma Igreja a nosso modo e não seguimos o projeto de Jesus. Esta parábola se dirige às autoridades da Igreja. É bom um exame de consciência.

DEUS ESPERA FRUTOS
“O Reino vos será tirado e dado a um povo que produzirá frutos” (Mt 21,43). Vemos que em muitos países católicos se tornaram ateus. Resultado: Deus passará a vinha a outras que lhe entreguem os frutos. Países distantes têm um grande crescimento da fé. Esse risco, correm todos os grupos cristãos: católicos, crentes e ortodoxos. O fruto que Deus pede é o acolhimento do Reino de justiça e obras de bondade, o Evangelho da caridade. A prática religiosa tem que caminhar junto com a justiça e a retidão. Foi essa a pregação dos profetas. Jesus continua insistindo que Ele é o Filho que entregou ao Pai os frutos da vinha. “Pedra rejeitada pelos construtores se tornou pedra angular” (Is. 28,16/ Mt 21,42). O povo de Israel é a vinha que Deus cuidou com carinho. Os dirigentes tomaram posse, negando os frutos a Deus. Aqui entendemos o texto conhecido que teremos em breve: “Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,15-22). A Deus pertence a soberania.

PRATICAI O QUE APRENDESTES
Paulo encerra a epístola aos Filipenses insistindo que traduzam na prática das virtudes que aprenderam. O povo, como a vinha, deve produzir frutos, sob a orientação dos dirigentes. Centrar o pensamento e a vida no mais importante que é a abertura ao Reino. Dele aprenderemos o que devemos fazer para dar os frutos a Deus. Jesus insiste sobre isso durante a última Ceia: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes frutos e para que o vosso fruto permaneça” (Jo 17 15,16). Paulo escreve: “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro e amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor” (Fl 4,8). Na Eucaristia aprendemos a centrar a vida em Cristo, pedra angular. Damos frutos a Deus.


ORAÇÃO

                             
Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Amém!

HOJE, 260ª MISSA DO MFC NO ALDEBARAN


sábado, 4 de outubro de 2014

CONSCIÊNCIA COLETIVA, TODO O TEMPO!

Rainey Marinho
Rainey Marinho
Grupo Genezaré – MFC Maceió

T
odo Cristão tem o dever de usar sua consciência coletiva, todo o tempo. O que é usar a consciência na forma Cristã?  Penso que é todo dia colocar nossos desejos pessoais à margem do que é melhor para nós e sempre na direção do melhor para nossos irmãos. Sejam esses desejos de qualquer ordem: empresariais, de amizade ou familiares. Amanhã, dia das eleições, não será um dia diferente.

Acordarei e em meu entendimento de “amai-vos uns aos outros” procurarei cumprir meu papel Católico-Cristão. Por isso, desejo a todos um dia lindo, cheio de espiritualidade e esperança. Onde ao acordar, rezemos um Pai Nosso, um santo Anjo. Logo depois, solitários em nossa religiosidade, possamos pedir a proteção de nossa virgem Santíssima, e como em um dia comum, protegidos, saíamos de casa para praticar o melhor para todos. Deus esteja com cada um e com todos nós. Guardai-nos Espírito Santo.


EXERCÍCIO DE CIDADANIA

James Magalhães de Medeiros
Grupo Mãos Dadas – MFC Maceió

A
 República Federativa do Brasil constitui-se em Estado democrático de direito, tendo como um de seus fundamentos a cidadania e que “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Ora, se assim o é, pois está explicito na própria Constituição, cabe a nós, povo, livre e soberano, exercer bem a nossa soberania, principalmente na escolha dos nossos governantes e representantes. Reclamar por reclamar, criticar por criticar, não adianta nada. Precisamos sim, ter coragem e independência para escolher os melhores, na esperança de que possam construir o novo, focados no bem comum. Assim deve ser, porque um dos objetivos fundamentais da República é construir uma sociedade livre, justa e solidária. Não podemos esquecer, ainda, que a soberania popular é exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, conforme define, também, a Carta da República. Assim, se o Brasil em que vivemos ou o Brasil do presente, não é o Brasil dos nossos sonhos nem o que desejamos, vamos exercer a nossa cidadania com altivez e total independência na escolha dos melhores.

Com o passar do tempo e calejados com os exemplos vivenciados, não podemos absorver a democracia como forma perfeita de governo, mas não temos outra melhor, e o que devemos fazer é aprimorá-la, enquanto cidadão e sociedade, através de processos legítimos e que consagrem o sonho de todos. É verdade que a nossa realidade atual nos incomoda, mas gostando ou não, temos que aprender a conviver e aceitá-la, com o propósito de mudá-la, e que somente será possível com o exercício consciente de nossa cidadania através do direito-dever de votar. Não esqueçamos que o ato de votar “não é o ponto de chegada ou o ponto final da democracia como querem os liberais. É um patamar que permite outros níveis de realização do verdadeiro sentido de toda a política: realizar o bem comum através da vontade geral que se expressa por representantes eleitos e pela participação da sociedade organizada. Dito de outra forma: é criar as condições para o desenvolvimento integral das capacidades essenciais de todos os membros da sociedade.” segundo o entendimento-lição do teólogo e escritor – Leonardo Boff.

O Brasil por todos sonhado, a sociedade civil organizada já o definiu, quando foi às ruas, com caras pintadas e bandeiras levantadas, reclamando seus direitos quanto à ausência ou deficiência de serviços essenciais como: saúde, educação, segurança, transporte, mobilidade e tantos outros, além de combate firme à corrupção, com mais ética e transparência. Vamos votar com a convicção de mudar e construir uma nova República, onde prevaleçam os princípios da boa convivência social e humana, cimentados na dignidade, na justiça, na honradez, na honestidade, todos voltados para o bem comum. Saibamos exercitar a nossa cidadania, votando com dignidade e independência, não esquecendo que todo poder emana do povo.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

VOTAR COM INDEPENDÊNCIA

James Magalhães de Medeiros
James Magalhães de Medeiros
Grupo Mãos Dadas – MFC Maceió
               
O
 que é bom a gente deve partilhar, para que todos tenham oportunidade de conhecer, e juntos possamos construir algo novo e diferente. É o que faço neste instante ao repassar para o amigo, leitor e cidadão, parte do texto de Raquel de Queiroz, sob o título: VOTAR, publicado na Revista O Cruzeiro, de 11 de janeiro de 1947, mas que continua sendo luz para o momento atual: “Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou governo do povo. Em política, a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato. No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de fazer o governo. Pelo voto, não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto, a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo. Escolhem-se pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! (…) Escolhemos igualmente pelo voto aqueles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aqueles que irão estipular a quantidade desses impostos. Vejam como é grave a escolha desses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gota de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bolso...”

Continua a articulista: “E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aqueles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aqueles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos. Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. ... Escolhem-se nas eleições aqueles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interesse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de todas as forças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias. … Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fossem. Entregamos a esses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a eles presa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador. 

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. (…) Se tem medo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à força, e escute apenas a sua consciência. “Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OS CRISTÃOS SÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR DA POLÍTICA, AFIRMA DOM LEONARDO

Dom Leonardo Steiner
N
o próximo domingo, 5 de outubro, os brasileiros irão eleger o presidente da República, governadores, deputados distritais, estaduais e federais. Para auxiliar os cristãos na escolha consciente de seus representantes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”, aprovada durante a 52ª Assembleia Geral.

Entre as questões abordadas no texto estão à participação dos cristãos, desafios da realidade sociopolítica, urgência da reforma política, desenvolvimento econômico e sustentabilidade social.

Para o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, "os cristãos são insistentemente convidados a participar da política", por meio das discussões, do voto e da fiscalização.

Leia, abaixo, entrevista com dom Leonardo sobre as eleições 2014.

Dom Leonardo, durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, os bispos aprovaram a mensagem “Pensando o Brasil: Desafios diante das eleições 2014”. O que a CNBB propõe na mensagem?

Dom Leonardo - Propõe a participação ativa dos cristãos na política, isto é, participar da construção da sociedade. A mensagem faz eco às palavras do papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium: “ninguém pode exigir-nos relegar a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos”. A eleição é momento decisivo para a vida das pessoas que vivem no país. Ajudar a pensar o Brasil no tempo que antecede ao voto é uma contribuição que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB não poderia deixar de oferecer.

A mensagem afirma que a mudança de situações de injustiças e de desigualdade requer a intervenção dos cristãos na política. Como os cristãos podem intervir nesta esfera de modo a transformar esta realidade?

Dom Leonardo - As mudanças acontecerão na medida em que houver uma participação maior de pessoas que se deixam conduzir pela ética e os cristãos também pelos valores do Evangelho. Os cristãos são insistentemente convidados a participar da política em todos os níveis, também nos partidos políticos. Intervir na política é participar das discussões, da votação, da “fiscalização” depois das eleições. O texto indica também o caminho da reforma política necessária como necessário para as mudanças.

Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Como ser ativo diante das eleições?

Dom Leonardo - Como cristão refletir, discutir os projetos dos partidos e dos candidatos. Identificar os candidatos “Ficha Limpa”. Votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. Como cristãos continuar contribuindo para que haja um diálogo que aponte para as mudanças necessárias no modo de fazer política. Como já lembrado, acompanhar, com rigor, o trabalho dos eleitos. Para construir a sociedade justa e fraterna faz-se necessário como cristãos acompanhar, monitorar as ações, projetos e gastos dos eleitos. Exigir que exercitem a representação digna que lhes foi conferida pelo voto.

Que mensagem de esperança o senhor pode deixar para aqueles que em outubro vão escolher quem os representa?

Dom Leonardo - Lembro as palavras do Santo Padre Francisco na Evangelii guadium: “Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente respeito à sociedade, ao povo, à vida dos pobres. É indispensável que os governadores (...) levantem o olhar e alarguem as suas perspectivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados sanitários para os cidadãos”. Elegermos mulheres e homens que estejam a serviço do bem comum; homens e mulheres que saibam superar a dicotomia entre política e econômica, a dicotomia entre a economia e o bem comum social. O cristão é pessoa de esperança! Vive de esperança em esperança! As mudanças acontecem pela ação de pessoas que tem uma causa comum: o bem do outro!

Fonte: Portal da CNBB