segunda-feira, 20 de julho de 2015

Joinville-SC escolhida Sede do 10º Muticom, em 2017

A Diocese de Joinville, SC, foi anunciada Sede do próximo MUTICOM.
O
 9º MUTICOM - MUTIRÃO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO, que este ano aconteceu em Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, com o tema: ÉTICA NAS COMUNICAÇÕES teve seu encerramento no final da tarde do sábado, 18 de julho, com uma celebração eucarística no Convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, ES, presidida por Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo de Vitória-ES.

Comunicadores de todos as regiões do Brasil participaram do 9º MUTICOM no Centro de Convenções de Vitória-ES, onde aconteceram celebrações, seminários, grupos de trabalhos, feira de comunicação e shows artísticos.

Convento de Nossa Senhora da Penha, Vila Velha, ES.
Durante o 9º MUTICOM aconteceram palestras sobre ÉTICA NAS COMUNICAÇÕES; A COMUNICAÇÃO SOCIAL E A CONSTRUÇÃO ÉTICA DO INDIVÍDUO; A ERA DA DESINTERMEDIAÇÃO: O SENSO RELIGIOSO CONTEMPORÂNEO; A IGREJA CATÓLICA NA MÍDIA: ANÁLISE DO DISCURSO; A ESPETACULARIZAÇÃO DA NOTÍCIA, além de apresentações de EXPERIÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO EDUCATIVA dos vários palestrantes e participantes.

As tardes do 9º MUTICOM foram preenchidas com atividades desenvolvidas nos grupos de trabalhos (GT’s), nos quais foram socializadas experiências pertinentes aos temas específicos de cada um deles.

A partilha das experiências foi dividida em oito grupos: Análise de materiais impressos; Análise de sites e redes sociais; O comportamento do indivíduo nas Redes Sociais; A música religiosa como forma de comunicação; O mercado da fé; Trânsito religioso; O padre e os desafios da comunicação; e Educomunicação.

Os Grupos de Trabalho possibilitaram trocas de experiências, discussões, aprofundamento e também de fazer a prática de comunicação participativa.

Durante as manhãs aconteceram palestras com algumas intervenções e nestes momentos todos os grupos tiveram a oportunidade de contribuir e participar para elaborar o conhecimento.

Dom Darci José Nicioli, presidente da
Comissão para a Comunicação da CNBB
No sábado, 18, aconteceu a apresentação de experiências de comunicação educativa, com a interação dos participantes e palestrantes. Ainda na manhã do sábado, Dom Darci José Nicioli, bispo auxiliar de Aparecida, SP, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), anunciou a cidade de Joinville, Santa Catarina, como sede do 10º MUTICOM, que acontecerá em agosto de 2017 com o tema: Educar para a Comunicação.

O MUTICOM é voltado para agentes de comunicação das pastorais e movimentos, blogueiros, jornalistas, professores, estudantes de comunicação e pesquisadores. É organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O Mutirão Brasileiro de Comunicação da CNBB é o maior evento de comunicação eclesial e pastoral do Brasil e a participação dos leigos e profissionais comunicadores são importantes para o crescimento e melhoramento da comunicação em Pastorais, Movimentos e todos os demais organismos ligados a nossa Igreja. Jorge Maciel, membro do Movimento Familiar Cristão de Maceió e do Blog Jorge Maciel News, foi o único participante alagoano no evento.


domingo, 19 de julho de 2015

Liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum - 19/07/2015



16º DOMINGO
DO TEMPO COMUM


PRIMEIRA LEITURA (Jr 23,1-6)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias:
1Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho de minha pastagem, diz o Senhor!

2Deste modo, isto diz o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes o meu rebanho, e o afugentastes e não cuidastes dele; eis que irei verificar isso entre vós e castigar a malícia de vossas ações, diz o Senhor.

3E eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde foram expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão.

4Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem; não sofrerão mais o medo e a angústia, nenhuma delas se perderá, diz o Senhor.

5Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei nascer um descendente de Davi; reinará como rei e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra.

6Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá tranquilo; este é o nome com que o chamarão: Senhor, nossa Justiça.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 22)

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ felicidade e todo bem hão de seguir-me!

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar./ Para as águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra do seu nome./ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei/ estais comigo com bastão e com cajado;/ eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo,/ e com óleo vós ungis minha cabeça;/ o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me/ por toda a minha vida;/ e na casa do Senhor habitarei/ pelos tempos infinitos.

SEGUNDA LEITURA (Ef 2,13-18)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 13Agora, em Jesus Cristo, vós, que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. 14Ele, de fato, é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro de separação: a inimizade.

15Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos. Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em si um só homem novo, estabelecendo a paz.

16Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade.

17Ele veio anunciar a paz a vós, que estáveis longe, e a paz aos que estavam próximos. 18É graças a ele que uns e outros, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mc 6,30-34)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.

31Ele lhes disse: Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.

32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles.

34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília

O Salmo da Liturgia de hoje resume bem um dos principais aspectos da Palavra de Deus proclamada: O Senhor é o pastor que me conduz (Sl 22). O rebanho pertence ao Senhor. É ele o verdadeiro pastor que a todos conduz, contando também com a nossa colaboração no cuidado pastoral do seu rebanho, conforme os diversos dons e vocações.

O profeta Jeremias (Jr 23,1-6) censura os pastores, termo que englobava as lideranças civis e religiosas, por não cuidarem do rebanho, deixando as ovelhas se dispersarem e se perderem. Ao mesmo tempo, ele anuncia que Deus irá substituí-los por pastores capazes de tomar conta das ovelhas e fará surgir da descendência de Davi o pastor ideal que reinará com sabedoria, justiça e retidão, trazendo a salvação e a vida para o seu povo. Reconhecemos, nessa profecia, a promessa messiânica, pois ela se cumprirá plenamente em Jesus Cristo, o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas, segundo a célebre passagem joanina (Jo 10, 11).

O rebanho do Senhor deve ser marcado pela unidade. Nele, não deve haver inimizade ou divisão, pois Cristo é a nossa paz (Ef 214). Jesus Cristo, pelo seu sangue derramado na cruz, une os que se encontravam divididos em um só corpo (Ef 2,16), isto é, num só rebanho. Ele derrubou o muro da inimizade que separava judeus e pagãos formando um só povo. Essa imagem paulina faz pensar no muro do templo de Jerusalém, que impedia aos pagãos de ultrapassá-lo e de violar o espaço reservado aos judeus, ou na própria Lei de Moisés, interpretada erroneamente por mestres que excluíam os pagãos da salvação.  No mundo de hoje, marcado por tantas divisões e violências, necessitamos anunciar que Cristo é a nossa paz (Ef 2,14), promovendo a reconciliação e a unidade. Somos da paz é o lema deste Ano da Paz vivido pela Igreja no Brasil, nos motivando a promover a paz, na vida cotidiana.

Quem se deixa conduzir pelo Senhor, como ovelha do seu rebanho, experimenta a sua misericórdia na própria vida e sente compaixão pelos que mais sofrem. O Evangelho segundo S. Marcos ressalta a compaixão de Jesus diante da numerosa multidão que o procurava, cuja situação era semelhante à de ovelhas sem pastor (Mc 6,34). A compaixão não se reduz a sentimento; é manifestada por gestos concretos de misericórdia e solidariedade.

Além da dedicação dos pastores, cada um deve oferecer a sua colaboração no cuidado pastoral e na ação missionária da Igreja, de modo especial, com compaixão pelas ovelhas mais sofridas do rebanho do Senhor, que a todos quer conduzir.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Amém!

Editado por JorgeMacielNews

Hoje, 299ª Missa do MFC no Aldebaran


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Programa Família em Pauta sobre o Pontificado de Francisco, assista o vídeo!

Programa FAMÍLIA EM PAUTA

  Um Programa do MFC - Movimento Familiar Cristão de Maceió, na TV MACEIÓ - Canal 22 da Net

No Programa FAMÍLIA EM PAUTA desta semana, Rainey Marinho conversa com o Padre Manoel Henrique de Melo Santana, sobre O PONTIFICADO DE FRANCISCO.



Sua opinião é importante para nós. Faça seus comentários e dê sugestões para que possamos melhorar os próximos Programas FAMÍLIA EM PAUTA.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Começa hoje o 9º Mutirão Brasileiro de Comunicação da CNBB


A
 partir desta quarta-feira, 15 de julho de 2015, a Comissão Episcopal da Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Província Eclesiástica do Espírito Santo acolherão os comunicadores de Pastorais, Sites, Blogs, Rádios, Televisões, Assessorias de Comunicação e demais organismos de comunicação ligados a Igreja, para o 9º MUTICOM, um encontro e intercâmbio entre os profissionais de comunicação, comprometidos com a ética e empenhados na transformação da comunicação.

O 9º Mutirão Brasileiro de Comunicação (MUTICOM) acontece no Centro de Convenções de Vitória-ES e o evento tem seu termino previsto para o domingo, 19 de julho de 2015 com o tema: ÉTICA NAS COMUNICAÇÕES.

Para uma sociedade rápida e veloz, urge que a comunicação paute alternativas que valorizem outros elementos, tais como respeito pelos humanos, valorização do bem, do heroísmo, da solidariedade e da vida.

Pensar a comunicação a partir de valores e princípios é o que se propõe o 9º MUTICOM, através de palestras com especialistas, debates, grupos de trabalho, apresentação de modelos de comunicação que estão dando certo e avaliação de publicações, sites e outras mídias produzidas por grupos comprometidos e Igrejas.

A abertura do 9º MUTICOM será com a palestra sobre ÉTICA NAS COMUNICAÇÕES, com o  Pe. Gildásio Mendes, Salesiano, professor e escritor - Doutor em Comunicação pela Wayne State University, em Michigan, reconhecido pela USP. Foi Pró-Reitor Acadêmico da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande/MS e Diretor da Faculdade Salesiana e Colégio Santa Teresa, em Corumbá. Assessorou a Comissão de Comunicação da CNBB para o Diretório Nacional de Comunicação. Tem livros e artigos publicados no Brasil e em revistas internacionais na sua área de comunicação, mídias digitais, educação e espiritualidade.

Durante o 9º MUTICOM haverá palestras sobre A COMUNICAÇÃO SOCIAL E A CONSTRUÇÃO ÉTICA DO INDIVÍDUO; A ERA DA DESINTERMEDIAÇÃO: O SENSO RELIGIOSO CONTEMPORÂNEO; A IGREJA CATÓLICA NA MÍDIA: ANÁLISE DO DISCURSO; A ESPETACULARIZAÇÃO DA NOTÍCIA, além de apresentações de EXPERIÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO EDUCATIVA dos vários palestrantes e participantes, visita ao Convento da Penha, Missa de encerramento no Convento da Penha e encerrando com uma apresentação artística cultural. No domingo (19), acontecerá City Tour livre para os participantes do 9º MUTICOM.

Durante o 9º MUTICOM acontecerão Grupos de Trabalhos, espaços reservados para apresentação de experiências, estudos de caso e pesquisa de comunicação eclesial e pastoral. O 9º MUTICOM contará com oito Grupos de Trabalhos, organizados em diferentes temáticas (Análise de materiais impressos; Análise de sites e redes sociais; O comportamento do indivíduo nas Redes Sociais; A música religiosa como forma de comunicação; O mercado da fé; Trânsito religioso; O padre e os desafios da comunicação; e Educomunicação). Os Grupos de Trabalhos serão realizados nos dias 16 e 17.

Uma das atrações do 9º MUTICOM será a Feira da Comunicação, uma atividade complementar ao debate proposto no MUTICOM, projetado para facilitar a interação entre expositores e o publico presente.

O MUTICOM é considerado um dos maiores eventos de comunicação eclesial e pastoral do Brasil e a participação dos leigos e profissionais comunicadores são importantes para o crescimento e melhoramento da comunicação em Pastorais, Movimentos e todos os demais organismos ligados a nossa Igreja.

De Alagoas participam no 9º MUTICOM, Jorge Maciel, do Blog Jorge Maciel News e Maria Cícera da Pascom da Arquidiocese de Maceió.


terça-feira, 14 de julho de 2015

A responsabilidade por oferecer uma boa informação

N
os dias atuais a comunicação é essencial para a sobrevivência de quaisquer meios organizacionais. A humanidade tornou-se totalmente dependente das informações, que serve para nos beneficiar, tornando-nos conhecedor do que esta acontecendo nessa, ou naquela organização.

Quando falamos em comunicação, logo nos veem à mente a internet, celulares, rádios, jornais, televisão, mas desde a idade da pedra já havia comunicação por gestos, sinais e expressões que os homens utilizavam para poder se comunicar. Evidente que ao longo dos tempos, os meios de se comunicar foram melhorados, hoje a quantidade de opções de comunicação é muito superior à idade da pedra, e certamente, será bem maior nos próximos anos. É um avanço maravilhoso para a humanidade.

Comunicar-se não é simplesmente transmitir algo, a boa comunicação exige que a mensagem seja entendida por quem a recebe e o comunicador tem que ter conhecimento do que deseja passar. Além de comunicar de forma clara e ter domínio do assunto, é necessário que as pessoas o entendam. Dessa forma, sempre se faz necessário adequar à linguagem aos que estão a sua volta.

Para tanto é preciso investir em equipamentos, atualização através de seminários, palestras, cursos, redefinir políticas, estratégias, bem como recorrer a assessorias e consultorias por profissionais capacitados a diagnosticar falhas, a gerenciar conflitos e a propor soluções.

A responsabilidade por oferecer uma boa informação deve ser incorporada e homogênea, por todos os participantes de uma organização, instituição ou corporação. A responsabilidade pelo sucesso ou não da comunicação é de todos, não apenas daqueles que trabalham diretamente com a comunicação. O comunicador deve ser cobrado, mas também precisa ser apoiado nas suas necessidades com a ajuda necessária para exercer bem o seu papel de comunicador.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cardeal Orani Tempesta cita a fundação do Movimento Familiar Cristão em seu artigo no Jornal do Brasil

Cardeal Orani Tempesta
O
 Cardeal João Orani Tempesta, O.Cist., Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ, citou em seu artigo MEMÓRIAS DE JULHO, publicado no Jornal do Brasil, do sábado, 11 de julho, a criação do Movimento Familiar Cristão como um importante evento do mês de julho.

Reproduzimos a seguir, o artigo do Cardeal João Orani Tempesta no Jornal do Brasil.


MEMÓRIAS DE JULHO

Cardeal Orani Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

D
ias atrás fiquei privado de um símbolo que me acompanhava desde a visita ad limina que fiz ao Papa João Paulo II em janeiro de 2003, quando ainda bispo de São José do Rio Preto. Foi a última vez que o encontrei pessoalmente, estava já bem adoentado e em 2005 ele partiria para a eternidade.

Em sua mensagem aos Bispos do Regional Sul 1, na época, ele recordou: a época em que vivemos é ao mesmo tempo dramática e fascinante. Se por um lado parece que os homens vão ao encalço da prosperidade material, mergulhando cada vez mais no consumismo materialista, por outro lado manifestam a angustiante procura de sentido de vida interior, o desejo de aprender novas formas e meios de concentração e de oração. No dia desse pronunciamento ele entregou a cada bispo uma cruz peitoral. Receber uma cruz com um cordão de um santo não é presente de todos os dias! Nos últimos anos tenho-a usado sempre. Uma cruz prateada simples, com o brasão do Papa santo no seu verso. Era uma recordação de um grande amigo e do chamado à santidade. É claro que o sentido continua. O sentido não está no objeto que se perdeu. A imprensa deu grande destaque a esse símbolo que me foi subtraído no último domingo, porém, eu faço um pedido: que por onde estiver que ajude muitos jovens no encontro com Jesus Cristo, que deu sua vida na Cruz e que, como passou pelas mãos do Papa Santo, São João Paulo II, leve as pessoas a serem santas! É a minha oração e confiança. Essa será para mim mais uma memória deste rico mês de julho. É o nosso compromisso com uma cidade mais justa e fraterna. Que chegue aos corações de muitos e toque a vida das pessoas.

O mês de julho é pleno de memórias importantes: Congresso Eucarístico Internacional no Rio de Janeiro, visita do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, fundação no Brasil do MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO NO RIO DE JANEIRO, e a grande primeira visita do Papa São João Paulo II, permanecendo na cidade maravilhosa os primeiros dias do mês. Ele voltaria outras duas vezes, para o Encontro Mundial das Famílias e outra fazendo escala em sua viagem à Argentina. Sempre é tempo de fazer memória, em especial neste momento em que o Papa Francisco visita de novo a América Latina (Equador, Bolívia e Paraguai). Vale a pena partilhar um pouco da sua primeira visita, que tanto marcou as nossas terras.

O pontificado de João Paulo II começou em 16 de outubro de 1978, e desde o início o Santo Papa quis ser peregrino, itinerante e missionário. Em seus 27 abençoados e fecundos anos de pontificado, realizou 104 viagens apostólicas aos cinco continentes. Povos de tantas raças, culturas, idiomas e religiões puderam abraçar e ser abraçados por esse incansável mensageiro da paz.

São João Paulo II sabia que o Brasil era o maior país católico do mundo. Uma graça especial, mas também uma vocação e compromisso. O desejo do Papa era conscientizar sobre a necessidade de promover uma cultura da solidariedade internacional, que constitui uma dimensão essencial do bem comum da comunidade mundial. O Brasil, tão católico, não poderia ficar de braços cruzados.

Antes mesmo de chegar ao Brasil, João Paulo II enviara uma mensagem saudando a Igreja local e seus Pastores, os governantes e responsáveis pelo bem comum, às famílias, os jovens, as crianças e os que sofrem. Dizia iniciar essas jornadas pobres de qualquer aparato humano e trazendo uma única riqueza: um grande afeto pelo povo brasileiro, o desejo profundo de proclamar o Evangelho e a vontade de contribuir na consolidação da fé cristã da nossa gente.

João Paulo II foi o primeiro papa que visitou nosso país, com apenas dois anos de pontificado. Ele levou uma multidão de 4,5 milhões de católicos e não católicos às ruas e mexeu com o Brasil. O papa chegou em 30 de junho a Brasília, onde realizou o gesto célebre de ajoelhar-se e beijar o chão, saudando a Terra que acabava de pisar. Até 11 de julho, quando embarcou de volta ao Vaticano, passou por Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Aparecida (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Manaus (AM), Recife (PE), Salvador (BA), Belém do Pará (PA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).

A vinda ao Brasil em 1980 foi a sétima chamada peregrinação internacional de seu papado. Pela tradição da Igreja, antes de João Paulo II somente um papa dos tempos modernos, seu antecessor Paulo VI, havia viajado bastante e, mesmo assim, não tanto quanto ele.

João Paulo II chegou ao Brasil como profeta de Cristo para anunciar o Evangelho da Vida e denunciar tudo aquilo que ferisse a dignidade humana em nosso país. Com o coração em Deus e os pés na Terra de Santa Cruz convidou todos os brasileiros a trilhar as sendas da justiça e misericórdia para superar os maiores flagelos do Brasil.

O Rio de Janeiro recorda com entusiasmo essa visita naquele mês de julho de 1980. A Igreja do Rio de Janeiro toda já cantou no passado a música que eletrizou não só a nossa Igreja Particular, mas todo o Brasil: A bênção, João de Deus! A bênção, João de Deus, nosso povo te abraça. Tu vens em missão de paz. Sê bem-vindo, E abençoa este povo que te ama. A bênção, João de Deus! E no II Encontro Mundial do Papa com as Famílias (outubro de 1997) aqui no Rio, se acrescentou: João Paulo, aqui estamos, a família reunida. Em torno de ti, ó Pai, reafirmando a esperança do amor que une a todos!

Todos nós, há trinta e cinco anos, cantamos esta música com muita emoção e com grande alegria para receber o primeiro Papa a pisar nas terras brasileiras. São estes sete lustros que queremos rememorar, lembrando aqueles dias abençoados em que São João Paulo II esteve em nosso meio, em um encontro com personalidades do mundo da cultura, no seu discurso por ocasião da celebração dos vinte e cinco anos de fundação do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM); no seu encontro com o clero da Arquidiocese do Rio de Janeiro; da sua visita apostólica aos moradores da Favela do Vidigal; de sua bênção para a cidade do Cristo Redentor, no Corcovado, e da sua homilia na santa Missa de Ordenação Sacerdotal.

Nossa Arquidiocese relembra, em todos os seus rincões, da figura maiúscula desse Papa santo. João Paulo II fez seus discursos com clareza e sem rodeios. Em pleno regime militar, defendeu justiça social, liberdade sindical, reforma agrária, direitos humanos e educação sexual. Enfatizou a situação social da população, e o aborto.

Gostaria aqui de lembrar dos nossos sacerdotes, que gastam as suas vidas nas periferias existenciais mais difíceis de nossa Arquidiocese, e a de todos os outros que juntos formamos este bonito Presbitério: nós não devemos ter medo de anunciar, testemunhar, viver e convidar a todos a abrirem os corações para o Redentor e a clamar ao Pai de Misericórdia paz e justiça social para a nossa amada cidade! São João Paulo II, abençoai a cidade e a Arquidiocese do Rio de Janeiro, e nos ensinai a paz que tanto Vossa Santidade testemunhou.

Em 1997, após o II Encontro Mundial com as famílias aqui no Rio de Janeiro, João de Deus se referiu a dois belos símbolos de nossa cidade: Ao deixar esta terra abençoada do Brasil, eleva-se na minha alma um hino de ação de graças ao Altíssimo, que me permitiu viver aqui horas intensas e inesquecíveis, com o olhar fixo no Cristo Redentor, que domina a Baía de Guanabara, e na certeza do amparo maternal de Nossa Senhora da Penha a proteger esta cidade querida desde o seu Santuário, situado não longe daqui.

Outra memória que deverá ficar neste mês deverá ser o início da grande missão arquidiocesana no ano da Esperança com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Com esse trabalho, movidos pela ação do Espírito Santo, desejamos que seja sempre mais essa Terra abençoada, e que este mês de julho, de tantas memórias, seja o belo momento de, renascer a confiança de que, com a graça de Deus, podemos trabalhar por um mundo mais justo e humano, conduzidos pelo Espírito Santo. Diante de um momento difícil, complexo e violento surge no horizonte a certeza de que o Senhor Ressuscitado, vida do mundo, é a luz que ilumina as trevas e conduz o povo para a verdadeira vida! Avante, com coragem, ide sem medo para evangelizar! Somos testemunhas da esperança!

São João Paulo II, rogai por nós!

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


domingo, 12 de julho de 2015

Comunicado de Falecimento de Gilvan Passos

Gilvan Passos
C
omunicamos com pesar o falecimento do Senhor GILVAN PASSOS, pai do mefecista Eduardo Passos, membro do Grupo Genezaré do Movimento Familiar Cristão de Maceió.

O corpo está sendo velado no Campo Santo Parque das Flores, em Maceió. O sepultamento está previsto para as 17 horas, deste domingo, 12 de julho de 2015.

Confiantes no amor de Deus e na certeza de que agora GILVAN PASSOS está na graça do Pai, elevemos os nossos pensamentos, em comunhão com a família, orando pela sua alma, unidos no sentimento e na prece.

O Movimento Familiar Cristão em Maceió expressa seus sentimentos à família enlutada, nesse momento de dor e sofrimento, com a certeza que Deus acolherá GILVAN PASSOS em sua maravilhosa graça.



Nossos relacionamentos, nossas vivências, nossas atuações no MFC, geram um comportamento de afeição, de amor, de fraternidade e de simpatia, resultando nas nossas grandes amizades fixadas ao plano de Deus.


Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum - 12/07/2015



15º DOMINGO
DO TEMPO COMUM


PRIMEIRA LEITURA (Am 7,12-15)

Leitura da Profecia de Amós:
Naqueles dias, 12disse Amasias, sacerdote de Betel, a Amós: Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino.

14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: Vai profetizar para Israel, meu povo.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

RESPONSÓRIO (Sl 84)

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

— Quero ouvir o que o Senhor irá falar:/ é a paz que ele vai anunciar./ Está perto a salvação dos que o temem,/ e a glória habitará em nossa terra.

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!

— A verdade e o amor se encontrarão,/ a justiça e a paz se abraçarão;/ da terra brotará a fidelidade,/ e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom,/ e a nossa terra nos dará suas colheitas;/ a justiça andará na sua frente/ e a salvação há de seguir os passos seus.

SEGUNDA LEITURA (Ef 1,3-10)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu.

4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor.

5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que nos cumulou no seu Bem-amado.

7Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, 8que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência.

9Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, 10para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular, em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

EVANGELHO (Mc 6,7-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.

8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas.

10E Jesus disse ainda: Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!

12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

HOMILIA
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Deus chama e envia em missão os profetas e os apóstolos. Ele também nos chama e envia. O chamado é dom gratuito do Senhor, que não depende de critérios humanos, como os méritos pessoais. Necessita, porém, da resposta pessoal alicerçada na fé e a disponibilidade em caminhar e servir.

Amós era um humilde vaqueiro e agricultor escolhido e enviado por Deus para profetizar numa época em que o povo se encontrava divido em dois reinos em conflito. Ele, que era do Sul, foi enviado a profetizar no reino do Norte, onde estava localizado o santuário de Betel. Ali, o profeta Amós denunciou corajosamente a idolatria, o culto distante de Deus e as injustiças sociais. Por isso, foi rejeitado por Amasias, sacerdote no santuário de Betel.

O chamado e o envio dos apóstolos acontecem por iniciativa de Jesus Cristo.  Deus chama, envia e sustenta na missão. Contudo, é muito importante assumir juntos a missão, convivendo fraternalmente e trabalhando unidos. Eles são enviados dois a dois (Mc 6, 7). No mandato missionário, Jesus envia os discípulos dizendo Ide. Os discípulos missionários de Jesus Cristo são sempre discípulos em comunhão, conforme enfatizou a Conferência de Aparecida. Os apóstolos são enviados para pregar a conversão (Mc 6,12), que exige a acolhida da Boa Nova de Jesus, com a mudança radical de mentalidade e de atitudes. Eles prolongam a missão de Jesus de libertar e curar (Mc 6,13), realizando sinais que manifestam a chegada do Reino. Para tanto, devem viver na simplicidade, despojando-se dos bens materiais.

Somos todos chamados à santidade! Na Carta aos Efésios, encontramos um belo hino de louvor, difundido entre as primeiras comunidades cristãs, entoado pelo grande missionário que foi São Paulo. Ele assim destaca a vocação universal à santidade: Em Cristo, Ele nos escolheu para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor (Ef 1,4). A santidade é dom de Deus e somente pode ser vivida pela sua graça. É Jesus quem nos santifica; por Ele, somos libertados e perdoados (1,7).          

A vivência e o testemunho da fé em Cristo não se restringem à participação dentro da Igreja. Devem ocorrer na vida cotidiana, nos diversos ambientes e campos da vida social.  É necessário contribuir para a construção do mundo novo querido por Deus, no qual Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!, conforme rezamos com o salmo responsorial.

ORAÇÃO
                             
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram, para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Amém!

Editado por JorgeMacielNews