quarta-feira, 3 de julho de 2024

O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA INSTITUÍDO POR JESUS CRISTO!

O

 sacramento da confissão ou penitência é um dos sete sacramentos da Igreja, instituídos por Jesus Cristo para serem instrumentos de salvação. Os sacramentos são sinais sensíveis que conferem a graça de Deus a quem os recebe com fé.

Jesus Cristo, que passou a vida fazendo o bem, antes de voltar ao Pai, transmitiu aos Apóstolos o poder de perdoar pecados (cf. Jo 20,23). Por isto, a Igreja administra com todo carinho sacramento da confissão que proporciona ao pecador arrependido a verdadeira cura, restituindo-lhe a dignidade de filho de Deus adquirida no batismo e ferida pelo pecado.

Nos tempos atuais se verifica claramente uma forte indiferença da pessoa com relação ao pecado. Na verdade, parece que a consciência não estar sendo retamente formada, no sentido de que o ser humano possa ter na vida como prioridade um comportamento ético e moralmente correto. No ato da confissão temos verificado, não raras vezes, a dificuldade que o fiel tem de relatar seus pecados que, na verdade, não são poucos. Os pecados constituem a matéria do sacramento da penitência. Caso não tivéssemos pecados, não necessitaríamos deste sacramento.

No entanto, vale ressaltar aqui que o próprio termo "confissão" significa relato, revelação e que a manifestação dos pecados é condição indispensável no ato da confissão, pois esta manifestação revela o reconhecimento da falta cometida e o arrependimento, atitudes que conduz a pessoa a um propósito novo de vida. Quando se dispõe livremente a confessar os pecados, significa que se estar sentindo a consciência doer e que também há uma disposição em fazer sua parte e em abrir-se à graça de Deus para uma profunda mudança de vida.

O Código de Direito Canônico que, no cânon 959, procura fornecer uma visão geral do sacramento da penitência, fala das três condições básicas para uma confissão verdadeira, como sendo: a confissão dos pecados a um ministro legítimo (o sacerdote, cf. cânon 965); o arrependimento e o propósito de emenda.

Neste sentido, quando a pessoa não se dispõe a mudar de vida, a confissão não produz seu efeito porque Deus respeita nosso livre arbítrio. Assim, se o penitente tem intriga com alguém e não se dispõe a perdoar, não pode receber o perdão de Deus (cf. Mt 6,14), é perdoando que se é perdoado; da mesma forma acontece com qualquer outro pecado que retenho. Casos mais comuns em nosso meio são de pessoas "casadas" apenas civilmente ou que foram casadas na Igreja com um(a) e já vivem com outro(a), etc. Nestas condições, a pessoa não pode confessar e, consequentemente também não participam da comunhão eucarística.

Para ratificar o que dissemos acima, cito o cânon 987 do Código de Direito Canônico, seu enunciado diz: "Para obter o remédio salutar do sacramento da penitência, o fiel deve estar de tal modo que, repudiando os pecados e tendo o propósito de se emendar, se converta". Quer dizer, mude de vida: perdoe, case, deixe aquele pecado.

Uma pergunta que sempre é feita por vários fiéis é sobre quanto tempo se pode passar sem confessar. Para dar uma resposta mais precisa, sirvo-me do enunciado do cânon 989 que reza: "Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano". Este é um preceito eclesiástico prescrito desde o IV Concílio de Latrão realizado no século XIII. Mas, evidentemente que a necessidade de confessar vem cada vez que o fiel comente pecado grave. Para os pecados veniais, cometidos no dia a dia, recomenda-se que sejam também confessados (cf. cânon 988 § 2). No mais, o dia de confessar é qualquer dia e qualquer hora, desde que a pessoa sinta necessidade e encontre o confessor.

Portanto, o fiel que sentiu na sua consciência ter cometido um pecado grave, deve procurar um Sacerdote e confessar a ele seu pecado, porque a confissão individual constitui o único modo ordinário de confessar (cf. cânon 960); não se esquecendo de que a penitência imposta faz parte do sacramento, sendo, pois, obrigatório o seu cumprimento (cf. cânon 981) antes da próxima confissão.

Mensagem do dia... 03/07/2024

 


sábado, 29 de junho de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA A SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO – 30/06/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

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uando desejamos refletir bem, sem influência alguma de pessoas ou situações, nos retiramos para um local afastado e silencioso. Queremos estar a sós conosco na natureza e na presença de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos quando escolheu aquele que iria governar seu rebanho. O Senhor se dirigiu com eles a Cesaréia de Filipe, um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao monte Hermom e a uma das fontes do Jordão.  Lá, na solidão e apenas na presença do Pai, checou o coração de Simão e o fez seu vigário. O eleito estava tão purificado, tão livre de apegos e amarras mundanas e tão cheio do Espírito que declarou a identidade de Jesus, reconhecendo-o como o Messias de Deus.

Por outro lado, Jesus confirmou seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, o de Pedro, pedra e indicando seu novo e definitivo encargo: confirmar seus irmãos na fé.

Além de graças para viver plenamente essa missão, Pedro as recebeu também para levá-la até o fim, quando dará glória a Deus através de sua morte na cruz, como o Mestre, só que de cabeça para baixo.

Simão nasceu de novo, recebeu outro nome, outra função na sociedade, aumentou enormemente seu compromisso na fé. Ao entregar-se na condução de seus irmãos, Pedro viveu momentos de alegria e de tristeza, de certezas e de abandono total na fé. O que passou a guiar sua vida, a ser fiel na missão recebida e abraçada foi a certeza da fidelidade do Senhor. Agora Pedro vai deixando Deus ser o oleiro, fazer dele um homem à imagem de Jesus. Por isso ele é pedra, não por causa de sua dureza, mas por causa de sua solidez e confiabilidade. Da dureza da pedra Pedro apenas guardou a resistência às investidas do inimigo. Nada pode vencê-lo.

Como chefe da Igreja, Pedro recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso ele foi sempre esse homem renascido para a missão. Não será por este motivo que os papas mudam de nome?

Mas hoje também é o dia de São Paulo, a outra coluna da Igreja. Pedro é a coluna que nos confirma na fé e Paulo é a que evangeliza.

A liturgia nos propõe como reflexão a carta a Timóteo, onde o Apóstolo faz seu testamento e a revisão de sua vida cristã. De qualquer modo, Paulo, antes da conversão Saulo, também será assemelhado a Jesus, vítima sacrificada em favor de muitos. Ele deduz que o momento de seu martírio, de dar testemunho de Deus, está próximo.

Nessa ocasião foi feita a revisão de vida. Paulo teve consciência de que foi fiel à missão, que cumpriu o encargo de anunciar ao mundo o Evangelho. Teve consciência do quanto sofreu e padeceu por esse motivo e agradeceu a Deus por ter guardado a fé.

Em seguida Paulo expressou sua certeza no encontro com o Senhor, quando então será recompensado por tudo, através da convivência eterna com Ele.

Festejar os santos é praticar seus ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.

Que o Senhor nos ajude a louvar São Pedro e São Paulo, fazendo com que cada dia, cada despertar seja para nós um novo dia, o reinício da vida nova iniciada com o nosso batismo. Para isso é necessário abandonarmo-nos nas mãos de Deus, permitindo a Ele nos refazer, nos moldar segundo seu coração e confiando no resultado final que, como Paulo, só veremos no final da vida.

Que as alegrias e os êxitos, as dificuldades e os sofrimentos do dia-a-dia não impeçam nosso crescimento na fé, mas amadureçam e solidifiquem a ação do Espírito.

Finalmente, sirva-nos de referencial para a fidelidade a Cristo e sua Igreja, a conformidade de nossa vida aos ensinamentos de Pedro.

Que a celebração dessas duas colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de Deus de nossa vida cristã!


SÃO PEDRO, UM HOMEM DE DEUS!

 

“Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam” (Mt 16, 18).

H

oje, celebramos o dia de São Pedro, aquele sobre cuja rocha erguemos a nossa Igreja. São Pedro, um homem simples, um pescador, mas um homem de Deus, dedicou e entregou sua vida à caminhada de Jesus na Terra.

Por ser reto, extremamente dedicado, intempestivo, questionador e falível como ser humano, São Pedro foi o escolhido ideal para iniciar a evangelização do nome do Filho de Deus. Ele era um homem comum, e, justamente por isso, a pedra angular sobre a qual nossa fé foi edificada.

São Paulo veio logo depois. Embora não tenha conhecido Jesus pessoalmente, foi ele quem nos deu a imagem de um Jesus amável e caridoso que conhecemos hoje. No entanto, foi São Pedro quem suportou os momentos mais complicados e difíceis, estabelecendo o porto seguro que é a fé no Filho de Deus.

Que tenhamos um Santo e abençoado dia dedicado a SÃO PEDRO e SÃO PAULO.

Fonte: Rainey Marinho


Mensagem do dia... 29/06/2024

 


segunda-feira, 24 de junho de 2024

A HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA!

S

ão João Batista nasceu no dia 24 de junho, em Israel, na cidade de Aim Karim, situada a seis quilômetros de Jerusalém. Seu pai era sacerdote e chamava-se Zacarias. Sua mãe, conhecida como Santa Isabel, era prima de Santa Maria, mãe de Jesus.

O casal nunca tinha tido filhos. Além de idosa, Santa Isabel era estéril. No entanto, um dia, o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que eles teriam um filho e ele deveria se chamar João. O acontecimento foi considerado um milagre.

O futuro profeta aprendeu a ler e a escrever com os seus pais. No final da sua adolescência, seu pai, Zacarias, morreu, e ele passou a sustentar a sua mãe. Quando ela morreu, a vida de João Batista tomou outro rumo.

Já adulto, João Batista foi morar no deserto da Galileia com o objetivo de fazer pregações às margens do rio Jordão. Ele vivia uma vida precária, agasalhando-se com roupas feitas de peles de animais. Mesmo vivendo uma vida difícil, João era acompanhado por vários seguidores, que acreditavam em suas pregações.

Na sua fala, João pedia que as pessoas se arrependessem dos seus pecados. Para o completo arrependimento, ele as batizava nas águas do rio Jordão. Por esse motivo, o futuro santo ficou conhecido como João Batista.

Em sua passagem pelo deserto, João passou a ser considerado profeta ou “homem enviado por Deus”. Foi no deserto que ele anunciou que Jesus seria o messias e que chegaria para salvar a humanidade. João Batista também batizou Jesus.

MORTE DE SÃO JOÃO BATISTA

João Batista é lembrado como o primeiro mártir da Igreja. Segundo o Novo Testamento, o profeta denunciou a vida adúltera do rei Herodes Antipas. O monarca havia se envolvido com sua ex-cunhada, Herodíades.

Em uma festa, Salomé, filha de Herodíades e sobrinha do rei, dançou para ele, encantando-o. Embriagado, Antipas disse à moça que faria qualquer coisa que ela quisesse. Salomé, incentivada pela mãe, pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja. Antipas, então, ordenou a prisão de João Batista, que morreu degolado na cadeia, no dia 29 de agosto.

João Batista é lembrado por ser santo, pregador, mártir, justo e o último dos profetas. A sua imagem mais conhecida é a da pintura seguinte, na qual ele segura um bastão em forma de cruz.

FESTA DE SÃO JOÃO

Pesquisas apontam que as primeiras festas de São João foram celebradas na Idade Média. Essa comemoração, com a de São Pedro e a de Santo Antônio, é conhecida como a festa dos santos populares.

·         Dia de Santo Antônio: 13 de junho

·         Dia de São João: 24 de junho

·         Dia de São Pedro: 29 de junho

No Brasil, as Festas Juninas costumam ser dedicadas aos três santos. A festa de São João Batista é celebrada no dia 24 de junho e em todos os estados brasileiros, especialmente nos da região Nordeste.

O evento comemora o nascimento de São João, a importância da sua figura e o anúncio que ele fez da vinda de Jesus Cristo.

FOGUEIRA DE SÃO JOÃO

Antes do nascimento de São João, Santa Maria perguntou à sua prima Isabel como ela saberia do nascimento. Então Santa Isabel disse que, nesse dia, ela acenderia uma grande fogueira para que, de longe, a prima soubesse que o bebê havia vindo ao mundo. Por esse motivo, a fogueira é o símbolo principal do Dia de São João.

Mensagem do dia... 24/06/2024

 


sábado, 22 de junho de 2024

REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/06/2024

 

Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News

O

 tema deste domingo é a expectativa humana, em meio a seus sofrimentos, em relação à ação de Deus.

Jó, na primeira leitura, deseja que Deus prove sua inocência, já que os amigos afirmam que seus sofrimentos são decorrentes de suas más ações. Após ser liberto de todos os males, Jó agradece a Deus e pede perdão por sua arrogância.

No Evangelho, a agitação pertence aos discípulos que sofrem com uma tempestade quando estão em um barco. Jesus também está a bordo, Mas dorme. Essa aparência de um total desinteresse pela angústia dos discípulos, faz com que eles interpelem o Senhor, questionando-O.

Isso demonstra uma fé, mas uma fé pequena. Demonstra fé porque recorrem a Jesus, mas demonstra uma fé pequena porque dizem que o Senhor não se importa com que sofram um acidente.

Jesus responde mandando o vento e o mar se acalmarem. Quando tudo volta ao normal é a vez de Jesus chamar a atenção dos discípulos: “Por que sois tão medrosos, ainda não tendes fé?”

Quais são, para nós, cristãos do século XXI, as tempestades que nos apavoram, tiram nossa paz, nosso sossego, colocando em risco nossa vida e as das pessoas queridas?

Confiamos na ação de Deus, em meio a toda essa aflição? Temos esperança de que Jesus agira como agiu, quando de sua vida terrena, em favor de seus discípulos?

É necessário morrer e viver para Cristo, como nos fala São Paulo em sua carta. Feitos filhos de Deus pelo batismo, não deveremos agir como se não conhecêssemos Jesus Cristo. Se nascemos pela água e pelo espírito, é necessário sermos criaturas novas. Sabemos do perigo, dos riscos, das consequências, mas a fé no poder de Deus deverá nos levar a uma atitude de confiança e de paz.

Por outro lado, do mesmo modo que Jesus Cristo lutou contra tudo aquilo que tirava a paz e a alegria de seus discípulos, também nós deveremos lutar por tudo o que aflige nosso próximo, sabendo que muitas vezes Deus conta com nosso posicionamento para, através dele, realizar a ação libertadora que o irmão sofredor espera Dele.

Mensagem do dia... 22/06/2024