sábado, 6 de julho de 2024
sexta-feira, 5 de julho de 2024
quinta-feira, 4 de julho de 2024
quarta-feira, 3 de julho de 2024
O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA INSTITUÍDO POR JESUS CRISTO!
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O |
sacramento da confissão ou penitência é um dos
sete sacramentos da Igreja, instituídos por Jesus Cristo para serem
instrumentos de salvação. Os sacramentos são sinais sensíveis que conferem a
graça de Deus a quem os recebe com fé.
Jesus
Cristo, que passou a vida fazendo o bem, antes de voltar ao Pai, transmitiu aos
Apóstolos o poder de perdoar pecados (cf. Jo 20,23). Por isto, a
Igreja administra com todo carinho sacramento da confissão que proporciona ao
pecador arrependido a verdadeira cura, restituindo-lhe a dignidade de filho de
Deus adquirida no batismo e ferida pelo pecado.
Nos
tempos atuais se verifica claramente uma forte indiferença da pessoa com
relação ao pecado. Na verdade, parece que a consciência não estar sendo
retamente formada, no sentido de que o ser humano possa ter na vida como
prioridade um comportamento ético e moralmente correto. No ato da confissão
temos verificado, não raras vezes, a dificuldade que o fiel tem de relatar seus
pecados que, na verdade, não são poucos. Os pecados constituem a matéria do
sacramento da penitência. Caso não tivéssemos pecados, não necessitaríamos
deste sacramento.
No
entanto, vale ressaltar aqui que o próprio termo "confissão"
significa relato, revelação e que a manifestação dos pecados é condição
indispensável no ato da confissão, pois esta manifestação revela o
reconhecimento da falta cometida e o arrependimento, atitudes que conduz a
pessoa a um propósito novo de vida. Quando se dispõe livremente a confessar os
pecados, significa que se estar sentindo a consciência doer e que também há uma
disposição em fazer sua parte e em abrir-se à graça de Deus para uma profunda
mudança de vida.
O
Código de Direito Canônico que, no cânon 959, procura fornecer uma visão geral
do sacramento da penitência, fala das três condições básicas para uma confissão
verdadeira, como sendo: a confissão dos pecados a um ministro legítimo (o
sacerdote, cf. cânon 965); o arrependimento e o propósito de emenda.
Neste
sentido, quando a pessoa não se dispõe a mudar de vida, a confissão não produz
seu efeito porque Deus respeita nosso livre arbítrio. Assim, se o penitente tem
intriga com alguém e não se dispõe a perdoar, não pode receber o perdão de
Deus (cf. Mt 6,14), é perdoando que se é perdoado; da mesma forma
acontece com qualquer outro pecado que retenho. Casos mais comuns em nosso meio
são de pessoas "casadas" apenas civilmente ou que foram casadas na
Igreja com um(a) e já vivem com outro(a), etc. Nestas condições, a pessoa não
pode confessar e, consequentemente também não participam da comunhão
eucarística.
Para
ratificar o que dissemos acima, cito o cânon 987 do Código de Direito Canônico,
seu enunciado diz: "Para obter o remédio salutar do sacramento da
penitência, o fiel deve estar de tal modo que, repudiando os pecados e tendo o
propósito de se emendar, se converta". Quer dizer, mude de vida:
perdoe, case, deixe aquele pecado.
Uma
pergunta que sempre é feita por vários fiéis é sobre quanto tempo se pode
passar sem confessar. Para dar uma resposta mais precisa, sirvo-me do enunciado
do cânon 989 que reza: "Todo fiel, depois de ter chegado à idade
da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos
uma vez por ano". Este é um preceito eclesiástico prescrito desde o IV
Concílio de Latrão realizado no século XIII. Mas, evidentemente que a
necessidade de confessar vem cada vez que o fiel comente pecado grave. Para os
pecados veniais, cometidos no dia a dia, recomenda-se que sejam também
confessados (cf. cânon 988 § 2). No mais, o dia de confessar é
qualquer dia e qualquer hora, desde que a pessoa sinta necessidade e encontre o
confessor.
Portanto, o fiel que sentiu na sua consciência ter cometido um pecado grave, deve procurar um Sacerdote e confessar a ele seu pecado, porque a confissão individual constitui o único modo ordinário de confessar (cf. cânon 960); não se esquecendo de que a penitência imposta faz parte do sacramento, sendo, pois, obrigatório o seu cumprimento (cf. cânon 981) antes da próxima confissão.
terça-feira, 2 de julho de 2024
segunda-feira, 1 de julho de 2024
domingo, 30 de junho de 2024
sábado, 29 de junho de 2024
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA A SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO – 30/06/2024
Padre Cesar Augusto, SJ -
Vatican News
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Q |
uando desejamos refletir bem,
sem influência alguma de pessoas ou situações, nos retiramos para um local
afastado e silencioso. Queremos estar a sós conosco na natureza e na presença
de Deus. Foi o que Jesus fez com seus discípulos quando escolheu aquele que
iria governar seu rebanho. O Senhor se dirigiu com eles a Cesaréia de Filipe,
um lugar afastado do mundo judeu e significativo pela natureza, próximo ao
monte Hermom e a uma das fontes do Jordão. Lá, na solidão e apenas na
presença do Pai, checou o coração de Simão e o fez seu vigário. O eleito estava
tão purificado, tão livre de apegos e amarras mundanas e tão cheio do Espírito
que declarou a identidade de Jesus, reconhecendo-o como o Messias de Deus.
Por outro lado, Jesus confirmou
seu nascimento na fé, dando-lhe outro nome, o de Pedro, pedra e indicando seu
novo e definitivo encargo: confirmar seus irmãos na fé.
Além de graças para viver
plenamente essa missão, Pedro as recebeu também para levá-la até o fim, quando
dará glória a Deus através de sua morte na cruz, como o Mestre, só que de
cabeça para baixo.
Simão nasceu de novo, recebeu
outro nome, outra função na sociedade, aumentou enormemente seu compromisso na
fé. Ao entregar-se na condução de seus irmãos, Pedro viveu momentos de alegria
e de tristeza, de certezas e de abandono total na fé. O que passou a guiar sua
vida, a ser fiel na missão recebida e abraçada foi a certeza da fidelidade do
Senhor. Agora Pedro vai deixando Deus ser o oleiro, fazer dele um homem à
imagem de Jesus. Por isso ele é pedra, não por causa de sua dureza, mas por
causa de sua solidez e confiabilidade. Da dureza da pedra Pedro apenas guardou
a resistência às investidas do inimigo. Nada pode vencê-lo.
Como chefe da Igreja, Pedro
recebeu o poder de ligar e desligar, isto é, declarar o que está de acordo ou
em desacordo com o projeto de Jesus. Por isso ele foi sempre esse homem
renascido para a missão. Não será por este motivo que os papas mudam de nome?
Mas hoje também é o dia de São
Paulo, a outra coluna da Igreja. Pedro é a coluna que nos confirma na fé e
Paulo é a que evangeliza.
A liturgia nos propõe como
reflexão a carta a Timóteo, onde o Apóstolo faz seu testamento e a revisão de
sua vida cristã. De qualquer modo, Paulo, antes da conversão Saulo, também será
assemelhado a Jesus, vítima sacrificada em favor de muitos. Ele deduz que o
momento de seu martírio, de dar testemunho de Deus, está próximo.
Nessa ocasião foi feita a
revisão de vida. Paulo teve consciência de que foi fiel à missão, que cumpriu o
encargo de anunciar ao mundo o Evangelho. Teve consciência do quanto sofreu e
padeceu por esse motivo e agradeceu a Deus por ter guardado a fé.
Em seguida Paulo expressou sua
certeza no encontro com o Senhor, quando então será recompensado por tudo,
através da convivência eterna com Ele.
Festejar os santos é praticar seus
ensinamentos e seguir seus testemunhos de fé.
Que o Senhor nos ajude a louvar
São Pedro e São Paulo, fazendo com que cada dia, cada despertar seja para nós
um novo dia, o reinício da vida nova iniciada com o nosso batismo. Para isso é
necessário abandonarmo-nos nas mãos de Deus, permitindo a Ele nos refazer, nos
moldar segundo seu coração e confiando no resultado final que, como Paulo, só
veremos no final da vida.
Que as alegrias e os êxitos, as
dificuldades e os sofrimentos do dia-a-dia não impeçam nosso crescimento na fé,
mas amadureçam e solidifiquem a ação do Espírito.
Finalmente, sirva-nos de
referencial para a fidelidade a Cristo e sua Igreja, a conformidade de nossa
vida aos ensinamentos de Pedro.
Que a celebração dessas duas
colunas da Igreja seja uma ocasião de graças para o crescimento do Reino de
Deus de nossa vida cristã!
SÃO PEDRO, UM HOMEM DE DEUS!
“Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam” (Mt 16, 18).
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H |
oje,
celebramos o dia de São Pedro, aquele sobre cuja rocha erguemos a nossa Igreja.
São Pedro, um homem simples, um pescador, mas um homem de Deus, dedicou e
entregou sua vida à caminhada de Jesus na Terra.
Por
ser reto, extremamente dedicado, intempestivo, questionador e falível como ser
humano, São Pedro foi o escolhido ideal para iniciar a evangelização do nome do
Filho de Deus. Ele era um homem comum, e, justamente por isso, a pedra angular
sobre a qual nossa fé foi edificada.
São
Paulo veio logo depois. Embora não tenha conhecido Jesus pessoalmente, foi ele
quem nos deu a imagem de um Jesus amável e caridoso que conhecemos hoje. No
entanto, foi São Pedro quem suportou os momentos mais complicados e difíceis,
estabelecendo o porto seguro que é a fé no Filho de Deus.
Que tenhamos um Santo e abençoado dia dedicado a SÃO PEDRO e SÃO PAULO.
Fonte: Rainey
Marinho
sexta-feira, 28 de junho de 2024
quinta-feira, 27 de junho de 2024
quarta-feira, 26 de junho de 2024
terça-feira, 25 de junho de 2024
segunda-feira, 24 de junho de 2024
A HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA!

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S |
ão João Batista nasceu no
dia 24 de junho, em Israel, na cidade de Aim Karim, situada a seis quilômetros
de Jerusalém. Seu pai era sacerdote e chamava-se Zacarias. Sua mãe, conhecida
como Santa Isabel, era prima de Santa Maria, mãe de Jesus.
O casal nunca tinha tido filhos. Além de idosa,
Santa Isabel era estéril. No entanto, um dia, o anjo Gabriel anunciou a
Zacarias que eles teriam um filho e ele deveria se chamar João. O
acontecimento foi considerado um milagre.
O futuro profeta aprendeu a ler e a escrever com os
seus pais. No final da sua adolescência, seu pai, Zacarias, morreu, e ele
passou a sustentar a sua mãe. Quando ela morreu, a vida de João Batista tomou
outro rumo.
Já adulto, João Batista foi morar no deserto da Galileia com o objetivo de fazer pregações às
margens do rio Jordão. Ele vivia uma vida precária, agasalhando-se com roupas
feitas de peles de animais. Mesmo vivendo uma vida difícil, João era
acompanhado por vários seguidores, que acreditavam em suas pregações.
Na sua fala, João pedia que as pessoas se arrependessem dos seus
pecados. Para o completo arrependimento, ele as batizava nas águas do rio
Jordão. Por esse motivo, o futuro santo ficou conhecido como João Batista.
Em sua passagem pelo deserto, João passou a ser considerado profeta
ou “homem enviado por Deus”. Foi no deserto que ele anunciou que Jesus seria o messias e que chegaria para
salvar a humanidade. João Batista também batizou Jesus.
MORTE
DE SÃO JOÃO BATISTA
João Batista é lembrado como o primeiro mártir da Igreja. Segundo o Novo
Testamento, o profeta denunciou a vida adúltera do rei Herodes Antipas. O
monarca havia se envolvido com sua ex-cunhada, Herodíades.
Em uma festa, Salomé, filha de Herodíades e sobrinha do rei, dançou para
ele, encantando-o. Embriagado, Antipas disse à moça que faria qualquer coisa
que ela quisesse. Salomé, incentivada pela mãe, pediu a cabeça de João
Batista em uma bandeja. Antipas, então, ordenou a prisão de João Batista,
que morreu degolado na cadeia, no dia 29 de agosto.
João Batista é lembrado por ser santo, pregador, mártir, justo e o
último dos profetas. A sua imagem mais conhecida é a da pintura seguinte, na
qual ele segura um bastão em forma de cruz.
FESTA
DE SÃO JOÃO
Pesquisas apontam que as
primeiras festas de São João foram celebradas na Idade Média. Essa comemoração, com a de São Pedro e a de Santo
Antônio, é conhecida como a festa dos santos populares.
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Dia de Santo Antônio: 13 de
junho
·
Dia de São João: 24 de junho
·
Dia de São Pedro: 29 de junho
No Brasil, as Festas Juninas costumam ser dedicadas aos três
santos. A festa de São João Batista é celebrada no dia 24 de junho e
em todos os estados brasileiros, especialmente nos da região Nordeste.
O evento comemora o nascimento de São João, a importância da sua figura
e o anúncio que ele fez da vinda de Jesus Cristo.
FOGUEIRA
DE SÃO JOÃO
Antes do nascimento de São João, Santa Maria perguntou à sua prima Isabel como ela saberia do nascimento. Então Santa Isabel disse que, nesse dia, ela acenderia uma grande fogueira para que, de longe, a prima soubesse que o bebê havia vindo ao mundo. Por esse motivo, a fogueira é o símbolo principal do Dia de São João.
domingo, 23 de junho de 2024
sábado, 22 de junho de 2024
REFLEXÃO LITÚRGICA PARA O 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/06/2024
Padre Cesar Augusto, SJ -
Vatican News
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O |
tema deste domingo é a expectativa humana, em
meio a seus sofrimentos, em relação à ação de Deus.
Jó, na primeira leitura, deseja
que Deus prove sua inocência, já que os amigos afirmam que seus sofrimentos são
decorrentes de suas más ações. Após ser liberto de todos os males, Jó agradece
a Deus e pede perdão por sua arrogância.
No Evangelho, a agitação
pertence aos discípulos que sofrem com uma tempestade quando estão em um barco.
Jesus também está a bordo, Mas dorme. Essa aparência de um total desinteresse
pela angústia dos discípulos, faz com que eles interpelem o Senhor, questionando-O.
Isso demonstra uma fé, mas uma
fé pequena. Demonstra fé porque recorrem a Jesus, mas demonstra uma fé pequena
porque dizem que o Senhor não se importa com que sofram um acidente.
Jesus responde mandando o vento
e o mar se acalmarem. Quando tudo volta ao normal é a vez de Jesus chamar a
atenção dos discípulos: “Por que sois tão medrosos, ainda não tendes fé?”
Quais são, para nós, cristãos do
século XXI, as tempestades que nos apavoram, tiram nossa paz, nosso sossego,
colocando em risco nossa vida e as das pessoas queridas?
Confiamos na ação de Deus, em
meio a toda essa aflição? Temos esperança de que Jesus agira como agiu, quando
de sua vida terrena, em favor de seus discípulos?
É necessário morrer e viver para
Cristo, como nos fala São Paulo em sua carta. Feitos filhos de Deus pelo
batismo, não deveremos agir como se não conhecêssemos Jesus Cristo. Se nascemos
pela água e pelo espírito, é necessário sermos criaturas novas. Sabemos do
perigo, dos riscos, das consequências, mas a fé no poder de Deus deverá nos
levar a uma atitude de confiança e de paz.
Por outro lado, do mesmo modo que Jesus Cristo lutou contra tudo aquilo que tirava a paz e a alegria de seus discípulos, também nós deveremos lutar por tudo o que aflige nosso próximo, sabendo que muitas vezes Deus conta com nosso posicionamento para, através dele, realizar a ação libertadora que o irmão sofredor espera Dele.


















