quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
domingo, 9 de fevereiro de 2020
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Reflexão Litúrgica do 5º Domingo do Tempo Comum - SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
|
P
|
ara
falar da presença dos seus discípulos no mundo, Jesus recorre às sugestivas
imagens do sal e da luz, cuja importância era bastante conhecida pelas pessoas
que o ouviam. O sal, apreciado por dar sabor e preservar os alimentos, e a luz,
por iluminar a casa ou o caminho durante a noite e por aquecer no frio.
A
presença do sal nos alimentos ou da luz na escuridão é percebida facilmente,
porém, não de modo ostensivo. O sal não se mostra como tal nos alimentos, sendo
sentido apenas o seu sabor. A luz se espalha pelos ambientes. A presença
discreta, mas facilmente perceptível, do sal e da luz expressa como o cristão
deve agir no mundo: com vigor e humildade, com o testemunho corajoso e a
simplicidade de vida.
O
testemunho de São Paulo, recordado na segunda leitura, é um precioso exemplo
disso ao afirmar que o anúncio do Evangelho não depende da “linguagem
elevada ou do prestígio da sabedoria humana” (1Cor 2,1). A força e a
sabedoria de Deus são manifestadas muitas vezes na pequenez e na fragilidade
experimentada pelos discípulos de Cristo, como “demonstração do poder do
Espírito”. Não é por si mesmos, mas pela graça de Deus, que os discípulos
se tornam “sal da terra” e “luz do mundo”. Eles recebem de Deus o
sabor que dá sentido à vida e a luz para iluminar o mundo. Eles podem ser luz
somente na medida em que são iluminados; apenas podem dar sabor, na medida em
que o receberem de Cristo. Esta perspectiva se expressa também nas palavras
conclusivas do Evangelho proclamado: “para que vejam as vossas boas obras
e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16), afirma Jesus.
O testemunho cristão deve levar a glorificar a Deus e não ser motivo de
vaidade.
O
profeta Isaías anuncia as condições para que a “luz” possa brilhar “como
a aurora” ou como “o meio dia”: a vivência da caridade e da
misericórdia para com os famintos, os pobres e os peregrinos; a superação da
violência e da maldade. O Salmo 111, hoje meditado, afirma que é “feliz
o homem caridoso e prestativo” e que “o bem praticado pelo justo
permanece para sempre”.
Sal
e luz não são apenas para dias de festa, mas também na vida cotidiana, a
começar da própria casa, assim como, a luz “ilumina os que estão na casa”.
Apesar das muitas dificuldades para a vivência cristã em família, sentida por
tantas pessoas, ninguém está dispensado de fazer o máximo possível. A chama da
fé em Cristo, simbolizada pela vela recebida no Batismo, possa brilhar em casa,
no trabalho, na escola e em toda parte, alimentada sempre mais pela oração,
pela Palavra e pela Eucaristia.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
domingo, 2 de fevereiro de 2020
sábado, 1 de fevereiro de 2020
Reflexão Litúrgica da APRESENTAÇÃO DO SENHOR - LOUVOR E ALEGRIA
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
n
|
este
domingo, em toda a Igreja, celebramos a Apresentação do Senhor, uma das
festas litúrgicas mais antigas, celebrada em Jerusalém já no século IV. A importância do tema da “luz”, com a
benção das velas, tornou-a conhecida como festa de Nossa Senhora das Candeias,
da Candelária ou da Luz. O menino Jesus, apresentado no templo de Jerusalém por
Maria e José, foi reconhecido por Simeão, que o tomou nos braços, como “luz
para iluminar as nações” (Lc 2,32). O louvor e a alegria de Simeão
se prolongam na Igreja que continua a proclamar que Jesus é a luz para todas as
nações. Também Ana, profetisa de idade avançada, “pôs-se a louvar a Deus e a
falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém” (Lc
2,38). Nós repetimos o gesto de Simeão e Ana, contemplando com o olhar da
fé aquele que vem para salvar a todos os povos e acolhendo-o como a luz do
mundo.
Estamos
encerrando o Ano Jubilar, neste domingo. O Ano Jubilar motivou-nos a renovar o
empenho para anunciar a boa nova a todos, especialmente aos que mais sofrem,
com novo ardor missionário, confiando sempre no “amor de Cristo que nos
impele”, conforme o lema jubilar. A oração continue a ser valorizado, em
nossa Igreja, em ação de graças, memória, esperança e compromisso. Por tudo,
nós damos graças!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
domingo, 26 de janeiro de 2020
sábado, 25 de janeiro de 2020
Reflexão litúrgica do 3º Domingo do Tempo Comum - Ano A - SEGUIR A CRISTO
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
N
|
os
Domingos do Tempo Comum, a cada ano, a Igreja proclama um dos Evangelhos
sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas). Neste ano, temos a oportunidade de
ler e meditar, com a Igreja, o Evangelho segundo Mateus, que será lido em
sequência, exceto nos domingos em que ocorrem solenidades com leituras
próprias. Começa-se pelo capítulo 4º, com Jesus anunciando o Evangelho e
chamando os seus primeiros discípulos, uma vez que os textos anteriores são
proclamados em outros tempos litúrgicos. Por isso, neste ano, faça com especial
atenção a leitura orante do Evangelho segundo S. Mateus.
O
texto proclamado, neste domingo, nos convida a seguir a Cristo, imitando os
seus primeiros discípulos. O cristão deve ser reconhecido como verdadeiro
discípulo de Cristo. A palavra de Jesus é dirigida também a nós. A narrativa de
Mateus ressalta o plural “sigam-me”, fazendo-nos pensar na importância
de seguir a Jesus juntos, aceitando fazer parte do grupo dos discípulos, da
comunidade dos que vivem da fé em Cristo. Embora a resposta ao chamado seja
pessoal, nós seguimos a Jesus juntos, como discípulos em comunhão. Na segunda
leitura, São Paulo destaca justamente a unidade que deve reinar na comunidade
cristã, exortando os coríntios a “não admitir divisões” entre eles, mas
a serem “bem unidos e concordes no pensar e no falar” (1 Cor 1,10).
O
Evangelho proclamado se abre com o anúncio de que em Jesus se cumpriu a
profecia de Isaías: “o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz e
para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz” (Mt
4,16). O discípulo faz parte deste novo povo que vence as trevas e caminha
na luz de Cristo; por isso, responde à palavra de Jesus: “Convertei-vos,
porque o Reino dos Céus está próximo” (Mt 4,17). A conversão
implica em mudança de mentalidade e de rota para retornar a Deus. Entretanto, o
discipulado não se reduz a deixar pecados, incluindo também a renúncia de bens,
conforme a atitude dos discípulos que deixaram redes, barca e família.
Todo
verdadeiro discípulo torna-se também um missionário, devendo partilhar com os
outros o dom recebido. Os discípulos passaram a seguir Jesus que “andava por
toda a Galileia”, anunciando o Evangelho e indo ao encontro dos enfermos e
sofredores (Mt 4,23). A Igreja necessita de discípulos que sejam
verdadeiros missionários, testemunhando o Evangelho na vida cotidiana e
participando da ação missionária na sua comunidade. Cada Paróquia é chamada a
ser uma comunidade missionária. Para tanto, necessita de uma participação maior
dos seus membros na ação pastoral e missionária.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
domingo, 19 de janeiro de 2020
sábado, 18 de janeiro de 2020
Reflexão litúrgica do 2º Domingo do Tempo Comum - TESTEMUNHAS DO CORDEIRO
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
|
n
|
o
dia seguinte à celebração da festa do Batismo do Senhor, que ocorreu no último
domingo, teve início o “Tempo Comum”, caracterizado pela cor litúrgica
verde. Neste Ano Litúrgico, a partir do próximo domingo e em todos os outros
domingos do Tempo Comum, será proclamado o Evangelho segundo Mateus. Hoje,
porém, a Liturgia nos propõe um texto do Evangelho segundo João (Jo 1,29-34).
Nele, destaca-se o testemunho de João Batista apresentando Jesus como “o
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29) e referindo-se
a manifestação do Espírito Santo no batismo de Jesus. “Eu vi e dou testemunho!”, afirma
João. O Evangelho quer nos levar também
a dar testemunho de Jesus, assim como fez João Batista, reconhecendo-o como o “Cordeiro
de Deus que tira o pecado do mundo”.
O
título “Cordeiro de Deus”, aplicado a Jesus, nos mostra que ele é o novo
cordeiro, imolado na nova e definitiva Páscoa, o Cordeiro-Servo do Senhor,
anunciado pelo profeta Isaías, conduzido à morte para libertar a todos do
pecado e da morte. O “Cordeiro” apresentado por João Batista é o
cordeiro libertador do Êxodo, o cordeiro redentor anunciado por Isaías, o
Cordeiro morto e ressuscitado. É ele que vem a nós em cada Eucaristia. Antes de
receber a comunhão eucarística nós proclamamos que ele é o “o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo”, crendo em seu poder e misericórdia, pois
reconhecemos que não somos dignos que ele entre em nossa morada. Felizes os que
participam da ceia do Cordeiro, conforme proclama o sacerdote na celebração
eucarística. Feliz quem pode repetir como João: “eu vi e dou testemunho”.
Nós
somos convidados a dar testemunho de Cristo, com simplicidade e coragem, como
fez João Batista, “chamados a sermos santos junto com todos os que, em
qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Cor 1,2).
Pela vivência da santidade, no dia a dia, damos testemunho do Cordeiro de Deus,
ajudando outras pessoas a segui-lo como verdadeiros discípulos e a participar
da vida da Igreja. O anúncio do Evangelho seja sempre mais acompanhado do
testemunho de vida!
Em
resposta à Palavra anunciada, rezemos o Salmo 39, dizendo com os lábios e o
coração: Eis que venho, Senhor! Com prazer, faço a vossa vontade!
Esta atitude vivida de modo pleno pelo Cordeiro-Servo, nosso Redentor, seja
hoje a nossa atitude diante de Deus, na liturgia e na vida.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
domingo, 12 de janeiro de 2020
sábado, 11 de janeiro de 2020
Reflexão litúrgica da Festa do Batismo do Senhor
Dom Sergio da
Rocha
Cardeal
Arcebispo de Brasília
|
C
|
oncluindo o Tempo do Natal, a Igreja celebra a FESTA DO BATISMO DO SENHOR. O
Evangelho segundo Mateus, hoje proclamado, narra o fato que motiva esta festa
litúrgica. Trata-se de um momento decisivo da manifestação de Jesus Cristo ao
mundo, como Filho de Deus Salvador e Messias-Servo. Embora o testemunho de João
Batista a respeito de Jesus fosse muito importante, o Evangelho enfatiza o
testemunho maior do Espírito e do Pai, revelando quem é Jesus Cristo.
Neste
Tempo de Natal, podemos afirmar que no Batismo do Senhor ocorre um
prolongamento da Epifania, há pouco celebrada, isto é, uma espécie de “segunda
Epifania”, despertando em nós a fé em Jesus Cristo. Os dois momentos de
manifestação de Jesus Cristo como Salvador são marcados pela simplicidade,
assumindo ele inteiramente a nossa condição humana. No nascimento, através da
fragilidade de uma criança envolta em faixas e deitada na humilde manjedoura;
no Batismo, ao se colocar no meio do povo pecador que se aproximava de João
Batista em busca de conversão.
Em
Jesus Cristo, cumpre-se plenamente a profecia de Isaías sobre o “Servo”
eleito e amado por Deus, no qual repousa o Espírito. Meditamos, hoje, o
primeiro dentre os quatro cânticos de Isaías a respeito do Servo de Javé e de
sua missão. O que Isaías anuncia aplica-se a Jesus, segundo o relato do
Evangelho: “Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se
compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele” (Is 42,1).
No
nosso Batismo, o amor do Pai também se faz sentir, acolhendo a cada um de nós
como seu “filho amado”. O Batismo cristão é oferecido a todos e não
apenas ao povo da Antiga Aliança. O apóstolo Pedro reconhece que “Deus não
faz distinção entre as pessoas” (At 10,34). Por isso, os que clamam
a Deus como Pai querido são chamados a reconhecer e a tratar a todos como
irmãos.
Aproveitemos
esta festa litúrgica para agradecer a Deus a graça do Batismo recebido e para
refletir a respeito de nossa vida batismal, a ser vivida com maior empenho
durante este ano, através da participação na Igreja e do testemunho cristão
cotidiano. Valorizar o Batismo implica também em ajudar os que não são
batizados a acolherem a graça do Batismo e motivar os pais a batizarem seus filhos.
É necessário dar maior atenção aos que receberam o batismo, mas não seguem a
Cristo, nem participam da vida da Igreja. É cada vez mais importante, em nossos
dias, testemunhar a fé em Cristo, com simplicidade e coragem, buscando sempre
com a graça de Deus.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
domingo, 5 de janeiro de 2020
sábado, 4 de janeiro de 2020
Reflexão litúrgica do Domingo da Epifania - O AMOR DE DEUS SE MANIFESTOU
Dom Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília
A
|
solenidade da EPIFANIA DO SENHOR completa
o quadro do nascimento de Jesus Cristo com a presença dos “magos” do
Oriente. Sem eles, o presépio ficaria incompleto e não retrataria de modo justo
a manifestação do amor de Deus e da salvação para todos, em Jesus Cristo. Na
Epifania, destaca-se o amor de Deus revelado às nações representadas por
aqueles homens sábios, denominados magos, que vieram de longe para adorar Jesus
e oferecer-lhe presentes. São Paulo, na Carta aos Efésios, nos mostra em que
consiste o “mistério” que nos foi revelado: “os pagãos são
admitidos à mesma herança” do povo da Aliança. O amor de Deus foi
revelado no nascimento de Jesus Cristo aos que eram de perto, isto é, ao povo
de Israel, representado pelos pastores, mas também aos que eram de fora, aos
povos todos.
A
palavra grega “epifania”, atribuída a esta solenidade, significa “revelação”,
“manifestação”. Deus revela o seu amor e manifesta a sua salvação para
todos, Em Jesus Cristo nascido em Belém cumpre-se, de modo admirável, a
universalidade da salvação anunciada pelos profetas. Por isso, ao rezar, hoje,
o Salmo 71, nós dizemos: “As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó
Senhor”. Assim, hoje, nós também nos sentimos incluídos no presépio,
como participantes do novo Povo de Deus, formado por gente de todas as raças,
línguas e nações.
Assim
como fizeram os magos, nós caminhamos ao encontro de Jesus menino, que está nos
braços de Maria, com a atitude de adoração e com as nossas oferendas. Eles “ajoelharam-se
diante dele e o adoraram” (Mt 2,10). Seguindo o exemplo
daqueles homens sábios, nós também somos chamados a oferecer ao Menino Jesus os
bens mais preciosos que temos, adorando-o como nosso Salvador.
Na
celebração do nascimento de Jesus o nosso amor fraterno deve se alargar,
estendendo-se especialmente aos que não são amados em nosso mundo, bem como aos
que mais sofrem. Nós adoramos o Menino Deus que oferece a todos o seu amor e
salvação, dispondo-nos a amar a todos com verdadeira caridade. A estrela que
serviu de sinal para eles caminharem até Belém nos recorda que também nós
necessitamos da luz de Deus para trilhar o caminho certo. E quando olhamos para
o céu, iluminados pela fé, vemos que, na verdade, é ele quem vem ao nosso
encontro, é ele quem já caminha conosco. Continue a celebrar e a viver o Natal,
com a paz, a esperança e a alegria que Jesus nos traz. Aproveite este início de novo ano para
começar uma vida nova, contando com o amor de Deus revelado no nascimento de
Jesus e manifestado a nós na vida cotidiana.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
Assinar:
Comentários (Atom)
















































